Campos de Marte

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Mensagem por Legião Fulminata em Dom Set 17, 2017 12:53 am
Relembrando a primeira mensagem :

Campos de Marte


Roma sempre foi conhecida por seus grandes guerreiros, treinados para enfrentar leões e serem imbatíveis no campo de batalha. Os costumes de lutas dos romanos perduram até os dias de hoje e seus guerreiros encontram-se cada vez mais empenhados em ter um exército invencível e, para isso, é necessário treino. O maior empenho dos filhos de Vulcano foram reconstruir os Campos de Marte como se conheciam, adequando-se as necessidades das novas gerações de semideuses, que viriam a conhecer um mundo completamente diferente do que uma vez tinha sido.
Em uma câmara circular, foram dispensados uma série de simuladores mágicos suficientes para diversos semideuses por vez, capazes de assumir a forma de qualquer monstro que desejar, assim como alvos mobilizados e móveis e arenas de batalha em dupla, seja para duelos ou para treinamentos corporais. O Acampamento Furna também disponibilizou uma série de armamentos, dispostos nas paredes, para caso que os semideuses pegassem as armas necessárias emprestadas.

I. Post's com menos de dez linhas serão desconsiderados.
II. Cuidado com a gramática, pois está valerá boa parte de seus pontos.
III. É permitido apenas dois post's em na arena por dia.
IV. É permitido a postagem de treinos individuais nesse tópico, treinos em duplas, trios e outros é necessário a criação de tópico por parte do player.
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Mensagem por Ceres em Qua Dez 27, 2017 5:57 pm
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Dyana H. Osborn: Oi, xuxuzinho, tudo bem?

No geral, seu treino foi muito bacana! Você soube adequar a dificuldade da tarefa com a experiência da personagem, relatando de maneira clara – um pouco corrida, mas isso faz parte – cada situação apresentada.

Confesso, no entanto, que uma discrepância em um dos diálogos causou certa confusão na minha leitura. Olha só:

Dyana H. Osborn escreveu:mas quero que seja na floresta. A floresta não me traz boa lembranças.

A primeira coisa que reparei nesse trecho foi o fato de, na segunda frase, a expressão negativa contradizer a primeira frase. Como a sua Dyana queria que o treino fosse na floresta se ela mesma expressou o possível medo do local por não proporcionar boas lembranças? A segunda questão eu acabei de deixar aumentada, atente-se ao plural de algumas palavras, pequeno broto de trigo.

Seu treino, como dito anteriormente, foi muito positivo! Você sabe o que quer, só precisa ficar atenta quando expressar suas ações no texto, para não acontecer o que eu destaquei no quote e também para não deixar o texto corrido, apesar de ser um treino relativamente curto.

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Mensagem por Violett Carstairs em Qui Dez 28, 2017 8:17 pm


There's blood in the water but it tastes so sweet
Show me no mercy



— 45 years since the decline —

Quando o filho de Belona apareceu no Campos de Marte, Violett estava tentando prender da melhor maneira os cabelos; mas eles eram da altura do ombro e havia sua franjinha, que fazia ser impossível prendê-lo de maneira firme. — Um pouco atrasado, Chaol – Vee disse. Ele a olhou com uma superioridade irritante e amedrontadora, olhar que a legionária retribuiu dez vezes mais afiado. Isso porque eram, teoricamente, amigos. — Estou lhe fazendo um favor, não se esqueça disso - Violett havia o pedido, desgostosa e de orgulho ferido, que a ajudasse em luta corporal, já que ele era um dos melhores. E se ela quisesse ser também, precisava daquelas aulas extras. Estava a menos de dois meses no acampamento, e precisava acompanhar o ritmo dos outros.

— Observe o que vou fazer. E repita – ele disse. Vee caminhou para o lado dele, de frente para um grande baú de madeira perto do arsenal de armas. Ele tirou de lá bandagens para treinos, as quais começou a enrolar nos punhos, pulsos e panturrilhas. Era uma tarefa simples. Àquela altura, enrolar ataduras em si mesma já era algo normal. Quando terminaram, eles se direcionaram a uma pequena arena circular e acochada onde tinha sacos de pancadas, bonecos e outros instrumentos de treino.

