Campos de Marte

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Mensagem por Legião Fulminata em Dom Set 17, 2017 12:53 am
Relembrando a primeira mensagem :

Campos de Marte


Roma sempre foi conhecida por seus grandes guerreiros, treinados para enfrentar leões e serem imbatíveis no campo de batalha. Os costumes de lutas dos romanos perduram até os dias de hoje e seus guerreiros encontram-se cada vez mais empenhados em ter um exército invencível e, para isso, é necessário treino. O maior empenho dos filhos de Vulcano foram reconstruir os Campos de Marte como se conheciam, adequando-se as necessidades das novas gerações de semideuses, que viriam a conhecer um mundo completamente diferente do que uma vez tinha sido.
Em uma câmara circular, foram dispensados uma série de simuladores mágicos suficientes para diversos semideuses por vez, capazes de assumir a forma de qualquer monstro que desejar, assim como alvos mobilizados e móveis e arenas de batalha em dupla, seja para duelos ou para treinamentos corporais. O Acampamento Furna também disponibilizou uma série de armamentos, dispostos nas paredes, para caso que os semideuses pegassem as armas necessárias emprestadas.

I. Post's com menos de dez linhas serão desconsiderados.
II. Cuidado com a gramática, pois está valerá boa parte de seus pontos.
III. É permitido apenas dois post's em na arena por dia.
IV. É permitido a postagem de treinos individuais nesse tópico, treinos em duplas, trios e outros é necessário a criação de tópico por parte do player.
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Mensagem por Mercúrio em Qui Set 28, 2017 4:14 pm
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PRIMEIRO TREINO
Gostei bastante do seu treino, ele foi fluído e bastante empolgante.

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SEGUNDO TREINO
Um ótimo treino. Parabéns.

350 de experiência + 150 denários

Pelos dois treinos, 1 ponto de vantagem.

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Mensagem por Alexis Dahlia Black em Qui Set 28, 2017 7:22 pm


10 anos atrás.

Os passos apressados de Alexandra batiam contra o concreto, finalmente chegando no seu destino: a arena de Temiscira. Era cedo, não passava das nove da manhã; os longos fios loiros estavam presos em um bagunçado rabo de cavalo, enquanto algumas gosta de suor escorriam pela face delicada, mas a pequena amazona não se importava com isso. Era comum para ela encontrar-se naquele estado, mesmo que cedo do dia. Com todo o treinamento que Dahlia exigia de sua filha, aquela já era uma visão normal. Um pequeno suspiro cruzou os lábios da semideusa quando ela tirou os tênis, pisando contra o tatame.
Alex! — saudou Clarissa. A guerreira amazona era alta, projetando-se sobre o pequeno corpo de Alexandra, com os fios de cabelo tão loiros que pareciam prata e os olhos tão negros como carvão — Faz tempo que você não aparece por aqui.
Uma coloração rosada dominou as maçãs do rosto de Alexandra, a menina abaixou a cabeça para encarar seus pés.
Mamãe disse que eu deveria me focar em meu treino com espada. Não obtive muita perícia com a arma ainda. — desculpou-se a pequena, um sorriso envergonhado em seus lábios.
Clarissa não disse nada, a expressão neutra tomando-lhe a face enquanto ela dirigia-se até o bau com os equipamentos de proteção, atirando-os para a garota. Alexandra colocou todo o equipamento sobre os olhos atentos da instrutora que assentiu no momento em que ela terminou, confirmando que estava posicionado corretamente.
A pequena amazona endireitou sua coluna, entrando na posição e separando os pés, mantendo um na frente do outro. Ergueu os punhos do mesmo esquema que seus pés. Clarissa a olhou de cima abaixo com atenção, agachando-se para flexionar mais os joelhos da garota.
Assim você terá mais liberdade para atacar e se defender do inimigo, não fique rígida, principalmente nas articulações — Alexandra acenou com a cabeça em forma de responder que havia entendido. As mãos de Clarisse seguraram seus pulsos o posicionando de forma correta, deixando um na altura do rosto mais a frente e o outro quase na lateral de seu rosto, na altura do nariz. — Evite que os polegares fique por dentro, causará mais dor. Você não pode se esquecer que seu corpo é um só, não pode movimentar apenas os punhos e deixar as pernas paradas, ou vice-versa. Tem que trabalhar todos juntos e utiliza-los na melhor maneira; seja rápida e siga seus reflexos, já que na hora de uma boa luta não tem como pensar em muita coisa.
A semideusa tentou guardar tudo em sua mente, mas sabia que apenas a teoria não bastava; era facilmente esquecida por ela, mas a aplicação da teoria conseguia se fixar na memória de forma que dificilmente esqueceria. Clarissa a conduziu até um boneco; seu tamanho era razoavelmente humano, talvez tivesse uns quinze centímetros a mais que ela. Até acima da cintura ele tinha a silhueta puramente humana, mas do ponto para baixo ele se definia por uma única haste de sustentação levemente maleável.
Tente dar alguns chutes — encorajou a amazona.
Alexandra se aproximou do boneco. Não sabia o que fazer e não queria pagar papel de patética. Posicionou e jogou a perna direita — a que estava atrás da perna direita — contra a lateral do boneco. O chute saiu totalmente desregulado, de forma que ela perdeu o equilíbrio assim que chutou o boneco e voltou a colocar o pé no chão; dois passos para trás foram suficientes para que voltasse com seu equilíbrio, mas sabia que esses dois passos era um ótimo tempo para seu inimigo lhe golpear.
Isso aconteceu por dois motivos. Um: você estava perto demais do boneco e não teve espaço para o golpe e dois, você tem que harmonizar seu corpo de forma que ele trabalhe junto com sua perna; tente girar seu corpo junto com a perna, o levando junto. Desta forma — em câmera lenta, Clarissa aplicou um chute na lateral do boneco com suas próprias instruções. Ela refez o movimento e então deu a deixa de Alexandra; a garota tentou reproduzir seus movimentos lentamente antes de aplica-lo numa velocidade normal. Separou novamente os pés, colocou os punhos em frente ao rosto e olhou para o boneco esquisito. Ao levantar a perna direita novamente, girou meu corpo junto, seu pé que permanecia no chão deslizou para o lado, o quadril se ajeitou de uma maneira que favorecia o golpe. Ao voltar com o pé no chão seu corpo automaticamente seguiu o movimento de voltar para o mesmo lugar. Não era tão difícil assim. Considerando que aquele movimento era o mais pateticamente dos fáceis numa luta.  
Correto? — perguntou séria, encarando aquele boneco como se fosse aquela menina que empurrara Harry, seu irmão, na semana passada.
Quase lá, princesa. Tente novamente — e assim fez, chutou o boneco mais uma vez, se endireitou no lugar e tentou novamente. Clarissa corrigiu sua postura, que já estava começando a deixar a desejar, e ela repetiu o golpe por pelo menos quinze vezes, até que já sentisse a canela um pouco dolorida, mesmo com o equipamento de proteção. O suor escorria pelo seu rosto e empapava a camiseta preta que a pequena trajava, mas aquilo de certa forma só dava mais vigor para o treino.
Clarissa segurou seu tornozelo em pleno ar e Alexandra quase se desequilibrou, por sorte seu pé esquerdo estava seguro no chão e o corpo estava inclinado, oferecendo-a mais estabilidade.
Tudo bem, cinco minutos de descanso. — ela bateu palmas e deu as costas para Alexandra.



Última edição por Alexis Dahlia Black em Qui Set 28, 2017 9:35 pm, editado 1 vez(es)


Alexandra Alexis Dahlia Black

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Mensagem por Uma Williams Lensherr em Qui Set 28, 2017 9:23 pm

Cécile é uma pessoa muito feliz e bonita considerada assim por seu irmão mais velho, ela levantará cedo para poder ir ao campo de marte treinar um pouco sozinha o que naquele momento ela queria esquecer do mundo ao seu redor.

A bria fresca que batia em seus cabelos eram gélidos que para alguns campistas parecia o inverno, mas para ela isso significava uma única coisa a sua redenção por não conhecer o seu pai querendo se comparar com ele no futuro.

O centurião logo que a viu se aproximar abria um sorriso para a mesma logo pegando uma espada para ela já que Cécile não havia levado a sua. -Muito bem vamos começar nosso treino. - Dizia ele ficando em posição de esgrima, rapidamente Cécile o seguiu começando a rir. -Mas que merda é essa? - Ela dizia logo sentindo um corte em seu peito.

-Presta atenção, as vezes a esgrima pode ajudar em combate. - Falava calmante logo avançando contra a mesma mais um vez, Cécile logo usava a espada que tinha em mão para se defender logo dando um giro envolta de seu corpo tentando acerta-lo em suas costas pelo corte no peito, mas o centurião foi mais rápido e se defendeu com sua espada. -Tá, nada de esgrima. - Dizia logo girando seu corpo ficando de frente para a semideusa que rapidamente o empurrou com o pé.

O centurião logo se desequilibrou um pouco quase caiando ainda se mantendo em pé seguindo com rapidez para atacar Cécile que girava a espada em sua mão direita observando o movimento do treinador que logo tentou acertá-la, rapidamente a semideusa começou a correr logo escorregando por de baixo de suas pernas tentando acertá-lo nas costas.

