Campos de Marte

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Mensagem por Legião Fulminata em Dom Set 17, 2017 12:53 am
Relembrando a primeira mensagem :

Campos de Marte


Roma sempre foi conhecida por seus grandes guerreiros, treinados para enfrentar leões e serem imbatíveis no campo de batalha. Os costumes de lutas dos romanos perduram até os dias de hoje e seus guerreiros encontram-se cada vez mais empenhados em ter um exército invencível e, para isso, é necessário treino. O maior empenho dos filhos de Vulcano foram reconstruir os Campos de Marte como se conheciam, adequando-se as necessidades das novas gerações de semideuses, que viriam a conhecer um mundo completamente diferente do que uma vez tinha sido.
Em uma câmara circular, foram dispensados uma série de simuladores mágicos suficientes para diversos semideuses por vez, capazes de assumir a forma de qualquer monstro que desejar, assim como alvos mobilizados e móveis e arenas de batalha em dupla, seja para duelos ou para treinamentos corporais. O Acampamento Furna também disponibilizou uma série de armamentos, dispostos nas paredes, para caso que os semideuses pegassem as armas necessárias emprestadas.

I. Post's com menos de dez linhas serão desconsiderados.
II. Cuidado com a gramática, pois está valerá boa parte de seus pontos.
III. É permitido apenas dois post's em na arena por dia.
IV. É permitido a postagem de treinos individuais nesse tópico, treinos em duplas, trios e outros é necessário a criação de tópico por parte do player.
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Mensagem por Achilles von Schönborn em Qua Out 04, 2017 3:09 am



As sombras me iluminaram

Me retirei do refeitório indo em direção aos campos de Marte, eu já estava decidido do que ia treinar e estava louco para chegar no local logo. Em passos rápidos e firmes adentrei a arena de combate corpo-a-corpo. Devido ao horário o local já estava um pouco cheio, havia semideuses treinando por toda a arena, Agnes auxiliava alguns novatos. Ao adentrar ao local, Agnes percebeu minha chegada bem rápido, talvez fosse a presença ou algo que ela pudesse sentir. Não sei. A instrutora me ignorou de começo e continuou a instruir os semideuses. Não perdi tempo e caminhei até um saco de areia próximo, ergui minha guarda padrão do boxe e comecei a aquecer.

Meus socos e cotoveladas faziam um barulho agradável, o contato dos meus punhos com o saco de areia ecoava pela arena, semideuses paravam de vez em quanto para observar os poderosos socos que eu estava dando naquela manhã. Eu comecei no básico, algumas sequência de socos e cotoveladas, mas logo isso foi mudando, meu chutes estavam afiados e ainda sim era um ponto a se focar, eu levantava minha perna e a esticava em direção ao saco de areia o golpe também fazia um som maravilho o que gerava a curiosidade também dos campistas.

Não demorou muito para Agnes vir falar comigo, ela caminhava em minha direção com um olhar meio alegre demais para o meu gosto. — Vejo que andou treinando seus chutes, Ach. — Disse a minha a filha de Merte, respondi com o mesmo sorriso no rosto. — É talvez eu tenha sim. E ai, está preparada para perder desta vez? — Agnes odiava esse tipo de brincadeira e ela me respondeu com um soco leve no ombro e logo saltou para trás, fazendo um "venha" com a mão.

Não pude deixar essa provocação e convite passar em branco, formei uma bolha de chiclete e a estourei logo em seguida, entrando em guarda, Agnes assumia a mesma posição. Com meus punhos para cima fixei meus olhos na instrutora e me concentrei, relaxando o meu corpo ao máximo.

Avancei em direção a instrutora, comecei com uma sequência de jab, jab, elbow e chute na cabeça, ou ao menos tentei. Os jabs foram facilmente esquivados pela instrutora, meu elbow parou em sua guarda bruta e sólida e meu chute alto também. Formei e estourei uma bola de chiclete, avançando novamente em seguida. Jab, jab, para tentar distraí-la e um upper na altura do estômago para fazer a mesma perder um pouco a força, os jabs pararam na defesa da semideusa e o upper não chegou nem a acontecer, ela me contra-atacou com uma joelhada na barriga, me curvei no ato. — Que força, não era assim no ultimo treino! — Pensei.

O golpe em meu estômago pode ter sido forte, mas eu apenas recuei dois passos e retomei minha guarda. Eu queria tanto ganhar de Agnes ou pelo menos acertá-la que simplesmente recuei e avancei novamente sem pensar nas consequências, minha guarda estava ainda fechada, eu tentei iniciar o ataque com um cruzado de esquerda, mas Agnes foi mais rápida e me contra-atacou novamente com um direto. O golpe me acertou em cheio no queixo e me jogou para o chão.

— Por que eles estão parados? — Perguntou um semideus que assistia a luta dos filhos da Guerra, Harry e Dylan estavam presentes no local no momento e responderam juntos. — Não estão parados. — O campista não entendeu muito bem e Harry deu continuidade. — Na cabeça deles, está rolando um confronto de alto nível. Troca de golpes e contra-ataques em alta velocidade. Provavelmente meu irmão está procurando algum jeito de derrotá-la em um confronto direto. — O garoto abriu a boca de forma surpresa e voltou a assistir o combate.

— O que me deixa mais indignado é que por mais que eu procure 200x métodos para te superar eu ainda não consigo. Você realmente está um passo a frente, Agnes. — Terminei de dizer com um sorriso no rosto. Independente do resultado eu não poderia mais esperar, meus corpo estava inquieto. Eu avancei. Explodi em velocidade máxima alguns metros para frente para me aproximar o mais rápido possível da instrutora, freei rapidamente e executei um comecei o ataque, um jab de direita seguido de um fake direto, ou seja, foi apenas uma tentativa de enganar Agnes e abrir espaço para um cruzado de esquerda.

Tudo isso foi por água abaixo quando a mesma não caiu no fake direto. Ela imaginou ou apenas teve reação suficiente para levar sua guarda para cima, protegendo a bochecha, lugar este que pegaria meu cruzado. Agnes aproveitou que neste momento minha guarda estava semi-aberta e atacou. Sua velocidade foi ao ápice, uma combinação de golpes no corpo e no rosto que eu não tive tempo nem de pensar em reagir, ela me finalizou com um upper bem no queixo, me lançando a alguns metros de altura.

Todos na platéia com exceção daqueles que já nos viram batalhando alguma vez se espantaram. Após cair no chão, cuspi o sangue que escorria dos meus lábios no chão da arena. Agnes esticou a mão para mim e me ajudou a levantar. — Vou levar este semideus na enfermaria, continuem a treinar. — Ordenou a filha da Guerra, me retirando do local. — Você lutou bem hoje, está melhorando. Que bom, né? — Ela finalizava com um sorriso no rosto.

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Mensagem por Achilles von Schönborn em Qui Out 05, 2017 7:45 pm



As sombras me iluminaram

Os campos de Marte nunca estiveram tão vazios como aquele dia, muitos evitaram um treino para se recuperar logo após a experiência falha de uma prole de Trívia ao tentar necromancia. Ach não era a favor daquilo, descanso? Jamais, uma vez que em um verdadeiro combate nenhum de nós teria tempo para descansar, muito pelo contrário, seriamos levados à exaustão a cada dia que passava.

Ach puxou seu arco composto banhado a ouro imperial e uma flecha de sua aljava, mirou no centro de um alvo a alguns metros e lançou o objeto pontiagudo que grudou no centro do alvo. — Tsc... sempre tão fáceis... — A prole de Belona retirou-se da Arena de longa distância indo em direção ao simulador. Os criadores do novo campo de Marte fizeram um ótimo trabalho criando o simulador, qualquer monstro já identificado pelos batedores poderia ser reproduzido ali, logo uma vasta lista de monstros estava pronta para ser usada pelos campistas para treinarem.

Ach configurou do jeito que achou melhor e colocou um monstro que nunca havia enfrentado e visto.
Quando a simulação iniciou-se um campo aberto tomou conta do local, com muito verde das gramas e poucas árvores e um grifo apareceu metros à frente do Filho de Belona. O animal híbrido liberou um som agudo como o de uma águia, afinal sua cabeça era de uma.
O animal encarava o filho de Belona e via seu sorriso de prazer em estar enfrentando algo novo no rosto de Ach.

Uma flecha cortou o ar em direção ao animal alado que logo levantou voo e desviou do objeto, o animal confinou a subir até descer com um rasante em espiral, atingindo uma velocidade de quase cem quilômetros por hora em direção a prole de Belona, o bico apontado para Ach significava claramente um ataque.
Com um movimento de pernas rápido, o loiro jogou-se no chão para o lado, rolando em seguida e esquivando-se da investigada, durante o rolamento uma flecha foi retirada da Aljava e posta no arco, sendo disparada logo quando o filho  de Belona colocou seu joelho no chão e arrumou sua postura para disparar. Novamente o objeto pontiagudo foi em direção ao animal que desta vez escapou por pouco, o objeto dourado passou raspando na asa direta do grifo que soltou outro grito agudo o suficiente para atormentar Ach.
O animal investiu em suas quatro patas e velocidade de um felino para cima do legionário. Ach jogou rapidamente o arco para as costas e de mãos nuas socou o bico do animal assim q este entrou em seu alcance, mas está não foi a melhor escolha do filho da guerra. O animal abocanhou o punho do Ach prendendo-o em seu bico. A dor tomou conta do corpo os Ach no mesmo instante e sua única reação foi puxar uma flecha dourada da aljava e ficá-la na cabeça do animal, que se afastou de imediato.
O ouro imperial era efetivo demais contra os animais e monstros mágicos, com exceção de um certo monstro e foi essa efetividade que fez com que Ach não perdesse seu punho na simulação.
Com o grifo afastado a prole de Belona puxou novamente o seu arco e outra flecha, disparando bem no centro do crânio do animal que transformou-se em pó segundos depois.

O filho da guerra havia concluído a simulação então ele a desligou e seguiu em direção a enfermaria do Furna para verificar se seu ferimento não foi tão grave.
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Mensagem por Ex-Staff004 em Qui Out 05, 2017 7:59 pm
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Achilles - Treino 1
Seu treino foi bastante simples e lógico, você demonstra o quanto ainda não está preparado para enfrentar alguém à altura da treinadora, e isso é muito bom. Mas apesar de ainda não conseguir derrotá-la sabe muito bem o que está fazendo, e principalmente sabe a sequência de golpes que devem ser descontados para obter um possível sucesso. Se não fosse a treinadora, mas sim outra pessoa, tenho certeza que você sairia vitorioso desta luta corporal. Parabéns!
+350 pontos de experiencia e 100 denários

Achilles - Treino 2
Em comparação com o primeiro treino, percebi que os detalhes, deste, estavam mais pobres. Você poderia ter detalhado melhor como era a sensação de segurar um arco, que afinal, não é um objeto muito leve de se ser carregado. Em que momentos você puxou as flechas de dentro da aljava?  Não encontrei isso, eu esperava um pouco mais de ação depois de ter lido um combate corporal tão rico e intenso. A maneira que você organizou os parágrafos também deixou o texto muito corrido e confuso. Procure trabalhar nestes aspectos da próxima vez.
+250 pontos de experiencia e 80 denários

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Mensagem por Stephen Sylens em Qua Out 11, 2017 4:35 am
You will
regret this
Pela primeira vez Stephen estava nos campos de Marte, e não fora por vontade própria. Por semanas seus colegas da segunda coorte o importunaram e pressionaram para que começasse a ficar mais ativo nas atividades do acampamento, que fosse treinar nos campos de Marte ou fizesse qualquer coisa. E como eles insistiram, Stephen já não aguentava mais a mesma conversa de sempre e decidiu fazer o que eles queriam, não por eles, mas por si mesmo, para que deixasse de ser importunado por pessoas que nem sequer conhecia direito.

Usava uma camiseta preta justa, calça jeans e botas pesadas, em seu antebraço estava enrolada sua corrente, Regret, com a lâmina em formato de lua tintilando com o vento fraco que soprava naquele simulador. Não sabia qual seria o desafio que escolheria, nem estava afim de treinar, então apenas observou preguiçosamente a lista de criaturas para treinar, arqueando uma sobrancelha ao ler "ogro". Tocou o nome com o indicador e então o painel desapareceu, estava sozinho nos campos de Marte, desconsiderando alguns campistas que treinavam mais longe.

Sentiu o chão tremer debaixo dos seus pés, algo grande se aproximava. Segurou a corrente com mais precisão se preparando para o combate, observando de onde vinha o som dos passos. A figura que apareceu foi um ser grande e gordo, sua pele verde parecia ser grossa e resistente e era protegida em alguns pontos por uma armadura pobre, como os ombros e na região pélvica. Stephen agradeceu por aquela proteção. A mandíbula proeminente do monstro exibia duas grandes presas pontiagudas, um anel dourado estava entre as narinas como um piercing e alguns brincos de metal em suas orelhas. Na sua mão direita havia um machado que parecia ser pesado, mas tão pesado que o semideus filho de Invídia conseguiria carregá-lo com as duas mãos e um guindaste o auxiliando. O ser se aproximou lentamente olhando o semideus com um ar superior, bufando com suas largas narinas, fazendo respingar um pouco de catarro no rosto de Stephen.