— Venha – o rapaz segurou os ombros magros dela e a posicionou de frente para ele. — Vamos começar com o básico, sua postura, sua força e etc. Agora fique em posição - Vee o imitou. Endireitou a coluna e separou levemente os pés, deixando um na frente. Ergueu os punhos, com o mesmo esquema que os pés. Chaol se aproximou dela com um olhar gelado e analisador que varreu seu corpo da cabeça aos pés. Ele se agachou ao lado de Violett e flexionou mais seus joelhos. — Assim você terá mais liberdade para atacar e se defender do inimigo, não fique rígida, principalmente nas articulações.

— Entendido – ela respondeu, acenando. Quando começava a treinar, demonstrava uma postura mais respeitosa diante dos treinadores. Mesmo que ele fosse Chaol. As mãos dele seguraram seus pulsos o posicionando de forma correta, deixando um na altura do rosto mais a frente e o outro quase na lateral do seu rosto, na altura do nariz. — Evite que os polegares fiquem para dentro, causará mais dor. Você não pode se esquecer que seu corpo é um só, não pode movimentar apenas os punhos e deixar as pernas paradas, ou vice-versa. Tem que trabalhar todos juntos e utiliza-los na melhor maneira; seja rápida e siga seus reflexos, já que na hora de uma boa luta não tem como pensar em muita coisa.

O instrutor a conduziu até um boneco; seu tamanho era razoavelmente humano, talvez fosse menor que ela por uns cinco centímetros. Até acima da cintura ele tinha a silhueta puramente humana, mas do ponto para baixo ele se definia por uma única haste de sustentação levemente maleável. — Tente dar alguns chutes - encorajou o treinador. — Pode demonstrar primeiro? – perguntou, odiando-se por aquela pergunta. Mas era melhor ver primeiro antes de fazer. — Apenas tente.

Se posicionou e jogou a perna direita contra a lateral do boneco. Quase caiu no chão. O chute saiu totalmente desregulado, de forma que ela perdeu o equilíbrio assim que chutou o boneco e voltou a colocar o pé no chão; teve que dar dois passos para trás para que voltasse com seu equilíbrio.

— Como percebe, fiz isso de propósito. Isso aconteceu por dois motivos: 1) Você estava perto demais do boneco e não teve espaço para o golpe e 2) Você tem que harmonizar seu corpo de forma que ele trabalhe junto com sua perna; tente girar seu corpo junto com a perna, o levando junto. Desta forma - em câmera lenta, o rapaz aplicou um chute na lateral do boneco com suas próprias instruções. Ele refez o movimento e logo em seguida Violett tentou reproduzir seus movimentos lentamente antes de aplica-lo numa velocidade normal. Separou novamente os pés, colocou os punhos em frente ao rosto e olhou para o boneco esquisito. Ao levantar a perna direita novamente, girou seu corpo junto, seu pé que permanecia no chão deslizou para o lado, o quadril se ajeitou de uma maneira que favorecia o golpe. Ao voltar com o pé no chão seu corpo automaticamente seguiu o movimento de voltar para o mesmo lugar.

— Correto? – perguntou, seriamente, colocando os fios soltos do cabelo atrás da orelha. Odiava os ter tão curtos. — Não foi um fracasso total. Precisa de mais firmeza e velocidade. Tente novamente - e assim fez, chutou o boneco mais uma vez, se endireitou no lugar e tentou novamente. O rapaz corrigiu sua postura que já estava começando a deixar a desejar, e ela repetiu o golpe por pelo menos quinze vezes cada perna, até que já sentisse a canela um pouco dolorida, mesmo com o equipamento de proteção. O suor escorria pelo seu rosto e empapava a camiseta, mas aquilo de certa forma só a dava mais animação para o treino.

O rapaz segurou seu tornozelo em pleno ar e ela quase se desequilibrou e caiu, por sorte seu pé esquerdo estava seguro no chão e seu corpo estava inclinado, oferecendo-a mais estabilidade. — Muito bem, Vee. Vocês, filhos da Vitória, adoram receber medalhas e recompensar, não é? Posso te recompensar por isso se quiser - o garoto deixou um sorriso malicioso surgir em seus lábios. Pelo visto, o treino acabara. — Adoraria ter sua cabeça pendurada no meu quarto. Espantaria os insetos linda amizade.

