Campos de Marte

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Mensagem por Legião Fulminata em Dom Set 17, 2017 12:53 am
Relembrando a primeira mensagem :

Campos de Marte


Roma sempre foi conhecida por seus grandes guerreiros, treinados para enfrentar leões e serem imbatíveis no campo de batalha. Os costumes de lutas dos romanos perduram até os dias de hoje e seus guerreiros encontram-se cada vez mais empenhados em ter um exército invencível e, para isso, é necessário treino. O maior empenho dos filhos de Vulcano foram reconstruir os Campos de Marte como se conheciam, adequando-se as necessidades das novas gerações de semideuses, que viriam a conhecer um mundo completamente diferente do que uma vez tinha sido.
Em uma câmara circular, foram dispensados uma série de simuladores mágicos suficientes para diversos semideuses por vez, capazes de assumir a forma de qualquer monstro que desejar, assim como alvos mobilizados e móveis e arenas de batalha em dupla, seja para duelos ou para treinamentos corporais. O Acampamento Furna também disponibilizou uma série de armamentos, dispostos nas paredes, para caso que os semideuses pegassem as armas necessárias emprestadas.

I. Post's com menos de dez linhas serão desconsiderados.
II. Cuidado com a gramática, pois está valerá boa parte de seus pontos.
III. É permitido apenas dois post's em na arena por dia.
IV. É permitido a postagem de treinos individuais nesse tópico, treinos em duplas, trios e outros é necessário a criação de tópico por parte do player.
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Mensagem por Bryan von Schönborn em Sab Nov 18, 2017 1:06 am
Os batedores se divertiam de um jeito um pouco peculiar, um deles era a prática de caçar nas florestas ao redor do campo de marte, uma das favoritas de Bryan. A prole de Belona acompanhada de seu arco, já se encontrava na floresta caçando um outro campista, filho de Hermes. Bryan sentia um desafio maior ainda ao procurar pelos filhos de Hermes, pois eles eram peritos em se ocultar com a floresta, o que forçava seus sentidos ao máximo para encontra-los.
Os passos de Bryan eram tão silenciosos quando o ar que circulava o local, as poucas coisas que podiam ser ouvidas eram os ventos que sopravam para lá e para cá, junto ao farfalhar de algumas folhas devido a movimentação de seu corpo. Os arcos continham flechas especiais, onde as pontas eram substituídas por um fixador que iria aderir ao corpo da pessoa no momento que fosse atingida. O olhar afiado de Bryan detectou o movimento de uma sombra em sua direita, então ele seguiu nessa direção, puxando a corda de seu arco, disparando uma flecha para frente, que por muito pouco não atingiu o filho de Hermes. A nuca do campista estava preenchida com suor frio, pois ele nunca foi detectado tão rapidamente nas caçadas anteriores, o que fez seu nível de preocupação subir um nível quando encarava a prole de Belona.
A perseguição continuou por alguns minutos, quando Bryan detectou que as passadas haviam desaparecido como se fosse mágica, ele sabia que o filho de Hermes provavelmente tinha encontrado uma cobertura para se proteger no momento. Era realmente um local favorável para ambos os lados dependendo de onde estivessem, pois a floresta poderia ocultar muito bem o caçador, como poderia ajudar a proteger a caça com as árvores que estavam espalhadas, assim como as grandes formações rochosas que vez ou outra aparecia.
O filho de Belona não sentia nenhum tipo de olhar em sua direção, então sabia que o filho de Hermes também não sabia sua posição atual, logo ele teve um lampejo de ideia, tendo uma noção aproximada da região onde o campista estaria ele levantou seu arco, mas sem colocar a flecha na corda, ele a puxou até o limite, fazendo com que o som ecoasse na floresta já que era completamente silenciosa no momento. Seu plano havia obtido o resultado esperado, pois nesse momento uma sombra se moveu de seu estado em hiato e começou a se deslocar, Bryan já com a flecha na corda disparou nessa mesma direção assim que havia começado a se mover, acertando suas costas com uma precisão quase que impecável. O filho de Hermes não pode deixar de se sentir surpreendido por conta dessa flecha ter viajado tão rapidamente, mas logo ele se deu conta de que não ouviu o impacto da primeira flecha e tinha caído em uma armadilha.
— Parece que essa rodada é minha vitória — dizia Bryan enquanto se aproximava do campista ajudando-o a se levantar — Você é bem rápido e tem uma boa noção espacial, mas parece que seus ouvidos lhe traíram dessa vez.
— Acontece, pelo menos agora eu já posso voltar a dormir — respondeu o filho de Hermes dando de ombros, ele estava realmente incomodado com o fato de ter sido encontrado tão rapidamente pelo filho de Belona.
Ambos voltaram para o local de reunião, Bryan havia sido o primeiro a encontrar seu alvo, então ele ficou conversando com o atual líder dos Batedores sobre os treinamentos e coisas do gêneros e os demais campistas retornarem encerrando a atividade no final do dia.
Bryan von Schönborn
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Mensagem por Febo em Sab Nov 18, 2017 1:21 am
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Bryan - Treino 1: Mesmos errinhos do treino anterior. Virgulas nos lugares errados, ou a falta delas quando necessário. Também pode rever a definição de parágrafos: As vezes, algumas partes do texto podem ser incluídas num mesmo paragrafo ao invés de criar outro, ou uma informação que devia estar "solta" e que está anexada a um paragrafo de modo incorreto. Vou mostrar o exemplo:

"Bryan estava treinando com sua espada durante duas horas nos campos de marte, era um rotina repetitiva, mas a prole de Belona não se importava com essas coisas, pois ele acreditava que a prática levava a perfeição. Ele temia muito mais alguém que praticasse 10 mil vezes o mesmo golpe do que alguém que praticasse 10 mil golpes uma vez.

O movimento de sacar e embainhar a espada não tinha som, um dos fatores importantes era de que a bainha de sua katana não era feita de metal como as demais e sim de couro, evitando o barulho de metal colidindo, dando um ar surpresa para os adversários."


Ou:

"Bryan estava treinando com sua espada durante duas horas nos campos de marte, era um rotina repetitiva, mas a prole de Belona não se importava com essas coisas, pois ele acreditava que a prática levava a perfeição.

Ele temia muito mais alguém que praticasse 10 mil vezes o mesmo golpe do que alguém que praticasse 10 mil golpes uma vez.

O movimento de sacar e embainhar a espada não tinha som, um dos fatores importantes era de que a bainha de sua katana não era feita de metal como as demais e sim de couro, evitando o barulho de metal colidindo, dando um ar surpresa para os adversários."


Além disso, ao iniciar o treinamento do jovem, você deu a ele a ideia de qual arma utilizar, mas não citou o nome da arma, o que deixou um pouco confuso. Enfim, nada grotesto, só necessário mais atenção.

(E eu espero que tudo o que eu esteja falando não seja na verdade erros meus, enfim.)

250xp (+250xp) + 100 denários.

Bryan - Treino 2: Novamente questão de separação de períodos, e concordância:

"Os batedores se divertiam de um jeito um pouco peculiar, um deles era a prática de caçar nas florestas ao redor do campo de marte, uma das favoritas de Bryan."

O que pra mim seria correto:
"Os batedores se divertiam de jeitos um pouco peculiares. Um deles era a prática de caçar nas florestas ao redor do campo de marte; uma das favoritas de Bryan."

Durante seu texto, também localizei erros em questão de mitologia. Você cita a caçada de um filho de Hermes, quando na verdade - creio eu - queria dizer filho de Mercúrio. Também há um problema com 'falta de palavras' no final do texto.

200xp (+200xp) + 80 denários.

Atualizado

Febo
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Mensagem por August C. Graham em Sab Nov 18, 2017 3:03 pm

▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄
❝Just a young gun with a quick fuse, I was uptight, wanna let loose, I was dreaming of bigger things, And wanna leave my own life behind, Not a yes sir, not a follower, Fit the box, fit the mold, Have a seat in the foyer, take a number, I was lightning before the thunder❞
▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄


O joelho ainda doía, graças ao golpe que levara no dia anterior. O suor escorria em seu rosto, a cada estocada insistente que August César Graham fazia no boneco de palha, utilizando de seu arco laminado; A raiva sendo descontada no objeto de treinamento. Ele não se sentia feliz, como quando levantara minutos antes de sua maior falha e seus pensamentos focavam completamente em seu fracasso.

Ele havia sido humilhado, na frente de vários semideuses. Sua honra destruída e sua reputação - que antes não existia - agora fadada ao fracasso. "O arrogante filho de Júpiter que sonhou alto e teve uma queda maravilhosa."

Seus olhos se enchiam de lágrimas a cada vez que ele lembrava do dia anterior e como as pessoas falavam dele pelas costas agora. Era frustrante não poder fazer nada por aquele momento pois sabia que alguma nova tentativa falha seria a ruína de seus sonhos. Como ele alcançaria o poder se seus futuros seguidores consideravam ele uma piada?

— Você não acha que o boneco está destruído o suficiente?

Ele parou seus movimentos, observando a palha completamente destruída, começando a ser levada pelo vento. O que antes era o boneco agora era uma pilha amarelada e desfigurada. Seus olhos ardiam, molhados e sua respiração estava acelerada, o que automaticamente ao perceber, ele tentou controlar. Inspirava, expirava, de modo sequencial, tentando se recompor; Não era fácil, já que seu corpo e sua mente pediam apenas que ele encontrasse um novo alvo e tentasse estraçalha-lo, assim como deveria ter feito com Júlio.

— Se você perde o controle assim no campo de batalha, você está morto. Um soldado descontrolado é um soldado inútil. —  A voz novamente o pegou e ele se virou para encarar um semideus. Cabelos negros e olhos quase semelhantes, se não houvesse um castanho leve misturado. A pele era levemente pálida, o que contrastava com a rápida ideia que August teve ao pensar que aquele jovem passava horas sob o sol, treinando. — Então, você é mudo ou algo assim?

— Para que lhe interessaria? — Foi impossível não demonstrar raiva em suas palavras. A irritação ainda permanecia. César nunca foi um garoto que sabia deixar os problemas de lado e aquele provavelmente era seu defeito fatal. Ele guardava mágoas, não sabia controlar sentimentos como aquele, principalmente quando acreditava que eventos como o do dia anterior afetavam sua imagem.

— Hey, calma aí novato. Isso não é jeito de falar. Desse jeito, você não vai conseguir nada do que quer. As pessoas continuarão a te olhar e rir da sua cara, não terá respeito ou muito menos, alcançará seus sonhos. — O garoto permanecia falando com um tom extremamente calmo, enquanto girava uma adaga negra entre os dedos; Uma outra repousando em seu cinto. Os olhos não desfocavam de August, o que gerava um leve incômodo. — Você tem de treinar seu controle, August. Eu já passei por coisas semelhantes, e o que me manteve vivo foi a decisão que eu deixaria de ser tão intenso para me preocupar com o que realmente era necessário.

— É fácil falar... — Ele pensou em continuar, usando da origem de seu sangue para culpar o seu jeito. Ser filho do rei do Olimpo e ter o sangue do Imperador correndo em suas veias dava a August a sensação de que ele devia mostrar sempre que era o melhor. Ou pelo menos tentar. Ele precisava orgulhar os deuses, e orgulhar Roma.

— Orgulho é a última coisa que os deuses esperam. Eles querem resultados, querem que seus filhos se mostrem guerreiros disciplinados. É isso que tem de ser sua motivação. Você só ascende quando tem o controle de sua vida, de quem você é. — O legionário parecia saber exatamente o que a prole de Júpiter pensava, o que lhe deixava um pouco impressionado. — Venha, vou te treinar de verdade. Bonecos de palha são os piores jeitos com que você pode aprender.

Ele deu as costas após aquelas palavras, caminhando para um outro ponto dos Campos de Marte. As pessoas abriam espaço para ele conforme passava, e August rapidamente o seguiu. Os olhares que incidiam sob ele ainda o incomodavam, mas com as palavras daquele desconhecido ele tentava se controlar. Um líder deveria impedir que seus sentimentos fossem expostos ao povo para que houvesse controle.

— Primeiramente, falaremos de sua arma. Afirmo que nunca vi nada parecido com isso, mas imagino o jeito certo de empunhar algo assim. —  Ele estendeu a mão e César logo entendeu, dando a ele com cuidado seu arco dourado. O legionário o segurou com firmeza, fazendo August realmente se perguntar se ele nunca havia usado um semelhante. — É uma arma interessante, mas que se não usada da maneira certa, lhe garante a falha. E isso é a última coisa que você quer.

Ele se aproximou, pegando a mão de August e o fazendo segurar o arco de um jeito que ele não havia experimentado. A arma parecia mais leve naquela posição e ele sentia que seus movimentos podiam ser ainda mais rápidos e precisos, facilitando a ele que saltasse ou até mesmo aplicasse um tiro ao mesmo tempo que estivesse golpeando com a lâmina. Ele sorriu contido.

— Sente a mudança, não é? Creio que assim facilitará os movimentos. Vamos fazer um teste. — Ele retirou sua outra adaga da cintura, segurando uma em cada mão. Apenas o modo como se portava possibilitava o pensamento de que ele tinha maestria com aquelas armas. Com alguns passos para trás ele se afastou, de modo que August rapidamente entendia que um combate iniciaria. Mas seria diferente do anterior, já que aquele garoto não tinha a intensão de humilhá-lo, mas ajudar ele a se tornar melhor.

— Olha, muito obrigado pela ajuda que você está me dando... — Não pôde terminar de falar quando teve que bloquear o golpe duplo. As duas adagas do garoto avançaram contra seu pescoço e ele levantara o braço em diagonal, empurrando as armas inimigas para o lado, fazendo com que aquele que o treinava desse um giro gracioso e estivesse mais uma vez pronto para um golpe.

—  Ótimo, mas evite falar durante o combate. Foque em seu adversário acima de tudo. Ou do que estiver ao redor de você. —  E o sorriso indicou que havia algo a mais naquilo. August se virou e mais uma vez, bloqueou com um movimento semelhante de sua lâmina o percurso de uma flecha atirada em sua barriga. Uma garota, quase idêntica ao legionário sorria para ele, mas se afastara em seguida. — Movimentos surpresa. NÃO ABAIXE A GUARDA!

Ao dizer isso, August já imaginava que ele seria golpeado quando estivesse encarando a legionária que agora se reunia com um grupo para observar atentamente o treinamento. Com certeza era irmã do outro, mas ele deixaria aqueles questionamentos para depois. Seu corpo girou, desviando de um golpe horizontal iniciado acima e que finalizaria em um corte para baixo. Ele arfou quando o golpe continuou, desviando de um corte lateral em sua barriga e erguendo o rosto no exato momento que o joelho de seu adversário rumava para um golpe doloroso.

— Ótimo, continue assim. — E a luta continuava. Era uma sequência frenética de golpes, desvios e bloqueios. Tonitrus se tornava cada vez mais rápido, conforme August se acostumava com seus movimentos e pensava antes de agir. Precisava daquela velocidade em seus pensamentos e conseguia aos poucos prever os movimentos e combatê-los.

O público aumentava. Frequentemente, a irmã do legionário atirava flechas de um material negro enquanto rodeava a luta, fazendo com que August tivesse de se preocupar com a possibilidade de uma luta ter mais de um adversário o atacando ao mesmo tempo. Ele rebatia as flechas com sua lâmina, utilizando do braço livre e de suas pernas para afastar as sequências do pálido garoto.

Até que uma última vez, a lâmina do arco dourado atingiu as adagas negras e eles se encararam, arfando e suados. Um sorriso surgiu no rosto do dono das armas e ele se afastou, colocando a dupla novamente na cintura e estendendo a mão para cumprimentar August. O arco fora colocado nas costas e sem hesitar ele apertou a mão daquele que havia o treinado.