O semideus ergueu a mão para limpar o resíduo do rosto, mas antes de terminar a ação, sentiu uma forte pancada no peito, desferido pelas costas da mão esquerda do ogro, que o arremessou para longe, rolando na grama do campo. Gemeu cerrando os dentes ao sentir a dor latejante no peito, ainda atônito pelo golpe. Ouvia no fundo de sua mente a risada grossa do ogro, zombando de como fora fácil acertá-lo. Com classe, Stephen se sentou e limpou o rosto como pretendia inicialmente, em seguida deixou Regret se soltar, aumentando sua extensão. Encarou o monstro com ódio queimando em seus olhos, sentiu a força crescendo dentro de si, mirando sua habilidade de "invejar" no ogro. De repente olhou para aquele machado e pensou "Eu consigo usar isso", sorrindo de canto de boca e então rugiu. Correu na direção do monstro até que parou em um ponto onde o mesmo não o alcançaria, mas não era possível dizer o mesmo do semideus, que aproveitou o impulso para lançar a ponta de Regret na direção do oponente, que colocou o cabo do machado na frente para interceptar o golpe, bem como o garoto planejava. Assim que a corrente foi interceptada, o peso da lâmina lunar fez com que ela se enrolasse no cabo, iniciando um cabo de guerra com um vencedor já certo.

O monstro puxou com toda sua força Stephen, que antes de ser puxado saltou, usando a força do ogro como impulso e assim que chegou próximo o suficiente, apoiou o pé sobre o cabo do machado que estava na horizontal e saltou sobre a cabeça do monstro, voltando a enrolar a corrente ao redor do braço durante a acrobacia e puxando o machado junto consigo mesmo, que o monstro não conseguiu segurar ou implicaria em um braço quebrado, ou dois.

Aterrizou atrás do monstro, observando de perto sua nova arma que, de repente, tinha noção de como usar, copiando a perícia do ogro. Mordeu o lábio inferior e girou o corpo, acertando as costas dele com a lâmina e abrindo um belo corte, fazendo-o rugir e virar-se de supetão, acertando um soco novamente no tórax do semideus, que cambaleou para trás com tremenda força, caindo mas logo se levantando sem deixar a guarda baixar. Por mais que soubesse usar o machado, o peso ainda o atrapalhava, precisava terminar aquilo logo e não podia contar muito com aquela arma. Decidiu que usaria Regret para matá-lo, desenrolando novamente a arma e aguardando o movimento do ogro, que ainda se recuperava do corte feito em sua pele.

Aproximou-se carregando as duas armas, o machado com as duas mãos e a corrente arrastando-se próxima, o ogro então avançou indo de encontro a Stephen, que intencionou dar mais um golpe com o machado mas foi facilmente interceptado pelo monstro, que conseguiu segurar o cabo antes da lâmina atingi-lo, envolvendo sua mão no pescoço do semideus e erguendo-o do chão. O ar começou a faltar nos pulmões do jovem, que recebeu um soco bem na boca do estômago, gemendo e perdendo todo o ar, parecia que seria derrotado, mas com um movimento rápido com o braço que segurava Regret, aproveitou que o monstro o segurava acima de sua cabeça e fez a pesada lâmina lunar dar uma volta no pescoço dele e fincando uma de suas pontas em sua pele, apertando com firmeza a corrente e puxando um toda sua força, rasgando todo o pescoço do ogro, que urrou de dor e soltou Stephen, levando ambas as mãos em volta do pescoço que sangrava sem parar.

Aproveitando da vulnerabilidade do seu oponente, Stephen girou sobre o próprio corpo para a corrente ganhar velocidade e desferiu repetidos golpes contra o tórax e abdômen dele, estripando-o no meio dos Campos de Marte até o holograma desaparecer. O pescoço do filho de Invídia doía e a respiração ainda estava se recuperando, bem como o peito, mas havia completado o treino. Enrolou novamente Regret em seu antebraço e buscou no bolso direito de sua calça um maço de cigarro, escolhendo um e o acendendo com um isqueiro que guardava dentro do maço. Expeliu a fumaça pelo nariz e derramou algumas cinzas na grama antes de se retirar para os alojamentos, voltar à sua rotina preguiçosa, dessa vez sem ninguém o importunando.


Última edição por Stephen Sylens em Sab Out 14, 2017 7:56 pm, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Nyx em Qua Out 11, 2017 5:15 pm
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Ótimo treino!
+350 de experiência;
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Mensagem por Francesca Montecchio em Sex Out 13, 2017 6:19 am

But I got a blank space, baby...

Aos poucos a loira estava mais familiarizada com o ambiente do acampamento, já não usava mais roupas bonitinhas como quando havia chegado, usava sempre roupas tradicionais de academia com a blusa do acampamento personalizada por ela mesma para se tornar uma regata.

A manhã estava linda, assim como todas as outras, com algo em especial, um grande números de semideuses seguindo com a maior animação para os campos, chegando a esbarrarem em Francesca, com apenas uma se desculpando:

- Ooh, se eu fosse você ia mais rápido, o pessoal está ansioso. Desculpe o empurrão.
– ela tinha vivacidade no rosto, cabelos vermelhos como o fogo e um aroma delicioso de uvas, Fran não resistiu em sorrir e começou a seguir a menina mantendo certa distancia.

-

Estava acontecendo uma grande confusão por ali, semideuses pareciam estar torcendo por alguém até que com um aperto no braço puxaram Fran a colocando ao lado de dois semideuses altos e fortes, como se ela estivesse enfileirada:

- Vamos logo mocinha, apronte-se que logo daremos a partida. – “Partida? Oi?” pensou Francesca olhando assustada a sua volta os semideuses.

A ruiva com cheirinho de uvas a olhava como se estivesse surpresa, mas ria e em silencio pedia desculpas até que Frances olhou para frente e entendeu onde estava, prestes a correr, mas a questão era, quantos quilômetros?

A loira pensou em desistir, mas assim que deu um passo a frente um garoto a impediu de continuar, dizendo:

- Sem trapaças, darei a bandeirada agora.
– Sem reação apenas voltou ao lugar de antes e aguardou.

Os semideuses que não estavam enfileirados aos poucos se amontoavam num canto e vibravam gritando o nome de um semideus:

- ASHER! ASHER! ASHER! – Isso seguia repetidas vezes e o rapaz que chamam erguia os braços como se glorificasse sua vitória, com aquele olhar de “está no papo”, encarando seus adversários de nariz erguido, como se não fossem nada para ele.

“Bora lá Fran, você nunca correu na vida, mas tem uma primeira vez para tudo; Você também nunca tinha visto adolescentes lutando contra monstro, então, acostume-se com a sua nova vida.”  - dizia uma voz no fundo de sua cabeça, sendo um motivo para a loira ficar e tentar.

-

Com a largada sendo dada via os semideuses correrem e ela ainda nem tinha se preparado para tal ato, ficando como boba parada os olhando ir até que era empurrada com semideuses a sua volta gritando coisas do tipo “Corra sua louca!”, “Ande logo lesma” e o melhor era “Go Barbie, o Ken espera na linha de chegada”.

Rindo do bom humor do pessoal começou a correr, não era rápida e nem mesmo tinha vontade de ser, sempre fugia das aulas de educação física por esse motivo, era lerda e preguiçosa demais para correr.

A pista parecia estar lisa e bem tranquila, a indefinida trotava por ela e não se passando nem mesmo 1 minuto seu corpo foi ao chão e por pouco a mesma não caiu de cara, ao se levantar seus joelhos estavam bem avermelhados e ela não havia entendido como havia caído num espaço que não tinha nada para tropeçar.

Mas de qualquer forma continuou a correr olhando para o chão como se procurasse desviar de qualquer coisa que pudesse entrar no seu caminho.

Um assobio pode ser ouvido e ao olhar para frente Francesca deu de cara com um galho de árvore, batendo a testa ali a menina caiu de costas no chão choramingando baixinho o quanto era burra por não olhar para frente.

Ficando em pé tirava a poeira da roupa e tocava nos pontos que poderiam ter se machucado feio, a nuca estava dolorida e a testa ardia imaginando que ali teria uma bela marquinha vermelha das folhas, legal. E voltando a corrida aos poucos ia percebendo que havia mais armadilhas pela frente.

Mais espertinha conseguiu desviar dos próximos galhos, saltando até alguns deles que como magica apareciam do nada, mas ao mesmo tempo ela sofria alguns arranhões já que o espaço para se desviar não era tão grande.

-

A corrida era tão longa que a loira já não aguentava mais e por isso ela apenas andava pela trilha, ela havia passado por lugares cheios de lama onde perdia seus tênis, ela estava toda vermelha por ter caído sobre arbustos de ortiga, em seu rosto tinha um arranhado na lateral por bater em mais galhos, parecia que aquilo não teria fim.

Aos poucos ia ouvindo um barulho suave de água e conforme ai andando o rio ia entrando em seu campo de visão, o mesmo tinha uma largura de cerca de 5 metros, a água que corria era transparente e calma, mas causava um pânico em Fran.

A menina que desde pequena tinha medo de nadar agora precisava fazer, mas não sabia como, aproximando-se do espaço com mais calma se sentava ali na beirada, colocando os pés dentro do rio vendo a profundidade.

“O que? Tão raso?” – pensou Fran assim que sentiu o pé tocar no fundo, ficando em pé logo em seguida percebendo que o rio batia em seus joelhos.

Um sorriso se abriu ali e caminhando com cuidado a loira atravessava o rio, chegando a passar de seu meio até que a mesmo num descuido afundou. Seu pé parecia ter ficado preso num buraco que havia por ali no meio do rio, ele estava coberto de lama e a mesma mal conseguia mexe-lo, a agua ia aos poucos adentrando o seu nariz e pela boca, mas a indefinida insistia em gritar por socorro.

Enquanto Fran ia se afogando alguma coisa ia mexendo em seu pé até que finalmente a deixava livre, mas antes que pudesse se mexer alguém lhe pegava no colo e seguia caminhava com ela para a superfície dizendo:

- Não se assuste, está tudo bem agora. Mas tome cuidado, aqui as coisas parecem ser seguras, mas por onde pisa tem armadilhas.
– dizia um menino de olhos claros e cabelos escuros, sorrindo com um olhar de malicia, ou quem sabe, um olhar que deveria ser sua marca registrada: August, prazer. E você? – perguntava estendendo a mão, ajudando-a a levantar em seguida.

- Francesca. Frances.
– a loira dizia abrindo um sorriso delicado enquanto tentava recuperar um pouco de seu folego, com as narinas ardendo: Obrigada. Agora aposto que quer voltar a sua corrida. – e com um passo para trás se afastava de August que mantendo o olhar nela respondia:

- Eu tenho coisas mais importantes a fazer, bom dia. – por fim o semideus corria numa direção diferente, sumindo por entre as arvores, deixando Francesca ensopada e sozinha.

-

Após alguns minutos a loira retomou o seu caminho já sabendo que seria a ultima a chegar, podendo ouvir bem alto o som das pessoas gritando mais uma vez o nome de Asher, vendo que ele estava certo sobre ser o campeão desde o começo.

Quando cruzou a linha de chegada ninguém a notou, mas ela notou todos, vendo que a única destruída, suja e molhada dali era ela, mas uma coisa lhe chamava mais atenção ainda, a mesma ruiva do começo a encarava e então abrindo um sorriso. Frances a encarou de volta dando um aceno, pensando que talvez, pudesse ter encontrado uma amiga.
...And I'll write your name!
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Mensagem por Ex-Staff004 em Sex Out 13, 2017 6:56 am
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Francesca
Adoro como o seu texto é bastante fluido, torna a leitura gostosa de se fazer e também me faz querer continuar a ler. Gostei bastante do seu treino, a forma que você enfrentou os obstáculos como uma lição e usou os colegas do acampamento como novos amigos que a ajudaram, como todo semideus deveria poder contar com. Não tenho mais nenhum comentário a não ser: Parabéns!
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Mensagem por Stephen Sylens em Dom Out 15, 2017 6:19 am
chains of
olympus
Stephen retornava para os Campos de Marte após alguns dias descansando depois de seu último treino contra um ogro, sentia-se mais capaz do que antes. Novamente sua companheira de batalha era Regret, a corrente que havia ganhado de presente de seu pai. Na mão esquerda segurava um cigarro já aceso, levando-o até a boca para tragar e em seguida expelir a fumaça pelas narinas.