Chaol gargalhou, dando um tapinha do ombro dela. — Tudo bem, cinco minutos de descanso. Você está quase morrendo, vai tomar um ar - ele disse e deu as costas para ela. Vee suspirou aliviada e se jogou deitada no chão, respirando fundo com mais esforço do que gostaria. Retirou o equipamento de proteção da perna e começou a massagear o local que se avermelhara. Queria que aqueles cinco minutos durassem horas.

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Violett Carstairs
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Mensagem por Ceres em Qui Dez 28, 2017 9:18 pm
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Violett Carstairs: Oi, xuxuzinho, tudo bem?

Olha, seu treino foi bem legal. De verdade. Para uma primeira vez, acho que você se esforçou bastante ao transmitir as instruções do NPC e aplicar na descrição do treino da personagem. Contudo, como nos treinos da vida real, um combate possui muito menos falas e mais ações.

Não consegui identificar um progresso mínimo, ainda sendo a primeira vez da personagem em si, durante o treino e acho que você pode fazer mais do que isso. Atente-se ao fato de que, quando estiver narrando, suas ações são muito mais valiosas do que as interações com terceiros em termos de quantificação de experiência.

No mais, o texto ficou muito bom, sua condução narrativa é excelente e conseguiu colocar começo, meio e fim na história toda!

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Mensagem por Violett Carstairs em Sex Dez 29, 2017 2:39 am


There's blood in the water but it tastes so sweet
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— 45 years since the decline —

— Vamos continuar - Chaol comunicou, após a pausa de cinco minutos. Voltaram pra perto do boneco em formato humano que estavam usando para treinar o básico de combate corpo-a-corpo. — Cotovelada e joelhada são golpes capazes de desorientar bastante. Principalmente o cotovelo. Lá é um ponto com bastante força e que consegue provocar bastante dor no inimigo. Observe - de forma exibicionista, o instrutor parou de frente para o boneco, numa distância um pouco menor do que uma jarda e se posicionou para a luta. A forma que seus pés ficavam firmes no chão era invejável. Ele golpeou o boneco duas vezes com o cotovelo, uma de maneira lenta e a outra de forma normal.

Violett respirou fundo quando ele cedeu o lugar para que fosse sua vez de fazer o movimento. Ela posicionou o pé esquerdo na frente do direito e flexionou o joelho. Avançou meio passo e inclinou seu corpo na direção do boneco, lançando o cotovelo contra seu rosto. O filho de Belona se aproximou e endireitou seu queixo, ombros e pernas. — Vai - ele falou e Violett golpeou novamente o boneco. Usar o cotovelo em um golpe era realmente mais difícil do que ela imaginava; o ângulo certo parecia inexistente a cada tentativa, a dor era desconfortável e crescente, e nenhuma posição era agradável o suficiente para que se sentisse segura de que causaria algum dano no adversário. Ela mantinha os punhos em frente do rosto toda vez que finalizava o golpe com o cotovelo. A medida que aplicava cada golpe, a área ia se tornando mais sensível por conta do atrito da pele contra o material áspero do boneco. Num determinado ponto, após várias tentativas e concertos do golpe, sentia que seu cotovelo estava bastante fragilizado e a pele se tornara rosada.

— Vamos agora para o golpe com joelho. Para ele você tem que puxar o inimigo para baixo - o rapaz exemplificou o golpe daquela forma invejável, então a ajudou a se posicionar, já que aquele golpe exigia mais postura, equilíbrio e uma posição favorável para mais força. Violett se endireitou no lugar, mexeu os ombros e avançou contra o boneco, agarrando seus ombros e aplicou força para que ele se inclinasse em sua direção. O boneco era mais duro do que imaginava, mas não demorou-se para fazer o planejado. Ergueu o joelho esquerdo e o direcionou para onde fica o estômago humano. Um movimento lento e ensaiado. Voltou para a posição inicial, e utilizou-se agora de força e velocidade ao segurar novamente os ombros do boneco para o trazer pra si; ele se curvou e logo tremeu ao ter o joelho esquerdo da legionária enterrado em seu material.