— Você tem talento, pequeno Imperador. Não deixe impressões iniciais serem levadas a sério. As pessoas nem sempre sabem enxergar além de uma única luta. Continue treinando assim que você se tornará forte. E nunca esqueça: Você não tem de ser melhor que ninguém e sim, se tornar melhor do que você era, a cada novo dia. É assim que os heróis surgem. — O sorriso permaneceu em seu rosto após aquelas palavras e se alargou quando August assentiu, ainda extasiado por aquela batalha. As pessoas ao redor aplaudiam, mas não só o legionário mais velho. —  Espero ver você sempre por aqui. E quando precisar, só me chamar.

Com aquelas palavras ele rumou para a saída. Sua irmã parecia ter desaparecido nas sombras, mas ele preferia caminhar sob o sol. August encarou todo o percurso dele até pouco antes dele desaparecer completamente, lhe questionar.

— Qual seu nome? — Foi impossível não ter que gritar para chamar atenção do outro. Ele se virou, encarando os olhos azuis do filho de Júpiter com os próprios olhos castanhos.

— Pode me chamar de Luke.

E desapareceu, escondido pelas pessoas que agora cumprimentavam August.

Coisinhas:
Poderes:

Passivos:
LÍDER NATO: Gostando ou não o filho de Júpiter é sempre visto como líder. É comum ser consultado direta ou indiretamente,  sua opinião costuma sempre contar e é incisiva sobre aqueles que comanda. Isso lhe dá um bônus de Charme e Carisma.
PERÍCIA ELÉTRICA - INICIAL: Recebe Perícia[Inicial] com qualquer arma que possua o descritor elétrico.
PLUGADO - INICIAL: Essa habilidade permite recuperar 10 de HP/MP sempre que estiver diretamente exposto a uma fonte elétrica.
Ativos:
ELETROCINESE - INICIAL: Essa habilidade permite o controle da eletricidade ao redor de si, num raio máximo de 5m, não podendo criar nenhuma descarga ainda. Nesse nível não passa de choques de 220v, deixando o inimigo no máximo atordoado. [Gasto de 20 MP por turno.]
AEROCINESE - INICIAL: Essa habilidade permite o controle das correntes de ar, podendo também criar pequenos pontos de pressão atmosféricas, como cortes de ar pressurizado, embora o dano seja ainda superficial. Pode também elevar pequenos objetos. O controle se estendo por no máximo 5m, perdendo o controle após isso. [Gasto de 20 MP por turno.]
FLASH RELÂMPAGO: É a habilidade que permite o filho de Júpiter produzir um flash de luz intenso e efêmero, podendo causar cegueira luminosa no inimigo por até 2 turnos. [Gasto de 15 MP por turno.] [Tempo de Espera: 4 turnos]
Armamento:

• Tonitrus — Um Arco Recurvo feito a partir do Ouro Imperial. Tem aproximadamente 1,30m de uma ponta a outra, e sua característica mais notável é a presença de lâminas afiadas que se estendem por toda a parte externa da arma. Com isto, Tonitrus se torna uma arma tanto de longa distância quanto de curta, possibilitando a August que o use quando o inimigo se aproxima demais. Extremamente resistente, tem em seu lado interno o nome de seu empunhador e durante o dia adquire uma tonalidade amarelo-alaranjada, enquanto a noite, se torna prateado.
• Aljava - 100 Flechas de Ouro Imperial.
V&D:

V:
— CORAGEM [-1 ponto]: Seu personagem nunca irá hesitar em suas ações por causa do medo, apesar de ainda ser capaz de senti-lo, não terá um efeito tão profundo no seu psicológico, podendo ser facilmente controlado ou posto de lado.

— CARISMÁTICO [-2 ponto]:
Seu personagem consegue lidar facilmente com o público, sem se deixar abater pela vergonha ou nervosismo. Costuma a impressionar aqueles ao seu redor, tornando-se de confiança rapidamente, a pessoa perfeita para falar em público ou passar algum recado.

— LIDERANÇA [-2 pontos]: Mesmo nunca tendo expressado o desejo de ser líder, você poderia cumprir tal função exemplarmente. É capaz de se tornar um líder em situações necessárias, apesar de não significar que os outros irão segui-lo sem hesitação, no entanto, poderão ficar impressionados com suas ações ou discursos.
— FRIEZA [-2 pontos]: Seu personagem nunca perderá a calma em situações de necessidade. Seu treinamento o forneceu a capacidade de manter-se calmo até nas mais desesperadoras situações, podendo influenciar aqueles ao seu redor para fazer o mesmo.
D:
— ANSIEDADE [+1 ponto]: Manter algo inacabado é praticamente impossível para o seu personagem, enquanto ele está na espera de alguma coisa ou pessoa, ele não consegue ficar quieto ou parado, podendo acarretar um transtorno de ansiedade.
— AMBICIOSO [+1 pontos]: Não importa tudo o que seu personagem têm ou o cargo em que ele está, ele sempre irá desejar se elevar ou possuir mais. Ás vezes, não se importa com o que tem que fazer para conseguir o que deseja.


― Lighting and the Thunder.
Feel them
August C. Graham
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Mensagem por Nyx em Sab Nov 18, 2017 11:50 pm
Avaliação


August 1: Seu treino, apesar de uma introdução extensa e capaz de fornecer diversas informações sobre seu personagem e as características deles, pecou no quesito do treino em si. Fora isso, não notei nenhum erro que valha a consideração.
320 de experiência (+320) e 150 denários.

August 2: Esse treino foi capaz de mostrar que o anterior não fora nada além de uma exceção. Muito bom!
350 de experiência (+350) e 150 denários.


the night is dark and full of terrors
Nyx
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Mensagem por Bryan von Schönborn em Dom Nov 19, 2017 1:33 am
As espadas emitiam um som pesado de contato enquanto eram utilizadas na arena de treinos. Muitos campistas adoravam essa prática logo cedo para despertar o corpo como um todo e depois seguir com seus afazeres. Bryan era um desses campistas, então já pela manhã, estava ele treinando com sua katana contra um outro semideus filho de Belona.

O combate se desenvolvia em troca de golpes constantes de ambos os lados, nenhum cedia a menor vantagem para o outro, deixando tudo mais interessante para quem assistia no entorno. As lâminas cintilavam quando se encontravam, o barulho de metal colidindo era audível para todos os presentes, até mesmo aqueles que ocupavam as últimas fileiras podiam ouvir o barulho. O semideus que duelava com Bryan era um praticante das artes marciais, assim como ele, que treinou durante um longo período nesse estilo de combate.

Os golpes ficaram mais intensos conforme ia passando o tempo. Bryan liberava um pouco mais de poder a cada troca, vendo qual era o limite de seu oponente, que por sorte era menor que o seu, já que no último encontro de espadas ele acabou sendo suprimido pelo golpe de sua espada. Ele como um batedor de respeito, possuía varias técnicas silenciosas e obviamente uma com espadas era inclusa. Durante seu treino no oriente, acabou por aprender o estilo do saque rápido — Iaido.

Com uma jogada de corpo, Bryan se afastou cerca de 5 passos, abrindo uma distância de 4 metros do adversário. Ele embainhou sua katana, segurando firmemente com a mão direita no cabo da arma, enquanto sua mão esquerda segurava a bainha próxima a sua cintura do lado esquerdo. O corpo de Bryan estava inclinado para a frente, cobrindo a visão de sua arma para que o oponente fosse surpreendido com o golpe.

Como ambos eram filhos de Belona, a sede de sangue era palpável para a plateia que já tinha sua respiração se tornando cada vez mais pesada por conta dos golpes de tirar o fôlego. Quando o campista se aproximou de Bryan com sua katana pronto para atingir seu peito, o batedor fez seu movimento revelando um saque limpo onde o cabo da espada ia de encontro com a lâmina rente ao seu corpo, mudando o curso da katana para outra direção, raspando de leve em seu ombro esquerdo. Já a a lâmina de sua katana encontrava o pulso do rapaz, danificando os nervos do local. A mão do campista abriu involuntariamente, relaxando o aperto sobre a katana que logo desabava no chão. O golpe de Bryan tinha sido com uma precisão extrema, levando em consideração o elemento surpresa, foi ainda mais impressionante o fato de que ele não prejudicou o adversário além do necessário.

— Obrigado por parar no momento certo, mesmo sabendo que meu golpe foi muito mais cruel
— o campista tinha adquirido um nível maior de respeito para com Bryan depois dessa troca de pontos com ele.

— Não há com o que se preocupar, não é como se você fosse capaz de me ferir de alguma forma. — Bryan realmente não se importava com o golpe de seu adversário, então apenas deu de ombros e o ignorou, voltando a sua prática comum com a katana.

O pessoal que havia se reunido ao redor não pode deixar de suspirar em espanto com o combate que tinham acabado de acontecer, imaginar que um único golpe poderia ter decidido um duelo que vinha sendo tão emparelhado. Pouco a pouco foram dispersando, abrindo espaço para os praticantes voltarem a suas atividades.
Bryan von Schönborn
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Mensagem por Bryan von Schönborn em Dom Nov 19, 2017 2:51 am
O dao da espada foi o caminho mais praticado por Bryan. Era algo que já se tornou indispensável em seu cotidiano caçando os monstros pelos túneis.
Já fazia mais de 10 anos que ele estava praticamento este caminho que tinha diferentes aspectos e variava de pessoa a pessoa.

Durante seu treinamento, ele teve várias introspecções que o levava a um caminho diferente quando sacava sua espada. Todas as experiências eram influentes para o seu aprendizado no final do dia, afinal de contas ele ainda estava com suas habilidades em formação. Seu falecido mestre, lhe ensinava que para praticar a espada uma mente saudável era mais importante que um corpo saudável. Uma das frases que Bryan jamais esquecerá era a favorita de seu mestre.

"Uma lâmina (刀) pendura-se sobre o caráter de tolerância (忍). É apenas quando você pode tolerar o que homens comuns não podem, que o mundo pode estar em paz e que você pode se tornar uma pessoa acima de todas outras pessoas…"


Bryan, um autêntico filho de Belona aprendeu a controlar sua fúria sangrenta apenas meditando essa simples frase. Ele nutria um respeito muito grande para com seu falecido mestre, superando até mesmo o nível de respeito que ele mantinha com sua mãe. Sua mão pousou levemente sobre o capo da espada, fluindo em uma união estável com o vento. Seus olhos estavam fechados e sua respiração controlada. Cada
sibilar do vento era como um cântico em seus ouvidos. Uma pequena folha se desprendeu da árvore que cobria o semideus, descendo lentamente até a altura de sua cabeça, quando um flash de luz piscou e quando desapareceu, a folha já desvia em duas metades exatamente iguais. Bryan havia sacado sua katana e com um golpe ágil partiu a folha, atingindo a nervura principal da folha.

Mestre, se eu não fosse tão fraco na época... — um pesar indescritível abalou o coração até então firme de Bryan — Você não teria que ter se sacrificado por mim, um mero discípulo que você criou como se fosse um filho.

A prole de Belona não era de expressar seus sentimentos, mas sempre que lembrava de seu mestre era como se uma pedra caísse num copo d'água, criando o maior dos tremores. Ele sabia que esse sentimento não sumiria até realizar o ato de vingança. A mão que estava apertando seu peito firmemente, afrouxou aos poucos liberando a passagem de ar em seus pulmões. Seu pensamento logo voltou ao lugar enquanto ele repetia algumas palavras de seu falecido mestre.

O Dao existe no coração, e o coração nasce da vontade. Se a tua vontade for forte, então o seu Dao será poderoso, e a tua espada… — dizia Bryan enquanto estabilizava sua respiração e mente — será invencível!

Os olhos de Bryan se abriram lentamente e no fundo deles podia ser vista uma calmaria antes da tempestade. Algo grande estava para acontecer, não se sabia quanto, mas seria logo. A prole de Belona estava se preparando para o momento de vingança desde o dia que seu mestre faleceu, um leve brilho vermelho com intenção assassina passou pelo seu olhar quando dissipou lentamente.

Observações:
— O que é Dao?
Dao significa literalmente "o caminho". Então nesse caso eu me refiro ao caminho da espada.
O Dao é o conhecimento intuitivo da "vida" que não pode ser apreendido completamente – tão somente – como um conceito, mas pode ser conhecido, no entanto, através da experiência de vida real, cotidiana. A ontologia do Tao difere-se da convencional (Ocidental), na medida em que ela se baseia numa prática ativa e holística da ordem natural da Natureza, com o seu despertar universal, em vez de um despertar estático ou atomístico. O Dao não é apenas um caminho físico e espiritual; é identificado com o absoluto que, por divisão, gerou os opostos/complementares yin e yang, a partir dos quais todas as "dez mil coisas" (ou todas as coisas) que existem no Universo foram criadas. O Dao é o princípio fundamental do taoismo.

—Treino diferenciado?
Então, eu quis tratar esse treino como algo mais pro lado mental do que físico. Pois para um praticante de espadas, a mente deve estar em um bom estado para que seus movimentos não falhem, espero que possa ser aceito.

Bryan von Schönborn
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Prole de Belona

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Mensagem por Bryan von Schönborn em Seg Nov 20, 2017 1:36 am
Bryan chegou ao local designado por Nyx. Era uma floresta numa colina ao norte da China, sua missão consentia em eliminar um comandante de exército que estava fazendo passagem nesse território. O exército consentia de duas mil pessoas e era uma imagem realmente chocante para quem quer que visse. Com tantas pessoas, algumas eram batedores e seguiam na frente do exército procurando por qualquer pessoa que pudesse atrapalhar seus planos, mas eles não podiam esperar que essa pessoa era Bryan, um servo de Nyx que matava as pessoas em seu caminho sem a menor hesitação. Aqueles que encontraram com ele, foram transformadas em poças de sangue e nem foram capazes de ver o que os atingiu. Seus corpos tinham marcas de cortes na região do pescoço e nenhum outro machucado podia ser visto. O filho de Belona se moveu por entre as árvores até se aproximar o suficiente e estar visível para aqueles do exército, sua imagem era como um vulto preto que tremeluzia entre os galhos e logo se revelou na imagem de um jovem rapaz de vestes pretas que com sua adaga na mão direita apontava para o comandante que estava lhe fitando. Com a mão livre passou o polegar na garganta fazendo uma menção de cutthoat, revelando um sorriso frio e cruel na direção de todos.

Bryan não apenas provocou o comandante e a multidão, ele também estava expressando o desprezo que ele tinha por eles e declarando guerra!

Porra! Mate-o!— o comandante ficou lívido com a raiva da provocação de Bryan, sua expressão estava deformada por conta do ódio que ele estava sentindo.

Encarando a expressão sorridente de Bryan, ele não sabia o porquê, mas ele sentiu um ligeiro arrepio correr por sua espinha. Apesar de ser grosseiramente superado em número, a prole de Belona declarou a morte dele, sob os olhos de quase dois mil pares de olhos, ele poderia realmente matá-lo?

Ele balançou a cabeça tirando esse pensamento. Era impossível!
Revestido em armadura branca prateada, ele se assemelhava a uma torre de ferro montado em um cavalo.

Um assassino, hein? Venha e tente! Vamos ver se você pode passar por todos esses soldados! — berrou o comandante.

Os soldados se moveram para cercar Bryan, no entanto, em um piscar de olhos, eles descobriram que o topo da árvore estava vazio sem um único vestígio dele!
O servo de Nyx desapareceu no ar.

Proteja o comandante! — gritou um soldado.

Enquanto procuravam na direção em que pensavam que Bryan havia desaparecido, um som veio por trás e suas mentes tremiam. "Ele já se moveu por trás de nós?", esse pensamento atingiu como um trovão a mente de todos.

Ele está realmente atrás de nós!—gritou um cavaleiro que viu Bryan depois de se voltar para a fonte do som.