Selecionou um treino com correntes no painel ao mesmo tempo que desenrolava Regret, dando mais alcance à arma. Estava afim de treinar as correntes e assim adquirir mais habilidade e experiência para possíveis acontecimentos futuros como batalhas ou missões. Selecionou logo uma dificuldade um pouco mais avançada, um percurso que testaria as habilidades com a arma desejada. Nesse momento o campo começou a se formar ao redor do semideus, uma parede de escalada de rocha, barras horizontais, ganchos pendurados no teto, além de que podia ouvir o som de águias. Sorriu com o canto dos lábios, curioso para o que estava por vir.

Iniciando o percurso, Stephen correu até a parede e apoiou o pé na superfície vertical e usou para impulsionar o corpo até a mão alcançar uma saliência na estrutura, onde segurou-se com força. O corpo chocou-se contra o as rochas quase fazendo com que Stephen se soltasse, mas manteve-se firme, apoiando os pés na parede para dar mais estabilidade. O semideus ergueu a cabeça para observar o próximo passo da escalada, encontrando uma raiz grossa projetando-se para fora da superfície. Sustentou o peso do corpo com apenas uma mão enquanto com a outra soltou toda a corrente de forma que ficasse em sua plena extensão e começou a movimentá-la como um pêndulo, ganhando velocidade e força para lançá-la em direção à raiz. Regret se enrolou ao redor do alvo com maestria, então rapidamente, já quase sem aguentar mais, Stephen voltou a se apoiar com as duas mãos e pés, subindo até onde a arma havia se prendido. Terminou a escalada replicando o movimento, dessa vez tendo como alvo o topo da parede de rochas, encontrando um vão entre uma rocha e outra para fazer a lâmina em formato lunar de Regret se prender e assim tornar segura a escalada.

Chegando no topo, passou as mãos na própria camiseta limpando ali o suor do esforço físico que fizera na subida enquanto olhava mais adiante para o próximo desafio. Dava para ver uma balança no topo de outra parede de escalada mais adiante, provavelmente ali seria o objetivo, mas a parede era plana. O único acesso até o outro lado era por meio de barras e ganchos pendurados no teto, mas alguns pareciam quebradiços, outros tinham um ar suspeito. Ainda que não tivesse controle de suas asas ainda, Stephen decidiu ativá-las para caso caísse durante a missão. Projetou-as de suas costas, duas enormes asas com envergadura de 7 metros. Ao vê-las, sentiu o corpo mais leve, então saltou em direção à primeira barra, segurando-a com as duas mãos enquanto Regret pendia, presa em seu antebraço. Mirou um um gancho mais adiante e arremessou a corrente até ele, onde a lâmina se prendeu. Com desconfiança, antes de soltar-se da barra e balançar-se até o próximo objetivo, puxou com força a corrente, mas nada foi ativado. Soltou-se da barra e deixou o peso do corpo fazer o seu papel, com a gravidade o auxiliando e as asas manobrando enquanto balançava em Regret, porém quando passou por baixo do gancho, ouviu um "clec" e novamente o som de águia.

Olhou em volta e se deparou com uma harpia aproximando-se em alta velocidade, com as garras prontas para atacar. Tentou desviar-se mas não conseguiu com muita efetividade, sentindo as garras da criatura rasgarem do peito até o braço e ainda pegando um pouco da asa esquerda. O semideus rangeu os dentes de dor e cerrou os punhos com mais força em volta da corrente. Observou a criatura fazendo meia-volta e parando no ar, batendo suas asas para manter-se naquela altitude. Estreitou as pálpebras e rugiu um insulto à besta:

- Vem aqui se você é a bucetuda mesmo! - E então fez as asas se abrirem em todo seu esplendor, como uma ameaça à criatura. Aquelas asas inúteis que no momento só serviam de escudo, uma vez que não voavam ainda. Dessa vez quando a aves se aproximou, conseguiu desviar-se de seu golpe, acertando também um pisão nas costas dela. O monstro emitiu um som agudo e se debateu, quase perdendo o equilíbrio.

Stephen teve uma ideia para acabar com aquela besta de uma vez por todas, então começou a escalar a corrente, de modo que abaixo de si ficasse pendendo uma boa parte de Regret. Gritou outra provocação à criatura, que dessa vez o atacou com mais violência. Assim que a harpia se aproximou o suficiente com suas garras, soltou-se da corrente, fazendo o corpo baixar rapidamente. O monstro chocou-se contra Regret e enquanto tentava se afastar, Stephen usou o peso do corpo que caía e segurou-se mais abaixo da corrente causando um movimento de pêndulo com velocidade. Bateu as asas para que os ventos o auxiliasse na acrobacia e, segurando Regret conseguiu enlaçar o pescoço da Harpia, que se debateu um pouco antes de finalmente morrer, se transformando em poeira que se dissipou no ar.

Finalmente livre da batalha, já com os braços cansados e as mãos suadas, apressou-se para terminar o percurso, utilizando Regret para se prender nos ganchos e balançá-lo até as barras, onde repetia o processo até enfim chegar ao topo da outra parede de escalada. Aproveitou toda essa aventura para tirar novamente do bolso direito um cigarro e ascende-lo com o isqueiro, levando a droga até os lábios e tragando profundamente, suspirando aliviado e mais relaxado. Tocou o símbolo da balança para encerrar o treino, deixando os campos de Marte derramando cinzas do cigarro despreocupadamente.
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Mensagem por Nyx em Dom Out 15, 2017 6:26 pm

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Stephen
Apesar da ofensa desnecessária a pobre harpia, não notei nenhum erro grotesco em seu texto, vendo fluir bem excessos.
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Mensagem por Marius Beaumont em Dom Out 15, 2017 10:11 pm
Um sorriso no rosto era o que eu mais precisava para poder ter coragem de sair de minha coorte e ir aos campos de marte treinar, estava deitado olhando o tento da minha coorte quando respirei fundo logo me levantando e pegando o meu arco ao lado de minha cama.

Meus passos eram leves e confiantes já que optei por não querer um treinador aquele momento já que eu estava apenas querendo treinar a minha mira com meu arco em mãos, porém, assim que cheguei no campo do marte o mesmo estava cheio de campistas todos eles treinando e olhando para mim como se eu fosse algum monstro ou algo do tipo.

Sem dizer uma palavras eu continuava a me mexer até então fica no meio do campo de marte, porém, antes que eu pudesse desdobrara meu arco um dos campistas filho de Hércules logo veio em minha direção querendo um desafio e logo sorria propondo que se ele ganhasse eu serviria de capacho para ele e se eu ganhasse ele pararia de me encher e iria fazer tudo o que  eu quisesse.

Com um aperto de mão rapidamente com um movimento de braço fazia meu arco se desdobrar e rapidamente mirava no mesmo tetando acertá-lo no braço, o filho de Hércules foi mais rápido logo rolando para o lado e vindo e minha direção com rapidez, sem muito alvoroço equipava mais uma vez a flecha no arco puxando a corda com delicadeza mirando em sua perna logo soltando a mesma rapidamente.

O outro semideus assim que sentiu algo passando de raspão em sua perna cambaleou um pouco pra frente logo rolando pelo chão todo cheio de dor, mas não era só isso e assim que o mesmo conseguiu se levantar seus olhos estavam parecendo que iria pegar e a raiva era totalmente visível logo correndo mais uma vez em minha direção.

Tentava ser mais rápido em colocar a flecha no arco, porém, antes que eu conseguisse sentia a mão do outro homem pegar em meu pescoço e apertar como se eu fosse um copo que estava prestes a quebrar e sendo assim alguns dos centuriões que logo viram a cena tentaram separar, mas o garoto era mais forte e alto conseguindo joga-los para longe.

Sem pensar dava um soco focalizado em seu estômago o que fez com que o mesmo me soltasse e ele recuasse alguns metros, tentava achar meu arco ao qual havia caídos alguns metros a minha direita e sendo assim rapidamente rolava conseguindo alcançar o mesmo logo sentindo um vento do meu lado esquerdo tentado me acertar e sendo assim logo segurava seu braço colocando o mesmo em entre a corda e a estrutura do arco logo o virando conseguindo quebrar seu braço rapidamente em seguida colocando uma flecha no mesmo mirando em seu pescoço.

-Parece que eu ganhei, agora você vai até a enfermaria cuidar desse braço e depois conversamo que tal? - Dizia logo em seguida fazia o arco se dobrar e ia pegando as flechas espalhadas pelo campo saindo do mesmo com um sorri.
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Mensagem por Mercúrio em Sex Out 20, 2017 3:31 am

Avaliação




Marcius
Bom, o seu treino contém alguns erros de português leves e outros de concordância não tão leves assim rs'
Mas de forma geral, seu treino foi corrido, a sensação da batalha foi algo decidida em questão de segundos. Podia ter explorado um pouco mais para que atingisse um nível mair de desenvolvimento.

+ 280 pontos de experiencia
+ 85 denários
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Mensagem por Chad Seaworth Ceallach em Dom Out 22, 2017 8:43 pm
We got weed, and codeine and bricks for sale
Ambicioso; era assim que muitos observavam Chad que desde novo teve suas condutas sempre julgadas devido aquela falta de heroísmo ao quais as pessoas buscavam se apegar nos momentos de perigo. Estava ai algo em que o loiro não ousava em acreditar pelo que já havia vivido no passado e por ele sempre ter sido obrigado a agir pelas próprias mãos para que mantivesse a mãe segura e em certo momento sendo obrigado a fazer algo inimaginável até mesmo para os próprios padrões do adolescente que se tratava de roubar para sobreviver, algo ao qual acabou se tornando bom ao seu modo dever, mas não se orgulhando disso pelo contrário. Ele fazia aquilo para sobreviver à injusta vida que o mundo lhe submetia.

(...)

Os olhos claros do jovem prenderam-se ao armamento que se encontrava em sua conforme as lembranças tomavam a sua mente em flashbacks que mais pareciam reais e que costumavam repetir-se em sua cabeça várias e várias vezes processando aquilo, e ao fundo observando um boneco ao qual utilizavam para treinar com as armas só que agora ciente dos riscos ao qual seria submetido a partir do momento em que pisou naquele acampamento, além da coorte em que fora designado ser uma das mais exigentes dentro do acampamento. – Terei de ficar aqui mesmo? Sempre trabalhei melhor sozinho. – resmungou passando a se mover de forma sorrateira em direção ao boneco de treino e buscando golpear o mesmo seguidas vezes como um perito na espada que empunhava e, por fim, utilizando a parte do punho da espada para desferir um golpe no que seria a cabeça do boneco com a parte do punho da espada.

Todos os presentes focaram no loiro que virou o centro das atenções após demonstrar habilidade com uma arma ao qual estava utilizando pela primeira vez na vida, algo animador para alguns e para outros um motivo ao qual lhe traria um alvo por demonstrar tamanha maestria com uma espada que para muitos era uma das armas mais difíceis de utilizar por conta de buscar um equilíbrio entre a agilidade da pessoa e a maneira de utilizar a arma de forma que desferisse o máximo de dano possível em golpes únicos. – "Vamos complicar um pouco as coisas" – pensou consigo mesmo o inglês que ansiava por desafios naquela nova etapa de sua vida. Apesar da aparência que demonstrava um garoto em certos momentos distraído os olhos do jovem eram grande prova da sua determinação em derrotar a maquina que fora liberada para elevar-se um pouco mais.

Desafio a sua altura? Não dava para ter certeza de algo que estava para acontecer e os avanços sem qualquer remorso vindos do robô era algo que estava fora de seus domínios e estava limitado a jogar o jogo proposto pelo adversário em busca de brechas para que pudesse terminar o combate, e pela situação em que o loiro se encontrava; aquela não seria uma tarefa muito fácil até que conseguisse afastar e a cada novo ataque com a arma, o corpo de forma involuntária reagia aos movimentos do robô com a arma e utilizando a espada para bloquear e em um momento de brecha, fazendo com que a arma fosse afastada o suficiente para o jovem girar os calcanhares e com ambas as mãos buscar um único golpe horizontal e tentando partir o mesmo ao meio, mas frustrando o jovem no momento que a arma fora bloqueada e em um movimento rápido para que pudesse afastar-se desferindo um chute na região onde se localizaria o seu abdômen buscando manter uma distância do adversário.