— Leve seu corpo junto com o joelho, deixe seu corpo ser sustentado apenas pelas pontas do pé esquerdo enquanto o resto do corpo se inclina em direção ao oponente - Fez o que ele mandou. Se posicionou, segurou o ombro do pobre boneco e o puxou em sua direção; ao mesmo tempo ela inclinava seu corpo e ficava na ponta do pé, a perna direita se levantando cada vez mais enquanto o joelho ia com tudo em direção a barriga do boneco. Realmente notou que conseguiu um pouco mais de força e equilíbrio com o método do instrutor.

Repetiu, dessa vez sem a lentidão de um ensaio e sim com a velocidade e força que ela usaria em uma briga normal. Seus dedos se fecharam com força nos ombros do boneco, como se ele fosse uma pessoa relutante que precisava ficar parada; o puxou pra baixo com tanta força que sentiu a haste que o sustentava se curvar levemente, então ela ergueu o joelho esquerdo e o atingiu com força. O boneco estremeceu em sua mão, e ela pensou que não poderia parar por ali.

Desta forma, ergueu o braço flexionado e atingiu onde seria a têmpora com o cotovelo. O boneco cambaleou perigosamente para trás. Violett deu um passo para trás, mantendo sempre um pé a frente do outro para se estabilizar, então levantou a perna direita, fazendo seu corpo girar para acompanhar o movimento; jogou a perna contra a lateral do boneco, sentindo o dorso do pé se chocar contra o material maleável e áspero. Sentiu os olhos admirados de Chaol pela primeira vez. Ele não havia pedido para fazer o combo de golpes, mas ela não era estúpida. Estava ali pra elevar seu potencial. O processo foi repetido por mais dez vezes. E em todas elas a legionária combinou os três golpes, o que tornou tudo trinta vezes mais cansativo. Não que ela fosse golpear o inimigo dez vezes, mas precisava de resistência no corpo e segurança nos movimentos.

— Chega por hoje - Vee não poderia concordar mais e não fez cerimônia ao se jogar no chão. — Nas próximas vezes te darei mais emoção. Por enquanto só o básico. Preciso ter certeza de que não vai arrancar a própria cabeça com uma espada, novata - O rapaz saiu da arena e, quando Violett recuperou forças o suficiente para se levantar, ela saiu também, sentindo todo seu corpo gritar por um banho quente.

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Violett Carstairs
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Mensagem por Violett Carstairs em Sex Dez 29, 2017 4:03 am


There's blood in the water but it tastes so sweet
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— 45 years since the decline —

No início da manhã, Violett Carstairs se dirigiu sozinha para os Campos de Marte. As roupas pretas e folgadas, os cabelos curtos estavam presos da melhor maneira e a costumeira expressão matutina de mal humor. Iria tentar algo novo naquele dia, havia decidido ao dormir, pensando no que Chaol te dissera no jantar. O corpo precisa estar preparado. Não só as mãos, ou a mente. Mas o equilíbrio, o vigor, a velocidade, a graciosidade. Ela realmente estava precisando de um pouco daquilo tudo.

As paredes de escalada eram altas e de pedra; aparentemente fáceis, porém Violett havia visto outros legionários a enfrentarem e sabia o quanto eram traiçoeiras. Se colocou diante da parede de nível normal, naturalmente. Não precisava enfrentar a que tinha alguns mecanismos extras desagradáveis. Por enquanto. Uma viga de madeira estava fincada na transversal, ligada a outra parede escalada e dando a ideia de uma pista de obstáculos e aquilo já era desafio o suficiente.

Untou a mão de trigo e começou a subir a parede. Suas mãos se fecharam num relevo de pedra, suas unhas se arrastando e se agarrando pelo apoio firme e confiável enquanto erguia o corpo e seu pé encontrava o apoio. Quando ambos os pés estavam firmes, ela ergueu um braço, olhando para cima em busca de algum lugar para se apoiar, tateou a parede, conhecendo a superfície, e achou uma entrada que conseguia enfiar os dedos e se segurar. Antes de se içar para cima, conseguiu encontrar apoio para apenas um pé, foi o suficiente para que ela conseguisse alcançar outro relevo acima dela, dessa vez era bem sutil e suas mãos começaram a escorregar. Ela tateou em busca de um novo apoio, e o encontrou mais à direita.