Rapidamente o outro semideus logo girou seu corpo para poder se defender e assim que via lâmina se aproximar logo girou suaa espada na de Cécile fazendo com que a mesma voasse e caísse do outro lado do campo.

Assim que a mesma viu sua espada voar e se fincar do outro lado do campo fez o mesmo movimento de antes conseguindo assim escapar da lâmina que vinha em direção ao seu rosto, quando passou pelo centurião começou a correr até a espada e assim que viu seu treinador chegar perto usou a parede próxima para lhe dar impulso e assim fazer com que a mesma voasse por cima do centurião lhe dando uma chute em sua mão fazendo a espada do mesmo voar e lhe dando segundos depois uma rasteira assim pegando sua espada nas mão mirando em seu pescoço.

-Muito bem Cécile treino terminado, agora... - Dizia o mesmo pegando a seringa que havia caído assim que ela voou sobre ele logo lhe aplicando a insulina, assim que ela sentiu um alivio ajudou o centurião a se levantar e com um sorriso sem fôlego passou a mão em seus ombros como bons amigos. -Muito bem acho que to melhorando. - Dizia ela ainda rindo ouvindo os elogios do mesmo sobre o treino de hoje.
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Mensagem por Mercúrio em Qui Set 28, 2017 11:58 pm
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Alexis
Treino bem consistente como os demais, adoro essas idas ao passado. Só senti falta do Capitão Bob mesmo, de resto ta tudo firmeza.

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Cécile
Salve Cécile, você por aqui novamente. Então, você ainda deixa escapar alguns errinhos bobos na sua narração e isso faz com que eu desconte alguns pontos. Tenta dar uma passada no word o texto antes de enviar. Quanto ao resto, segue o baile.

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Mensagem por Alexis Dahlia Black em Sex Set 29, 2017 1:28 am

Apressada, Alexandra corria pelos túneis em direção aos Campos de Marte com toda a velocidade e ânimo que conseguia manter em uma manhã. Não estava atrasada para nenhum treinamento ministrado, apenas não queria encontrar ninguém tão cedo em seu caminho, principalmente na área de lançamentos de facas — que vinha estar tão disputada pelos legionários que era quase impossível conseguir uma vaga na maior parte dos dias —.
Nos últimos meses, a filha de Plutão vinha trabalhando arduamente em sua mira. Depois de passar tanto tempo em companhia de Achilles, Alexandra vinha se interessando bastante no treinamento com arco, arma esta que nunca tinha atraído grande atenção da semideusa. Antes de partir para o arco, a legionária tinha começado pequeno: com o lançamento de facas.
Ela chegou ao local e desacelerou o passo, iniciando uma simples caminhada. Após pegar um estojo de facas no arsenal e ir para a área vazia de lançamento, analisando os alvos e as armas que se encontravam em suas mãos. Um dos motivos que a levara tão cedo para os Campos tinha sido para evitar a presença de um instrutor, com um guia como Capitão Bob, quem necessitaria de um instrutor?
Alexandra pegou uma faca do estojo, sob o olhar atento e silencioso do seu amigo fantasma. Capitão Bob tinha estado distante desde o dia em que os esqueletos surgiram no Acampamento e, normalmente, a legionária iria agradecer pelo silêncio que estava tendo dele, mas ela tinha se afeiçoado ao fantasma e a sua lista gigante de ofensas com nomes de peixe.
Você sabe que pode conversar comigo, certo? — futuramente, Alexandra sabia que iria se arrepender disso, porém o comportamento estranho de Capitão Bob a estava preocupando.
Os olhos da campista da Primeira Coorte analisaram a faca com atenção. Sentiu o peso da arma na mão direita, lembrando-se do que aprendera em Temiscira sobre facas; caso a lâmina for mais pesada do que o cabo, é necessário atirar a faca pelo cabo então, seguindo seu aprendizado anterior, Alexandra segurou a faca pela lâmina de forma cuidadosa. Todo objeto que é lançado para cima, em algum momento para no ar para, então, começar a descer. A velocidade que isso acontece é incrível, os olhos humanos mal sabendo capazes de captar tal ato, mas, de fato, acontecia e se a filha do Plutão quisesse ser boa nisso, precisava esforçar-se o máximo para notar esse pequeno detalhe.
Cale a boca e vá treinar, peixe-trombeta. — rosnou o fantasma.
Alexandra revirou os olhos e posicionou seu peso para ficar sobre a perna direita, encarando o alvo que estava a uma distância considerável dela. Respirou fundo e arremessou a faca em direção aos alvos, observando que o pico da parábola traçada pela arma branca não correspondia nem com a metade do percurso até o alvo, sabia que a tentativa fora falha.
A faca havia caído no chão, metros longe do seu alvo. A filha de Plutão esticou a mão para pegar outra faca no estojo, dessa vez, uma lâmina mais pesada. A garota dobrou o pulso em direção ao antebraço e lançou a faca, sentindo o cabo liso deslizando por entre seus dedos até que a arma estivesse no ar. Seu percurso foi rápido; a faca girando pelo ar e batendo indefesa na parede, mais ou menos há um metro do alvo.
Alexandra puxou uma respiração profunda, buscando não deixar seu temperamento ter seu caminho. Fechou os olhos e pegou a terceira faca, segurando-a pelo cabo. Por mais uma vez, colocou-se em posição, dobrando o pulso e flexionando o joelho. Fez o seu melhor para calcular o ângulo e a força necessários para acertar o alvo. Ao lançar a faca, a mesma girou no ar até seu cabo se chocar contra a extremidade do alvo e ir de encontro ao chão.
Capitão Bob soltou uma gargalhada alta, capaz de chamar atenção de metade das pessoas da arena, isto é, se eles fossem capazes de vê-los ou ouvi-los. Alexandra segurou a vontade de mostrar a língua para o fantasma, mantendo-se apenas com um revirar de olhos ocasional.
Ela não lhe disse mais nada, ocupando-se em retomar ao lançamento das facas. As primeiras oito tentativas foram fracas; a cada lançamento a paciência de Alexandra se esvaia cada vez mais.
Na contagem da décima quarta faca, a legionária quase não pôde acreditar ao vê-la atingir o canto do alvo, alguns centímetros para o lado e teria errado. Alexandra mordeu os lábios para segurar o sorriso vitorioso que ameaçava surgir em seus lábios, apenas pegando outra faca sobre o olhar duvidoso do fantasma.
As facas do estojo tinham acabado, cabendo a semideusa ir recolher algumas que tinha lançado previamente. Voltou para o ponto de arremesso e segurou a faca pelo cabo, preparando-se e a lançando; assim que seus dedos ficaram livres do cabo, já esticava a mão para pegar a próxima, somente então olhando para o alvo, constatando que a faca havia se fincado a três círculos do centro.
Alexandra lançou a faca em suas mãos, as orbes azuis fixadas na lâmina dourada, vendo-a cortar o até se encontrar com a superfície de madeira circular há dois círculos do centro.
Nada mal para um peixinho que não sabe nem nadar. — Capitão Bob comentou, a forma etérea tremeluzindo.
A filha de Plutão olhou para ele.
Quem era aquela garotinha? — questionou.
Capitão Bob suspirou e desatou a contar sua história.


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Mensagem por Cassie Hudsson em Sex Set 29, 2017 4:52 am
I Believe in Unicorns
O ar pesava em seus pulmões, dificultando a respiração, como se um buraco estivesse crescendo dentro dela e logo após jogavam terra novamente. As pernas faziam força para caminhar, enquanto arrastava as flechas pela rota, procurando cegamente por um pouco de água.

Quando o mundo é um poço de guerras e sofrimento, o suor que escorre em seu pescoço é como uma noite quente de prazer, nunca o suficiente. Cassie perguntava a si mesma com frequência, quando a luta se tornaria banal e o amor se tornaria privilégio?

5 horas antes...

Os pórticos erguiam-se como pequenos palácios pontudos, reluzindo com o anoitecer dourado do Acampamento Furna. Ela pendurou-se nas madeiras rústicas, esticando o pé levemente para tocar o solo. A noite logo perduraria, como uma águia escura e esguia, correndo pelos céus até que suas asas ocupem toda a visão.

Era a primeira vez que experimentava o árduo sabor de um treinamento, sem contar as noites em que estivera nas sentinelas, oculta nas sombras enquanto apontava seu arco junto a Achilles. Quando encontrou os campos de Marte, parecia que o próprio deus havia descido em sua motocicleta e deitado sobre o solo, para que assim os semideuses pudessem lutar em cima de sí.

Pareceu uma eternidade até que todos os alvos estivessem ajustados. Cassandra retirou o grande arco dourado de suas costas, alisando seus braços com leveza. Esticou a corda com cuidado, sentindo a arma como parte de seu próprio corpo. Os lábios quase a tocavam, em um suspiro sútil e ligeiro.

A flecha perfurou o ar, percorrendo até o alvo com rapidez. Parecia muito perto, entremente, ela encontrara conforto em uma mesa redonda, bem longe dos objetivos da filha de Vulcano. Paciência, ninguém possui habilidades já prontas.

A segunda flecha era tão afiada quanto a outra, e quase desprendeu-se do fio dourado, perfurando o braço de Cassie. Mal chegou nos alvos, retorcendo-se no ar e caindo no chão subitamente. Estava perplexa, era muito melhor quando estava em seu posto, porém podia ser consequência da adrenalina e sobrevivência.