Enquanto isso, a prole de Belona julgou a distância e se dirigiu para o comandante, seu corpo leve e sua silhueta embaçada enquanto ultrapassava todos. Num tempo tão curto quanto uma piscada, a figura evasiva de Bryan passou mais de cinquenta metros! Esses soldados, que não tinham visto tanta velocidade antes, não podiam deixar de suspirar em choque por conta disso. Os Guerreiros não ficaram parados quando lideraram o exército para frente, apenas descobrindo que não podiam acompanhar o batedor, ele era rápido demais!
Mesmo com tantos soldados tentando detê-lo, Bryan não pensou no bloqueio, para ele, eles também nem pareciam estar lá. Não demorou muito para se deparar com o comandante. A única coisa que estava entre ele e Bryan agora era o Vice-comandante.

Um assassino, não é? Venha, deixe-me ver o quão habilidoso você é! — com um grito esbravejador, o Vice-comandante rugiu e se adiantou na direção da prole de Belona, erguendo sua espada e com uma aura imponente desferiu um golpe horizontal na direção do arauto.

O Vice-comandante viu seu golpe facilmente esquivado por Bryan, que esfaqueou um punhal na direção de sua testa em resposta. Para ele, o batedor era apenas uma silhueta intermitente enquanto seu golpe não atingia nada além de ar, sua mente estava em choque.

"Meu ataque foi esquivado? Que velocidade incrível!" — o pensamento do Vice-comandante não podia ser nenhum outro além desse.

Os olhos do Vice-comandante foram cegados pelo frio vislumbre do punhal da prole de Belona quando ele se aproximou rapidamente. Ele esperava que este ataque frontal fosse um golpe certeiro, então ele rapidamente entrou em uma posição defensiva e moveu sua espada para bloquear. Depois que ele levou apenas um único passo para trás, Bryan desapareceu de sua linha de visão e instantaneamente seu coração apertou em preocupação.

COMANDANTE! — com o coração pulando uma batida, ele só pode virar para trás em resposta para descobrir que Bryan já estava extremamente próximo do seu comandante.

Bryan era como uma sombra, intangível e incompreensível. O comandante notou o arauto aproximando-se dele e apressadamente tentou recuar. No entanto, o punhal apontado para ele era como um ceifador brandindo sua foice, criando uma sensação iminente de desespero.

Foi inútil!

A mente do comandante ficou em branco quando o punhal perfurou sua testa. Em um piscar de olhos, o arauto circulou em volta de suas costas e pousou um golpe certeiro. Suas ações eram nítidas e controladas, não mostrando sinais de negligência. À medida que seus olhos escureciam, o comandante caiu no chão com um baque. Depois de lidar com o golpe final no comandante, Bryan finalmente ficou quieto, criando um contraste visual com a sua forma em imagem-borrada de antes.
Ao ver isso, as centenas de soldados ainda vivos encararam inexpressivamente o batedor e o cadáver de seu comandante, muitos deles até esqueceram de seguir em movimento.

Comandante ... morreu?

Desde o momento em que notaram Bryan até o momento em que o comandante morreu, apenas quinze segundos haviam passado, passou por apenas um flash! A prole de Belona realmente realizou uma ação inimaginável, sob o nariz de quase duas mil pessoas, ele havia matado o Comandante. Estava longe de suas expectativas que o Comandante cairia tão rapidamente. Essa velocidade deixou uma pessoa sem tempo para pensar, muito menos reagir!

Bryan lançou um sorriso frio que perfurou o coração de todos presentes antes de desaparecer no ar.
Ele não foi encontrado em qualquer lugar.
Bryan von Schönborn
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Mensagem por Febo em Seg Nov 20, 2017 2:04 am
Avaliação


Bryan 1: Melhorou bastante perante as observações citadas nas avaliações de seus últimos treinos. A questão agora, que perdura para os treinos seguintes é a repetição de palavras que podem ser substituídas por outras que expressem o que você quer passar. Além disso, deve-se ter cuidado ao usar de palavras que realmente combinem com o que você quer transmitir.
320 de experiência (+320xp) + 120 denários.

Bryan 2: Considerações na avaliação acima. Juntando com o que eu disse anteriormente, digo que gostei da originalidade desse treino, pois acredito que não só o físico deve ser treinado. Parabéns.
350 de experiência (+350xp) + 150 denários.

Bryan 3: Considerações nas avaliações acima.
320 de experiência (+320xp) + 120 denários.
Febo
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Mensagem por Alexis Dahlia Black em Seg Nov 20, 2017 2:31 pm
the oni

O solo aos pés de Alexandra rangeu quando seu peso o sobrecarregou, fazendo-a praguejar em voz baixa e apertar o cabo do machado com mais força do que demonstrava ser necessário, mantendo-se atenta a qualquer ruído que viesse do andar inferior, aquela casa era muito antiga e destruída para não emitir nenhum som, ainda mais tratando-se de um monstro daquele porte.
Alexandra e o irmão sabiam que não deviam estar naquela cidade, mas eles não tinham uma melhor opção. Tudo o que tinham de mantimentos era meia garrafa de água e dois pães duros que Harry tinha encontrado da última vez que se separaram para procurar por comida e ambos quase viraram comida de uma vaca gigante e raivosa.

Os dois haviam dado três passos em direção a cidade quando o primeiro monstro surgiu. Tão burro como era, morreu em questão de minutos. Alguns passos a mais e Alexandra e Harry julgaram que estava seguro para se separarem, menos tempo naquela cidade significava menos chance para virar comida de monstros. A semideusa seguiu para a direita, em direção ao que parecia ser uma igreja, tão destruída que o antigo sino que ela suponha ficar no alto de uma torre, encontrava-se caído no meio da rua, com a torre estilhaçada ao seu redor.

Ela desviou do sino gigante, os olhos tempestuosos fixando-se na placa que indicava uma antiga mercearia. Um meio sorriso satisfatório cruzou os lábios de Alexandra ao tempo em que seus pés quase moveram-se sozinhos naquela direção, a mochila em suas costas, tão leve que parecia estar pedindo para ser cheia. A porta estava deitada contra a entrada, fazendo com que a semideusa tivesse que erguê-la antes de atravessar a entrada.

Dentro da antiga mercearia, as prateleiras encontravam-se quase vazias. Quase. Alexandra correu em direção a elas, tirando a mochila de suas costas, abrindo-a e a colocando no chão. Foi quando ouviu um som semelhante a um rosnado.
A semideusa virou-se abruptamente, dando de cara com um monstro de forma humanoide irregular, atingindo quase três metros de altura. Seus braços e pernas eram enormes, com gigantes músculos que fizeram Alexandra engolir em sexo por um momento. Sua pele era negra e parecia ser couro, enquanto seu rosto era de uma besta, lembrando Alexandra a mistura de um macaco, pássaro e leão. Como se, somente com sua aparência, ele não fosse assustador o bastante, o monstro carregava um bastão negro com pregos.

A lata de sopa entrou em contato com o chão com um estrondo alto, ao mesmo tempo em que as mãos ávidas de Alexandra retiraram o machado do coldre de couro as suas costas, tomando uma posição de batalha.

— Venha me pegar, bebê. — provocou a garota Black.

O monstro grunhiu e bateu sua grande pata contra o chão, estremecendo toda a estrutura do pequeno edifício da mercearia.

— Eu torturava as criaturas no inferno muito antes de você ser um pensamento na cabeça de seus pais, criança. — rugiu enfurecido.

Alexandra arqueou uma sobrancelha, um esboço de um sorriso brincando em seus lábios.

— É você que não está acostumado a lidar com pessoas como eu. — gracejou Alexandra.

Era visível que as palavras irritaram ainda mais o monstro, fazendo com que ele avançasse na direção da semideusa sem nenhum tipo de hesitação, seus passos desleixados capazes de estremecer toda a casa. Beatrice antecipava esse movimento e esperou até o momento certo para girar para a esquerda. Em Temiscira, sua mãe a havia preparado para isso. A altura e peso os deixavam lentos e isso era completamente o oposto do que Alexandra era. Ela fora treinada para sempre usar suas vantagens da melhor forma possível.

O monstro se virou, a irritação escorrendo por suas feições horrendas, ganhando da sua adversária um sorriso malicioso, enquanto ela retirava da cintura duas adagas que havia trazido consigo da ilha das Amazonas, girando-as no dedo indicador antes de correr em direção à ele. Ele esperou até que ela estivesse próxima o bastante para erguer seu bastão, atacando-a no seu flanco direito no exato momento em que ela se abaixava, não rápida o bastante para evitar um corte significativo na sua perna.
Alexandra não deixou que o ferimento tivesse o melhor dela e, escorregando por baixo do monstro, fincou uma das adagas em seu calcanhar, deixando-a penetrar a sua pele enquanto fazia o seu melhor para desviar tanto da mão do monstro, quanto de sua arma. Grunhindo de dor, o monstro cambaleou e aproveitou a deixa da criança de Plutão para lhe segurar pelo pescoço e arremessa-la contra a parede do lado oposto da sala. O impacto do corpo de Alexandra foi suficiente para quebrar a madeira que separava mercearia do depósito, fazendo a semideusa cair no chão, entre os destroços antigos e os recém-feitos.

Uma dor intensa se alastrou por todo seu corpo e seu machado foi parar do outro lado da sala, ainda ouvindo os passos pesados do monstro, vindo se certificar de se seu trabalho ainda estava completo. Alexandra se obrigou a levantar, mas seu corpo não parecia querer ajuda-la nesse momento. Tentou iniciar movimentos simples, como movendo os dedos dos pés e das mãos, obtendo sucesso nesses feitos.
Conforme o monstro se aproximava, a semideusa conseguia ir recuperando os movimentos de seus membros, obtendo sucesso nesses feitos, porém manteve-se quieta e fechou os olhos, aprumando os ouvidos em busca da aproximação não-silenciosa do seu inimigo. Os passos dele tremiam o antigo edifício inteiro, abalando as estruturas já precárias do lugar. Em seu interior, Alexandra pediu para que o teto não desabasse sobre seu corpo, isso seria demais até para alguém como ela lidar. Ela abriu seus olhos para encontrar o monstro acima de si, preparando o bastão para esmagar seu peito. A criança de Plutão teve força o bastante para rolar para o lado e se pôr de pé, empunhando a segunda adaga.

O monstro terminou a distância entre eles. Alexandra o fez crer que daria à ela um ataque direto, um erro que ela já havia aprendido a não repetir com ele. Seu inimigo não pode antecipar seus ataques, dizia Dahlia. Então, quando o monstro se protegeu do ataque que foi previsto contra o seu peito, Alexandra girou, ficando atrás do seu inimigo e fincando sua adaga na volta do seu pescoço.

Ele caiu no chão, gritando com a dor enquanto algo muito semelhante a sombras flutuava de sua ferida. Subitamente, o monstro se virou, segurando-a pelo calcanhar enquanto se erguia, mantendo a semideusa no nível dos seus olhos.

— Você é fraca. — o monstro lhe disse, seus grandes e grossos dentes amarelos espreitando-se por entre os lábios — E você vai morrer.

Alexandra parou de se contorcer por um momento, os olhos cinzentos focados no seu machado, somente mais alguns metros de distância, entre os destroços da parede que a semideusa havia destruído. Seus olhos então voltaram para o monstro, na prata de sua adaga brilhando em seu pescoço. A semideusa se ergueu em um movimento rápido, seus dedos se fechando no punho de sua adaga antes de puxá-la com força e finca-la no braço do monstro que a segurava.

Ele a largou, jogando-a na parede oposta da sala que, por sorte, não se arrebentou como a outra. A semideusa gemeu de dor com o impacto e fechou os olhos por um momento, abrindo-os para procurar por seu machado, ao tempo em que o próprio monstro procurava por sua arma. Alexandra se arrastou, sua mão esticada na esperança de diminuir a distância entre ela e o machado, até que finalmente seus dedos tocaram a superfície do cabo do machado e se fecharam ao redor dele. A semideusa ficou de pé com dificuldade, enquanto ela fitava o monstro, também machado e debilitado. A lâmina do machado arrastou pelo chão com o passo cambaleante que Alexandra deu para frente.

Pelo que seria a última vez, o monstro cambaleou em sua direção, sem forças para erguer por completo o seu bastão. Alexandra segurou o machado com as duas mãos, usando todo o esforço que conseguia reunir nesse momento, esperou ele se aproximar o suficiente antes de ataca-lo com um movimento de arco na vertical, lhe cortando no peito enquanto mais sombras saíam de seus ferimentos. Ergueu o machado novamente, somente para finca-lo com todas as suas forças no pescoço do monstro, caindo de joelhos em sua frente enquanto tudo o que restava dele sumia pelo ar.


Alexandra Alexis Dahlia Black

I'll open the door to heaven or hell

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Mensagem por Nathan Waugh Zummach em Ter Nov 21, 2017 10:01 pm

First step
Yeah, that's my victory!



Meus passos eram abafados pela grama fofa e recém-aparada do Acampamento. Minhas vestimentas me surpreenderam, mas o primeiro treino necessita do máximo de conforto. Eu vestia uma simples camiseta preta de manga longa, acompanhada por calças folgadas e um all-star. O movimento no local obviamente estava gigantesco e caótico, o que me bastou para revirar os olhos. Meu arco pendia em minhas costas, acabara de pega-lo junto com uma aljava de vinte flechas ali no arsenal da arena. Sorri, entusiasmado com minha primeira aparição no local. Respirei fundo e adentrei ao ambiente, captando cada detalhe. Era um ambiente amplo em formato de cúpula, forrada com areia. Alguns filhos de Mercúrio treinavam com adagas a um canto, e uma solitária filha de Marte picotava um boneco. Observei mais um pouco a arena, procurando meu objetivo, até encontrá-lo com um sorriso no rosto. Bonecos com alvos no peito, aparentemente abandonados a um canto. Fiquei surpreso por não ter nenhum filho de Febo treinando no local, mas achei adequado a mim treinar sozinho primeiro com pelo menos alguns bonecos. Atravessei a arena, com o arco já em mãos, brilhando malignamente em direção aos bonecos. Julguei o vento apropriado e de direção oposta aos bonecos, o que me favorecia, obviamente. Mas as qualidades não muito boa do meu arco prejudicava um pouco.

Caminhei um pouco para trás e fiquei em posição de tiro, com o arco em posição, um dos olhos fechados e a mão direita na corda. Minhas pernas permaneciam firmes, o que evitaria uma possível rasteira furtiva, pelo menos por um período de tempo. Concentrei-me, mirei no meu alvo desejado e disparei a flecha. O barulho da mesma cortando o vento foi enorme, algo como uma turbina reduzida de avião. A flecha, não atingiu o alvo desejado, que era o estômago do boneco {Ou onde seria o de um ser humano.}, mas um ponto mais abaixo, próximo a virilha. Depois de minha aventura e o balde de sorte que eu tive, considerei esse erro até de meu agrado. Suspirei, posicionando-me da mesma forma anterior, pernas firmes em posição de tiro, até que eu puxei a corda três vezes seguidas, disparando três flechas sincronizadas. A do meio atingiu diretamente o braço direito do boneco, acima do pulso. A segunda atingiu a parede, juntamente ao lado do pescoço do mesmo, do lado esquerdo. A última atingiu a região do baço, mais não tão profundamente. Percebi que a direção do vento havia mudado, e conclui que isso causou o leve desvio das flechas. Fechei meus olhos e rezei ao meu pai que cessasse o vento no local, para melhorar a qualidade do meu treino. Quase imediatamente,  senti o vento do local diminuir, até restar apenas uma brisa gostosa e refrescante. Sorri, agradecendo a meu pai mentalmente e voltando ao meu treino. Olhei em volta da arena, até localizar uma espécie de mastro, e me dirigi a ele. Levei apenas 2 minutos até escalar seus 4 metros de altura. Observei a arena de cima, até avistar os bonecos novamente. Quando os avistei, decidi aumentar ainda mais meu desafio. Fiquei apenas em uma perna só, para melhorar meu senso de equilíbrio juntamente com a mira, e assim proporcionar mais evolução em minha trajetória. Respirei profundamente e me equilibrei no mastro, que graças aos deuses, não se movia. Firmei a perna direita no chão e deixei a esquerda dobrada, já com o arco em mãos e em posição. Segurei a corda, respirei fundo e disparei. A flecha voou com o habitual som, e foi atingir o ponto onde eu desejava: A perna esquerda do boneco. Sorri de canto a orelha, dando-me por vitorioso em um dos meus primeiros treinos e modalidades.