Segura a mão direita, sobe o pé esquerdo, segura a mão esquerda, sobe o pé direito... Com cuidado, moveu os pés em busca de um novo apoio e subiu mais. Agia sempre cautelosa, pesando suas possibilidades antes de escalar, centímetro por centímetro. Olhou para cima, vendo que faltava pouco para o topo, mas em compensação os apoios e fissuras se tornavam cada vez mais escassos e perigosos. Violett demorou um bom tempo para se sentir segura com o novo apoio, e quando foi escalar, sua mão escorregou. Ela cravou a unha na pedra, sentindo os dedos já esfolados e doloridos com a força que ela estava fazendo naquela escalada. Até ali, uma de suas unhas haviam se quebrado, e um descuido ao se locomover fez com que uma rocha a arranhasse no braço, embora ela estivesse tentando ser cuidadosa.

Seu coração começou a bater mais forte, com a súbita consciência de que o chão estava longe o suficiente para uma queda dolorosa. Ela olhou para baixo, o que só fez com que a sensação de pânico se intensificasse. Ela paralisou no lugar, um pé pendurado no ar enquanto o outro estava fincado firme sobre o relevo, as mãos suadas se agarrando a parede de pedra. Mas seus dedos estavam doloridos e sem forças. Tinha sangue perto de suas unhas, onde talvez uma ponta afiada de pedra tenha rasgado a carne. Violett fechou os olhos, apavorada. Droga, não imaginava que altitude lhe seria um problema. Ela era filha da deusa alada!!! Isso deveria ser a última coisa que precisaria ser um problema.

Não se sentia mais tão motivada para continuar. A altura a deixava tonta e enjoada, e seu corpo tremia com o suor frio. Ela começou a descer. Não acredito que vai entregar os pontos assim... Fechou os olhos com força, lutando consigo mesma. Quando alcançou o chão, finalmente ela pode respirar.

Ficou uns minutos sentada no chão contra a parede. Quando o medo e o tremor lhe deixou, Violett foi inundada por um sentimento de raiva e vergonha. Como conseguiu deixar que o medo a assolasse daquele jeito? Ela era capaz de escalar aquela parede idiota sem se estatelar no chão e quebrar o pescoço. Difícil era fazê-la acreditar naquilo a metros do chão.

Sua cautela é uma tolice, Violett Cordelia Carstairs. É falta de confiança em si mesma em sua capacidade, você precisa ser impetuosa e implacável e confiante. Saber exatamente o que está fazendo sem ficar pateticamente pensando por cinco segundos suas possibilidades. Se um monstro encontrar você, ele vai usar esses cinco segundos pra te devorar viva e você é bonita demais pra terminar na barriga de um monstro.

Respirou fundo, esvaziou a mente de seus medos e foi para frente da parede novamente. Agarrou-se aos apoios, ainda tendo em mente onde se localizava os mais confiáveis e sentindo-se mais segura a medida que ia subindo. Não pensou muito ao se agarrar com força em apoio a apoio e se içar para cima, deixando seus pés encontrarem uma fissura para se apoiar sem que tivesse que olhar. Chegou rápido até o ponto que havia parado. Seus dedos estavam doloridos por conta dos machucados anteriores, mas ainda não era algo que lhe atrapalhasse. Se segurou apenas com as pontas dos dedos, e rezou para os deuses para que ela não escorregasse enquanto subia primeiro o pé direito para dentro de uma pequena fissura entre as rochas irregulares e depois colocava o pé esquerdo em um relevo seguro. Ergueu um braço, encontrando outro ponto de apoio precário e seu coração começou a bater mais forte. Ali, as pedras eram menos firmes e sólidas e por vezes se esfarelavam em sua mão.

— Você precisa ser... impetuosa... e implacável... e confiante - ela arfava, cada vez que subia. Era difícil respirar, mesmo ela tentando mantê-la controlada e ritmada.