Imaginou que os alvos eram grandes monstros, com suas cabeças estúpidas em formatos estranhos. Imaginou suas narinas bufando em vapor, e os pés grossos e pesados, fazendo a terra estremecer com seus movimentos bruscos. Estava ela no meio, com apenas aquele simples arco para sua proteção, e nada mais que sua mente apurada para sobreviver.
Quando novamente puxara o objeto, tracionando-o com tanta força, o sangue pareceu estocar-se em seus dedos, deixando duros e firmes. Por mais que mesmo desta vez a flecha estivesse longe do centro, sua travessia tivera um desempenho muito maior, atravessando o alvo em fúria.

Assim permaneceu conseguinte nas próximas cinco horas, até que o braço estivesse mole demais para aguentar qualquer pressão, e ainda sim tivesse que arrumar todo o espaço e buscar todas as flechas restantes. O corpo tremia quando encontrou seus lençóis azuis, e a noite a acolheu como nunca antes, e o fogo a esquentou de bom agrado.
V&D:
CARISMÁTICO: Seu personagem consegue lidar facilmente com o público, sem se deixar abater pela vergonha ou nervosismo. Costuma a impressionar aqueles ao seu redor, tornando-se de confiança rapidamente, a pessoa perfeita para falar em público ou passar algum recado.
— FURTIVIDADE: É capaz de caminhar sem fazer nenhum barulho e sem chamar atenção. Tem um vasto conhecimento quando se trata de furtos, podendo ter executado alguns no passado ou ainda ter inclinação para fazê-lo a qualquer momento.
— CORAGEM: Seu personagem nunca irá hesitar em suas ações por causa do medo, apesar de ainda ser capaz de senti-lo, não terá um efeito tão profundo no seu psicológico, podendo ser facilmente controlado ou posto de lado.
— DESLEIXADO: Seja com sua aparência, pertences pessoais ou até com o próprio treinamento, seu personagem é incapaz de manter a ordem. Não é inclinado a obedecer ordens e é extremamente desorganizado. Pode ou não ter um bom humor, capaz de tentar alegrar as pessoas ao seu redor com suas brincadeiras.
— ANSIEDADE: Manter algo inacabado é praticamente impossível para o seu personagem, enquanto ele está na espera de alguma coisa ou pessoa, ele não consegue ficar quieto ou parado, podendo acarretar um transtorno de ansiedade.
— ALERGIA [Mosquito]: O seu personagem é extremamente alérgico é algo. Toda a vez que tiver contato direto ou até mesmo indireto com isso, sofrerá graves ataques de espirros e irritações na pele. Em casos mais extremos, falta de ar e desmaio.
Armas:
Elenae —  um arco composto, seus braços são alongados e majestosos, juntos atingem 1,36m. A corda é de um cobre mais resistente, com pequenas migalhas de ouro para fins estéticos. Junto ao ouro imperial que encobre toda a superfície da arma, está seu nome em letras finas e pequenas.
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Mensagem por Diana em Sex Set 29, 2017 5:00 am
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Alexis Dahlia Black

Um ótimo treino, como sempre! Estou acompanhando sua trama, pois sua escrita é boa para leitura e cativa com facilidade, parabéns!
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Mensagem por Achilles von Schönborn em Sex Set 29, 2017 12:15 pm



As sombras me iluminaram

Acordei assustado no aposento da primeira Coorte, o sol já iluminava o local e eu havia tido um pesadelo. O fluido aquoso, incolor, secretado pelas glândulas sudoríparas e destilado pelos poros da pele saia de mim de forma que me incomodava, levantei da minha cama de forma que não atrapalhasse o sono de Alexis a fui tomar uma ducha para me acalmar e limpar todo aquele suor. Era aproximadamente oito da manhã quando coloquei um chiclete na boca, fiz uma pequena bolha e sai do alojamento em direção aos campos de Marte.

No caminho eu me decidia o que treinar, estava em dúvida entre combate corpo-a-corpo, luta com espadas ou realizar treino com arco e flecha. Não demorou muito para eu decidir, já fazia um tempo que eu não praticava com arco, esse seria o treino da manhã. O arco e flecha era meu principal armamento, mas ainda sim é importante manter a pontaria em dia.

Adentrei a arena em passos curtos e sem pressa nenhuma, o local estava vazio provavelmente era devido ao horário. Não havia absolutamente ninguém, peguei um arco e uma aljava com aproximadamente cinquenta flechas e fui me posicionar. — Que sono da porra. — Resmunguei enquanto tirava uma flecha da aljava e a posicionava no arco, puxei a flecha e a soltei logo em seguida, esta percorreu uma trajetória que estava longe da que eu queria, passando ao lado do alvo. Não era normal eu errar o alvo, eu estava longe de ser o melhor arqueiro do Furna,  mas ainda sim acertava 95% das flechas que  atirava, com certeza era o sono.

Respirei fundo retirando outra flecha da aljava e a posicionei no arco novamente, segurando a mesma com a ponta dos meus dedos, indicador e dedão a puxei o máximo que pude. Eu já tinha em mente que arquearia era algo extremamente complicado, qualquer coisa pode mudar o rumo da flecha e existem muitos outros fatores que auxiliam em um bom tiro, a respiração por exemplo. Eu tenho que sempre controlá-la e disparar somente quando eu a travar, ou seja, no fim da inspiração.

Tendo isso em mente, inspirei uma quantidade considerável de ar e logo travei, abrindo os dois dedos que seguravam a flecha. O objeto percorreu toda a distância de cinquenta metros e atingiu o alvo, porém, ainda não era o suficiente, eu precisava acertar no centro do alvo. Puxei outra flecha da aljava e a posicionei novamente no arco. Prestes para disparar toda minha concentração foi para o lixo, senti o contato com algo de madeira em meu braço e quando olhei para o lado estava Gerard com seu arco de treino tocando meu cotovelo. — Olhos de águia. — Gerard era o melhor arqueiro que eu conhecia, apelidado pelos seus feitos de olhos de águia. Como de costume sua presença era assustadora, por mais que seja um filho de Febo, sua presença me causava um certo medo e outra coisa, desde quando ele estava ali?

Não me importei muito com isso, a flecha ainda estava no arco, eu estiquei meu braço e novamente puxei a mesma, controlando minha respiração mirei no centro do alvo. Gerard, aproximou-se de mim e mexeu em meu braço, ele o esticou por completo, o que tornou a posição ainda mais confortável para mim e não foi só isso. O filho de Febo abaixou e apalpou levemente minhas coxas e panturrilhas, parecia estar verificando meus músculos. Em momento algum eu não contestei, se ele estava fazendo aquele tipo de coisa certamente tinha algum porquê.

O instrutor mexeu minhas pernas alguns centímetros para o lado e também mexeu em minha postura, fazendo com que eu relaxasse mais os ombros e endireitasse a postura. Meus braços continuavam esticados e minhas pernas estavam mais separadas que o normal, ele olhou em meus olhos e fez um sinal de okay com o dedo polegar, dando-se a entender que eu podia disparar a flecha. Meus dedos se abriram e a flecha foi lançada no ar. Seu percurso foi excelente e ela atingiu bem próxima do centro, menos de cinco centímetros.

Olhei para Gerard e ergui uma das sobrancelhas. — Como fez isso? — Dizia virando minha atenção para a flecha no alvo e logo voltando para ele — Digo, arrumou minha postura sem nem me conhecer. — Neste momento eu percebi o quanto o garoto era absurdamente poderoso e isso fez meu respeito por ele ainda maior. Gerard me respondeu com um acenar de cabeça e logo fez outro movimento, pedindo para que eu atirasse outra flecha.
Puxei a flecha novamente da aljava e a posicionei no arco, neste momento, busquei em minha mente todas as modificações que o instrutor havia feito no tiro passado e as reproduzi. Eu estava então da mesma forma que Gerard havia me deixado antigamente, olhei para ele e o agradeci com a cabeça, logo após, mirei no alvo e soltei a flecha. Ela novamente fez um percurso ótimo, acertando o alvo, desta vez mais próximo ainda do centro. Virei para cumprimentar o legionário e agradecer, mas o filho de Febo já não estava mais lá. — Obrigado, de qualquer forma. — Isso devia fazer parte dele, ser tão... assim. Guardei o arco e a aljava de flechas e me retirei, indo em direção ao alojamento para ver se Alexis e Bryan já estavam de pé.
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Mensagem por Nyx em Sex Set 29, 2017 4:34 pm
AVALIAÇÕES



Cassie
Mesmo curto, seu treino foi bem colocando, mantendo-se fiel a personagem icônica de uma semideusa perneta. Futuramente, no entanto, tente prolongar suas ações, descrever mais o treinamento.
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Achilles
Ótimo treino, atente-se aos erros de digitação.
350 de experiência + 1 ponto de vantagem



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Mensagem por Alexis Dahlia Black em Sab Set 30, 2017 5:07 pm