Me dei satisfeito com os bonecos, e decidi passar a um desafio maior. Com um leve assovio, chamei um fauno gordinho que estava próximo a mim:

▬ Ei! - Gritei de lá de cima, para que ele pudesse me ouvir. ▬ Preciso de um monstro que se movimente no chão. Um cão infernal, talvez?!

▬ Pode deixar! - Berrou o garoto em resposta. O mesmo saiu correndo, trotando, não sei ao certo. Aguardei sentado no mastro, pois já tinha meu próximo objetivo de treino formulado. Mira em alvos com movimento. Aguardei pacientemente, até ser surpreendido por um latido arrasador. Um cão infernal {filhote, julguei eu.} entrou no local, e começou a perseguir uma bolinha que rodava em círculos pela arena. Apesar de ser filhote, tinha a altura de um carro. Suspirei, aliviado por estar ali em cima, e me pus em ação. O cão possuía uma velocidade incrível, o que me pareceu um problema. Eu obviamente tinha que calcular a distância e o tempo em que ele dava as voltas, até encontrar um padrão. E assim eu  fiz. Percebi, usando os dedos, que ele demorava exatamente 9 segundos exatos para dar uma volta completa em todo o campo, e passava exatamente aos 6 segundos bem na minha frente. Depois desse cálculo, presumi que estava pronto. Me levantei, colocando-me em posição de tiro. Contei em voz alta:

▬ 1, 2, 3 – Meu coração palpitava, e o cão estava cada vez mais próximo. Devido a velocidade da flecha, decidi disparar no cinco. ▬ Agora! - A flecha cortou o vento, produzindo o habitual som. Respirei fundo, mas fiquei desapontado. A flecha passou rente ao pelo do cão infernal, que acabou me percebendo. O animal latiu furioso, e deu uma cabeçada poderosa no mastro, combinando sua força e velocidade. O mastro inteiro rangeu. Eu pensei que esse era meu fim, mas ainda tinha uma saída. Retirei minha lança presa nas costas, e com apenas um olho, lancei-a perfurando com força diretamente na espinha dorsal do cão. Para minha surpresa, o golpe foi certeiro. O cão rugiu de dor, e para não perder o pique, peguei meu arco e disparei duas flechas em seu olho. O animal deu seu último ganido de dor, até cair no chão e se fundir as sombras. Suspirei, cansado, e desci do mastro. Meus pés estavam um tanto dormentes devido ao tempo que passei naquela altitude. Peguei uma garrafa de água e joguei em mim, para baixar a temperatura do corpo. Julguei esse treino aceitável, pela primeira vez. Devolvi o arco ao monitor junto com a aljava ainda com algumas flechas, e sentindo aquela brisa agradável me retirei. Acho que agora deveria enfrentar outro desafio. Helena.


Nathan Waugh Zummach
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Prole de Somnus

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Mensagem por Norfirion em Qua Nov 22, 2017 1:26 am
Nevermore
Fëanya ná úpalpima, orenya ná úrácima!
Como era viver a vida em um acampamento cheio de semideuses? Era o que minha mente pensava em quanto andava pelo acampamento me dirigindo aos campos de Marte, a minha vida estava sendo readaptada depois da morte de meus irmãos e de outros da minha espécie, meus olhos azuis se sobressaiam quando o sol estava a pino e eu como sempre calmo e confiante em meu arco.

Meus lábios vermelhos pareciam sangrar aos olhos das pessoas ali até que um sorriso os fez parar de olhar, parecia que estava sempre de cara feia para ele ou que eu os mataria se falassem algo, assim que senti o peso do arco observava alguns dos alvos imóveis ali presentes, equipava uma flecha no arco em seguida mirava no mesmo tentando acertá-lo rapidamente, porém, ela havia passado de raspão no mesmo.

A raiva começa a encher meu coração com mais determinação que nunca e rapidamente equipava outra flecha no arco e logo tentava acertar o alvo, desta vez acertava na parte de branca do mesmo, o som de desaprovação dos campistas que estavam me observando na arquibancada me fizerem me concentrar mais uma vez.

Mirava com certa precisão no alvo respirando profundamente ainda ouvindo os semideuses gritando, logo que senti estar pronto soltava a flecha fazendo a mesma girar no ar até acertar mais próximo do pronto amarelo, com um sorriso no rosto ao ouvir que todos ali estavam tensos por eu ter acertado próximo de uma das flechas do pronto amarelo logo equipava mais uma flecha no arco, ouvia minha própria respiração assim que mirei na flecha bem no meio do alvo.

Naquele momento tudo parecia em câmera lenta e o grito dos semideuses se tornou um clamor de esperança, assim que soltei a flecha a cor deu uma leve tremia fazendo a flecha ter um efeito de cobra no ar logo em seguida cortando vento em uma velocidade extremamente rápida em seguida ela cortou a flecha no meio, quando a mesma parou o sorriso em meu rosto pode ser visível e rapidamente colocava o arco em minhas costas logo saindo.
Norfirion
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Mensagem por Lyra A. Jennings em Qua Nov 22, 2017 5:12 am



Lyra Andromeda



O peso de seu pequeno corpo aparentava ter dobrado ao encontrar o chão, automaticamente a sensação da dor percorria espalhando-se pelos membros e voltando mais rápido do que poderia querer para a região da bacia que era a primeira a receber o impacto. Ao se contorcer no chão murmurando o que não era palavras e sim resmungo da dor, seus grandes olhos azuis encontraram as duas adagas de metais distintos sobre a mesa não muito longe de onde se encontravam e seu instinto de sobrevivência dizia para pega-las, entretanto em um choque de realidade, o que a prole de Vênus estava pensando? Era apenas um treino e não uma batalha real.

Seus músculos contraiam em contato com a água fria naquela manhã, para muitos uma xícara de café era o remédio perfeito para expulsar o sono, outros preferiam correr sem um destino certo querendo apenas sentirem-se livres, outros por sua vez eram apenas vencidos permanecendo dentre seus lençóis, porém para Lyra se resumiria apenas em um banho. Enrolada em sua toalha descendo os olhos de seu dormitório vazio para a fina corrente em seus dedos, feita de um ouro antigo e mortal envelhecido com o tempo, o medalhão nele preso estava aberto revelando duas fotos, de um lado era a semideusa, ainda pequena uma bebê de nem dois anos, qualquer um teria a capacidade de reconhecer os olhos, a segunda foto era com a mesma embora desta vez acompanhada por um homem de cabelos loiros e sorriso largo, era seu pai, um mortal tão corajoso quanto qualquer deus olimpiano ou menor. – Queria que estivesse aqui me aconselhando, me desculpe.  – Lamentava beijando a foto. – Sobreviverei por você, como prometido.

Vestida e parcialmente alimentada tinha um destino já estipulado, precisava cumprir sua promessa e para isso precisaria muito antes de se proteger e saber como atacar quando necessário, ou seu pai havia tomado seu lugar no reino de Plutão em vão. A amargura da lembrança chegava a sua boca como um gosto ruim, o mesmo gosto talvez de ver aquele anel da Tiffany for entregue a outra. No Campo de Marte, Giselle, uma filha de Marte a esperava, embora fosse da quarta coorte, fazia jus ao progenitor que possuía ao ponto de se manifestar de bom grado em ensinar à loira.

Bom dia, Gi!

- Vejo que está animada para apanhar – A morena não se virou para Lyra, mas não era difícil notar aquele toque de ironia em seu comentário. – E isso em uma única lição matinal, gosto exatamente assim. – Seus dedos estalaram quando ela virou para a outra semideusa, seus olhos negros eram intensos.

- Prefiro algo sem dor, sociável e sem hematomas, mas isso seria um sonho bom demais para que me deixassem sonhar. – A loira ria, desamarrando sua jaqueta de flanela da cintura e consigo as adagas deixando tudo sobre a mesa, e de seus cabelos unindo ao alto da cabeça cada fio loiro em um “rabo”.

- Hoje será uma instrução de algo corporal, vamos ver até onde consegue aguentar antes de pedir ajuda. – Giselle prendia os cabelos igualmente retirando a camiseta revelando o top com a estampa “Javalis dominam”, algo de algum time de futebol americano antigo.

As instruções eram simples naquele momento “Tentarei tocar em você, você se esquivará de cada investida minha”, eram as palavras da filha de Marte, a cada soco no ar sobre os ombros da filha de Vênus a mesma desviava o que de inicio era motivos de risos e parabenizações acabaram irritando gradativamente Giselle.

- Tudo bem, vamos trocar agora. Quando a investida é reta como pode ver, é mais fácil de desviar, mas sabemos que nem sempre isso vai ser desta maneira, na verdade quase que nunca principalmente com monstros, então você precisa ter boa percepção. Eu digo, erga seus braços – Segurou nos braços de Lyra colocando na posição de defensiva, e se colocou ao seu lado. – Lembra daquela posição de boxeador? Braços sempre erguidos na altura do rosto, evitando que seja atingida no rosto, isso que é importante, manter sua visão sempre protegida, então com o braço curvado você o lança contra o adversário, perceba que tem mais impulso – Deu um tampinha sobre o ombro da loira. – Um ótimo início para os melhores ganchos de direita. Tente me acertar agora.

Tomou a frente de Lyra erguendo uma das sobrancelhas em “v”, a loira tentou socar o ar sobre os ombros da morena como foi ensinada, ato que motivou os risos de sua treinadora, conforme as repetições e um passo em falso o soco no ar encontrou o nariz de Giselle que deu um passo a trás resmungando de dor.

- Giselle! – Lyra chamou em um oitavo mais alterado de sua voz, suas mãos estavam sobre a boca surpresa pelo que havia feito. – Desculpe, eu, eu não tive a intenção.

A outra limpava com as costas das mãos a fina mancha vermelha que escorreu em seu nariz, sua expressão não era de muitos amigos. Sem dizer uma palavra se lançou contra a pequena a agarrando pela cintura e erguendo e a apertando fazendo com que ficasse sem ar. Seu instinto era a única coisa que a acompanhava, que a fazia responder no automático desta maneira respondia ao ataque batendo seu cotovelo, primeiro logo abaixo do ombro, mas conforme era erguida seu alvo se tornou sobre a região dorsal das costas, a levando ser jogada ao chão.  Contorcida com a dor, desviou os olhos de suas adagas, cruzando os antebraços em um “x” sobre o rosto evitando qualquer ataque direto.

- Desculpe, Gi. Eu, não tive a intenção. – Retirou os braços de frente ao rosto assim que via a mão estendida para que levantasse.

- Está de parabéns, mas aprenda que em combate mesmos se for contra algum amigo, deve saber se defender a todo o momento, ou vai continuar no chão. – Bateu sobre o ombro de Lyra, ato que a fez cambalear para o lado gemendo com a dor  que a fazia curva-se a frente. – Se acostume porque ainda tem que treinar com suas adagas, e a dor não faz tanto mal quanto você pensa. – A expressão amigável voltava ao rosto da filha de Marte, embora em pé com ajuda, a loira voltou a deitar sobre o solo aproveitando o tempo antes do próximo treino, deixando seu corpo reto com a finalidade de esperar o corpo relaxar ao ponto de sua dor deixar de dominá-la.



Lyra A. Jennings
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Prole de Vênus

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Mensagem por Febo em Qua Nov 22, 2017 2:42 pm
Em Avaliação


Alexis: Uma verdadeira obra de arte. Nenhum outro comentário além deste.

350xp (+350xp) + 150 denários.


Nathan: Seu treino está bom, novato, mas precisa de muita atenção quanto ao uso de pontos. Há um exagero em relação a isso, já que muitas vezes outras medidas podem ser tomadas, como por exemplo a continuação do período. Coisas que você separa podem ser colocadas juntas, reveja isso. Principalmente em momentos de descrição de detalhes que podem ser ditos utilizando vírgulas.

250xp (+250xp) + 80 denários.



Norfirion: Creio que os erros contrários aos do novato acima. Alguns momentos do seu texto são necessários pontos e não vírgulas, separando algumas descrições. Precisa rever a organização da sua narração e separar algumas descrições.

"Era o que minha mente pensava em quanto andava pelo acampamento me dirigindo aos campos de Marte, a minha vida estava sendo readaptada depois da morte de meus irmãos e de outros da minha espécie, meus olhos azuis se sobressaiam quando o sol estava a pino e eu como sempre calmo e confiante em meu arco."

Por exemplo:

"Era o que minha mente pensava enquanto andava pelo acampamento, me dirigindo aos Campos de Marte. A minha vida estava sendo readaptada depois da morte de meus irmãos e de outros da minha espécie [Se quiser inserir mais alguma coisa aqui em relação ao assunto, é algo bom].

Meus olhos azuis se sobressaiam quando o sol estava a pino e eu como sempre, calmo e confiante com meu arco."

Mesmo eu dando uma reformulada agora notei que há palavras ou descrições que precisam de um pouco mais de sentido para conseguirem fazer parte de maneira satisfatória da sua narração. Pegue as dicas, releia seus textos e continue treinando, sempre.

200xp (+200xp) + 20 denários.



Lyra: Foi um bom treino, mas atente-se a concordância das palavras de seu texto. Em alguns pontos estão faltando o plural de algumas palavras, ou o singular de outras. Também necessário rever utilização de pontos e vírgulas, mas felizmente nada grave quanto a isso.

290xp (+290xp) + 100 denários.

Atualizado ☼

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Mensagem por Henrietta Löwin Bouviéeu em Sex Nov 24, 2017 4:22 pm
i thought that i was dreaming
when you said you loved me
Ao longo das noites e dias que se passavam, a herdeira da guerra acostumava-se gradativamente a sua mais nova realidade. De fato, sentia-se perdida ali; as informações eram processadas com certa lentidão em seu cérebro, porém entendia que seu destino estava limitado a honrar o deus Marte.

Crescer física e mentalmente talvez fosse a forma mais eficaz para um desenvolvimento pessoal que se fazia necessário, afinal, Henrietta tornara-se uma integrante da Vanguarda, a frente de ataque em uma guerra. Mas como poderia lutar se nem mesmo treinava para tal? Na certa acabaria sendo um dos primeiros alvos de seus adversários. “Morrer?” Indagou, engolindo em seco, não podendo imaginar-se abandonando a liberdade da vida.

O questionamento fora suficiente para que caçasse abaixo de sua cama a espada de rubis, seu mais novo amor, ainda virgem, sequer uma batalha para a conta. Puxou-a através do cabo e admirou-a por alguns segundos, exibia um sorriso satisfatório por meio dos lábios. Prendeu o objeto bélico em seu cinto, deslizando os dedos por meio dos fios escuros, movimentando-os a fim de criar um coque no alto de sua cabeça.

•••

Após uma série de perguntas a estranhos sobre: “Onde fica os Campos de Marte?”, enfim pôde se encontrar, analisando a entrada do recinto, feita em arquitetura puramente romana pelas mãos dos filhos de Vulcano. Percebia que diversos campistas conhecidos apenas de fisionomia também treinavam àquela hora, o Sol não os castigava e o clima era especialmente agradável.

Animou-se e por fim apressou os passos, adentrando o campo de batalha com um frio na barriga. Até que se sentia bem ali, pois a guerra estava em seu sangue, bastava que ela aproveitasse disso e com certeza iria se sair bem em sua missão. Analisou perante a circunferência os tipos de adversários cuja escolha poderia ser feita; entre incontáveis simuladores, combate em duplas, alvos móveis e imóveis, escolheu.