O suor escorreu pelo rosto do inglês que sabia que o maior prejudicado em manter-se somente na defesa era a si próprio por conta do degaste ser maior em ter de defender e tentar contra-atacar, aquela luta não duraria muito caso continuasse a ser submetida aquela incessável sessão de castigo que já o fazia render-se parcialmente, mas ainda tendo parte do orgulho recusando-se a entregar a vitória. – Vem lata velha! – proferiu em alto e bom som, o sorriso de confiança tomou os lábios do campista que ao observar o descuido agilmente esquivou-se da arma deixando que a mesma passasse próximo ao seu abdômen apenas causando um arranhão no local e logo movendo a espada de forma que atacasse o braço ao qual empunhava a arma o tirando fora, mas notando ele avançar com a outra mão em sua direção abaixando para que fugisse do soco e girando o calcanhar esquerdo de forma que este tomasse a frente e acerta-se o pé de apoio da maquina para que viesse a cair no chão. Não demorou para que o jovem ficasse por cima da maquina que se encontrava rendida e a desligando novamente, caindo ao lado da criatura robótica com a respiração ofegante por causa do esforço incomum à que fora exposto pelo adversário. – Muito obrigado pelo desafio, lata velha. – comentou, fechando os dedos robóticos e batendo na própria mão esquerda. Não tardou para que o loiro se afastasse completamente do local em direção ao refeitório.

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Mensagem por Marius Beaumont em Seg Out 23, 2017 3:10 am
Uma pequena esperança de mim ainda queria acreditar que algum dia eu talvez fosse comparado com meu pai, muita das vezes não me considerava seu filho e aquilo me fazia desistir de muita coisa, mas naquela tarde prometi a mim mesmo que tentaria mudar de um jeito ou de outro, a confiança em meus olhos fez com que eu pegasse meu arco e partisse para os Campos de Marte.

O suor escorria de meu rosto junto ao calor insuportável daquela tarde o que me fazia repensar se valia mesmo a penar treinar naquele momento, porém, o líder dos sentinelas me encorajou dando um tapinha no meu ombro dizendo que iria me ajudar com o arco hoje já que o centurião estava muito ocupado em uma missão importante naquele exato momento.

-Vou pegar leve com você! – Ele disse logo em seguida pegando um arco e mirando uma flecha em minha perna esquerda logo soltando a corda, meus olhos foram mais rápidos e assim que viram a velocidade da flecha tentei dar um pequeno pulo para trás, mas via o sorriso do líder no rosto e assim que percebi minha perna estava sangrando. -Mas como foi que... – Parava de falar ao ver o semideus equipar outra flecha no arco.

Rapidamente desdobrava meu arco que pegava uma das flechas depositadas em minhas costas e logo em seguida mirava em sua mão direita ao qual segurava o arco, logo com certa rapidez soltava a corda o arco com certa velocidade ao qual fazia com que a flecha girasse um pouco, o outro semideus rapidamente se abaixou e atirou a flecha desta vez ela estava sendo mirada em meu braço esquerdo.

Meu olhar aguçado desta vez não conseguiu ver a flecha e logo senti algo passar de raspão em meu braço esquerdo começando a sangrar rapidamente. -Não seja tão lento Marius vamos lá! – Ele começava a rir e rapidamente equipava outra flecha mirado desta vez em sua perna direita, o garoto apenas sorri e se desvia como se nada o atingisse e foi o que aconteceu.

-Puta merda, mas como você... – Dizia conseguindo ver uma das flechas vir em minha direção e rapidamente tentava me desviar caindo para o lado e equipando uma flecha no arco rapidamente começando a me concentrar em sua perna, fechava os olhos segundos depois puxando a corda do arco com certa força logo em seguida a soltando apenas ouvindo um pequeno murmúrio de dor.

Ao abrir os olhos percebia que havia acertado sua perna com flecha e rapidamente ia ao seu encontro para ajudá-lo. -Meu deus me desculpe, eu não queria. – Logo era interrompido por ele que acabava sorrindo mostrando que estava feliz por eu tê-lo acertado logo em seguida o levantava indo com o mesmo até a enfermaria.
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Mensagem por Diana em Seg Out 23, 2017 5:18 pm
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Chad — O treino poderia ter sido um pouco mais extenso, entrementes, está satisfatório e sem nenhum erro aparente. + 300 de experiência e +30 denários

Marius — Vejo um progresso em sua escrita, embora ainda falte um pouco de atenção. +270 de experiência e +30 denários

Att
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Mensagem por Lauren von Price em Seg Out 30, 2017 11:33 pm

O dia havia começado cedo e estava agradável para um treino, uma brisa leve e gélida, um sol agradável e com as cabeças nas nuvens tomei um café reforçado pra treinar meu físico e testar meus limites, ou morreria gastando a energia que eu não tinha. Não demorou muito para voltar na hora do almoço, descansando por longos minutos e comendo no almoço leve, pois praticaria arquearia hoje e não era do meu querer ficar com o estômago pesado e passar mal em plena aula, sendo motivo de brincadeira de todos. Coloquei o devido uniforme de quem treinaria arquearia, todos os acessórios que deveria.

Estava no anfiteatro no horário certo, na parte da tarde pouco depois do almoço, mas inerte em meus pensamentos, alguns flashbacks se passavam pela minha mente e tudo o que eu conseguia sentir era angustia, fiquei naquele estado por alguns minutos, olhando o céu azulado feito boba até uma voz firme e feminina me chamar atenção começando a aula do dia se apresentando. Semicerrei meus olhos, uma mania que tinha quando estava atenta. Prestei atenção em cada palavra que era dita pela jovem garota, meus olhos castanhos ficaram presos aos azuis dela e o breve momento que ela nos instruiu, nos deu dicas, senti na sua certeza de falar crescer confiança em mim. A jovem citou duas filhas de Hades e logo encarei as garotas, analisando-as. Sorri maliciosamente de canto, quando uma delas me encarou mas brevemente me lembrei que não era esse o meu objetivo naquele momento.

Depois de assentir com a cabeça após a jovem terminar sua explicação, segui sua primeira instrução, apesar de gostar de provas individuais eu não poderia praticar essa sozinha e antes que eu tomasse alguma iniciativa, dois jovens parecidos se aproximaram e quando comecei a reparar suas aparências, arqueei as sobrancelhas ao perceber que eles eram extremamente idênticos ficando um pouco boba, era raro ver semi-deuses gêmeos (ao menos pra mim) no acampamento. Pigarreei, voltando ao nosso objetivo. — Olha, quero deixar bem claro que somos um trio agora, então temos que ter confiança um no outro, certo? — eles assentiram, e eu sorri brevemente. — É o seguinte, eu dependo de vocês pra que não se machuquem e, desde já, desculpas caso aconteça. Vamos, fiquem atentos! — pisquei e me virei atravessando a arena e finalmente chegando atrás da mureta que me protegeria. Tentei relaxar, respirei fundo e contei até 10 e peguei a arma.

A observei, meu arco tinha cerca de 35 libras, equivalente a 15 quilos, se encaixava bem no meu punho e ficava estabilizado no mesmo, seu laminado externo era feito de fibra de carbono e seu miolo de madeira, contava com um estabilizador também feito de carbono e uma alça de mira. Era basicamente um arco recurvo, mas básico e relativamente pesado, tinha um curva graciosa de S que dava uma garantia maior às lâminas um acumulo de energia e consequentemente, aumentava a potência do tiro.

Minha flecha era composta de uma mistura de fibra de carbono e alumínio, o que a fazia muito resistente, meu protetor de ombro estava firme e isso evitaria que qualquer desastre acontecesse durante a aula, o que me fez relembrar que eu deveria cuidar do meu trio, custe o que custar. Eu estava de pé atrás da mureta e antes da aula começar realmente, eu tive o privilégio de ver todo o anfiteatro, e abusei da minha memória o observando e guardando cada canto dele. Me posicionei com as pernas de forma aberta, tendo em mente que àquela forma me daria vantagem porque eu poderia ter menos problemas com a instabilidade que o vento estava naquele dia.

Observei os zumbis sendo invocados em grande quantidade e os semi-deuses em uma distância considerável deles esperando para atacar, não era muito adequado já que os “monstrinhos” estavam em vantagem por estarem em grande quantidade. Retirei uma flecha da aljava, posicionei o arco, aquela aula estava exigindo de nos um entrosamento grande de nós e eu percebia que não era apenas eu que estava me dedicando. Percebi uma pequena leva de três zumbis em direção aos meus parceiros vindo pelo meio, eles começaram a se recolher e isso era tudo o que eles menos deveriam fazer, faltavam poucos metros para os zumbis evocados se aproximarem deles e como eu não esperava, em um piscar de olhos, os mesmos já estavam próximos aos zumbis. — Desviem... só um pouquinho pra direita, por favor! — pedi e como se eles estivessem me ouvindo, fizeram. Então eu mirei da melhor forma e o máximo que pude, puxei a flecha e com rapidez e veracidade ela se soltou do arco, indo com extrema pontaria na grama do anfiteatro. Praguejei com raiva, tirando mais uma flecha da aljava e a posicionando novamente o arco e o encaixei melhor confortavelmente, em meu ombro, posicionando minhas pernas abertamente, cerca de um passo uma da outra. — Vamos, garotos! — Dessa vez, respirei fundo e mirei com apenas um olho, ainda não tinha pego tal mania, respirei fundo aproveitando para deixar minha postura ereta, mirei com precisão e a soltei.

Novamente, a flecha foi parar na grama e eu suspirei em frustração, grunhindo baixinho. Respirei, tentando me acalmar e repeti a mesma coisa, mantive minha postura ereta, minhas pernas abertas e uma frente à outra enquanto segurava firmemente o arco que estava posto confortavelmente em meu ombro. Calculei. Contei alguns segundos e trinquei meu maxilar. Puxei e soltei a flecha que acertou em cheio a cabeça do zumbi que estava mais atrás e ele caiu tombando para trás fazendo a menina gêmea que parecia mais nova me encarar com um sorriso em aprovação e voltar com pressa atenta a cada movimento dos zumbis. Eles já haviam eliminados dois do trio que vinham em sua direção, mas não eram os últimos.


Respirei fundo mais uma vez, fechei meus olhos e contei até dez, pedia para que meu progenitor me abençoasse e fizesse com que tudo ocorresse bem. Não acreditava muito nisso, mas parecia que quando eu conversava indiretamente com ele, tudo parecia melhorar. Abri meus olhos novamente e perdi meus parceiros de vista, pelo amor de Zeus! Eu fechei por curtos milésimos de segundos. Corri meus olhos por toda a arena e percebi que a garota mais nova estava levemente machucada, seu rosto continha uma vermelhidão como se fosse um arranhão e ela segurava seu braço, tentando estocar o sangue que saía dali. — Céus, não posso desgrudar de vocês um momento? — perguntei, sozinha, repetindo novamente a ação, calculei e atirei em um zumbi. Depois em outro, em outro e em outro. Todos caíram para trás, quase em um efeito dominó, segurei firme o arco e pulei a mureta, parando por um momento planejando o melhor caminho percebendo pouca movimentação pela direita. Seu irmão alto e moreno, tentava protege-la usando sua espada, fazendo estrago e mais estrago nos zumbis, mas só aquilo não estava adiantando e percebi em seu rosto enquanto corria em sua direção o quanto estava apavorado. No trajeto que fiz, peguei duas flechas e fui as estocando em tudo que vi que agia com certa lentidão – nem tanta lerdeza assim quando era pra me atacar –, tentando limpar meu caminho e finalmente chegando de encontro ao garoto. Me posicionei atrás dele e disse. — Agora estou aqui, pegue sua irmã e corra para a enfermaria, eu vou cobrindo vocês. — ele assentia com a cabeça em relação à tudo o que eu dizia, mas não fazia nada além de atacar os zumbis. Atirei flechas e mais flechas com precisão nos zumbis, nem sempre acertando. Ouvi sua irmã gemendo de dor, olhei rapidamente para baixo onde ela estava agachada e percebi uma mancha de sangue que também vinha na região das costelas.

— Cara, pegue sua irmã agora! Mas cuidado, ela está com algo sério na lateral do corpo. Vamos até algum lugar escondido lá em cima, eu vou cobrindo vocês. — garanti, confirmando com a cabeça que estava pronta. Peguei o arco novamente, me posicionei e mesmo com todas os imprevistos, consegui fazer as instruções, agora não precisava de tempo e calculo pra acertar os alvos, todos estariam muito próximos e não seria um problema. Corri na frente dos dois, eliminando-os e limpando caminho. Demorou um bom tempo pra chegarmos até o “altar” do anfiteatro, sendo só eu que estava brigando para eliminar os zumbis enquanto o garoto alto levava a irmã. Percebi em seu rosto o quanto ele estava apavorado.