Onze anos antes...
A flecha atingiu o centro do alvo com perícia e velocidade, provocando um leve revirar de olhos na criança de Plutão.
A garota ao seu lado, loira com grandes olhos azuis e pele bronzeada — outra filha de
uma antiga Amazona, descendente direta de Febo —, não parava de acertar as flechas no alvo, sempre soltando uma risada de puro tripúdio e jogando os longos cabelos por cima do ombro.
Enquanto a colega acertava todos os seus objetos, Alexandra mal conseguia fazer a flecha abandonar a corda do alvo, tendo por vezes machucado a si mesma em suas tentativas. Era ridículo, porém a teimosia não deixava que ela desistisse.
Precisando de ajuda? — uma voz conhecida questionou atrás de si.
Alexandra abaixou o arco para se virar em direção do som, encontrando a amazona alta, com penas longas que fizeram a garota se sentir quase uma ratinha desengonçada ao seu lado, os fios ruivos e os olhos verdes a olhando com diversão. Clarissa.
Eu não preciso da sua ajuda. — murmurou, virando-se para o alvo novamente.
Clarissa riu, aproximando-se da loira o suficiente para ajeitar a postura errônea que ela mantinha ao atirar. O ombro esquerdo de Alexandra foi movido em direção ao alvo, suas pernas se afastaram com força.
Imagine uma linha entre você e o alvo, — disse Clarissa — essa linha deve passar entre as suas pernas. Como o seu olho dominante é o direito, o arco deve ser segurado pela mão esquerda e o seu ombro esquerdo deve ser virado para o alvo. A flecha e a corda devem ser seguradas pela sua mão direita.
Não era exatamente assim. Alexandra tinha o domínio perfeito de ambas as mãos, sendo assim, poderia lutar com qualquer uma sem nenhum problema. Ela lembrava de sua mãe dizendo que o próprio deus da guerra havia intercedido a seu favor, dando-lhe essa habilidade. Em seu interior, Alexandra realmente duvidava disso. De qualquer forma, a mente da semideusa absorvia tudo o que ela lhe dito, conforme seu corpo seguia as instruções fornecidas e se ajeitava para segui-las.
Alexandra afastou os pés, formando uma linha reta que acolitava até o alvo.
— Coloque a flecha na corda.
Ela o fez. Apontou o arco para o chão e encaixou a haste de flecha na rabeira da corda e colocou-a de baixo do ponto nock. Dessa maneira, o seu indicador era mantido em cima do objeto a ser atirado e dedo médio e anelar logo abaixo. Quando verificou que estava tudo posicionado corretamente — e com o aval de sua instrutora —, Alexandra ergueu o arco e posicionou-o da melhor maneira que pôde. O braço que segurava o arco foi mantido em direção ao alvo, com o arco na posição vertical. A mão que segurava a corda foi elevada até a sua face, sobre o ponto de ancoragem, entre o seu queixo e a bochecha.
Aponte e solte-a. — instruiu Clarissa.
Duas respirações profundas foi tudo o que a semideusa teve antes de relaxar os dedos que seguravam a corda e terminar a rotação do ombro, enquanto seus olhos mantinham-se atentos ao percurso que a flecha fazia em direção ao alvo. Um bufar resignado escapou pelos lábios da garota ao notar que a flecha não atingira o centro do alvo, preferindo se alojar na parte preta.
Nada mal. Na próxima peça ajuda antes de arriscar uma flecha no próprio pé.
Pela décima vez naquele dia, a filha de Plutão revirou os olhos.


Alexandra Alexis Dahlia Black

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Mensagem por Diana em Sab Set 30, 2017 6:13 pm
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Alexis Dahlia Black

Já lhe disse outras vezes que acompanho sua trama de pertinho, ainda mais quando posso espiar seu passado. Um treino exemplar, como sempre, porém esperava um pouquinho mais de narração, para ver se Alexis responderia algo para Clarissa (risos).
Recompensas
- 350 pontos de experiências.
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Mensagem por Cassie Hudsson em Sab Set 30, 2017 7:07 pm

Não havia jeito. Cassandra poderia passar o resto da manhã sobre seus lençóis brancos, mas não poderia suportar a dor agoniante que formava-se em seus ouvidos. Ironicamente, a filha de Vulcano tinha um apreço pelo silêncio, pelo menos nas manhãs, estas eram feitas para a calmaria e conforto, e não para festejos.

Esgueirou-se pela cama, ouvindo as risadas distantes do menino Black, que parecia bastante acordado para seu gosto. Sorriu, era a única voz em toda a coorte em que Cassandra não reclamava em ouvir. Guardou esses últimos pensamentos para sí.

Já com o arco sobre as mãos, a semideusa direcionou-se até os Campos de Marte. Não era um caminho difícil de se contornar, mas era longo o suficiente para que Cassie fosse obrigada a mostrar sorrisos gentis a todos os conhecidos. Ainda dava tempo para voltar a dormir? Certamente. Mas agora que tomara sua decisão, não poderia vir a retomar seus conceitos.

O campo era grande e preenchida por uma aura benévola, semideuses riam e gritavam sobre seus treinos sanguinários. Cassie não gostava muito de se socializar —  pelo menos, não de primeira vista —, portanto caminhou em direção a uma área mais isolada, onde alguns alvos estavam sobrepostos.

Tomou o arco sobre os dedos, o montando cuidadosamente. As flechas estavam sobrepostas em uma aljava, presa em suas costas. Cassie arrumou os alvos lado a lado, formando uma meia lua em sua frente. Ela gostava de desafios, verdade, mas não estava no ápice de seu ânimo para tentar novas táticas. Sendo assim, preparou a primeira flecha.

Puxou a corda até a altura de seu peito, tentando não o estufar, pois poderia a causar uma ferida grave em seus seios, e não queria ter que se livrar deles. O corpo moveu-se com cuidado, totalmente em direção ao alvo do meio. O equilíbrio corporal tende a manter a flecha em seu caminho correto, diziam os sábios.

A flecha cortou o ar ao meio, atingindo sua velocidade comum, constando que a distância não era lá tanta coisa. Cassie murmurou algumas maldições quando o objeto fincou-se no canto esquerdo do alvo, longe do ponto central, que era seu foco inicial. Certamente estava com alguma parte de seu corpo torta, ou provavelmente era sua mente que já não persistia em um único ponto.

Puxou mais uma flecha de sua aljava, com toda a calma do mundo. Imaginou o cenário deslizando pelo o chão, tornando-se um borrão negro e embaralhado. Nada mais que um simples alvo permanecia em sua frente, reluzindo em um amarelo cintilante. O corpo enrijeceu-se, e Cassandra apoiou a bochecha sobre a corda dourado do arco. A flecha disparou com firmeza.

O desapontamento tomou conta de seu coração. Cassie tentou encontrar dentro de si um ponto de ápice, aquele pequeno local onde seu instinto meio-deus adormecia. Acorde sua fera interior, pensou a garota enquanto prendia mais uma flecha sobre a corda. Um sorriso malicioso surgira em sua face, enquanto puxava o arco até seu limite. Soltar a terceira flecha era como deslizar por um mar de mil flocos de neve, leve e gelado.

Próximo ao centro, mas não este. Bem, talvez a prática levasse a perfeição, ao menos era assim que costumavam a dizer por aí. A prole de Vulcano não desistiu de princípio, e logo mais uma flecha estava sobre seu arco, pronta para ser atirada em direção aos círculos vermelhos.

Cassie procurou novamente a própria fera. Mas que animal ela era? Um ferreiro poderia forjar-se em uma criatura? Supondo que sim, ela gostaria muito de um felino. Eram rápidos, e ao mesmo tempo, muito cautelosos com suas presas e caça. Era isso, ela era um felino.

Tendo isso em mente, a flecha disparou em direção ao alvo, e o tempo pareceu desacelerar, tomando um ritmo constante e leve. Sentiu o corpo vibrar quando o centro fora tomado por sua flecha. Não podia não deixar de demonstrar a alegria que pulsava em suas veias. Era uma conquista, claro que pouco significante, mas ainda sim, era algo que ela jamais esqueceria até o fim de seus dias neste plano.

Permaneceu em seu treino durante mais uma hora. Ao fim, o corpo vibrava em agitação como nunca antes. A ansiedade tocava seus dedos como uma harpa, levantando-a pelo ar. Quando tomou caminho de volta para a coorte, nem mesmos as risadas matinais estragaram seu humor, e parecia pronta para muitas outras aventuras.

arma:
Elenae —  um arco composto, seus braços são alongados e majestosos, juntos atingem 1,36m. A corda é de um cobre mais resistente, com pequenas migalhas de ouro para fins estéticos. Junto ao ouro imperial que encobre toda a superfície da arma, está seu nome em letras finas e pequenas.


Última edição por Cassie Hudsson em Sab Set 30, 2017 7:19 pm, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Cassie Hudsson em Sab Set 30, 2017 7:17 pm

Cassie observou o grande manto de nuvens que aproximava-se do acampamento. Agradeceu mentalmente pela a temperatura amena que se estendia ao decorrer do dia, no balanço de seu próprio corpo. Odiava sentir os pelos se arrepiarem em um frio desgastante, entretanto, suportava menos ainda o suor que escorria de sua testa após uma longa caminhada abaixo do sol.

Tomou o caminho mais rápido para os campos, sentia-se confiante e muito bem naquele dia, como se mil estrelinhas estivessem se alinhando bem dentro de seu estômago. Talvez fosse a barulhada nova que a cada semana parecia renovar-se em sua coorte, que agora abrigava mais semideuses do que o normal. Não podia negar que o silêncio noturno ainda era algo que gostava muito, porém agradecia os novos companheiros.