As pupilas dilataram-se por um dos bonecos de madeira, ele parecia ideal. O corpo era distribuído por aproximadamente 170 centímetros de altura, cinco centímetros a mais que a altura da semideusa. Os braços do outro eram encaixados no tronco marrom, provavelmente eram móveis por conta disso. A cabeça não possuía expressões, as pernas de mesmo modo partiam de um encaixe. Um simplório botão preenchia a nuca dele, o qual fora pressionado pelo indicador. O boneco deu um pulo.

De súbito, a menor gritou, assustada com a atitude daquela coisa. Agarrou com a destra o punho de sua espada, puxando-a rapidamente para fora de seu cárcere, empunhando-a na direção do maior. Sequer esperou que ele atacasse primeiro, e antes de utilizar a arma, impulsionou o corpo para trás e a perna destra para frente, o golpeando com um chute bem no centro da barriga.

No entanto, Bouviéeu acabou surpreendida pela defesa ágil e eficaz do adversário, cujo bloqueio fora feito por um dos braços, golpeando com o antebraço a canela da menina. Assim, recuou com uma careta de dor na face, tomada aos poucos pela raiva que sentia dele. Como poderia perder para um boneco?

Relembrou seus ensinamentos de defesa pessoal e procurou enganá-lo, afinal, ele não possuía a inteligência, não sendo capaz de perceber as verdadeiras intenções da semideusa. Começou avançando como se fosse em direção do rosto do objeto, e podia ver que ele já movia os braços para exercer sua defesa. Invés disso, abaixou-se e girou o braço direito, bem como o seu tronco para impulsionar o golpe em cento e oitenta graus, visando atingir a parte interior da coxa do maior com um corte profundo em sua madeira fraca.

Segundo golpe concluído com sucesso. Ou seria sorte? De qualquer forma, ele fora atingido, e antes que o mesmo acontecesse a ela, a jovem recuou rapidamente, procurando desviar do punho alheio que vinha em sua direção. O boneco avançou irado contra o corpo de Henrietta, que em choque apenas empunhou a espada contra ele. O mesmo empurrou o corpo da arma para o lado, e esta caiu ao chão.

A prole de Marte abaixou-se e abraçou sua cabeça entre os joelhos, atrapalhando o avanço do boneco, fazendo-o tropeçar nela. Ele não enxergava, apenas era movido por sensores. A dor do choque da madeira contra seu corpo era perceptível, porém tentou ignorá-la para dar continuidade à batalha. Levantou-se em um pulo, tentando ser mais rápida do que o boneco a se levantar. Buscou sua espada e a agarrou novamente pelo punho, correndo e direção a ele.

Pisou sobre o abdômen alheio e pressionou ali com força, mas o que esquecera era dos braços dele. Logo, o maior golpeou a perna da loira, fazendo-a cair no chão ao seu lado. “Merda!” Em sua mente percebia a derrota que estava prestes a sofrer. A espada estava ao seu lado, caída a alguns centímetros de distância.

O oponente moveu-se e se posicionou sobre ela, desferindo murros com seus punhos de madeira contra as costelas da semideusa, sem dó nem piedade. Enquanto era golpeada, esticava-se para buscar a espada, sentindo dor e o suor em suas têmporas. A cabeça já estava girando quando se lembrou que era uma filha de Marte. A guerra estava em seu sangue. E este fora o impulso final para dar fim àquela batalha.

Henrietta utilizou do restante de suas forças para pegar a espada, e quando o fez, moveu-a com certa dificuldade até que a ponta da Lâmina se convergisse com a direção do pescoço de madeira. Com o braço em aproximados noventa graus a garota o empurrou em direção oeste, consequentemente a lâmina perfuraria a “garganta” do outro lateralmente, sendo assim um xeque-mate.

O corpo de madeira pesou sobre o dela, ele não mais se movia depois de tantas pancadas desferidas contra a menor. Estava cansada demais para tentar sair daquela posição naquele momento, e ficou ali deitada por alguns minutos até que o fôlego fosse recuperado ou até que alguma alma boa a ajudasse a tirar aquela coisa que encimava o seu corpo. “Isso aí, nada mal para um primeiro treino”.

Arma:
— Rouge: O corpo da lâmina dourada se estende por uma medida de 55 centímetros perfeitos, tendo dois gumes extremamente afiados. Ao longo da superfície aurífera alguns rubis estão mergulhados formando uma linha vertical na parte central da espada, são de função unicamente estética, diferenciando a arma das demais. O cabo de manuseio é perfeitamente adequado à luta, possui um tamanho apropriado e proporcional à lâmina, dando uma segurança maior aos movimentos. Este, o cabo, é arrodeado por uma espécie de couro avermelhado, de tom próximo ao do sangue. O peso da arma é adequado à condição de sua dona, sendo essencial para golpes precisos e estratégicos.
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Última edição por Henrietta Löwin Bouviéeu em Qua Nov 29, 2017 2:21 pm, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Nathan Waugh Zummach em Sab Nov 25, 2017 12:39 am
Troublemaker
It's like you're always there in the corners of my mind.

Toda aquela mudança não agradava nem um pouco Nathan, ter que viver daquela maneira sabendo que possuía ‘dons’, sabendo que era filho de um deus e que teria que seguir todas aquelas regras, aqueles treinos exaustivos sem ter um real propósito por que afinal, pra que aquilo tudo? O que eles escondiam? O mundo corria algum tipo de perigo? Se os deuses existem por que precisariam deles, sendo que os mesmo possuem poder ilimitado? Todas aquelas perguntas ficavam martelando na cabeça do garoto e isso o incomodava demais, a ponto de ignorar a existência de seus primos, Lucifer e Helena que também eram como ele e que provavelmente estariam lidando com tudo aquilo de uma forma melhor do que a dele.

Bufou entediado, saltando do sofá onde se encontrava deitado e deu uma boa observada no ambiente a sua volta. Estava sozinho, o silêncio absoluto e paz que pairava no local o fazia se sentir pouca coisa melhor, porém tinha convicção que não poderia ficar ali para sempre, hora ou outra ele teria que sair fazer alguma coisa, treinar talvez ou visitar Helena, já que não havia desde a sua chegada.

Decidido fazer um segundo treino para aliviar todo aquele estresse que sentia, ele empunhou sua lança que lhe fora dada ao chegar no camp dizendo ser um presente divino de seu pai mas que tento faz, ele não dava a mínima. Já que estava ali, vendo todos aqueles jovens se dedicando e parecendo buscar algum objetivo ele estava certo que faria o mesmo, seria o melhor. Sua lança pendia para esquerda enquanto ele caminhava em direção a arena de treino, dessa vez nada de cão infernal, seria apenas bonecos, eram bons alvos para treinar suas habilidades corpo a corpo que aprendera quando concluiu as aulas de kung fu, karatê e krav maga.

Chegou finalmente no local, alguns filhos de Marte treinavam com certa intensidade o que já era de se esperar, alguns filhos de Mercúrio e de Trívia treinavam de uma maneira mais leve, já Nate estava pronto para um treino que exigisse bastante dele. Dirigiu-se a um dos cantos da arena e solicitou os bonecos, eram dois, eles eram altos e faziam alguns movimentos rápidos, seria interessante. Puxou a lança da sua costa e se colocou em posição de luta notando que os adversários dele naquele treino já partiam em alta velocidade para sua direção. Seus lábios se repuxaram em um sorriso de canto antes de ele começar correr na contrária a deles, indo de frente aos alvos. Girou a lança em seus dedos e ao chegar a uma distância considerável  dos bonecos, se jogou no chão deslizando por entre eles e pondo sua arma de forma horizontal para que impedisse o caminho dos dois e foi o que aconteceu, ambos foram ao chão levantando alguma quantidade de poeira, ele revirou os olhos e voltou a ficar em posição de luta. Dessa vez ele que atacaria, foi em direção a um deles e desferiu um golpe com a lâmina da sua arma mirando a perna direita do mesmo, que com um passo para trás desviou do golpe do garoto e sem deixar ele se recompor desferiu um potente golpe na direção da sua costela, ocasionando uma careta pela dor. Ele se virou e já viu o outro boneco vindo em sua direção, usando aquele seu braço rígido para tentar lhe acertar um golpe, Nate se esquivou rapidamente deixando sua lança cair no chão, aproveitando o movimento, levou as duas mãos ao solo e dando um mortal para trás atingiu a cabeça do boneco atacante com os dois pés ambos tendo a mesma potência, o que fez com que ele caísse novamente no chão.

Já o outro parecia ser estranhamente mais inteligente, nem sabia se isso era possível, porém era o que estava acontecendo. O mesmo se dirigiu ao garoto usando golpes corpo a corpo, e ele sem sua arma estava um pouco mais ágil e conseguia esquivar-se dos ataques ainda com um pouco de dificuldade, já que sentia uma enorme dor quando os bloqueava.  Notou o outro se levantar e vir para cima do moreno, rangeu os dentes incomodado com a situação e então com um salto ele rolou pelo chão em direção a sua arma, empunhando-a. Acionou a trava no centro da lança e girou-a dividindo a mesma em duas assim aumentando suas chances de defesas e contra-ataques. Uma luta árdua foi travada entre os três, Nate estava claramente exausto e os bonecos continuavam com o mesmo ritmo e se aquilo continuasse, o filho de Somnus sairia bastante ferido, precisava de algum jeito finalizar logo. Percebendo o padrão dos golpes deles, tentou aproveitar tal vantagem. Ao se esquivar de um golpe abaixando-se aproveitou para derrubar um deles com uma rasteira, juntou as armas em uma e velozmente ele subiu nas costas do outro, pondo a lança sobre o pescoço dele o forçando para trás até que sua cabeça fosse completamente arrancada, o fazendo cair imóvel no chão. Agora era um contra um. Ofegante ele sentia seus pulmões pesarem, os batimentos estavam descontrolados, estava visivelmente cansado porém ainda faltava um. Eles voltaram a correr um contra o outro, até que Nate decidiu fazer algo que talvez ele não esperava, reuniu o resto de forças que tinha em seu braço direito e então arremessou sua arma na direção de seu oponente, a arma fez um som parecido com o produzido pelas flechas quando quartavam o vento em seu primeiro treino, assim acertando em cheio e atravessando o peito do boneco que se desmontou imediatamente. Ele soltou um suspiro aliviado e logo em seguida  um sorriso por ter concluído o objetivo que ele mesmo se deu. Se aproximou da arma fincada no chão e a colocou de volta em suas costa, saindo dali a passos lentos e bastante desgastado, seu maior desejo agora era tomar um bom banho e cair na cama, não dando a mínima para o horário.

Arma:
— Zephyrum: A lança é toda constituída de ouro imperial, apesar do seu tamanho é bastante leve tornando os movimentos do semideus mais ágeis. No centro de sua haste há uma pequena trava, que consiste em dividir a arma ao meio, tornando-se duas. Próximo à lâmina é possível ler a palavra Zephyrum gravada, a arma é adaptada perfeitamente ao tamanho do filho de Somnus.

I know you're no good but you're stuck in my brain!

Nathan Waugh Zummach
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Mensagem por Febo em Sab Nov 25, 2017 4:29 pm
Avaliação


Henrietta: Treino bem escrito, narração ótima. Gostei bastante da inclusão de verdadeiro sentimento durante as palavras, provindas da personagem. Parabéns!

340xp (+340xp) + 150 denários

Nathan: Ainda necessário atenção perante os erros anteriores. Releia seus treinos e busque erros de separação de períodos e uso errado de vírgula ou ponto. Além disso, precisa também uma adequação dos treinos em relação a trama do fórum, visto que algumas partes do seu treino contradizem com a história do planeta, atualmente.

200 xp (+200xp) + 80 denários.

Atualizado ☼

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Mensagem por Henrietta Löwin Bouviéeu em Qui Nov 30, 2017 5:50 pm
i thought that i was dreaming
when you said you loved me
Passavam-se das dezesseis horas e a raiva continuava a habitar seus olhos. Essencialmente naquela data, a jovem semideusa sentia-se estressada em um nível supremo, capaz de quebrar tudo aquilo que notava em sua frente, capaz de matar alguém só para que o sentimento diminuísse e a paz pudesse ser encontrada por alguns míseros minutos.

Em busca de alguma solução para tal estado de espírito, Bouviéeu enfim concluiu que para total aproveitamento de toda aquela raiva fazia-se necessário um treino. No entanto, não um simples treino contra bonecos de madeira, mas sim contra alguma criatura formada pelos simuladores; tinha em mente algo que envolvesse a mitologia, um monstro nem tão fraco, nem tão forte; algo mediano adequado ao seu nível de experiência.

•••

Novamente, após o decorrer de alguns dias, a loira seguia a antiga trilha em direção aos Campos de Marte. Dessa vez, esbanjava autoconfiança e segurava o punhal de sua espada com a destra, balançando-a através do ar, rodando-a como fazem aqueles guerreiros experientes, afinal, aparência é tudo.

Os passos sobre coturnos enegrecidos eram dados com demasiada força, e as passadas longas diminuíam o tempo de migração até seu destino final. Notou que a estrutura estava isenta de mudanças; todas as características clássicas ainda predominavam em sua arquitetura, o ar de antiguidade era igualmente esbanjado assim que as narinas inalaram a atmosfera gladiadora do recinto. Aquele ar era como combustível para a filha da guerra, que por sua vez sentia-se plenamente em casa; fazia parte daquele lugar.

Sem delongas, caminhou com similar velocidade aos passos anteriores, indo de encontro à série de simuladores dispostas em torno da circunferência bélica. Escolheu dentre as dezenas, um em especial. Suas pupilas dilatavam-se como outrora acontecera, em seu primeiro treino; incrivelmente, estar ali, naquela arena, mexia com seus hormônios; os níveis de dopamina e endorfina atingiam valores máximos, isso era fato.

À frente do simulador mágico, Henrietta fechou os olhos, imaginando que se criasse a imagem do monstro ideal em sua mente, este apareceria por meio das engrenagens ilusionistas ali projetadas. Seguindo essa linha de raciocínio, a menina empunhou sua espada e estabeleceu um espaçamento entre seus dois pés, os deixando na largura dos ombros, a fim de estabelecer uma boa base para o combate. Dessa maneira, deixou que as pálpebras relaxassem e a imaginação agisse a partir dali.

Imaginou uma criatura de porte médio, com aproximadamente 190 centímetros de altura. Uma figura feminina mas que fora amaldiçoada por duas serpentes no lugar de cada perna. O corpo coberto por escamas esverdeadas, as mãos portando uma espada simples. Os olhos eram vermelhos e incapazes de transformar terceiros em pedra. os cabelos era pequenas serpentes negras e de olhos igualmente vermelhos. Uma espécie de dracaenae dos gregos e de górgona dos romanos.

Abriu os olhos e ali estava ela, perfeitamente elaborada como o imaginado. Alta, fugaz e enfurecida, pois suas serpentes não paravam quietas e ficavam a observar a imagem estranha diante de seus olhos: a semideusa. Essas avançaram sem avisos prévios em direção à menina, trazendo consigo a mulher que possuíam. Darkar, este seria o seu nome. Desse modo, Henrietta afastou-se para tomar um pouco mais de espaço, e quando uma das serpentes grandes avançou individualmente, a menina exerceu um giro em noventa graus com o braço destro, deixando que a lâmina afiada atravessasse o corpo da cobra atacante.

A cabeça atingida se multiplicou em pó, certamente o mesmo pó mágico que formava todo o corpo adversário. Acertar o primeiro golpe não quer dizer que a batalha está vencida, e por demasiada felicidade momentânea, desconcentrou-se, permitindo a entrada de um golpe da espada da outra, a qual passou em seu braço esquerdo, desferindo um corte longo por ali, embora não fosse profundo. Bouviéeu emitiu um grito agudo, tentando ao máximo ignorar a ardência do ar atmosférico em contato com a abertura em sua pele. Fitou a oponente com ódio, voltou a atacar.