Em certo momento, conseguimos acelerar o passo e finalmente paramos num canto seguro, tentando fazer o máximo de silêncio, um descanso parando em um lugar alto de difícil acesso para as bestas lerdas. Me sentei no chão, percebi que tinha alguns arranhões e feridas pelo corpo mesmo com o uniforme que de certa forma poderia me proteger, mas não àquilo, dei de ombros e larguei o arco no chão próximo a mim ainda mantendo minha audição aguçada para qualquer coisa que nos parecesse ameaça. Olhei para a garota, arrancando grande parte da minha camiseta e amarrando em sua cintura, pra tentar estancar o sangue por algum tempo. E por um momento de distração, um deles havia pego o garoto de surpresa e estava o arrastando enquanto prendia seu pescoço em volta dos seus braços, foi questão de segundos pra me levantar e novamente pegar o arco armando-o. Com um olho aberto para a mira observei atentamente cada movimento que o zumbi fazia, me aproximando disfarçadamente. "Largue ele, vamos..." pensei, vendo uma pedra no chão e chutando em sua direção para tentar chamar sua atenção, quando percebi que sua irmã também jogou uma pedra na direção do mesmo, e ele largou o garoto vindo em minha direção pela nossa aproximação e antes que ele percebesse, mirei em sua cabeça puxando o gatilho e a flecha foi certeira mandando-o para trás. Suspirei em alívio, o garoto correndo para me agradecer em um abraço apertado e eu o retribuindo com alguns tapinhas nas costas, já que não era uma grande fã de contato.

Vi uma instrutora vindo em nossa direção e uma equipe para socorrer os que tinham ferimentos, no caso, a irmã do garoto. Sorri ao vê-lo todo preocupado com a mesma, pedindo informações e sem desgrudar da menina nem um minuto. Me encostei em um muro próximo que estava ali e respirei fundo mais uma vez, fechando os olhos e sentindo uma forte dor de cabeça. Todo o inferno já havia passado e aquela parecia a pior aula até agora porque eu definitivamente nunca tinha passado por um perrengue como aquele, mas sabia que ainda teria muitos pela frente. Tirei todo o "uniforme" do corpo, tais como proteção e passei a observar meu corpo, alguns cortes pela vestimenta de baixo davam visibilidade para os machucados que seriam tratados sem muita dificuldade. ldade.
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Mensagem por Lauren von Price em Ter Out 31, 2017 12:02 am

— Vamos lá, cantem comigo! Back to black... — Pronunciei animada assim que despertei no dormitório feminino que era tratado como a pior escória do Acampamento Júpiter. Sou Lauren, talvez seja considerada escória por simplesmente ser acolhedora e não fazer tanta cerimônia... Melhor dizendo, nenhuma cerimônia quanto a cartas de recomendação. Em minha nada humilde opinião, cartas de recomendações são apenas papéis sujos dos quais eu teria o prazer de limpar meus fundos enquanto estivesse passando por um apuro no banheiro, nada mais.

Um desjejum do melhor dos vinhos, era o melhor que eu poderia fazer para poder ativar todos os meu membros de meu corpo a se moverem. Adorava o tom de minha camiseta do Acampamento, definitivamente me representava. Visando um melhor aproveitamento da lição que iria receber de minha irmã em breve, deixo o jeans de lado e acabo optando por uma calça legging negra, minhas luvas de mesma tonalidade e sapatos esportivos típicos de caminhada, que mesclavam tonalidades que variavam do púrpura ao branco. O sol estava começando a tomar maior intensidade na manhã, e apesar de ser uma marca registrada de minha personalidade, eu não queria me atrasar... Pelo menos não muito.

. . .


Por milagre não havia cometido um atraso, sem dúvidas a instrutora era bem famosa, e isto acarretava em ter que aguardar cada Semideus que fosse membro de seu fã clube para que enfim a aula pudesse ser iniciada. Logicamente tal espera esgotou por completo a pouca paciência de minha amada irmã, algo que me fazia cogitar sobre perturbá-la durante aquela hora. Ainda saboreando o gosto do vinho restante em minha língua, cruzo meus braços atenta a breve instrução que ela se esforçava em fazer, todos nós enfrentaríamos, cada um, um Escorpião do Tártaro.

"Merda". Murmurei um pouco frustrada diante da situação que estava sendo proposta. Eu, mais do que ninguém, deveria saber que ela não pegava leve, e deveria ter me preparado melhor.

E para ajudar, eu era a próxima.

Pensando em diferentes maneiras de combater o escorpião, acabo não prestando nenhuma atenção na forma como o garoto que havia se voluntariado a ser o primeiro lutava contra o escorpião, me torno egoísta neste momento, apenas memorizando o breve monólogo dela momentos antes daquela fila de potenciais combatentes se formar. "Cauda e Pinças, cortar o mal pela raiz". Murmurava tais palavras como um mantra, sendo surpreendida pela agitação ocasionada pelo sucesso do garoto em seu combate. Era a minha vez.

— Esse já tá chapado? — Perguntei um tanto temerosa, gargalhando ao ver sua expressão nem um pouco animadora. Mas assentindo em deixar a criatura suficientemente bêbada para facilitar os trabalhos — Obrigada, delícia de verão. — Sorri de forma amigável, me concentrando diante do monstro negro diante de meus olhos, que agora, após a introdução da instrutora, fazia movimentos que oscilavam desordenados e se tornavam um mais perigosos levando em conta o fato de se tornarem imprevisíveis. Ao notar que minha irmã continha um riso, percebo que aquela parecia mais uma peça do que um auxílio, o que me faz reconsiderar o desperdício de vinho naquela situação.

Inevitavelmente me transformo na presa daquele monstro, e não tenho outra saída senão desviar de seus golpes. Havia sido muito bem dito de que aquelas presas possuíam uma força intensa enquanto o veneno de sua cauda era letal. Eu não poderia me permitir sofrer um arranhão sequer. O corte mais superficial poderia ser fatal.

Sou encurralada. A área de treinos do acampamento era grande, porém tinha seus limites. Num ponto extremo, o escorpião não estava me deixando escapatória e já preparava sua cauda para aplicar numa injeção dolorosa todo seu veneno. Sinceramente, eu amava ter alucinações, mas era muito nova para morrer. Então me aproveitando da altura de tal criatura, escorrego por debaixo da criatura o mais rápido que posso, escapando por pouco de uma ferroada dolorosa. Neste ponto, antes que o escorpião pudesse se virar para golpear-me de forma frontal, estico meus braços em direção da criatura, abrindo minhas mãos de forma a expandir minhas luvas em cordões afiados em tons de roxo através de meus dedos enluvados.

Imediatamente, utilizando de minha destra, direciono meus cordões até a cauda do escorpião, envolvendo-a em cinco pontos distintos que prosseguiam desde sua base até o local em que o ferrão se localizava. O animal reclamava, e por mais que aquele não fosse um espetáculo, me delicio o suficiente enquanto movo cada dedo de minha mão direita, puxando os cinco respectivos cordões que envolviam a cauda do animal, fatiando-a sobre a arena. O som da insatisfação da criatura ecoou pelo local, e mesmo sem cauda, este estava disposto a me matar com suas pinças. O processo com os cordões de minhas luvas também é realizado sobre as pinças do monstro, desta vez utilizando um único fio de cada uma das mãos correspondente a meus dedos indicadores. Assim que retraio os outros fios não utilizados, um estalar de dedos é por mim dado em ambas às mãos, algo que move os fios por sobre as pinças do escorpião, cortando-as em sua base e essência, vendo apenas uma nuvem de poeira negra ser levada pela brisa.

— Mana, que negócio divertido! Que bicho você vai trazer da próxima? — Não contive minha língua púrpura de vinho e questionei a instrutora de imediato, enquanto afanava o cantil desta e me sorvia de um generoso gole, assistindo atenta ao espetáculo que outros Semideuses poderiam me proporcionar naquela situação.
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Mensagem por Orion Weiss em Sex Nov 03, 2017 8:02 am


Rivalidade...


Já haviam se passado semanas desde que chegara a aquela localidade, reparai ao fitar-me por entre o reflexo da lamina de justa agora firme por entre minha mão esquerda. A espada conferida a mim após a chegada ao acampamento me transmitia uma aura ameaçadora, tinha de admitir, ainda sim era desconfortável de se movimentar, de modo que o peso da lamina por vezes me fazia vacilar quando em um real impasse. Guardei-a então por entre a bainha, esta presa à cinta, para por fim tomar o elmo posto sobre a cama com ambas as mãos. Não trajava hoje uma armadura completa de batalha, apenas elementos básicos que em um treino me impediam de sofrer qualquer ferimento visto como fatal, tais como cotoveleira e peitoral de couro, tendo com isso que conviver apenas com os ferimentos superficiais. “Vejo que se encontra pronto.” Indagou uma voz masculina de entre o arco da porta, este me fitava em estudo com certa seriedade. “Eu sou Richard, oferecerei a você filho de Júpiter treinos de espada entre outras modalidade, assim como suporte no que necessitar referente ao acampamento.” Não pude deixar de perceber como o desdém sibilou por entre seus lábios no momento que o nome de meu pai fora proferido, de modo que não me contive em fita-lo com certa frustração. Diferente de mim suas vestes eram leves, não contando com nenhum equipamento defensivo, apenas um velho jeans e uma camisa branca já que possivelmente não acreditava que minha lamina iria tocar sua pele nua caso existisse uma disputa real.

Me chamo Orion. — Indaguei tentando demonstrar toda a insatisfação que sentia ao conhecer o outro. — Orion Weiss. — Porem o maior apenas sorrira dando de ombros, como se meu nome nada mais fosse do que simples palavras ao relento. Ele então se virou, passando a caminhar. “Vamos filho de Júpiter, teremos uma longa tarde pela frente.” O modo assombroso como cada palavra fora sutilmente escolhida pelo outro me causara um indescritível calafrio, porem minha frieza sobre a situação não me permitia demonstra. Segui-o do modo mais indiferente que pude, não sabendo que futuramente ira me arrepender.


30 minutos depois...


Bem” Indagou Richard após chegarmos aos campos de Marte, onde muitos outros campistas se encontravam dispersos revezando treinamentos e compartilhando ensinamentos. “Esta área e destinada à execução de treinos, filho de Júpiter. Estes podem ter os mais variados fins, e podem ser executados com a instrução de um mentor experiente, no seu caso eu, ou só, caso deseje treinar em horários livres. Isso ira de seu interesse, claro, pois se realmente deseja aprender a manejar sua espada, terá de treinar muito, ao menos fora o que os filhos de deuses “comuns” fazem.” A palavra comum me soava como ofensa, de modo que me fazia acreditar que aquele na minha frente não tinha qualquer intenção de cooperar, ou realmente me instruir, na verdade começava a acreditar que ele apenas aguardava uma melhor momento par me humilhar. Seria algum rancor contra meu pai que agora se refletia contra mim, sua prole? Eram devaneios com os quais no momento não me dispunha a refletir, de modo que permiti que meu olhar fugisse o de Richard no intuito de observar os demais campistas lá dispersos. Alguns enfrentavam criaturas que possivelmente eram apenas algum tipo de ilusão, uma vez que não representavam riscos aos demais da localidade. Outros desempenhavam seu treino contra bonecos de feno, estes permaneciam imóveis em algumas áreas e moviam-se devido a dispositivos em outras, sempre estando amarrados a hastes firmes de madeira, e seria nesses que iria iniciar. Antes mesmo de notificar isso a meu mentor esse já havia desaparecido de meu campo visual, demonstrando o quão realmente se importava em me instruir.

Ignorei, apenas seguindo meus passos para um boneco mais afastado, no intuído de assim fugir de meu próprio constrangimento. Quando estava por fim próximo a meu alvo, desembainhei justa apontando-a para contra a cabeça do boneco imóvel. A lamina ainda me parecia pesada, mesmo depois das vezes que já havia segurado-a em minhas mão. — Bem. — Proferi num murmurio. — Acho que inicialmente terei de me habituar a seu peso. — Cortei então o ar num movimento vertical, da esquerda para direita, deixando minhas pernas um pouco afastadas no intuito de preservar meu equilíbrio. Repeti então o movimento no sentido oposto, sempre me concentrando no modo como a lamina deslizava contra o ar, assim como na velocidade que a mesma podia chegar, me mantendo sempre um pouco afastado do boneco ao qual antes iria usar para golpear. Alguns poderiam ver o modo como eu treinava como errado, porem para mim era viável, já que antes de chocar a lamina de minha espada contra algo deveria ter a certeza de que não perderia o equilíbrio sobre ela deixando-a cair vergonhosamente ao ação.

Meu ante braço já sofria um forte repuxo muscular na decima sétima vez que executei o movimento da lamina. Justa me era pesada, eu tinha de admitir. "Espadas são complicadas de se utilizar, não?" Ouvi apos um momento de reflexão, virando meu corpo para então fitar aquele que proferira as palavras. "A, perdão não queria atrapalha-lo, apenas acho que posso te ensinar algo se deixar." Seria um truque do semideus, perguntei-me antes de concordar executando um simples, porem perceptível movimento de cabeça. "Okey, então pegue isso." Falou ele arremessando dois braceletes de ouro imperial, um de cada vez, momentos depois, os quais peguei com a mão livre. — Mágicos? — Demandei enquanto posicionava justa ao chão, para assim conseguir colocar os braceletes. Eram pesados, de quase um quilo cada, presumi quando tentei levantar os braços. "Não." Disse o rapaz em resposta. "Eles são pesos de treinamento." Era confuso o porque de usar destes agora, já que o peso da espada já me incomodava, de modo que não me contive em pensar em perguntar, mas antes que o fizesse o semideus prosseguiu. "Eles irão estimular sua musculatura presente na região, dando a impressão de que a espada fora mais pesada do que é, isso ira te dar uma noção diferente quando preparado, de modo que sua espada lhe parecera leve futuramente apos remover os pesos. Agora pegue sua arma do chão." Segui o instruído a mim sem questionar, mesmo por entre pensamentos relutantes, pegando justa com a mão esquerda. Levanta-la com aquele bracelete era impossível naquele momento, de modo que tive se me esforçar para usa-la em minha defesa.