Carregava em suas mãos uma arma que jamais tocara antes. O chicote era longo e feito a couro, de forma que sua mão não escorregasse em casos de uma rápida movimentação. Cassie o achava elegante e esbelto, algo com que se pudesse admirar por algumas horas, mas não se imaginava em meio a uma batalha. Ele não parecia exatamente útil.

Atravessou a imensidade de semideuses, exaustos e eufóricos, com seus corpos suados e rostos cobertos de hematomas. Sorriu para alguns que pouco conhecia, e resolveu permanecer em seu canto de sempre, onde bonecos de palha eram os únicos companheiros por quase toda tarde. Não precisava reclamar, eles eram ótimos ouvintes.

— Olá —murmurou baixinho, se certificando que ninguém estivesse vendo— Está tudo muito bem, sua cara não é tão feia assim, parece um pastelão.

Cassandra puxou o chicote a frente, e suspirou de leve. Seu braço subiu para cima e voltou em horizontal, trazendo as duas pequenas exporás da arma na direção do peito do boneco— Gostaria que pudesse falar, me sinto mal insultando quem não pode se defender.

Sentiu uma ponta de dor naquele mesmo braço, provavelmente em motivos de sua alongação, que não era lá uma das melhores. Se afastou do boneco, tentando calcular as chances de tropeçar sobre seus próprios pés e tombar para o chão frio da arena. Lidando com o fato de que possuía 75% de chance, Cassandra acelerou e impulsionou os pés sobre o solo, tomando velocidade em direção ao adversário. Levou o chicote em direção ao rosto do oponente, abrindo um feixe de palha com suas exporás.

Aproveitando o movimento, Cassie girou a 45 graus e acertou o lado direito do peito do boneco, criando mais uma abertura profunda sobre umas remendas. Imaginou que este segundo ataque deveria ser pouco provável em uma batalha real, julgando que não estariam parados.

Voltou a sua posição original, observando por um período limitado seu boneco. A semideusa suspirou novamente, um suspiro demorado que a fez tremer por inteiro. Seu corpo jogara-se em direção ao adversário, e a garota juntou seu chicote ao redor do pescoço deste, puxando seu tronco até o chão e usando a própria força para trazer o pedaço de palha, mais conhecido como cabeça, para fora do resto da estrutura.

É, talvez um chicote fosse mais útil do que esperava.

Cassie permaneceu por mais algumas horas no campo, testando seus movimentos em todas as oito direções, tentando impor maior força para que seu braço não sentisse o peso de suas ações. Ao fim, seu rosto inundou-se de um suor pegajoso, e o estômago esforçava-se para alimentar o resto do corpo com aquilo que sobrara de seu almoço. Precisava de um banho, e de um grande sanduíche de manteiga.
armas:
Um chicote escolhido no próprio armazém dos Campos
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Mensagem por Uma Williams Lensherr em Sab Set 30, 2017 7:42 pm

Mai um dia começa na vida de Uma assim como qualquer outro ela foi diretamente para o campo de marte, porém, desta vez ela treinaria sozinha sem nenhum centurião como de costume da garota que sempre há um treinador com ela o mesmo de todos os dias e sendo assim em apenas ma semana se tornando melhores amigo.

Ela segurava sua espada com força apenas fechando seus olhos imaginando ter alguém ali ou um alvo para acertar, Uma pretendia fazer um treino vindo de sua imaginação repedindo os movimentos em tempo real como se tudo aquilo estivesse acontecendo, seu sorriso no rosto era inevitável se mostrando uma pessoa alegre até no próprio treino.

Assim que ela visualizou seu primeiro movimento abriu os olhos e deu um ataque em diagonal de cima para baixo logo fazendo o movimento inverso na mesma direção fechando os olhos mais uma vez começando a atacar para frente logo fazendo um movimento na horizontal da esquerda para a direita girando a espada em suas mão no sentido horário.

Quando parou por um breve momento sentiu algo lhe acertar nas costas, assim que Uma abriu os olhos viu um campista rindo e a desafiou para um duelo amistoso. -Esse treino era pra ser uma coisa meio que sozinha, mas então tudo bem, vamos lutar! - Ela falava ficando em posição de esgrima como seu centurião havia lhe ensinado.

Rapidamente Uma fazia um movimento para frente sem ataca-lo diretamente apenas para assustá-lo, o garoto logo dava uma breve recuda e em seguida tentava atacá-la com um corte na vertical de cima para baixo, Uma sem pensar duas vezes colocou sua espada sobre sua cabeça e assim que sentiu o peso sobre ela rapidamente tentou dar uma rasteira no garoto que sem pensar duas vezes deu um pulo e acertou sua barriga a fazendo recuar.

O garoto logo avançou tentando acertar Uma com a espada na horizontal da esquerda para direita, a semideusa ao voltar a si logo se curvou para trás vendo a lâmina cortar um dos fios de seu cabelo, seu olhar de ódio era presente e a risada do outro semideus a deixou com um remorso. -Você cortou meu cabelo. - Dizia ela rapidamente tetando acertá-lo com a espada na diagonal da esquerda para a direita.

Como um raio o semideus se abaixou e tentou derruba-la esticando seu pé direito fazendo um movimento em círculo, Uma assim que olhou para baixo deu um pequeno pulo logo chutando a mão esquerda do garoto onde a espada estava, quando viu a espada voar e cair segundos depois rapidamente se abaixou e deu uma rasteira no mesmo fazendo o cair de costas pegando a espada com sua esquerda logo apontando as duas para o pescoço do mesmo em forma de x.

Uma começava a rir daquela cena logo soltando a espada do outro semideus o ajudando a levantar com um sorriso no rosto. -Muito bem garoto, você treinou bem, mas precisa melhorar ainda mais seus movimentos. - Ela falava pensando que na verdade o treino de hoje não foi exatamente pra ela, mas sim para o seu novo amigo e assim que o viu sair voltou ao seu treinamento.
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Mensagem por Nyx em Sab Set 30, 2017 7:48 pm
Avaliação

CASSIE HUDSSON
Farei a avaliação de ambos os treinos como um só, dessa maneira, as recompensas serão somadas.
Meu apreço pelo seu estilo de narração já não é novidade e nenhum pouco recente, mas a minha adoração por essa versão de Cassie Hudsson consegue crescer cada vez mais conforme acompanho o desenvolver na personagem aqui. Ela é engraçada e divertida, sem se tornar chata ou óbvia. Em outras palavras, seu treino foi bom, característico e fiel a personagem. Continue assim!
690 de experiência + 170 denários.

UMA WILLIAMS LENSHEER
Sua narrativa é corrida, pouco coerente. Tente usar um corretor ortográfico para corrigir a falta de vírgula, o mal uso das palavras. Uma segunda ou terceira lida antes de postar também garantiria que alguns erros de atenção ao escrever não perdurassem até a avaliação.
190 de experiência + 100 denários.


the night is dark and full of terrors
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Mensagem por Uma Williams Lensherr em Sab Set 30, 2017 9:07 pm


Hercules Daughter

O Seu treino mal acabará ela logo sorria, sentia que o vento batia em seus cabelos ainda observando a única mexa que havia ficado desigual devido a seu ultimo treino o que mais parecia um ensinamento.

Seus olhos brilhavam conforme via o sorriso do centurião se aproximar de ti, naquele momento a seriedade havia voltado ao seu rosto depois de alguns segundos o olhando chegar sorrindo como se não houvesse o amanhã.

-Por favor guarde a espada, o nosso treino sera no braço hoje. - Ele falava lhe observando guardar a espada segundos depois, as chances de Uma quebra-lo sem querer eram muito altas, mas mesmo sabendo de sua força o centurião preferiu arriscar, a final só treino de espada não adiantaria muito coisa.

Rapidamente ele fazia o primeiro movimento e tentava acertar a semideusa no tórax com seu pé esquerdo, Uma logo que sentiu o vento passar por seus cabelos usou suas mãos rapidamente segurando seu pé, porém, assim que ele sorriu usou a sua perna livre para acertar seu rosto e com violência fez com que o nariz dela começasse a sangrar. -Ei mas que merda é essa isso é só um treino. - Dizia a mesma limpando o sangue que escorria de suas narinas e o olhar de sei treinador logo se tornou um pouco obscuro. -Eu sei, mas você não vai enfrentar inimigos bonzinhos. - Ele retrucava logo deferindo um soco no seu estomago com bastante velocidade, Uma logo usou sua agilidade para se desviar com um acrobacia em forma de estrela caindo ajoelhada.

Ela se levantava com certa velocidade logo indo em direção ao centurião e tetando acertá-lo no peito, porém, ele sem nenhum esforço segurou em seu punho começando a usar toda a sua força para quebrara sua mão, Uma não estava conseguindo resistir e foi quando a mesma se ajoelhou tetando acertá-lo no estômago com a outra mão livre, mas o centurião era mais rápido e sendo assim pegava sua outra mão e começava a apertá-la. -Ah... - A semideusa murmurava para si mesma ouvindo a risada do centurião.

"-Se eu não fazer nada ele vai quebrar minhas mãos." - Pensava Uma ao fechar os olhos e ver seu pai prado em sua frente com os braços cruzados, logo imaginando que ele estaria decepcionado com ela por ser uma de suas filhas mais fracas, com isso a semideusa logo assim viu aquela imagem deixou cair um lágrima no chão e começou abrir os olhos de raiva.