Empunhou a espada com firmeza, segurando-a com seus dois punhos. A outra investiu em sua direção, indo de encontro à semideusa. Como podia imaginar que a criatura faria isso, Henrietta abaixou-se e rolou para o lado esquerdo da outra no momento em que esta tentou golpeá-la com a espada. A cobra que sobrava daquela "perna" logo tratou de atacar, avançando em direção ao rosto da semideusa. A única coisa que pode fazer naquele momento se resumia a uma cotovelada no crânio do réptil, criando um pequeno espaço de tempo para agir.

Levantou-se rapidamente, segurando firme com a destra em sua espada. A mulher-cobra já havia se virado de frente para a menor, que novamente fora atingida; dessa vez, com uma cabeçada com cabelos de serpente. Até que não foi algo tão dolorido, mas com certeza foi a coisa mais nojenta que uma vez houvera de tocar seus cabelos. Criou proveito da situação, utilizando de sua espada e que estava na lateral de seu corpo para golpear a maior na costela, cravando a lâmina com toda a força possível e existente para enfraquecê-la ao máximo.

Darkar urrou, e as cobras de seu corpo faziam barulhos irritantes e que causavam na semideusa um incômodo mental, aquela com certeza era uma arma psíquica, e que estava fazendo efeito, por sinal. Totalmente irritada, a jovem herdeira da guerra pensou em alguma estratégia que pudesse utilizar contra a outra. Então, iniciou uma corrida em círculos, girando ao redor do monstro para confundi-lo. Procurou ser o mais rápida possível para que os diversos golpes que eram desferidos em ordem aleatória pela oponente não a atingissem.

Infelizmente, em um descuido, a semideusa acabou sendo interrompida por uma outra cabeça de cobra, a qual entrou em seu caminho e a fez cair no chão. A cena seria cômica se não fosse trágica, pois agora estava em uma verdadeira enrascada. A adversária se aproximava lentamente, dando-lhe o tempo necessário para ajustar a espada em seu tato, pelo menos estava sendo justa. Contudo, a loira mal podia se erguer do solo, pois as cobras vinham em sua direção balançando suas línguas demoníacas. Seria aquele o fim?

Sem pensar muito, e arriscando-se com a sorte, Bouviéeu moveu ambos os pés contra as três cabeças restantes, chutando-as com toda sua força enquanto apoiava o corpo sobre seus punhos. Conseguia manter as serpentes pelo menos afastadas, mas não aguentaria exercer aqueles movimentos por muito tempo. Então, foi cedendo aos poucos e deixando que a outra avançasse, porém possuía em sua mente uma ideia incrivelmente insana, mas que poderia dar certo.

Juntou as mãos em torno do punhal da espada e deitou-se no chão, esticada, como uma morta. A espada estava horizontalmente colocada sobre seu corpo, mas ainda firme diante de seu toque. Se as mãos fossem movimentadas a espada também seria, e era isso que pretendia fazer. Permitiu que as cobras rastejassem pelo seu corpo e que a mulher se colocasse acima deste de mesma forma, pronta para enforcá-la até a morte. Fingia uma rendição, mas na verdade, o golpe final seria exatamente agora.

Quando Darkar se posicionou sobre o estômago da garota, esta moveu discretamente os punhos, erguendo por trás da oponente a sua espada, pronta para cravá-la em sua coluna de cobra. Ajustou a lâmina com certa dificuldade para que a ponta adentrasse a base da coluna vertebral, e com toda a força restante em seu corpo o fez. Penetrou a espada de rubis pelas costas da oponente, fazendo-a gritar alto e por fim, retornar ao pó.

— Game over, cobrinha. — Emitiu uma risada cheia de dor, pois suas pernas estavam antes sendo estranguladas pelas cobras. Deixou que a espada caísse ao lado de seu corpo e viu que o céu começava a girar. Tudo, de repente, ficou preto.

Arma:
— Rouge: O corpo da lâmina dourada se estende por uma medida de 55 centímetros perfeitos, tendo dois gumes extremamente afiados. Ao longo da superfície aurífera alguns rubis estão mergulhados formando uma linha vertical na parte central da espada, são de função unicamente estética, diferenciando a arma das demais. O cabo de manuseio é perfeitamente adequado à luta, possui um tamanho apropriado e proporcional à lâmina, dando uma segurança maior aos movimentos. Este, o cabo, é arrodeado por uma espécie de couro avermelhado, de tom próximo ao do sangue. O peso da arma é adequado à condição de sua dona, sendo essencial para golpes precisos e estratégicos.
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Mensagem por Nyx em Dom Dez 03, 2017 8:58 pm
Avaliação


Henrietta:
Apesar de ter sido o primeiro post seu que pude acompanhar, sinto uma originalidade muito grande na sua personagem e na sua narrativa, trazendo uma leitura fácil e instigante, além de um treino muito bem escrito. Parabéns!

350xp (+350xp) + 150 denários

Atualizado



the night is dark and full of terrors
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Mensagem por Lauren von Price em Seg Dez 18, 2017 11:28 pm

Amarrando os cabelos ruivos em um rabo de cavalo alto, caminhava em direção à arena onde estava disposta a começar meu primeiro treino para valer de luta corporal. Afinal, parte da estratégia era conseguir se defender razoavelmente bem se ficássemos desarmados, coisa que poderia acontecer até mesmo com o melhor dos campistas. Adentrando na arena, pude observar que, pelo horário ser antes mesmo do café da manhã, o local estava praticamente deserto com a exceção de um único campista que golpeava de forma incessante um dos bonecos de treino. Então, aproximando-me de outro livre, afastei as pernas levemente flexionadas e fechei a guarda, começando meu treino.

[…]

Com os punhos cerrados, na altura dos olhos, deferia dois cruzados com a direita, seguido de um com a esquerda, sentindo os nós de meus dedos esquentarem com o atrito contra o tronco humano de plástico que sacudia a cabeça para o lado a cada soco. Tentava, ao máximo possível, manter a guarda fechada enquanto a outra mão golpeava, inclusive nas trocas de direção. Feitas aproximadamente vinte repetições do exercício, comecei a aumentar a velocidade das investidas, tentando dar o mínimo de espaço entre elas. Sabia que os golpes que usava ainda eram iniciantes no quesito de luta corporal, mas esperava que a agilidade me desse alguma vantagem naquela modalidade de combate, ou seja, deveria focar especialmente nela.

Entretanto, sabia que um adversário vivo e móvel não receberia, o tempo todo, pancadas sem nem ao menos reagir. Logo, levando isso em consideração, comecei a incrementar um pouco o exercício. Após o cruzado de esquerda, com o braço destro dobrado em noventa graus, simulava um bloqueio de contra ataque, mantendo o punho canhoto próximo ao rosto. E, por fim, abaixando o tronco em um desvio de ataque ao percorrer com ele uma curta distância indo do lado direito para o esquerdo antes de voltar a ficar ereta. De início, a parte final dessa rotina acontecia devagar, de forma que pudesse analisar melhor cada detalhe. Sim, era uma perfeccionista de carteirinha e, mesmo que não soubesse muito a respeito de lutas corpo a corpo, ainda assistia filmes de ação quando mais nova, além de ter a questão de considerar as possíveis formas de ataque de ambos os envolvidos, semelhante a um jogo de xadrez.

Aumentando gradativamente a velocidade dos movimentos, sentia a respiração aumentar a frequência e as bochechas começando a esquentar, um mero resultado do esforço que estava fazendo. Porém, ainda não satisfeita com a sequência de golpes, decidi incrementar uma joelhada assim que me colocava ereta novamente. Apoiando as mãos contra as costas do boneco, forçava para puxar seu tronco para baixo, enquanto o joelho da perna de trás vinha em direção ao seu diafragma com a ideia de que, se ele fosse uma pessoa de verdade, deixaria meu oponente sem ar e seus reflexos ficariam comprometidos. Duas investidas lentas foram o suficiente para que absorvesse a ordem dos movimentos e começasse a focar na velocidade dos golpes.

O intervalo entre um movimento e o seguinte se tornava cada vez menor, mesmo que meu cansaço já estivesse dando as caras. Nos nós dos dedos, assim como no joelho, avermelhados denunciavam que não havia usado o equipamento de proteção, mas não parava. A cada chute, voltava para minha base recomeçando a sequência de cruzados, seguido pelo bloqueio, então pelo desvio e, por fim, pelas joelhadas. E, como mais uma forma de optimizar a sequência de luta, assim que o pé da perna usada no golpe chegava ao chão, com o punho do mesmo lado cerrado, trazia-o por baixo, mirando o esterno em uma investida curta, mas potente. Apenas para me certificar da dificuldade de respiração que a pessoa teria a seguir.

Mais uma vez, o foco voltou a ser a velocidade dos golpes, repetindo-os constantemente em um loop infinito, já que, apenas terminava uma sequência, recomeçava a próxima sem intervalos. Em minha testa, gotas de suor começavam a brotar de minha pele pelo esforço realizado e as sobrancelhas estavam unidas acima dos olhos, cerradas como se quisessem se tornar uma única. Antes de terminar, no entanto, resolvi repetir o exercício na mesma ordem de evolução ao trocar a base e passar a usar a mão canhota como o começo da sequência. Porém, diferente do começo daquele treino, minha velocidade já estava optimizada durante os golpes, deixando o intervalo entre as investidas bem menor do que havia ocorrido no começo da manhã, levando apenas tempo o suficiente para que o cérebro se condicionasse a inverter o lado dos socos e joelhadas.

Já estava exausta, mas, por mais que cada músculo de meu corpo implorasse por um descanso merecido, minha mente me dizia para forçar ainda mais. Afinal, monstros não dão pausa para que recuperemos o fôlego. Porém, tinha um problema, estava sem ideias sobre o que trabalhar. Então, de relance, vi o menino que chegou antes de mim na arena golpeando com socos alternados que vinham, em uma velocidade assustadora, debaixo na direção do diafragma de seu boneco. Decidida a usar sua ideia como último exercício do dia, aproximei-me mais de meu oponente inanimado e comecei a fazer o mesmo. Com socos curtos, tensionava os músculos dos braços e do abdômen, aumentando aos poucos a velocidade com a qual os meus punhos cerrados acertavam a superfície emborrachada. Os ombros estavam curvados para frente e não consegui aguentar muito tempo naquele ritmo, porém havia decidido que seria todo o final de meus treinos corporais a partir dali, já que era, claramente, o que mais me levava ao limite da agilidade com as mãos.

Dando por finalizado o exercício, massageava os ombros e analisava os pequenos riscos de esfolados nos punhos e nos joelhos. Porém, entre aqueles machucados leves e morrer nas mãos de algum maluco ou monstro, sem sombra de dúvidas que podiam vir quantas escoriações fossem necessárias. Caminhando para fora da arena, ajeitava o rabo de cavalo enquanto me dirigia até o banheiro para lavar o rosto e os braços antes de me apresentar na mesa de café da manhã, saindo dali.
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Mensagem por Lauren von Price em Qua Dez 20, 2017 12:49 am

No dia seguinte, durante o café da manhã, todos os membros da turma de lança iniciante foram avisados que, em uma hora, porém, uma observação muito curiosa foi feita junto com o aviso: não deveríamos entrar na arena, mas ficar diante da porta. Admito que fiquei curiosa sobre o que nos esperaria, mas decidi passar no arsenal e, após pegar minha lança, caminhei para meu destino. Conforme me aproximava, podia ver um pequeno grupo reunido, esperando pelo instrutor e tão curiosos quanto eu.

— Ei, alguém sabe o que está acontecendo? - Perguntei para uma das meninas da turma que apenas deu de ombros em resposta. Mas nossas dúvidas duraram pouco já que todos foram interrompidos em suas hipóteses com a chegada do instrutor que tinha no rosto um sorriso divertido. Primeiro ponto para que o arrepio imediato que senti percorrer em minha espinha fosse interpretado como um péssimo sinal. Trocando alguns olhares entre nós, as faces se voltaram mais uma vez para o instrutor quando ele apontou na minha direção. — Você vai ser a primeira. Os outros, esperem aqui. — Falou já passando a mão pelos meus ombros e me induzindo para a entrada da arena. Aquele dia prometia… É, tinha sido uma vida relativamente longa.

[…]

As portas haviam se fechado em minhas costas e a arena estava escura feito o breu, não via nem mesmo um palmo diante de meu nariz. O local estava silencioso até demais para meu gosto e puxei a lança para minha frente, em diagonal enquanto a segurava com as mãos afastadas. Engolindo a seco, comecei a andar devagar pela arena estreitando os olhos em busca (sem sucesso) da visão de qualquer sinal de presença de seja lá o que estivesse ali.

Então, um par de bolotas vermelhas se abriram na escuridão, causando uma expressão atônica em minha face. É, eu estava ferrada, muito ferrada. Avançando na minha direção, um som de metal se arrastando quebrou o silêncio. Oscilando o peso de um pé para o outro, tentava procurar algum ponto para atacá-lo, mas, antes que eu descobrisse qualquer coisa, a máquina ergueu o braço empunhando uma espada e teria me acertado se não tivesse me jogado para o lado. Aquele instrutor era maluco, doido de pedra e queria nos matar, não tinha outra explicação.

Esticando a mão para a haste da lança caída na arena, deixei escapar um grito ao girar meu corpo para o lado, vendo a espada da criatura cravar rente ao meu corpo contra o chão. Erguendo-a novamente, girei para o outro lado de forma a escapar por um triz do segundo golpe e, empurrando com os pés no chão, afastei as pernas indo para trás, vendo a lâmina contra o terreno uma terceira vez.

Ao perceber uma quarta investida na minha direção, franzi o rosto ao reagir da forma mais rápida que conseguia ao chutar a região da coxa da máquina assassina, afastando-a para longe e me dando tempo para ficar em pé. Já ereta, segurava a lâmina enquanto andava em torno daquele negócio endiabrado programado para nos atacar que girava acompanhando meus movimentos. Em um golpe horizontal, meu oponente cortou o ar da direita para a esquerda causando em mim um pulo para trás.

Porém, o que não previa é que, com um golpe lateral com a outra mão metálica, meu adversário me arremessou para o outro lado da arena, fazendo com que meu corpo se chocasse contra a parede e caísse no chão. Apoiando-me sobre os cotovelos, franzi o rosto em uma expressão dolorida ao me colocar nos pés e uma voz ecoou pela arena, vindo das arquibancadas. — Ai que isso vai doer amanhã! - Comentou de forma debochada meu instrutor. Com um olhar irritado, retruquei me levantando e pegando novamente a lança.

— Isso só pode ser brincadeira! Você quer nos matar, admite! - Vociferei, retomando meu foque na luta e ignorando a resposta que ouvi a seguir. — Sempre achei que se aprende melhor na prática. - Frederick retrucou junto de uma risada.

Era só o que me faltava, ele ainda estava achando graça naquela política do Pão e Circo distorcida. Com mais uma investida na minha direção, meu inimigo metálico e assassino particular quase me acertou novamente, se não tivesse conseguido posicionar a haste em pé na lateral de meu corpo. Tendo a extremidade afiada voltada para baixo, acabei cravando a outra ponta no rosto daquele ser, atingindo na região da mandíbula. Um eco metálico do choque se espalhou pela arena e, assim que tentei continuar na sequência que havíamos aprendido no dia anterior, fui realizar um golpe horizontal ao puxar a haste para trás, tive a lança presa pela mão livre do oponente. Esse, como se não bastasse empurrar a mesma na minha direção, me atingindo com minha própria arma na região do ventre, ainda abaixou com força a destra armada com a espada mirando meu ombro.