O loiro de estatura menor avançou contra mim trazendo uma espada de madeira em mãos, essa viera cortando o ar em vertical, de cima para baixo contra minha cabeça. Movimentar justa com apenas uma das mãos fora uma tarefa impossível, de modo que usai das duas para posicionar a lamina em horizontal a minha frente, na altura da testa, assim interceptando o movimento do outro que com a força dos punhos pressionava sua arma para baixo. Em um caso comum eu poderia partir aquele pedaço de madeira sem pensar, porem no momento não tinha força nem para sustentar minha lamina. "Muito bem." Disse o outro junto a um lisonjeio sorriso. "Você é rápido e ao menos entende o básico, ainda sim irei ressaltar. Você deve ter sua espada como uma parte de si, conhecer sua extensão e saber que ela pode ser uma vital defesa num momento de crise, assim como um essencial ataque em uma situação critica. Os pesos irão te atrapalhar, mas n se preocupe, ira conseguir se habituar antes do que imagina." Disse ele já afastando-se de mim, dando espaço para que eu chegasse ao boneco imóvel.

Nesse desferi os mais diversos golpes que consegui, eram no geral golpes previsíveis que seguiam um padrão retilíneo, muitas vezes horizontais, porem executados para que me habituasse melhor ao equilíbrio e peso de justa. As lamina sempre que chocava-se contra o feno tremia por entre minhas mãos, de modo que exigia-me esforço para sustenta-la. Era exaustivo, por mais que os movimentos fossem simples, porem acreditava ser um treino essencial para adquirir precisão e controle sobre minha própria arma, assim como entendimento sobre sua extensão. Assim segui no decorrer da tarde, investindo com toda a minha "pericia" em espada contra um boneco que não podia nem ao menos se queixar ou defender. Um treino verdadeiramente chato.
Orion Weiss
Localização : Acampamento - Atualmente -

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Mensagem por Francesca Montecchio em Sex Nov 03, 2017 8:44 am

But I got a blank space, baby...

*Flashback de um dos primeiros treinos que Francesca fez ao chegar no acampamento*

13:40h

Pela primeira vez (em muitos dias), Francesca sentiu a necessidade em treinar com o arco, ela após o almoço parecia estar bem inquieta e agitada, como se seus sentidos estivessem pedindo por um pouco de desafio, porque para ela um combate no qual você não necessitava fazer pressão contra o corpo do seu inimigo para vencer não era um combate de verdade, talvez precisasse mudar um pouco a sua visão sobre quem trabalha com ataques a distância, afinal, ela usa um chicote como sua principal arma.

Decidida a colocar menos preconceitos na sua vida, caminhou em direção aos campos já pensando em como seria mais ou menos o seu treino e em como estariam posicionados os alvos, usando das armas disponíveis ali para treinar.

14:00h

Escolheu o arco que pareceu se adequar e a aljava livre que ali tinha, posicionando-se em frente ao alvo colorido, redondo e grande por sinal, com a aljava nas costas e o arco em mãos. Parecia nervosa agora que o armamento estava em suas mãos, não sabia bem como posiciona-lo e isso lhe causava certo desconforto, pois achava que todos estavam encarando-a, vendo seus erros, coisa que não era verdade, pois ela estava na companhia de mais dois semideuses que por sinal nem ligavam para o que ela fazia ali.

Respirou fundo e colocando o arco a frente do corpo sussurrava para si mesma, com a lembrança de alguém muito especial vindo em mente:

- Hey baby, você consegue, é uma garota forte e esperta, você consegue...


Pegando uma flecha a colocou sobre o arco puxando-a para trás, ainda com o mesmo à frente de seu corpo, apontando a flecha para o chão, onde até ai tudo ia bem, menos na hora em que Francesca ergueu o arco e soltou a flecha, que não chegou a ir nem um metro para frente, ela apenas foi “jogada“ até que caiu no chão, perto dos pés dela e longe do alvo.

Claro que frustrada a semideusa caminhou até a flecha pegando-a, reposicionando a mesma conforme voltava a seu lugar, pronta para tentar novamente.

Encarou o alvo e mirando em seu centro repetiu os mesmos movimentos de antes, só que dessa vez a corda era puxada mais para trás, indo de encontro a bochecha dela, vendo ali uma possibilidade boa de mira a loira soltou a flecha que voando passou ao lado esquerdo do alvo, bem distante do mesmo por sinal.

Na sua visão não havia sido uma tentativa tão ruim, ela ao menos tinha conseguido atirar a flecha com perfeição, mesmo que o alvo não tenha sido acertado. Vendo como um progresso o seu erro não hesitou em repetir os gestos agora sendo mais delicada e tentando ser mais precisa, tentando ver pela flecha puxada onde ela parecia acertar, não demorando muito em soltar a mesma e ver que cravava um pouco abaixo do alvo marcado, ficando ali emergida no feno.

Saltos de felicidade eram dados pela menina e os semideuses que ali estavam não deixaram de rir com o que viam, uma semideusa que comemorava o seu erro, mas a loira só via aquilo como uma coisa boa, sentindo que aos poucos o arco e as flechas tornavam-se suas amigas.

“Ok, agora você só precisa acertar o alvo, não precisa ser exatamente o seu centro, mas sim o alvo.” – pensava mostrando ter uma expressão séria como se fosse alguém lhe dando conselho ali.

Mais uma flecha foi posicionada no arco, ajeitada pela menina de uma forma demorada porém delicada, ela se posicionou como antes agora mantendo uma pouco mais de postura ao tentar atirar, sentindo-se o próprio Febo com seu arco, já imaginando que ao final do dia faria uma oferenda ao deus e lhe pediria desculpas por achar que seria moleza manusear sua arma.

Contou bem baixinho até três e quando soltou a flecha a viu passar tão perto do alvo que lhe deu até certo frio na barriga de emoção por achar que a flecha o acertaria. Tentava entender o que andava fazendo de errado, pensando que talvez estivesse esquecendo-se de se focar no essencial, a mira.

Fez uma careta por se sentir idiota em não ter se ligado que a sua mira estava sendo péssima, viu o alvo em um todo e não tentava se focar em apenas um pedaço dele como o centro, olhava o mesmo por inteiro e esperava acertar, precisava ser mais esperta e tentar fazer as coisas direito e não como achava que poderia dar certo.

Francesca mais uma vez se preparou, lembrou que a última vez havia sido melhor que todas as outras e então repetindo as mesmas coisas, preparando a flecha, posicionando-se de maneira correta, tomou postura e ao puxar para atirar tentava ver-se como a flecha, encarava bem onde o ponto da mesma terminava e via onde ele estava apontando, até que com um suspiro soltou a corda vendo a flecha rasgar o ar.

Parecia um momento de câmera lenta, até que finalmente a flecha alcançou o alvo um pouco acima de seu centro fazendo Frances pular de alegria com os braços para cima:

-Quem é a princesinha dos arcos agora?
– Comentou com um riso, erguendo o arco para cima como se fosse o cinturão de alguma luta do qual saiu vitoriosa, mas o treino apenas começava, o dia dela não se encerrava ali, continuou usando de sua nova técnica diversas vezes, procurando aperfeiçoar-se, tendo seus erros e acertos, mas nada que a desanimasse em melhorar.

Observações::


Imagino que os alvos estejam pendurados em um tipo de parede de palha. Que seja um grande espaço ao ar livre onde não teria perigos de acertar ninguém.
...And I'll write your name!

Francesca Montecchio
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Prole de Vênus

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Mensagem por Ex-Staff004 em Dom Nov 05, 2017 9:15 pm
Avaliação


Lauren 1: Adorei a riqueza em detalhes que você colocou no treino, incluindo os ferimentos que o mesmo resultou!
350 xp + 100 denários.

Lauren 2:
Sua personagem passa a ideia clara de filha de Marte, até mesmo em um dia qualquer ela se mostra animada em participar dos treinos. Apesar de este treino ter ficado menor do que o primeiro, você é a prova do "quantidade não significa qualidade". O treino foi perfeito, parabéns!  
350 xp + 100 denários.

Orion: Gostei bastante do seu estilo de narração, apesar de erros bobos de digitação, você me fez me sentir presente na cena, você usou o raciocínio e os movimentos com clareza. Parabéns!
350 xp + 100 denários.

Francesca: Você faz uma coisa que eu gosto MUITO, e que ajuda a ver o desempenho e evolução nos personagens, o uso de flashbacks! Como um dos seus primeiros treinos no Furna você se saiu bem, e descreveu até mesmo como você se motivava a seguir em frente, mesmo errando. Isso é um dos pontos que eu adoro em você, florzinha de maracujá! Continue assim!
350 xp + 100 denários.


HERE COMES THE SPRING.
Ex-Staff004
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Divindade Menor

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Mensagem por Bryan von Schönborn em Qui Nov 16, 2017 9:49 pm


The Descendent of Belona
tags: Training X Notes: Kaue Viado X Música: Broken Bones
Bryan agora já tinha certo renome pelo acampamento então muitas pessoas não se atreviam a lhe desafiar abertamente para um combate-treino, o que o deixava um pouco desapontado, pois era sempre divertido comparar ponteiros contra outros semideuses, contudo ele não podia relaxar de seus treinamentos, ele tinha feito uma promessa em seu coração de que iria proteger a todos que lhe eram importantes.

A prole de Belona caminhava lentamente por entre a arena com um conjunto de adagas em sua cintura, elas eram chamadas de adagas voadoras, uma espécie de arma de arremesso comumente usada para emboscadas silenciosas na calada da noite. Bryan era um adepto dessa arma pois ele acreditava que a melhor forma de eliminar alguém era quando a vítima não conseguia saber quando foi sua última respiração. Ele pegou duas das 9 adagas e começou a brincar com elas por entre os dedos, indo em direção a um conjunto de bonecos-alvos.

Sua respiração ficou mais rítmica, diminuindo conforme cada inspiração era dada. Seus batimentos desaceleraram e sua vista se tornou focada em um ponto dos alvos, logo seu braço se moveu silenciosamente arremessando o par de adagas, com a primeira saltando meio segundo antes da segunda adaga sair de sua mão. Elas desembarcaram nos locais que representava o coração e a testa, respectivamente. Não eram feitos muito difíceis para o atual Bryan, mas que antigamente sofrera bastante para realizar, lembrando de seu treinamento na Ásia, as imagens começaram a percorrer sua mente.
Uma versão mais jovem do Bryan com aproximadamente 10 anos, usando uma vestimenta tradicional chinesa, com o mesmo conjunto de adagas voadoras em sua cintura. Seu mestre que havia lhe educado com muito esforço guiando seus movimentos e aprendizados, as adagas saiam de sua mão e não pairavam no alvo como agora, elas eram bem dispersas, as vezes chegando a atingir outros alvos que não eram o seu.

Bryan recobrou o pensamento e começou a se mover com os disparos das adagas, chegando ao ponto onde ele saltava sobre os bonecos e disparava a adaga em pleno ar na parte anterior do alvo. Uma última adaga estava em sua mão prestes a ser arremessada, quando um barulho de corda sendo puxada chamou sua atenção, a flecha saiu no mesmo instante que ele tinha escutado esse movimento e o disparo cortava o vento em sua direção. Como se fosse um sexto sentido, Bryan arremessou a adaga na direção da flecha rebatendo-a em direção ao chão e ao encarar a pessoa que havia efetuado o disparo, ele não pode deixar de afrouxar a sua expressão fechada, pois era seu irmão Achilles que estava no outro lado do arco.

As vezes eu queria entender como você é tão atento ao seu redor, você não desliga nem por um minuto? — brincou Achilles enquanto se aproximava de seu irmão botando a mão em seu ombro.

Acho que é você que afrouxou muito depois de termos entrado no acampamento, depois do que passei naqueles tempos, não serei displicente nem por um momento... — falava enquanto retribuía o gesto do irmão, apoiando a mão sobre o ombro do mesmo — Acho que você devia treinar mais com esse seu arco enferrujado, essa moleza toda te deixou mais fraco hahaha.