O centurião logo perceberá que a mesma havia se lembrado que a determinação move tudo a semideusa logo usou sua força para se levantar, seu treinador tentou segurá-la ainda de joelhos e sendo assim Uma com um pouco de dificuldade conseguiu se levantar jogando o seu amigo para trás com força começando a rir de si mesma. -Eu sei o porque você estava sorrindo, porque a determinação move tudo não é? - Dizia a semideusa sorrindo e indo em sua direção para ajudá-lo, ele logo sorria de volta afirmando sobre sua pergunta. -Exato bem vamos voltar ao treino que tal? - O treinador logo retrucava com outra pergunta e rapidamente Uma tentava lhe acertar e o mesmo rapidamente se desviava. -To vendo que é um sim. - Ele dizia logo indo para cima dela continuando aquele treino.
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Mensagem por Diana em Sab Set 30, 2017 9:18 pm
Avaliação



Uma Williams Lensherr
Como dito na avaliação de Nyx, é preciso ter uma atenção maior na hora da escrita. Aconselho rever as regras para a utilização de virgula, pois não estão sendo utilizadas nos lugares corretos, assim tornando a leitura muito corrida e de pouco entendimento. Erros gramaticais também foram notados, mas acredito que seja pela falta de revisamento.
Recompensas
- 200 pontos de experiência
- 30 denários

Att.
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Mensagem por Alexis Dahlia Black em Sab Set 30, 2017 9:52 pm

Alexandra pulou o café da manhã naquela quinta-feira para aperfeiçoar seu treinamento contra monstros, mais para evitar a companhia de outras pessoas do que para treinar em si. Nos últimos dias, a filha de Plutão vinha pensando bastante nos ensinamentos de Dahlia.
Dahlia dizia que tornar-se dependente de algo enfraquece as pessoas, seja um objeto, um alimento e, no pior dos casos, uma pessoa. Os inimigos buscam por isso, por esse tipo de fraqueza. Para a amazona, Alexandra não poderia ter uma fraqueza e, muito menos, não poderia ser fraca.
Portanto, quando adentrou a arena, logo buscou um local onde pudesse iniciar seu combate a monstros sem ninguém para lhe atrapalhar ou se meter em seu treinamento.
Escolheu enfrentar uma harpia, já que tal monstro mantinha uma vantagem por poder voar, enquanto Alexandra se limitava ao chão, sem armas de longo alcance para poder atingí-la com mais facilidade.
O monstro levantou vôo e partiu para cima da filha de Plutão, que empunhou a espada para se defender de suas garras. O som das unhas afiadas batendo contra a lâmina chegou aos ouvidos de Alexandra quando ela forçou a espada contra a monstra, fazendo-a se afastar alguns metros.
A harpia soltou o som semelhante à um grito, ou, pelo menos, foi o que a garota achou que era, antes de voltar a atacá-la. Afastou-a fazendo um arco com a espada, mantendo-a longe enquanto batia as asas de forma ameaçadora.
Alexandra então tirou seu machado da bainha, brandindo-o alto o suficiente para conseguir, ainda que de raspão, atingir uma das asas da da monstra.
Assim que ela caiu no chão, a semideusa se precipitou em sua direção, pronta para transformar o monstro em pó, mas isso não chegou a acontecer ainda. A harpia se levantou e avançou contra a semideusa, tentando atingi-la com a asa que não estava ferida.
Para desviar do ataque, Alexandra se abaixou, porém, acabou perdendo o equilíbrio e caiu no chão, com a harpia indo em sua direção para tentar atacá-la. A jovem ergueu sua espada assim que ela surgiu em sua frente e, com um grunhido de esforço, fincou a espada na cintura da harpia e a puxou de volta, girando para a esquerda para evitar um contra-ataque.
Alexandra ficou em posição de ataque tão logo que se afastou da monstra e não deu mais tempo para ela atacar e partiu para cima da harpia, golpeando-a toda vez que tinha chance.
Conseguiu fazer um corte extenso e profundo no braço do monstro, outro em sua asa quando ela a usou para se proteger e por último e sem intenção, acabou atingindo um dedo da harpia, até finalmente fincar a espada em seu peito, transformando-a em pó.
A filha de Plutão respirou fundo em busca de ar, observando a lâmina de sua espada antes de voltar para o simulador procurando por um desafio maior desta vez.


Alexandra Alexis Dahlia Black

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Mensagem por Baco em Seg Out 02, 2017 3:19 am
Avaliação


ALEXIS DAHLIA BLACK
Apesar de não ter sido um treino com muito detalhamento ou até mesmo grandes desafios, foi suficientemente bom. Não há erros de português notáveis, e o modo em que descreve a luta me agrada. Só tente separar mais os parágrafos pra ajudar o tio embragado aqui. Kisses.

350 de experiência and 110 denários.




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Mensagem por Tohma Falkreath em Seg Out 02, 2017 4:51 am



Moveu-se até o exterior, onde fitou e se deslocou até a pista de corrida de obstáculos, pois ali seria onde treinaria logo em seguida. Foi até o local onde os corredores devem se posicionar até a corrida e, então, repentinamente, surgiu ao seu uma figura feminina, a qual que possui longos cabelos dourados amarrados em um coque, pele clara, olhos castanhos, vestia a mesma roupa que ele com cores diferentes.

– Vamos ver quem ganha? – perguntou a mesma, enquanto o via seriamente.

Primeiramente, não disse absolutamente nada, somente rolou seus orbes oculares pelo físico alheio por uns alguns breves e singelos instantes. – Não venha choramingar quando perder. – Respondeu, frio e irônico, dando de ombros em meio à fala.

A menina entortou o lábio superior em um sorriso de desdém após o que ele falou. – Sou cria do deus, o qual é atribuído à velocidade. Mercúrio. – Uma gargalhada escapou das cordas vocais da desconhecida mulher.  – Então... – Um sorriso é delineado em sua boca.  – Não há como perder para um garoto como você.

A prole marítima tombou o crânio para a diagonal destra, curvando a sobrancelha durante o processo. – Ser filha de Mercúrio não te faz mais rápida. – As palavras tão cruéis e cínicas, mas tão provocativas saíram do modo que o tal “garoto” queria. Sarcástico. Alongou os músculos com processos aprendidos no tempo escolar.

– Claro que faz. – A garota esticou as pernas ao solo e tocou a ponta dos pés. – Enfim, acho te mostrar isso vencendo a corrida é bem mais simples. – Prosseguiu.

– Então é melhor pararmos de falar e vermos quem realmente ganha. – Indagou, ainda sarcástico, o filho de Netuno.

Sentiram o tempo percorrer tão lento quanto costuma ser. Viram os pássaros a voar, amedrontados com a tempestade sobre suas cabeças. Trocaram olhares arrogantes e sedentos por “sangue” por alguns momentos, enquanto os dois se locaram na região da partida sob a posição de corrida. Um suspiro emanou dos lábios entreabertos do moreno, semicerrando os olhos. Fitando a pista logo à frente, concluiu que havia cerca de 100m de extensão.

Seus membros superiores apoiaram ao chão à fronte do pálido e adornado corpo que está levemente inclinado (para frente); as pernas uma separou da outra e de forma flexionadas.  Um franzir de cenho se apossou do semblante frio de Tohma, ao mesmo tempo em seus pulmões se enchem com o oxigênio. Piscou, o som da largada que marca o início da corrida ecoou pela amplitude do local.

Num vácuo, os globos se arregalaram por instantes. Entretanto, estreitaram-se mais uma única vez. Ambos se desfizeram da posição pouco a pouco a fim de iniciar a corrida. Enfim, se lançaram a passos rápidos sobre o percurso da pista. Passo a passo adiantaram-se, gradativamente, da linha de chegada a 100m, donde se iniciou. Era uma disputa acirrada, já que ora um, ora outro, tomava a liderança. Pareciam revezar quem ficava no comando da liderança, pois sempre “avançavam e retrocediam” as posições.

Bufaram oxigênio como brutos animais a cada milímetro, que desfrutaram de ter o percorrido. Próximos à metade, foram feitas trocadas de olhares simultâneos. E nesse meio tempo, a menina assumiu a frente. Falkreath, assim, permaneceu atrás, já que não tinha passos ligeiros como do momento em que largou. No entanto, guardou um motivo para isso. Fez na intenção de guardar energia para que pudesse tomar a liderança nos últimos segundos.

Movimentos dos todos os quatro membros da cria do Netuno eram perfeitamente sincronizados por coincidência, pois não tinha planejado absolutamente nada, exceto pela tal da "estratégia". Ficaram, então, colados um ao lado do outro; os dois cansados, quase sem fôlego e transpirando muito.  

Foi possível ter a visão, a certa distância, do término da corrida. Tohma a mirou num ligeiro sobressalto de soslaio, mordiscando o lábio inferior durante isso por breves instantes. Uma face seriamente fria delineou-se e aumentou a velocidade de um passo para outro. A garoto olhou da mesma maneira, o que o deixou pensativo. O que ela tem em mente? No descuido do pensar que foi a perdição. Ela ativou o máximo de velocidade com qual podia se mover, muito superior a dele, dando a vitória ao atravessar a linha.



Tohma Falkreath
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Mensagem por Alexis Dahlia Black em Seg Out 02, 2017 5:01 am
once i was eleven years old...