Em um movimento rápido, virei de lado sentindo o metal afiado passando extremamente próximo de meu rosto em um corte vertical. Suspirando aliviada, mal tive tempo de me lembrar que ainda não tinha tido nenhum membro amputado e um puxão pela lança me jogou para longe. Rolando algumas vezes sobre o chão após um baque mudo. A boa notícia? Estava viva. A péssima notícia? Estava em uma arena fechada, sem conseguir ver nada além do brilho da lâmina da arma de meu oponente e, como se isso não fosse o suficiente, desarmada. É… Eu definitivamente ia morrer.

Colocando-me em pé o mais rápido que conseguia, sentia os braços e as pernas arderem por possíveis cortes, mas tinha problemas maiores para lidar naquele momento. Com as mãos levemente afastadas, assim como as pernas flexionadas, encarava o par de olhos vermelhos e demoníacos. Alternando o olhar entre eles e o ambiente, procurava incessantemente pela minha lança e, adivinhem. Contando com minha sorte e com a afeição de Tique pela minha pessoa, ela pra variar estava atrás da máquina que queria me matar. “Valeu pela ajuda ai, deusa da boa sorte” pensei comigo mesma antes de começar a andar para trás, observando meu inimigo me seguir avançando em minha direção. Uma estratégia bem arriscada, diga-se de passagem, mas era a única que eu tinha no momento mesmo.

Ao sentir as costas baterem contra a parede da arena, sem hesitar a criatura investiu a espada contra mim e, ao girar para o lado, consegui desviar não apenas do golpe, mas também abrir uma linha de escape até minha arma, correndo na sua direção. Ao tomar a lança nas mãos, virei-me para o homem de lata de contos de terror e mal tive tempo de bloquear com a haste de metal contra seu braço em uma defesa natural. Sem esperar, dobrei a perna dando um chute frontal na direção dele, fazendo com que se curvasse para frente. Ao dar um giro com o corpo para fora, ergui a haste da lâmina a cravando contra as costas do adversário com a ponta afiada da arma.

Belo plano, não?! Uma pena que não contava com o fato de que o troço se ergueu de novo, segurando-me por uma das pernas e girando em alta velocidade. Franzia o rosto em um esforço para me manter segurando no cabo da arma, a única coisa que tinha alguma chance de me manter longe de fazer cosplay de passarinho e sair voando por ai. Porém, em mais uma demonstração de amor de Tique pela minha pessoa, a lança se soltou do tronco metálico e acabei ficando na horizontal novamente, continuando a girar de maneira descontrolada. Respirando fundo, tomei coragem e cravei a ponta afiada da arma em um dos olhos daquele robô maluco e ele me soltou imediatamente.

Voando pela arena, mais uma vez, bati contra o armário das armas causando uma pequena rebelião de lâminas e alguns cortes em mim mesma antes de cair contra o chão. Elevando os olhos, fitei o ser que se aproximava, sacudindo-se de maneira incomum e, ao erguer a espada acima de meu corpo, tateei por entre as armas a primeira coisa que consegui separar daquele monte de ferros afiados, erguendo na direção dele com os braços já trêmulos pela surra que estava levando naquela arena. Mas nada aconteceu. Isso mesmo, nada. O robô simplesmente parou na metade do movimento e o brilho avermelhado sumiu.

Com o acender das luzes da arena, pude fitar meu próprio corpo constatando que escoriações, hematomas e cortes não me faltavam em meio à poeira de terra que encobria boa parte de minha pele. Descendo da arena, Frederick batia palmas com uma expressão de pouca surpresa no rosto antes de me estender uma das mãos para me ajudar a levantar. Com o tornozelo torcido, manquei até a porta lançando olhares furiosos para o instrutor e, ao passarmos pela fresta que foi aberta na mesma a fim de não revelar aos outros semideuses o que os esperava, observei os olhares recaírem sobre mim. — Ele é louco, sério! - Foi meu único comentário antes de deixar o grupo, mancando até a enfermaria.
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Última edição por Lauren von Price em Seg Dez 25, 2017 6:41 am, editado 8 vez(es)
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Mensagem por Trivia em Qua Dez 20, 2017 5:06 pm
Avaliação


Lauren: Em primeiro lugar, gostaria de dizer que sua habilidade narrativa é ótima. Você consegue prender atenção, sem deixar texto monótono ou usar recursos toscos para tal. Soube também manter coerência, em ambos os treinos, com a falta de experiência nos campos que treinou - combate desarmado e uso de lança, onde neste último a personagem efetivamente teve problemas para lidar com o adversário. Não consegui também achar erros ortográficos em nenhum dos treinos.

Só gostaria de sugerir que quando for treinar, mesmo com fantoche, tente expressar um pouco mais dificuldades e emoções da personagem, pois isso ficou, em alguns trechos, ausente no primeiro treino, apesar de não ter sido suficiente para reduzir qualidade total do mesmo.

350 xp por cada treino (+700 xp), 150 denários por cada treino (+300 denários)

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Mensagem por Lauren von Price em Seg Dez 25, 2017 6:42 am

A chegada no Acampamento Furna havia sido pra lá de estranha e, como se não bastasse toda aquela viagem sobre ser filha de deuses, metade imortal e que os monstros da mitologia nos comiam no jantar se saíssemos com o nariz para fora da fronteira, ainda o pessoal levava os jogos de acampamento longe demais. Adentrando na arena, de imediato me deparei com um campista que foi arremessado contra o chão na minha frente. Elevando as sobrancelhas, a expressão em meu rosto foi de completa perplexidade enquanto fitava em volta, observando seu oponente comemorar ao erguer os braços para a plateia que o aplaudia, ignorando o coitado que estava com dificuldades de se levantar. Fala sério, quem quer que fosse minha mãe, ela só podia estar de graça com a minha cara.

— Ahm… Você está legal? - Perguntei ao me aproximar do garoto que só soltou um grunhido irritado pela minha tentativa de ajudá-lo. Fechando a cara, dei a volta pelo mesmo indo em direção a um dos bonecos de treino livres no local. Garoto mal agradecido, oras, um “obrigada” não o mataria. Pegando uma das lanças disponíveis, parecia medir meus dedos em torno do cabo ao procurar uma posição na qual eles se encaixassem de maneira mais cômoda. “Vá ao treino com os outros recém-chegados”, eles disseram… “Vai ser divertido”, eles insistiram… Sei. - Murmurava comigo mesma, mantendo os olhos fixos na arma. É, eu havia acordado de péssimo humor aquela manhã, mas era o que tinha para hoje.

— Novos semideuses na aula de lanças, por favor, se reúnam aqui. - Uma voz chamou minha atenção e, quando me virei para o ser que era seu dono, caminhando até ele. O grupo era relativamente pequeno, o que facilitaria em muito as aulas, então, ele recomeçou o discurso. — Sou Frederick e responsável por ensinar vocês a usar a lança. Vejo que todos já pegaram uma cada um, então podemos começar logo. Quero que vocês fiquem diante dos bonecos de treino e comecem a atacar como imaginam que se ataca com uma lança, vou aparando as arestas no próprio estilo de luta de cada um. - Ele comunicou e todos obedeceram.

[…]

Parando diante do boneco escolhido por mim, franzi a testa intrigada encarando a arma em minhas mãos como se tentasse adivinhar sobre o que fazer com ela. Então, fitei em volta, observando os outros campistas que já atacavam seus adversários inanimados. — Tá legal, vamos lá… - Murmurei comigo mesma, voltando minha atenção para meu próprio exercício.

Separando as pernas flexionadas, cravei a primeira vez a ponta da lança contra o boneco, puxando a haste para trás, mas algo parecia errado, como se a arma estivesse frouxa entre meus dedos. Então, instintivamente, afastei as mãos ao longo do cabo e voltei a repetir o movimento, um pouco mais satisfeita com a sensação de firmeza que a posição dava. Continuando com o exercício, franzi o cenho e, após algumas vezes do mesmo golpe, decidi começar a incrementá-lo. Cada espetada frontal com a lança era seguida por um movimento com a haste de maneira a deixar a arma na diagonal, na defensiva. Os golpes eram bruscos, curtos, enquanto tensionava os músculos dos braços e fechava a cara pelo esforço. Era como se a técnica do instrutor previsse que aprenderíamos por nós mesmos ao testar o leque de movimento da lança, sem que ninguém precisasse nos ensinar.

Após cerca de vinte vezes da mesma sequência, parei um pouco ao ouvir um pigarrear elevando uma das sobrancelhas e fitando o instrutor atrás de mim que, após alguns instantes me observando, chamou minha atenção em um claro pedido de pausa para que ele pudesse dar sua dica. Abaixando a lança, observei ele se aproximar com um sorriso simpático, falando. — Muito bom, como se chama? - Perguntou e lhe respondi meu nome de forma breve, entregando minha lança ao ver sua mão estendida na minha direção. — Você está indo pelo caminho certo, mas lembre-se de sempre se afastar para diminuir as chances de golpe, entendeu?! Ataca, defende, contra-ataca, afasta, avança. Nessa ordem é bom para iniciantes. - Informou, fazendo uma demonstração ao repetir meu ataque e minha defesa, acrescentando um contra-ataque ao deslizar a lâmina da ponta em um corte horizontal, puxando a outra ponta, outrora erguida, para trás. Então, finalizou o movimento com um passo para trás, apontando a lâmina para frente e avançando novamente.

Observava tudo atentamente e me restou apenas assentir sinalizando que havia entendido a teoria daquela sequência de movimentos. Ao me estender novamente a arma para verificar se eu tinha aprendido, tomei-a em mãos e me posicionei para voltar ao exercício, enquanto era a vez do instrutor se afastar alguns passos para observar o que eu tinha aprendido. Com as pernas flexionadas e afastadas, cravei a ponta da lança de maneira frontal uma vez, erguendo a outra extremidade em seguida e então passei a parte afiada no boneco conforme puxava a haste para trás. Afastando-me um passo, voltei a me aproximar imediatamente, recomeçando com o ataque. Um olhar de canto para verificar a aprovação com um assentir da cabeça do semideus e retomei as repetições, procurando sempre deixá-las mais rápidas e mais firmes.

“Mais uma vez”, pensei comigo mesma antes de dar seguimento à sequência ao cravar a lança no boneco com o olhar focado no alvo, erguendo em seguida a ponta não afiada em defensiva para bloquear possíveis golpes. Logo, puxei a mesma para trás conforme realizava um golpe horizontal com a ponta da arma na altura da cintura do boneco. Como uma valsa coreografada, cada movimento começava a parecer parte do anterior e, assim que realizei o contra-ataque, um passo deslizado foi dado para trás, sem esperar muito tempo para voltar a cravar a ponta no couro envelhecido e surrado do oponente inanimado.

Os raios solares já começavam a esquentar a cabeça de todos na arena. E, após cerca de quarenta minutos realizando os movimentos com os músculos dos braços e do tronco tensionados, pequenas gotas de suor iniciavam suas aparições em minha testa avermelhada pelo esforço, assim como minhas bochechas. Mas, ao menos, começava a ter algum progresso relativamente aceitável para a estreia na arena. A haste se movia com extrema velocidade e a precisão de cada golpe era muito maior, se comparadas com minha primeira tentativa. Estava começando a ter um pouco de segurança naqueles movimentos com o passar das repetições, mesmo sabendo que ainda precisaria praticar muito naquela arma antes de usá-la realmente em combate.

Então, um apito ecoou pelo local, fazendo com que todos os iniciantes parassem o que estavam fazendo e se virassem na direção do instrutor que, com um sorriso encorajador, ele chamou a todos com um gesto da mão. Aproximando-nos, massageava meu ombro com a canhota, enquanto a destra empunhava a arma e os olhos o fitavam atentamente. — Muito bem, todos foram muito bem. Na próxima aula vamos começar com os combates, então, espero que pratiquem bem o que aprenderam hoje. - Anunciou o rapaz, liberando a todos membros da turma para voltarmos às nossas outras atividades.
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Mensagem por Margaux Lamartine em Ter Dez 26, 2017 5:20 am


Insanity

Don't you miss me when I'm gone

Se eu quisesse enfrentar os perigos do mundo afora, teria de treinar. E segundo as minhas colegas da segunda Coorte, não havia local melhor que os Campos de Marte. Aparentemente, parecia ser o mesmo que utilizado no Acampamento Júpiter a 53 anos atrás. Era incrível a maneira que os filhos de Vulcano tinham tamanha maestria para criar uma réplica tão perfeita como aquela, e ainda melhor por conta das simulações.

Meus primeiros passos naquela grandiosa arena fizeram minhas pernas estremecerem por um breve momento. Eu estava nervosa, não com medo, mas ainda assim nervosa. Porque? John estava assistindo de sua cabine. Ele era o responsável por mim naquela manhã e iria conduzir o meu treino conforme o ordenado pelo Luke, pretor do Acampamento.

Se você está se perguntando quem era o John, ele é o legionário que salvou a minha vida na noite em que tudo aconteceu. Resumidamente, meu pai foi morto e todo o restante dos humanos que nos seguiam também. Minha vida estava na mão do legionário naquela noite chuvosa, visto que eu não tinha forças para fazer mais nada após assistir meu próprio pai cair morto para o lado, como se não fosse nada.

— Margaux! – falou através de um microfone. Holofotes surgiram acima de mim, não que fossem necessários, mas acho que era apenas uma “pressão” extra do treino. — Essa será a primeira parte do treino. Você irá apenas se acostumar às simulações. Posteriormente, faremos algo mais... avançado.

Apenas assenti com a cabeça. Eu tinha uma única arma desde que havia chegado ao Acampamento. Sabia que tudo que se tinha ali era conquistado pelo próprio esforço e bom... Eu estava apenas começando a fazer os meus.  Minhas armas eram meus próprios punhos. Bem... o esquerdo acompanhado com um Soco Inglês que certamente faria um bom estrago caso o utilizasse com sabedoria.

— Pronta? – perguntou.

— Sim. – respondi, incerta se ele me ouviria dali.

Os holofotes se apagaram, me permitindo enxergar com mais nitidez o ambiente ao meu redor. Por enquanto, não havia nada demais que minha visão não alcançasse. Num segundo depois, um holograma apareceu em minha frente. Tratava-se de um homem, segurando um bastão em suas mãos cheio de pregos em sua extremidade. O típico encrenqueiro que encontrava quando ainda “morava” fora do Furna.

— Hoje você irá treinar sua auto defesa, Margs. – pausou. — Tome cuidado. É um holograma, mas ainda assim ele consegue te atingir, e se atingir, pode ter certeza que a dor será real.

Engoli em seco e me pus em posição de batalha. Pés firmes no chão, assim como o tronco. Meu pai nunca havia me levado para suas missões de buscas à suprimentos, mas uma coisa que ele havia me ensinado muito bem era a como lutar e, melhor ainda, como me auto defender.

— Começando...

O visual do holograma era muito estereotipado. Um homem, com barba e um boné para trás. Entre seus dentes, um palito, o que me fez sentir como se estivesse no faroeste. Ergui meus punhos na altura dos meus olhos, o direito mais recuado que o esquerdo. Era o básico que qualquer um precisava saber sobre combate corpo-a-corpo. Esquerdo para alcance e direito para força.

Respirava de maneira cadenciada, tentando controlar o máximo que podia a minha respiração. Era algo que fazia em qualquer luta. O holograma deu o seu primeiro passo enquanto me fitava. Não em minha direção, mas para a direita e imediatamente dei um para a esquerda. O mais belo quando se trata de combate é que se realizado da maneira correta, é como se fosse uma dança.

Não sabia se o holograma estava sendo controlado pelo John ou se ele tinha inteligência artificial, mas provavelmente era uma IA avançada. O bastão foi parar em seu ombro, sendo segurado firmemente pelas suas duas mãos. Depois daquilo, sabia que ele iria avançar, e foi exatamente o que ele fez.