Os dois irmãos se entendiam muito bem da sua maneira, essa cena era um acontecimento comum, os dois emboscavam um ao outro com frequência e até mesmo sangue podia ser derramado vez ou outra, mas tudo seguia seu curso normal. Bryan recolheu suas adagas e estava pronto para sair quando o som do arco ecoou pelo ar novamente e um sorriso frio cobriu seu rosto enquanto ele deixava algumas palavras para seu irmão — Você pode usar esses truques com idiotas, mas não comigo — ele sabia que o arco não estava com uma flecha quando disparado justamente pelo som que criou, que não teve nenhum impacto direto no ar ou um sibilo comum quando a flecha era disparada.


Thanks Panda
Bryan von Schönborn
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Prole de Belona

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Mensagem por August C. Graham em Sex Nov 17, 2017 1:08 am

▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄
❝Just a young gun with a quick fuse, I was uptight, wanna let loose, I was dreaming of bigger things, And wanna leave my own life behind, Not a yes sir, not a follower, Fit the box, fit the mold, Have a seat in the foyer, take a number, I was lightning before the thunder❞
▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄


O Primeiro Treinamento


Pela primeira vez, August havia acordado em uma cama de verdade.
A sensação de algo tão macio e cuidado como aquele objeto era revigorante. Nunca antes ele havia tido tamanho descanso perante todos os dias que passara ao relento, se preocupando em vigiar e descansar. Aquele simples fato de não ter de se preocupar com um minotauro o engolindo enquanto dorme serviu para que ele sorrisse pelo resto do dia.

O filho de Júpiter havia dormido exatas 17 horas. Seu cansaço era tão grande que seu corpo se recusou a deixar o repouso logo após se alimentar e apresentarem a ele os alojamentos da Segunda Coorte, onde  fora colocado. Seus olhos se fecharam segundos após seu corpo cair de encontro ao colchão, e de modo tão rápido, abriram no dia seguinte, quando as energias da prole do Rei do Olimpo estavam restauradas e ele estava pronto para começar sua nova vida, de verdade.

O soldado havia voltado a Roma, mas seu trabalho estava longe de acabar.

Ele agarrou Tonitrus, sua melhor - e única - arma. Um poderoso arco de ouro imperial capaz de atingir inimigos a distâncias incríveis e caso necessário, cortá-los ao meio quando chegassem a uma distância desnecessária. August acreditava que encontrá-lo caído enquanto seguia para seu lar fora golpe de sorte, mas agora que todas as suas dúvidas sobre tudo o que passava haviam sido esclarecidas, tinha certeza que mesmo sumidos, os deuses se preocupavam com seus filhos.

Ou irmãos.

Quando teve certeza de que além de Tonitrus, sua aljava estava bem posicionada em suas costas, rumou para os Campos de Marte - como era chamado o local em que os semideuses treinavam suas diversas habilidades para serem poderosos nos campos de batalha. August queria mostrar que era poderoso assim como muitos dos campistas mais velhos. Seu título de novato atraía olhares curiosos dos outros, conforme caminhava e lentamente ele se decidia se aqueles olhares podiam ser bons. César queria ser alguém ali, e mostrar as pessoas do que ele era capaz era o primeiro passo.

Ou era o que ele acreditava ser.

— Juntem-se todos, o torneio começará. Lembrem-se, isto é um treinamento: Nenhum dos resultados devem ser levados a sério, quero apenas que vocês demonstrem habilidade e capacidade de se defenderem e atacarem no momento certo. Lutas justas — A voz de um guerreiro vestido com armadura completa, instruindo outros jovens de sua idade chamou atenção da prole de Júpiter quando ele se aproximou. Ele observou como no semi-círculo que havia sido formado haviam campistas veteranos e novatos, todos querendo treinamento. Ele poderia aproveitar aquela situação.

— Por favor, ainda há chances de uma prole de Júpiter participar? — O tom de sua voz foi rapidamente notado. August nunca falava de um jeito exatamente por querer. As vez(es), a arrogância surgia em sua voz de modo automático já que ele nunca havia tido de se preocupar com interações sociais. Os poucos humanos que ele havia encontrado em suas viagens eram mortos minutos depois por algum dos vários monstros que perseguiam o Príncipe do Olimpo.

E sua experiência com outros semideuses era quase nula.

Ele percebeu que devia melhorar aquilo, já que todos se viraram para ele ao mesmo tempo, com as sobrancelhas arqueadas. Pela primeira vez, August sentiu vergonha e receio; Teve vontade de dar meia volta e fingir que nunca havia estado ali, mas aquilo não seria uma atitude digna. Levantou a cabeça, com uma expressão séria enquanto seu peito inflava. Mesmo ainda parecendo um pouco arrogante, as pessoas começaram a olhar para ele com outros olhos.

— É o novato... Chegou ontem.
— Filho de Júpiter? Não me convenceu muito...
— Francesca disse que ele dormiu por 17 horas. Deve ser na verdade um filho de Somnus.
— Arrogante desse jeito parece Júpiter mesmo.

As falas chegavam aos seus ouvidos, mas ele se mantinha firme. O olhar do instrutor ainda recaía sob ele, criando uma situação levemente constrangedora, já que nenhum se recusava a trocar a direção, até que em algum momento, o instrutor se virou para sua turma e mais uma vez, para August.

— Quanto mais cabeças, melhor.

August assentiu, agradecendo baixo. Com um gesto do garoto mais velho, se aproximou do resto da turma e esperou. Ele explicava exatamente como funcionaria o treinamento e logo, a prole de Júpiter entendeu que teria de enfrentar alguém. As chances de não ser um novato eram grandes, mas ele precisava demonstrar sua força, mesmo perante àqueles que treinavam a mais tempo que ele.

— August, certo? Vamos fazer uma luta interessante... Você irá lutar contra Júlio. — O instrutor lhe falou e seus olhos logo estavam focados na figura um pouco maior, mas semelhante a dele mesmo. Júlio era um dos campistas da Quarta Coorte, um filho de Júpiter. Ele lutaria contra um irmão. Por todos os cantos, sorrisos surgiam, mostrando que August não havia sido o único a notar isso. — Vamos ver se os filhos do Rei do Olimpo são realmente tudo que tentam demonstrar ser...

Em um movimento rápido, August engoliu em seco. Do outro lado, Júlio sorriu.

xxx
A luta tinha regras simples: Eles deveriam usar uma arma de curta distância, e o primeiro que se ferisse perderia. Não podiam haver mortes ou mutilações, nem uso de poderes ou de outras coisas que influenciassem no combate. August não se importou muito com aquela última parte, já que seus poderes e os de Júlio poderiam ser praticamente os mesmos. A questão era que Júlio não era um novato, e Tonitrus não havia sido usado nenhuma vez como uma arma de curta distância.

A prática levava a perfeição, mas a falta dela levava ao fracasso.
A simples ideia de fracassar já o irritava.

— Comecem. — O instrutor deu o sinal e automaticamente, o cérebro de August passou a trabalhar de verdade. Os filhos de Júpiter começaram a caminhar, rodeando o espaço que fora definido como ringue, o campo de batalhas, analisando um ao outro. August buscava falhas em meio ao corpo atlético e o sorriso confiante - mas não arrogante - de seu meio irmão. Sua mente girava em torno das possibilidades de erros e acertos que um mísero passo a frente ou atrás na hora errada, podiam transformar a luta em uma derrota para o novato.

Decidiu então que esperaria o primeiro movimento de Júlio. Este não tardou a chegar: O veterano avançou, brandindo sua lâmina de dois gumes e se preparando para outro golpe. Uma sequência de movimentos rápidos que tinham como objetivo inutilizar a capacidade cognitiva do outro. August era rápido, mas não o suficiente: Seu arco foi erguido e as lâminas colidiram, produzindo faíscas douradas como o ouro imperial que elas eram feitas. Um sorriso surgiu no rosto do mais novo, mas se desfez logo em seguida quando Júlio aplicou um chute no joelho de August, fazendo com que ele sentisse uma dor imensa por ter seus ossos empurrados na direção contrária a qual eles articulavam.

César mancou, dando alguns passos para trás em uma tentativa de se recuperar. O golpe fora dolorido e agora ele via as expressões das pessoas que assistiam atentamente. Nenhum deles acreditava em sua capacidade. Mas ele mostraria que estavam errados.

Avançou em seguida, com o arco erguido, pronto para fazer um corte rápido, de cima para baixo, que fora defendido com facilidade. Seu corpo girou, fazendo com que as lâminas imitassem os movimentos e logo, o cotovelo de August atingiu o queixo de seu meio-irmão. Ele se sentiu vitorioso e estava pronto para observar o efeito no golpe nas pessoas quando mais uma vez sentiu o enorme pé atingir desta vez sua barriga.

Ele fora jogado longe. O corpo arrastado no chão, quase 1 metro do ponto original. Júlio sorriu, em seu costumeiro silêncio, mas mantendo a vitória estampada em sua face. Sua espada foi de encontro com o solo, cravando-se ali e então, ele pronunciou as primeiras palavras ao jovem semideus.

— Creio que não queira levar uma surra, não é mesmo, Imperador Augustus? —  O som de deboche irritou César, mas ele não se levantou para reagir. As pessoas começaram a rir e ele nada conseguiu fazer se não observar, impotente. Seu orgulho estava ferido, assim como parte de seu corpo. —  Acho que o combate se encerrou, treinador.

Todos deram as costas para Augustus, como um sincronismo planejado. Ele se viu caído, sem atenção alguma, vencido por um membro da quarta coorte que tinha o sangue de seu pai nas veias.

Mas não tinha o sangue de sua família.

Com certa dificuldade, ele se levantou. Pegou o arco e colocou nas costas. Uma última vez, olhou para todos que estavam ali, agora entretidos com outra luta e murmurou a si mesmo.

—  Eu terei outra chance...

Mancando, deixou os Campos de Marte rumo a um lugar onde pudesse reconstruir seu orgulho e cuidar de seus machucados.

Coisinhas:
Poderes:

Passivos:
LÍDER NATO: Gostando ou não o filho de Júpiter é sempre visto como líder. É comum ser consultado direta ou indiretamente,  sua opinião costuma sempre contar e é incisiva sobre aqueles que comanda. Isso lhe dá um bônus de Charme e Carisma.
PERÍCIA ELÉTRICA - INICIAL: Recebe Perícia[Inicial] com qualquer arma que possua o descritor elétrico.
PLUGADO - INICIAL: Essa habilidade permite recuperar 10 de HP/MP sempre que estiver diretamente exposto a uma fonte elétrica.
Ativos:
ELETROCINESE - INICIAL: Essa habilidade permite o controle da eletricidade ao redor de si, num raio máximo de 5m, não podendo criar nenhuma descarga ainda. Nesse nível não passa de choques de 220v, deixando o inimigo no máximo atordoado. [Gasto de 20 MP por turno.]
AEROCINESE - INICIAL: Essa habilidade permite o controle das correntes de ar, podendo também criar pequenos pontos de pressão atmosféricas, como cortes de ar pressurizado, embora o dano seja ainda superficial. Pode também elevar pequenos objetos. O controle se estendo por no máximo 5m, perdendo o controle após isso. [Gasto de 20 MP por turno.]
FLASH RELÂMPAGO: É a habilidade que permite o filho de Júpiter produzir um flash de luz intenso e efêmero, podendo causar cegueira luminosa no inimigo por até 2 turnos. [Gasto de 15 MP por turno.] [Tempo de Espera: 4 turnos]
Armamento:

• Tonitrus — Um Arco Recurvo feito a partir do Ouro Imperial. Tem aproximadamente 1,30m de uma ponta a outra, e sua característica mais notável é a presença de lâminas afiadas que se estendem por toda a parte externa da arma. Com isto, Tonitrus se torna uma arma tanto de longa distância quanto de curta, possibilitando a August que o use quando o inimigo se aproxima demais. Extremamente resistente, tem em seu lado interno o nome de seu empunhador e durante o dia adquire uma tonalidade amarelo-alaranjada, enquanto a noite, se torna prateado.
• Aljava - 100 Flechas de Ouro Imperial.
V&D:

V:
— CORAGEM [-1 ponto]: Seu personagem nunca irá hesitar em suas ações por causa do medo, apesar de ainda ser capaz de senti-lo, não terá um efeito tão profundo no seu psicológico, podendo ser facilmente controlado ou posto de lado.

— CARISMÁTICO [-2 ponto]:
Seu personagem consegue lidar facilmente com o público, sem se deixar abater pela vergonha ou nervosismo. Costuma a impressionar aqueles ao seu redor, tornando-se de confiança rapidamente, a pessoa perfeita para falar em público ou passar algum recado.