Aos onze anos de idade de Alexandra...
A espada era pesada contra o pequeno punho de Alexandra e os curiosos olhos azuis observavam seu último presente como se fosse o mais interessante dos brinquedo. O vento ameno da ilha batendo contra os fios loiros, as orbes intercalando entre a espada e a expressão rígida de Dahlia.
Sua primeira lição, Alexandra — sua mãe lhe disse, as duas mãos entrelaçadas em suas costas — é se concentrar durante duas batalhas. Seus inimigos não esperarão que sua mente se foque neles.
Alexandra olhou de relance para mãe, ao tempo em que tentava equilibrar a espada em sua mão de modo inconsciente. Dahlia deu dois passos a frente e se abaixou, sua altura reduzida a da pequena semideusa.
Você deverá provar o seu valor ou não sobrevirá.  
A sua primeira lição de verdade, não foi sobre se concentrar, apesar de aquela ter sido a lição mais importante que um dia fora dada à Alexandra. Sua primeira lição fora como segurar uma espada. A pequena loira segurara mais espadas de madeira do que qualquer um na sua idade, mas não esperava que a diferença entre uma espada de madeira e uma de verdade fosse tão grande como de fato era.  
Dahlia lhe disse que uma espada deveria ter um peso e cumprimento que caísse bem a semideusa e sua mão esquerda deveria segurar o cabo, apertando o punho com o seus dedos.  
Essa, — falou a amazona — controlará o movimento do corte.
A outra mão deveria ser posicionada também no cabo, segurando-a pelo dedão e o indicador.
A vida dura é uma marca de todas as mulheres, Alexandra. — disse Dahlia — Isso garantirá sua força.  
Durante todo o dia, Dahlia tirado um tempo de suas próprias funções, somente para garantir que sua primogênita tivesse o que ela considerava o melhor treinamento com a espada. Como portadora da arma, a amazona acreditava que não haveria melhor instrutora para a filha do que ela mesma e buscava forçar a garota a fazer da espada a sua arma principal, garantindo assim que Alexandra carregasse pelo menos uma característica sua quando ascendesse ao trono das Amazonas.
O treinamento da criança de Plutão tinha sido assíduo e duradouro e, somente quando Dahlia julgou a menina capaz, exigiu que Alexandra enfrentasse um monstro. Não envergonharia a si mesma trazendo um monstro antes da hora para o treinamento da menina, só para ver ela fracassando.
A pequena amazona respirou fundo quando pisou dentro da arena, sentindo os olhos de todos em si. Em sua cabeça repassavam-se todos os cinco anos de aprendizado até que, por fim, colocou um pé em frente ao corpo, enquanto girava a espada com uma desenvoltura conquistada por todos os anos de prática. O ciclope a sua frente riu bestamente balanço o bastão, captando uma nova ameaça.
Alexandra respirou fundo, focando sua mente no presente e na luta eminente.
Concentração.
O ciclope começou a andar em sua direção.  
Saber o que está ao seu redor.
Olhou de relance para a arena, buscando absorver cada detalhe daquela paisagem o mais rápido que sua mente conseguisse. Viu um par de árvores, uma pedra grande e muita área sem vegetação e nada que pudesse usar a seu favor.  
Movimentos graciosos.  
O monstro estava perto. Perto o suficiente para erguer seu bastão e arremessá-la para longe caso ele entrasse em contato com a sua barriga, conforme a mira do ciclope, mas a semideusa foi mais rápida e girou graciosamente para o lado esquerdo, desviando assim de seu golpe.  
Equilíbrio.
Quando se deu conta de que seu golpe não atingira ninguém, o ciclope se virou, grunhindo e agitando o bastão repetidas vezes, fazendo com que Alexandra tivesse que desviar seguidamente, pulando para trás cada vez que o bastão se aproximasse demais do seu corpo.  
A espada é parte de você.  
Finalmente, ela tomou coragem de iniciar seu ataque, sair da defensiva e mandar aquele monstro ao Tártaro como era seu lugar. Alexandra ergueu os joelhos para chutar a barriga do monstro, reunindo força suficiente para fazê-lo cambalear. Aproveitou de sua distração e se precipitou contra ele, segurando firmemente a espada para fazer-lhe um corte contra o peito do ciclope.  
Sua espada tinha vida própria e atacou o monstro pelo tempo em que conseguiu, até que ele recuperou sua força e defendeu um dos golpes com seu próprio bastão, fazendo a semideusa recuar.  O monstro sorriu novamente ao ver a chance de seu ataque e atirou o seu bastão contra a menina ao mesmo tempo em que ela se escondia atrás da pedra que vira anteriormente.  
O bastão se espatifou ao entrar em contato com a superfície dura da rocha e o ciclope soltou um som semelhante a um grunhido enquanto começava sua procura pela semideusa. Foi quando Alexandra viu sua oportunidade de outro.  
Segurou a espada com uma mão só e pulou por sobre a pedra, tendo um rápido vislumbre do monstro próximo a si. Pulou em cima dele e sua espada se fincou em sua barriga, deixando-o aturdido por alguns minutos.  Ela puxou a espada de volta com força e passou pela cabeça do ciclope, transformando-o em pó.  
Você podia ter feito melhor. — disse Dahlia, retirando-se da arena.
 

Pushing each other to the limits



Alexandra Alexis Dahlia Black

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Mensagem por Diana em Seg Out 02, 2017 7:02 pm
Avaliação


Tohma
Eu amo seus treinos, tanto pela criatividade quanto pela objetividade.
+350 pontos de experiencia e 100 denários

Alexis
Mais uma vez, eu amo sua trama e sua personagem. Nenhum erro foi encontrado ao decorrer.
+350 pontos de experiencia e 100 denários

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Mensagem por Cassie Hudsson em Seg Out 02, 2017 7:25 pm

Já se faziam alguns bons dias desde sua chegada. Cassandra perambulava sobre o Acampamento, os pés descalços, a medida que degustava o momento em que a terra tocava seus dedos. Trazia nas mãos seu artefato interessante, e um sorriso estampado aos lábios. Recordava-se de uma canção antiga, com seus sonetos profanos e delicados versos, onde um velho de navio costumava a lhe cantar.

Quem poderias um dia imaginar, que sobre a terra dois pezinhos iriam pisar
A espada trouxe para cima, e como um guerreiro se pôs a voar



Nada mais que isso conseguia lembrar-se, portanto resolvera que não importava ao momento. A jovem prendera para trás os cabelos dourados, ao longo que os campos de Marte se aproximavam, trazendo a vibração das antigas almas que ultrapassaram suas paredes. Era esplendor a tamanha multidão de espíritos romanos que circundava a construção.

O peito caíra em um suspiro demorado, quando as pernas tocaram o solo. Rostos familiares ultrapassaram sua visão, e Cassie se direcionou ao meio. Estava fazendo calor, pois a blusa grudava ao corpo em questão da umidade. Não gostava de dias úmidos, sempre faziam os treinos cansativos demais, e a traziam uma preguiça profunda.
Tudo bem, Cass, não há nada que a vença, pelo menos não por enquanto.

Ao vislumbrar os bonecos de madeira, distribuídos em uma região ampla, tivera a ideia de lutar com um por vez, em seus modos automáticos. Quando eles começaram a movimentar-se, trazendo vida a algo que antes parecia tão imóvel, ela deixou que um sorriso malicioso tomasse os lábios.

Respirou fundo, e a espada viera a frente, em uma posição de ataque. O primeiro boneco aproximou-se, com seu gingado bambo. Cassandra correu em sua direção, o pé esquerdo avançando para fora, e com a as duas mãos trouxera a espada ao lado direito, golpeando o oponente ao meio. Seu braço fora jogado ao chão, e uma dor percorreu seus ossos. Ok, bonecos de madeira também lutam muito bem, pensou.

O corpo quase tombou ao solo, porém a semideusa conseguiu voltar para linha a tempo. O boneco passou para frente e a mesma aproveitou para atingir suas costas. Cassandra girou a 45 graus, trazendo a espada para o meio do boneco, e chutando suas costas logo em seguida. Este fora em direção chão, porém em meros segundos já estava a se levantar.

O oponente avançou contra a jovem filha de Vulcano, o seu punho de madeira veio até seu rosto, afundando-se na sua bochecha, logo fora jogada para trás. Um tanto zonza, levantou-se, e correu em direção ao boneco. Trouxe a espada para o alto, em uma forma vertical, e logo em um golpe ao mesmo sentido, desprendeu um dos braços do boneco, que nem um pouco contente — mesmo que bonecos não possuem sentimentos — arrastou o corpo em direção a moça e a chutou-a na canela, fazendo seu rosto ir em direção ao chão.
Meu lindo e deformado rosto, deformando-se ainda mais, que gentileza.

A raiva ultrapassara os limites da semideusa, que sempre muito esquentada, em segundos já estava em pé novamente, agarrando a perna do boneco e o levando para o chão. Os olhos azuis transmitiam a fúria de 100 almas, a medida em que preparava-se para fincar a sua espada sobre o peitoral do boneco. O mesmo trouxera as mãos para seu pescoço e jogara para o lado, subindo em cima da mesma. A visão enfraqueceu, e o ar pareceu soltar-se.

Vislumbrando um ser sem rosto, Cassie imaginava o quão vazio poderia vir a ser seus futuros oponentes, porém, não serias vencida por algo tão insolente. O tronco viera para cima, e o usara para jogar o oponente ao lado. Ela não perdeu tempo, seus dedos agarraram a espada e com um golpe, cortada a cabeça do boneco para fora, que rolara em direção aos alvos.