Numa disparada, o holograma veio correndo em minha direção. Eu não estava distante dele, portanto não durou nem mesmo três segundos para que ele estivesse em meu alcance. Com o golpe carregado de força – por estar com o bastão no ombro – o holograma tentou desferir um golpe na horizontal, tentando atingir a lateral do meu corpo, na altura das costelas. Algo que eu evidentemente não permitiria.

Com toda a minha agilidade, joguei o meu corpo para trás, utilizando as mãos para causar uma maior flexibilidade ao jogá-las para uma altura acima da minha cabeça. Pude sentir o rastro de vento do bastão passar centímetros acima do meu corpo e como tudo havia acontecido de maneira rápida, consegui aproveitar aquele mesmo movimento para jogar o meu corpo para trás, apoiando-o nas mãos que agora tocavam o chão com total firmeza na medida em que os pés se desprendiam, ganhando um trajeto diretamente para o rosto daquele homenzarrão.

Ele cambaleou para trás com o chutão que havia levado no meio da cara e tocou o nariz, como se de fato estivesse sentindo a dor. Algo que pude observar assim que recuperei uma postura “normal”.

— Muito boa esquiva, Margaux.

Não pude conter o sorriso. Já até mesmo havia esquecido que o John estava assistindo. Joguei os cabelos que estavam sobrepondo o meu peitoral para minhas costas com um movimento rápido e retornei à posição original. Pés firmes e mãos a frente, em distancias diferentes do rosto. Observava o holograma entre os punhos e acreditava fortemente que o melhor ataque era a defesa, portanto apenas esperei.

Passos, novamente, só que desta vez numa direção contrária. Assim como anteriormente, dei o “contra-passo” na direção oposta. Sem mais demora, o holograma avançou novamente para cima de mim. Entretanto, dessa vez o golpe seria diferente. Ele sabia que golpes por cima não seriam mais efetivos, portanto, era certeza de que tentaria algo diferente.

Segurando sua arma com uma única mão, o senhor de mentirinha tentou um golpe da diagonal, de baixo para cima. Era difícil esquivar daquele golpe, porque ele ainda teria a outra mão para utilizar. E assim como o previsto, assim que esquivei, dando um passo para o lado e inclinando o suficiente do meu corpo, o senhor me pegou pelos cabelos e rapidamente infligiu um golpe utilizando a própria testa contra a minha.

— Ai!

Doeu. De fato, o John estava certo. Doeu de verdade. Minha cabeça girou algumas vezes, de forma que fiquei desequilibrada com a força do golpe, caindo para trás. Estava no chão e o holograma, já se encontrava em cima de mim. Seu pé tocou o meu peitoral, bem entre os seios, impedindo que me levantasse e sem hesitar ele tentou desferir um golpe contra minha cabeça. O bastão atingiu o solo com força, fazendo o barulho característico de madeira batendo no concreto. Se não tivesse a jogado para o lado, certamente estaria morta agora. Este treino estava sendo levado à sério demais!

Mordi o lábio com força, precisava acabar com aquilo e logo. Meu rosto já estava enrubescido e podia sentir o calor da batalha mais que nunca agora que estava tão vulnerável perante meu inimigo. Utilizando toda a força que tinha no momento, ergui a parte inferior do meu corpo do chão, dando uma mobilidade maior às minhas pernas. Num movimento rápido, girei, fazendo com que ele perdesse o equilíbrio por estar com o pé apoiado no meu peitoral e para finalizar, assim que aquele mesmo pé tocou o chão numa tentativa falha de se equilibrar, passei uma rasteira no mesmo, fazendo com que o holograma caísse no chão.

Sem demora, a semideusa se ajoelhou e ainda no embalar do movimento, flamejou a palma de sua mão direita, criando assim uma bola de fogo. Com força, levou aquela mesma palma até o rosto do inimigo, como se pudesse afundar a cabeça dele no chão – e de certa forma, era o que ela queria – e fez do rosto dele uma verdadeira fritadeira. Segundos depois, o holograma se desfez em pó dourado que também faziam parte da simulação.

— Parabéns, Margaux! – John falou com entusiasmo. — A próxima fase será um pouco mais difícil. Tome uma água, se prepare, descanse um pouco, porque irá precisar!

Minha respiração estava ofegante e podia sentir uma gotinha de suor descendo por entre os seios. Não respondi nada, apenas procurei água onde tivesse mais próximo. Precisava me hidratar antes de continuar aquele treinamento. Mais difícil? O que será que ele irá aprontar comigo? De certa forma, estava excitada para saber e ainda mais curiosa para o próximo desafio.

PODER PASSIVO:
Afinidade Arcana I: Filhos de Trivia possuem afinidade natural com as artes mágicas, tal qual sua mãe. Há um aumento de 10% de dano nos disparos arcanos por parte desses semideuses, assim como uma resistência de 10% contra ataques dessa natureza. Também permite ao semideus reconhecer truques mágicos baratos e armadilhas arcanas mau-feitas.
PODER ATIVO:
Disparo Elemental I: Uma bola de energia formada de um elemento escolhido. Nesse nível, apenas pode ser usado um dos quatro elementos básicos(água, fogo, terra e ar) e o disparo causa um percentual pequeno de dano. [Gasta: 30 de MP] [Tempo de Espera: 2 turnos]

Margaux Lamartine
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Mensagem por Leto em Ter Dez 26, 2017 9:29 am
Avaliação


Lauren:  Primeiramente,  gostaria de dizer que achei seu treino bem narrado e interessante, mostrando que você realmente está aprendendo a usar a arma e não por algum motivo já é uma mestra em seu uso.


Vi que seguiu a sugestão de Trivia expressou mais suas emoções  durante esse treino, além de  mostrar mais dificuldades com o uso da arma, parabéns por conseguir fazer isso com louvor.   Mesmo assim, tenho uma pequena sugestão, como prole de Marte possui o poder  Teluncinese Inicial que lhe permite ter uma certa habilidade com todas as armas, ou seja, em suas narrações você pode acabar falando sobre a estranha sensação de familiaridade que tem com as armas, e como, assim como mostrado no treino,  consegue corrigir seus usos nessa arma instintivamente



350 xp, 150 denários e por ter seguido a dica de Trivia e feito um esforço para melhorar, recebe isso:

Flowers  -  Um conjunto de cinco facas de arremesso feitas de ouro imperial. As facas possuem um design liso e simplista,  focando em manter completamente a aerodinâmica da arma, facilitando seu uso como uma arma de médio alcance.  Em cada um dos cabos das facas possui entalhado o desenho de uma flor, sendo elas: Rosa, Dália, Lírio da Água, Orquídea e Pluméria.    As facas de arremesso são acompanhadas por um bainha que pode ser presa a pernas, tornozelos ou braços do usuário, permitindo assim um fácil acesso durante combates.


Margaux: Jovem Margaux, devo dizer que a leitura de seu treino foi extremamente agradável  para mim,  você soube narrar, inserir sua história sem enrolar muito e houve uma boa descrição da luta, está de parabéns.


Mas, devo dizer que senti um pouco de uma real falta de dificuldade em seu treino, lembre-se semideusa, você é uma filha de Trivia, a deusa da magia,  ao contrário das proles de Marte, sua dificuldade em mover seu corpo como deseja é muito maior, mesmo que seu pai tenha lhe ensinado algumas coisas antes, afinal...Um combate real e um treino são completamente diferentes.  Então sugiro que em seu próximo treino tenha mais dificuldade em se mover e fazer as ações que deseja enquanto luta e lentamente no decorrer dos treinos, melhore essa capacidade.


Sem mais delongas, parabéns pelo treino e aqui está sua recompensa.

300 xp, 100 denários

Atualizado ☼


YOU WILL DIE


“Death does not see status, it is not bought with riches, convinced by tears or deceived by words.

  Death is cold, unjust, indifferent. And one day, it reaches everyone.”
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Mensagem por Dyana H. Osborn em Ter Dez 26, 2017 7:52 pm
Passeio....



Após alguns dias, depois de outros treinos, decidira utilizar a arena que ainda não tinha ido. Ela se aproximou da arena de batalha e observou os outros campistas que treinavam. Alguns uns contra os outros, outros contra bonecos e cada um com seu modo de lutar. Dya localizou o instrutor e se aproximou.

- Bom dia, Daniel. – Cumprimentou. – Como você está?

- Bom dia. Estou bem e você? – Respondeu o fauno, animadamente.

- Estou bem. – Ela o observou por um instante, depois alargou o sorriso. – Posso te pedir um favorzinho? – Ao ver a expressão desconfiada dele, ela prosseguiu rapidamente. – Eu quero fazer um treino com escudo e espada, mas quero que seja na floresta. A floresta não me traz boa lembranças.

- Eu compreendo. – O fauno sorriu. – Dá para fazer isso, sim. Pedirei para os filhos de Vulcano prepararem algo para você. Esteja lá no final da tarde.

A morena agradeceu e, saltitante, saiu da arena. Durante todo o resto do dia, ficou no dormitório da quinta coorte, fazendo aquecimento, treinando golpes com a espada, se concentrando no que faria durante o treino e imaginando o que poderia acontecer.

Como o tempo não passava logo, ela resolveu fazer uma caminhada, andou até vários lugares, mas cansou logo, então sentou próxima a uma árvore na entrada da floresta e, antes que desse conta, adormeceu.

- Pensei que você quisesse treinar.

Uma voz familiar a acordou e ela se levantou, sorrindo, ainda sonolenta.

- Desculpe, Daniel, acabei adormecendo.

- Eu percebi. – Ele sorriu, entregando uma adaga comum, uma espada de bronze, um escudo e uma armadura também comum. Em seguida, exigiu todos os outros equipamentos dela.

- Mas que diabos...?

- Você irá somente com o que eu te dei. Veremos como se sai. – Ele apontou a entrada. – Vá por aquela trilha. Será um caminho reto, com pequenos obstáculos e eu estarei esperando do outro lado, para devolver suas coisas.

Dyana bufou, mas assentiu. Não gostava da ideia de se afastar de seu arco, só que regras eram regras e não era ela quem as fazia, então se equipou e entrou na floresta.

Ao dar o primeiro passo pra dentro da floresta, tropeçou em uma fina linha amarrada em duas árvores que, além de fazê-la tropeçar brutalmente, levantou um boneco de madeira que cuspia fogo em pequenos intervalos.

- Que ótimo! – Disse, após se levantar e se defender do fogo com o escudo.

O escudo ficou marcado com o fogo, pois era de madeira, mas ainda daria para se defender um pouco com ele. Só não poderia se defender mais do fogo, ou ficaria sem o escudo. Dy deu vários passos para trás e foi pega de surpresa por outro boneco, mas esse também tinha uma espada.

A batedora se defendeu desajeitadamente da investida do boneco e quase voltou para o lado do boneco que soltava fogo. Por sorte o do fogo não se movia. E, por sorte, ela não voltou a dar de cara no chão, pois o da espada era ágil. Mais ágil do que poderia se esperar para um boneco de madeira. Ele investiu repetidas vezes e ela somente se defendeu, ora com espada, ora com escudo.

Eles iam de um lado para outro, conforme os ataques do boneco. Lady Dy tentava atacar, mas acertava pouco. Ela mais se defendia e se preocupava em não morrer tostada. Já estava suando como um porco, quando essa preocupação deu uma ideia à ela.

Começou a investir mais, como se realmente estivesse querendo acertar o boneco, mas ele era forte e ágil, revidando com facilidade e caindo diretamente no plano dela. Em certo momento, estava próxima demais ao boneco de fogo e ele estava prestes a soltar sua rajada, no mesmo momento em que o boneco da espada investiu. A ex amazona esperou a investida e rolou para o lado no momento apropriado. Quase não conseguiu, por falta de experiência, mas acabou dando certo. No mesmo instante, o boneco de fogo soltou sua rajada e o boneco da espada o acertou, ardendo em chamas em seguida.

Ela se levantou, observando os bonecos se destruírem e aguardou, pois não sabia se os dois realmente estavam eliminados. Como nenhum deles se levantou, ela prosseguiu.

A filha de Somnus alcançou uma pequena clareira, com vegetação rasteira e um cheiro gostoso de madeira. Ela pensou em ir pelas laterais, mas, se fosse uma armadilha, não faria diferença. Mesmo assim ela tentou. Andou calmamente pelas laterais, tomando cuidado para não tropeçar em linhas ou em raízes.

Ela alcançou o outro lado e, sorridente, voltou a andar normal. Mas foi aí que ela viu uma bolinha preta voar até ela. No que ela olhou para a bolinha parar alguns metros à frente, a coisa explodiu e ela foi arremessada de volta ao meio da clareira.

- Isso só pode ser piada! – Exclamou, tentando não prestar atenção às dores e se levantar o mais rápido que podia.

Um boneco de madeira surgiu do meio da floresta, carregado daquelas bolinhas pretas, dardos e adagas. Ou seja, era um lançador de coisas cortantes, perfurantes e destroçantes. A moleca engoliu em seco, imaginando que os filhos de Vulcano capricharam bastante dessa vez. Ou será que era sempre assim?

Antes de encontrar uma resposta, o boneco pegou várias adagas e atirou freneticamente. Dya se matou para esquivar e defender, ficando com duas adagas presas ao escudo. Ela pensou em pegar as adagas para usar, mas o boneco passou a atirar dardos e ela passou mais um tempo se esquivando e defendendo. Infelizmente dessa vez não tivera tanta sorte e um dardo a acertou no ombro, adormecendo seu braço esquerdo.

Largou a espada e passou o escudo para o braço esquerdo, na maior velocidade que conseguiu e, pensando rapidamente em que tinha que fazer algo antes que ele voltasse a atacar, agarrou as duas adagas do escudo, se concentrou e atirou uma de cada vez.
Uma delas passou longe, deixando o boneco alerta e na defensiva, mas a outra conseguiu acertar a perna dele e logo o local começara a ficar envenenado. O boneco não deu a mínima para o ocorrido, afinal era um boneco, mas estava se movendo com mais lerdeza.

Voltou a pegar a espada, ainda sem conseguir o braço esquerdo. Independente daquilo, ela precisava acabar com ele. Começou a correr na direção do boneco, mas precisou correr para outro lado logo em seguida, pois ele lançara várias bolinhas, que explodiram sem parar.

Ela se escondeu atrás de uma árvore e ficou abaixada. O braço parecia nem existir mais. Não sentia dor. A menina ouviu o boneco andando e aproveitou o momento para levantar, sair correndo e investir contra ele. O boneco se defendeu e Dyana foi ao chão. Ele pegou uma adaga e investiu corpo-a-corpo, o que deu a ela a chance de feri-lo mortalmente na barriga. O boneco tombou para o lado. A filha do sono ficou um tempo deitada, respirando e imaginando se perderia o braço esquerdo para sempre.

Ela se levantou alguns minutos depois, pegou algumas bombinhas do boneco, guardou no bolso e surrupiou mais umas três adagas. Reequipada, seguiu em frente. Poucos minutos depois, ela saiu da floresta e viu o meio bode já qguardando-a.

- Mas já? – Perguntou, completamente surpresa.

- Sim, acho que isso já está bom. – Ele sorriu. – Devolva as coisas que lhe dei e o que pegou do boneco. Você até parece uma filha do deus grego Hermes... – Comentou e Dya riu, devolvendo as coisas e pegando as próprias de volta.

- Eu estou com um braço ferido. Preciso me defender de alguma forma. – Disse, guardando as coisas.

- Quanto a isso. Passe na enfermaria, tenho certeza que os curandeiros poderiam te curar. O que pegou em seu braço foi uma poção paralisante, simples.

Dya agradeceu e sorriu. Daniel se despediu e voltou para seus afazeres, deixando-a para trás com seu braço ainda dormente. A garota seguiu pelas trilhas indo direto para a enfermaria.



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