— LIDERANÇA [-2 pontos]: Mesmo nunca tendo expressado o desejo de ser líder, você poderia cumprir tal função exemplarmente. É capaz de se tornar um líder em situações necessárias, apesar de não significar que os outros irão segui-lo sem hesitação, no entanto, poderão ficar impressionados com suas ações ou discursos.
— FRIEZA [-2 pontos]: Seu personagem nunca perderá a calma em situações de necessidade. Seu treinamento o forneceu a capacidade de manter-se calmo até nas mais desesperadoras situações, podendo influenciar aqueles ao seu redor para fazer o mesmo.
D:
— ANSIEDADE [+1 ponto]: Manter algo inacabado é praticamente impossível para o seu personagem, enquanto ele está na espera de alguma coisa ou pessoa, ele não consegue ficar quieto ou parado, podendo acarretar um transtorno de ansiedade.
— AMBICIOSO [+1 pontos]: Não importa tudo o que seu personagem têm ou o cargo em que ele está, ele sempre irá desejar se elevar ou possuir mais. Ás vezes, não se importa com o que tem que fazer para conseguir o que deseja.


― Lighting and the Thunder.
Feel them


Última edição por August C. Graham em Sab Nov 18, 2017 2:21 pm, editado 5 vez(es)
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Mensagem por Alexis Dahlia Black em Sex Nov 17, 2017 12:28 pm

Senti um repuxo, e logo, uma dor causticante nas costas. Não deveria ter me descuidado. A dracaena sibila algo não entendível e quase me crava o tridente no pescoço, claro, se eu não tivesse rolado para o lado um segundo antes. Minha respiração está forte e rápida, tentei não respirar pela boca, para que meus lábios não secassem, então, dou um giro, tentando acertar a mulher-cobra na cauda, ação, que óbvio, não funcionou direito. Ela bloqueou meu ataque com seu tridente e me forçou para trás. Bati na parede e escorrego para o chão, o monstro gira sua rede de pesos, que estava na mão esquerda e atira na minha direção, errando por mais ou menos um metro. Sorri de alívio, não sei se conseguiria me livrar da rede.

Levantei-me rapidamente e corro na direção da dracaena, girando o machado em minha mão direita, dando um pulo e acertando-a em cheio no peito. Ela se esvai em poeira, deixando cair seu tridente. Ok, com esse monstro eu me saíra bem. Extravasar a raiva era sempre bom, desde a notícia derradeira que eu recebra esta manhã. Simplesmente invoco outro monstro, uma harpia, assim como haviam me instruído em meus primeiros treinamentos.

E a mulher-ave aparece, chiando como louca, com uma raiva esquisita em seu olhar. Com um salto, ela alçou um voo direto na minha direção. Só tenho tempo de me abaixar e sentir suas garras rasgando minha camiseta roxa e me arranhando. Não chegou a doer, só me ardeu um pouco. A harpia parou antes que colidisse com a parede, pousou e se virou para mim. Revirei os olhos, ela estava me esperando. Provavelmente seria uma armadilha, mas resolvi arriscar. Corri para ela, abaixando-me e escorregando pelo chão liso na direção dela, de modo que consigo efetuar um corte significativo no pé do monstro. Ela guincha de dor, e não podendo andar, começa a voar outra vez, batendo suas asas com precisão. Ela então baixa de volta, soltando um pio agudo que me fez soltar a espada para tapar os ouvidos. Grande erro. Ela voou direto para mim, fazendo dois cortes longos em meu peito e me empurrando para trás, fazendo com que eu caísse de volta.

Busquei o machado de volta e segurei sua empunhadura com força, cheio de raiva no momento, e logo que a harpia deu um voo razante por cima de mim, levanto a espada, decepando seu braço. E mulher-ave cai, e levantando-me do chão, corro até ela, com uma dor insistente no peito, e cravo a espada em seu pescoço, fazendo com que ela de desfizesse em poeira de monstro.

Repeti pausadamente, gemendo de dor, e saio da arena, andando devagar, embora o mais rápido possível, para tratar dos cortes e arranhões.




Alexandra Alexis Dahlia Black

I'll open the door to heaven or hell

Alexis Dahlia Black
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Prole de Plutão

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Mensagem por Alexis Dahlia Black em Sex Nov 17, 2017 12:36 pm


8 anos antes...

Minhas mãos envolviam um arco longo que outrora estava disposto sobre a bancada de acessórios de arquearia, abandonado por alguém que o utilizou recentemente. O caixote onde as flechas de formatos múltiplos estavam depositadas havia sido usurpado há pouco e somente algumas escassas setas o preenchiam; não custei para escolher um modelo que melhor se adaptasse ao meu gosto, uma vez que não compreendia em integridade a função de cada modelo.

— Estou pronta. — sussurrei para Clarissa. A treinadora se manteve em silêncio, apenas assentindo.

Com hesitação exposta em meus gestos, acoplei uma flecha com a haste de alumínio reluzente no metal do arco, repuxando-a pelo penacho avermelhado até o cordão flexível, atingindo o limite máximo em que o fio laminado pudesse ser esticado. Cerrando um dos olhos, estabeleci o foco exatamente no centro do alvo amarelo e branco à metros de distância em minha frente, e, com cautela absoluta, soltei a flecha.

Mais rápido do que eu pude imaginar, a seta cortou a distância até o alvo. Bastante distante do que minha mira havia estabelecido, a extremidade perfurante do armamento se fincou próxima da borda do alvo circular, por pouco não atingindo a parede por trás da superfície plana e macia que constituía o quarado. Que droga. Pensei, ligeiramente enraivecida pela péssima pontaria e precisão intercalada num único disparo.

A haste metálica da flecha ainda tremulava pelo impacto de quando se encravou no alvo. Com um suspiro, armei o arco com uma segunda flecha. Desta vez, os rêmiges multicoloridos acompanhavam o cordel até o ponto em que seu estado cingido impedisse que continuasse a se esticar. Tentei controlar minha respiração, mantendo o ritmo calmo e passível, contando meticulosamente o número de inspirações e expirações.

Quando finalmente soltei o cordão elástico, um zumbido compenetrou meus ouvidos. A seta subtraiu o alcance até seu destino com piruetas, desgovernada. A ausência de concisão no lançamento fez com que a flecha tivesse seu rumo alterado diversas vezes durante o voo, recebendo suporte indesejado do ar em seu rêmige-guia de plástico. No final do trajeto, a ponta afiada da munição se alojou profundamente no alvo, exatamente na última linha da sua borda.

Suspirei, tornando o segundo disparo errôneo um fato irrelevante. Os disparos anteriores serviram, ao mínimo, como base de algo para não fazer outra vez. Determinada, busquei pela terceira e última flecha no caixote acima da mesa, a dispondo entre o cordão esticado ao máximo e a base metalizada do arco longo, soerguendo a mira no centro do alvo distante.

— Vá com calma, Alex — disse Clarissa.

Domada pela essência da calmaria, inspirei com suavidade, deliberando os dedos com agilidade da terminação da haste metálica. Produzindo um zunido fragilizado, a seta riscou a distância até onde havia mirado minuciosamente, tremulando algumas vezes. Fechei os olhos por um instante, torcendo para que o terceiro disparo fosse menos impreciso que os demais anteriores.

Um estalido ecoou pelo ambiente vazio e eu abri os olhos, entreabrindo um sorriso nos lábios com o pequeno sinal de sucesso. A lâmina frontal da flecha penetrou no segundo círculo do alvo amarelo, deveras próximo de seu centro. Um alarde pequeno e suficiente para que eu pudesse me sentir realizada ao menos por um momento curto, embora mais do que satisfatório para inflar meu ego.

Depositei o arco sobre a mesa onde estava situado anteriormente, apesar de o ajeitar com mais precaução do que quem havia o utilizado antes de mim. Meus passos tomaram o rumo do alvo e desprendi as flechas distantes do núcleo do alvo, e, com dificuldade de desencravar a terceira, a reloquei com precisão no círculo esbranquiçado que determinava o meio do alvo. Ninguém mais além de mim precisava saber que eu não havia o acertado exatamente no meio.




Alexandra Alexis Dahlia Black

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Mensagem por Febo em Sab Nov 18, 2017 12:39 am
Avaliação




Bryan: Tua escrita é memorável, meu caro, mas consegui localizar erros como separação de períodos. O uso da virgula tem de ser observado melhor já que em alguns momentos você utiliza dela de modo desnecessário, ou quando precisa, não há utilização. Influencia um pouco no quesito leitura, mas não deixa o texto ruim.

300xp (+300xp) + 130 denários.

Alexis - Treino 1: Olha, Alexandra. Vários errinhos de concordância que me deixaram bem (??), mas que em si não afetaram tanto o texto. Mais atenção enquanto estiver escrevendo, bebê.

300xp (+300xp) + 130 denários.

Alexis - Treino 2: Esse ficou melhor que o anterior. Mais emoção e menos erros. Continue assim.

320xp (+320xp) + 135 denários.

Atualizado



Última edição por Febo em Sab Nov 18, 2017 1:06 am, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Bryan von Schönborn em Sab Nov 18, 2017 12:44 am
Bryan estava treinando com sua espada durante duas horas nos campos de marte, era um rotina repetitiva, mas a prole de Belona não se importava com essas coisas, pois ele acreditava que a prática levava a perfeição.
Ele temia muito mais alguém que praticasse 10 mil vezes o mesmo golpe do que alguém que praticasse 10 mil golpes uma vez. O movimento de sacar e embainhar a espada não tinha som, um dos fatores importantes era de que a bainha de sua katana não era feita de metal como as demais e sim de couro, evitando o barulho de metal colidindo, dando um ar surpresa para os adversários.
Um campista se aproximou de Bryan buscando alguns conselhos sobre a prática de espadas. Esse jovem era um recém-chegado no acampamento, então ele não estava muito familiarizado com os armamentos e como ele havia se juntado a linha dos batedores, ele achou mais fácil pedir conselhos para alguém do mesmo grupo.
A prole de Belona não via problemas em ajudar um campista, principalmente porque isso iria reforçar as forças do acampamento.
— Então, você disse que não tinha um estilo de espada preferido, então irei ensinar uma das que sou versado. — disse Bryan com um olhar contemplativo enquanto pensava sobre o que seria o certo para o garoto de porte médio e com uma figura frágil — Acredito que você possa começar com o uso de uma. Elas são geralmente pequenas quando comparadas as katanas, mas são perfeitas para nós batedores, pois oferecem movimentos rápidos e precisos, podendo ser sacada com agilidade, o que irá surpreender os adversários.
Bryan começou contando os aspectos gerais para o garoto antes de começar com o treinamento de fato. Bryan pegou uma das suas e ofereceu ao garoto para que ele começasse a praticar. A prole de Belona demonstrou uma posição inicial, que consistia em apunhalar o alvo a partir de pontos cegos, ele fazia os movimentos circulando em volta de um boneco de palha e pediu para que o campista repetisse os movimentos.
No começo o jovem tinha uma movimentação dura, suas articulações traiam nos momentos de esticar o corpo para realizar o movimento final, então Bryan foi corrigindo cada erro pequeno a fim de ajuda-lo com a postura.
As horas foram se arrastando, o garoto já parecia exausto, ao todo já havia aprendido a movimentação básica de 8 posições. Bryan havia considerado a capacidade do garoto antes de ensinar o que ele julgou ser necessário nesse primeiro encontro e nada melhor do que uma prática real para firmar o aprendizado. Ele sacou sua arma e pediu para que o campista tentasse golpear com todas as forças em qualquer parte no corpo dele, o jovem apenas assentiu com a cabeça e começou a fazer os movimentos que no começo eram praticamente robóticos tentando repetir as coisas que ele havia aprendido hoje, mas com algumas repetições ficaram fluidas e ele já conseguia exercer uma maior flexibilidade nos movimentos, conseguindo atingir pontos mais precisos, que eram rebatidos todas as vezes por Bryan.
As láminas se encontravam repetidamente, ambos os campistas já estavam com a adrenalina correndo em suas veias quando os golpes começaram a se tornar mais inconstantes, Bryan estava ficando satisfeito com o desenvolvimento do rapaz, o que o fez pensar que ele era um bom instrutor.
Mais alguns movimentos e o treinamento havia se encerrado, o jovem campista estava coberto de suor, enquanto Bryan parecia que não havia feito qualquer tipo de esforço durante todo esse tempo e para ele, realmente não foi grande coisa esse tipo de prática, já que seu coração era tão pesado quanto uma pedra e para fazê-lo se sentir pressionado teria que exercer um esforço muito maior que esse.
— Muito obrigado pela ajuda, eu vou te procurar mais vezes com certeza — disse o campista com um tom brincalhão enquanto se despedia, saindo dos campos de marte.
Bryan apenas respondeu o cumprimento e voltou a sua prática solitária com a katana, repetindo mais vezes o ato de retirar e embainhar a katana, ele só sentiria satisfeito quando não houvesse mais som em seu ato e a velocidade do atrito com o ar só poderia ser sentida depois que o fio de vida de seu alvo tivesse sido ceifada por sua lâmina.

Bryan von Schönborn
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