Surpresa com si própria, permaneceu por ali em alguns segundos, enquanto o corpo parecia não vir a relaxar. Foi neste momento que descobrira o motivo: O boneco permanecia ativo, e logo suas mãos empurraram o peito de Cassie para trás, que caíra ao solo, um tanto confusa. Pensava que o mesmo levantaria-se em vingança e terminaria seu trabalho, mas se recordou que eram apenas bonecos.

Levantou-se, e fora de encontro ao boneco, que havia achado sua cabeça e já a colocara. Usou o corpo para pular nas costas do oponente, que debatia-se a sua frente. Deuses, isso nunca desliga? Pensou para si própria. Colocou a espada na altura do pescoço do artefato, um sorriso abriu-se ao canto da boca, e logo estavam ambos ao chão.

Desta vez, este estava desligado. A garota suspirou, um tanto cansada. O suor escorria entre suas roupas, e logo parecia exausta de uma forma absurda. Era o dia, o lugar, o ano. Cassandra não servia para ficar tanto tempo sobre uma terra firme, não saberia o quanto aguentaria permanecer ao acampamento.

Levantou-se, pegando a espada nas mãos e rumando em direção a outro lugar. Já estava a sentir saudades de seu precioso sorvete de baunilha.
armas:
- Espada Bastarda de Ouro Imperial

Cassie Hudsson
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Prole de Vulcano

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Mensagem por Harry Köhl Black em Seg Out 02, 2017 8:56 pm




You think it's over, but it's just begun!
 Harry parecia tão focado em seu sonho que sua baba deslizava sorrateiramente do canto da boca, umedecendo o travesseiro a cada gota que custava para chegar. Apesar daquilo, seu sonho não estava sendo um dos melhores, retornando para o momento que recebia alguns sermões das amazonas mandadas por sua mãe, Dahlia. E o motivo dos sermões sempre acabavam sendo os mesmos: a preguiça que o garoto tinha de simplesmente sair da cama e ir praticar sua esgrima. O que poderia fazer? Somnus estaria orgulhoso do mesmo. Mas no exato momento em que uma das amazonas iria acordá-lo com um copo d’água, o loiro despertara de seu sonho. Com as costas da mão, limpou o resquício de baba dos lábios e se pôs de pé, tentando deixar o ninho de pássaros que era seu cabelo um pouco mais apresentável. – Tsc, isso com certeza foi praga. – Resmungou, sobre sua enorme vontade de treinar. E pode apostar que não havia momento mais raro. E para sua surpresa, o centurião menos prestativos de todos, parecia estar tão animado quanto o novato semideus. – BLACK! Que coincidência, não sabia que os filhos do Sono treinavam. – Proferiu Dylan, já com sua espada embainhada e pronto para combater. – Pois é, Dylan, acabei de ficar sabendo também. – Bufou, trocando de roupa rapidamente e segurando firmemente Lil Crystal com a destra. – Bom, já que estamos aqui... Vamos treinar. – Murmurou em direção a Dylan, tentando dar motivação para si. E o centurião pareceu empolgado com a ideia, talvez adorasse esmagar novatos como um exímio filho de Hércules, ou talvez era apenas um idiota.
 
  Com os passos lentos, ambos os semideuses paravam para cumprimentar algum conhecido da coorte ou até mesmo fora dela, principalmente quando há um centurião veterano ao seu lado que mais parecia um imã social. Mas após alguns minutos de conversação e uma lenta andança, os guerreiros chegaram à arena, posicionando-se um de cada lado da mesma. Havia um espaçamento de aproximadamente dois metros de um até ao outro, e ambos pareciam conversar entre os olhares, e se não estivessem prestes a se matarem, poderia ser uma perfeita cena de Crepúsculo. – Então, Black. Como é o novato da relação, pode atacar primeiro. – Proferiu em um tom de sarcasmo e provocação, fazendo a prole de Somnus dar uma pequena risada. – Já que a dama insiste. – Murmurou em resposta, retirando o sabre curto da bainha e o maneando seguramente com a destra, como se testasse os movimentos dos braços. Harry fizera uma irônica reverência e sorriu de canto, endireitando seu posicionamento de pernas e apontando a ponta da lâmina pro rapaz.
 
  Em um rápido impulso tomado com certos cuidados para não deslizar, o loiro correra em direção de Dylan, mantendo sua guarda atenta, e ao chegar à alguns centímetros do mesmo, parou usando a perna esquerda como base enquanto girava a destra rapidamente na poeira do solo, fazendo-a subir com rapidez em direção aos olhos de Dylan. Sua estratégia parecia rápida e eficiente, não tendo tempo o suficiente para pensar em algo mais elaborado ou até mesmo uma continuação, por isso, aproveitou o balanço do corpo para a esquerda, e girou o ombro destro, fazendo com que o braço fosse na inércia. E com um maneio rápido do sobre, tentara um corte em arco na diagonal do peitoral alheio, no intuito de acertá-lo com a ponta da lâmina. Porém, Dylan parecia ser um pouco mais inteligente que aparentava, pelo menos para batalhas. Antes mesmo da poeira subir completamente, o centurião conseguira antecipar o movimento da prole de Somnus, recuando o corpo alguns centímetros e evitando completamente o ataque rápido. Harry não tivera tempo de resmungar sua falha, pois Dylan parecia tão rápido atacando quanto defendendo, já armando um forte golpe de cima para baixo, na vertical. O golpe parecia mais lento que o de Harry, porém sua antecipação fora tamanha que o garoto não teve tempo de ajeitar sua guarda, e com uma grande ajuda de seu reflexo, o loiro desviara a lâmina do centurião com o fio da própria, e como se tratava de um sabre curto, seu alcance não foi um dos mais perfeitos. O corte de Dylan fizera um pequeno corte no ombro esquerdo do jovem semideus, nada que lhe atrapalhasse, de fato. Mas Harry parecia perplexo. – Não sabia que era uma luta até a morte. – Murmurou com uma voz grave, e suas íris claras pareciam "vociferar" alguns xingamentos que passavam pela mente. Dylan deixou escapar uma risada um tanto divertida, como se ouvisse sempre aquela mesma frase. – Vamos, Black, não estamos treinando para um circo. É assim que romanos lutam! – A voz de Dylan alcançou um tom de animação contagiante, ao mesmo tempo que o mesmo movia-se para realizar o próximo ataque.

  Harry rangeu os dentes ao perceber o movimento de Dylan, porém, a expressão séria logo se transformou em um sorriso de excitação. Fazia tempo que não lutava com alguém tão bom. Colocaria em prática todos os ensinamentos das amazonas. O centurião preparou outro ataque, que aplicara em outrora, de cima para baixo. Mas a prole de Somnus parecia estar mais esperta e “acordada”, ajeitando e balançando seu corpo em uma perfeita esquiva para o lado direito, e sem dar tempo para o adversário respirar, emendou um golpe direto com a ponta do sabre em direção à perna destra de Dylan, estaria indo para matar dessa vez. E o centurião estava com um sorriso largo estampado no rosto, ele havia percebido a intenção de Harry. Seu reflexo parecia estar em ótimas condições também, pois deixou o corpo amolecer rapidamente e se atirou em um rolamento para o lado contrário do ataque, escapando do mesmo por centímetros. Mas o novato não iria deixar uma chance daquelas escapar, era um dos ensinamentos de Dahlia. "Encurrale seu inimigo até que o mesmo esteja sem possibilidades de defesa, e então, mate-o!". Bom, não podia seguir todo o exemplo, por mais que quisesse. E com um chute aplicado com a canhota, o loiro conseguira atingir a região do estômago de Dylan, que parecia ter sentido imediatamente. Talvez os semideuses deveriam ter concordado em usar armaduras, mas eram orgulhosos demais para tal escolha. O centurião parecia ainda reclamar da dor, e com isso, Harry baixara a guarda por alguns breves segundos, e foi o suficiente. Com uma recuperação rápida, o veterano se movimentou rapidamente pelo chão e com o apoio de uma das mãos, se posicionou para uma perfeita rasteira, derrubando o loiro com sucesso.  E com um sorriso vitorioso na face, Dylan encostou levemente o fio de sua espada no pescoço de Harry, deixando bem claro sua vitória. – Boa luta, novato. – Murmurou, demonstrando uma certa dignidade. Apesar da derrota, Black parecia estar feliz em ter participado de uma batalha tão divertida, havia um tempo que não sentia uma emoção parecida. E com o final da luta, os semideuses ficaram de pé, zombando um do outro e discutindo qual golpe fora o melhor.

 



I'm a pokémon
Harry Köhl Black
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Prole de Plutão

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Mensagem por Nyx em Seg Out 02, 2017 9:45 pm
Avaliação



Cassie
Sua personagem sempre consegue tirar de mim boas risadas, não importa muito o conteúdo do treino, fora isso, foi um treino prático e objetivo, com a quantidade certa de informações para não tornar a leitura cansativa. Muito bom!
+350 pontos de experiencia e 100 denários

Harry
Apesar de ser extremamente suspeita para falar de sua trama, ela é tão encantadora e bem desenvolvida quanto o seu personagem. E foi uma grande humildade e realidade você ter perdido para o centurião, são raras as narrações que vemos isso.
+350 pontos de experiencia e 100 denários

Att.


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Nyx
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