Ela se agarrou em um apoio à esquerda, mesmo que isso significasse ter que se esticar o máximo possível. Quando foi colocar o pé esquerdo no apoio perto do que estava da sua mão, ficando toda esticada sobre a pedra, o apoio do seu pé direito se esfarelou e ela perdeu sua estabilidade. Fechou os olhos com força, agarrando com mais firmeza as pedras quando a surpresa fez com que sua perna esquerda também perdesse a estabilidade e fazendo com que tudo que a impedia de uma alta queda era suas mãos esfoladas. Violett estava paralisada, seus dedos ficando doloridos e suados. Ela tinha uma desesperadora consciência de que a pedra sobre suas mãos estava deslizando lentamente, se desfazendo ao seu toque. Eu sou Violett Carstairs, e não terei medo. Ela repetiu isso. Uma, duas, três vezes. Ela repetiu enquanto, lentamente, mexia a perna direita e procurava um apoio para o pé. Ela repetiu enquanto se apoiava novamente e, felizmente, distribuía novamente seu peso.

Quando deu por si, estava a trinta centímetros do topo, perto da viga. Sabia o que tinha que fazer, segurou a madeira com as duas mãos, ignorando as farpas que se cravavam em sua pele, e tirou os pés do apoio e ficar pendurada no ar. Não pensou muito ao percorrer a viga, sabendo que a velocidade ali era vital. Aquilo lhe cobrava imensurável força e ela não saberia dizer por quanto tempo conseguiria sustentar o próprio corpo com as mãos. Foi rápida, ficando pendurada por breves segundos por uma mão enquanto a outra segurava a madeira um pouco mais a frente; repetindo esse processo até que chegasse ao fim da viga. Era particularmente menos difícil, pois aquilo ela poderia fazer de olhos fechados e já havia feito algumas vezes.

Vee pensou que a viga estava conectada com a outra parede, e estava amargamente errada. Havia um vão entre elas e para que ela alcançasse a outra parede teria que fazer um pequeno salto. Aquilo parecia um pouco difícil para ela, que ainda era pequena e fazia o vão parecer bem largo. Planejou dar um impulso, balançando o corpo para trás, então se jogaria para frente e alcançaria uma fissura generosa que ela identificara na parede, se desse errado, ela diminuiria a velocidade da queda com os pés e as mãos, buscando outro apoio abaixo. Impetuosa. Implacável. Confiante.

Violett se balançou e pulou. Esquecera imediatamente tudo que havia planejado enquanto sentia o ar no rosto e as pedras nas mãos. Suas mãos não encontraram apoio, ela não conseguiu diminuir a velocidade produzida pela gravidade e seu peso e o chão chegava cada vez mais perto. De alguma forma, ela havia feito tudo errado. Seus pés tocaram o chão e todo seu corpo vibrou como se ela fosse a corda de uma harpa e uma mão descuidada e grosseira acabara de puxar uma de suas cordas. Seus joelhos fraquejaram e dor se alastrou da perna pro resto do corpo. Ela caiu, mas conseguiu salvar o rosto de beijar o chão. Tinha certeza que havia se arranhado toda nas pedras, apesar de no momento não conseguir os sentir. Tentou mexer as pernas, só pra gritar com uma dor tão grande que a surpreendeu.

— Droga. Porra, mas que merda. Inferno! - e acrescente aqui mais uma variedade de xingamentos que ela não poupou em dizer. Logo havia legionários ao redor dela, pra prestar auxílio, mas ela só ouvia o zumbido irritante em seus ouvidos. Mandou todo mundo pro Tártaro também. Porém, naquele estado, não tinha nem condições de protestar enquanto a carregavam direto para a ala médica.

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escalada ● part I

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Mensagem por Cassie Hudsson em Sex Dez 29, 2017 5:02 pm
I Believe in Unicorns
As sombras erguiam-se pelas paredes, enquanto guiava seu caminho por uma tocha vagamente acesa. Os lábios prensados acompanhavam os olhos aflitos, enquanto o corpo permanecia ereto pelo gélido vento que escorregava pelos túneis adentro. Era difícil encontrar o caminho certo quando o sol não encontrava brechas.

Os campos de Marte eram uma beleza indispensável, com seus detalhes antigos e reestruturados para terem a mesma estética das antigas arenas de batalha. Cassie aspirou profundamente, puxando todo o ar para dentro de seus pulmões. Fazia algum tempo desde que havia treinado da última vez, pois o destino encarregou-se de se meter no meio do caminho.

Retirou duas adagas do próprio arsenal dos campos. Ela se orgulhava por ser tanto uma arqueira quanto uma guerreira, embora tivesse mais afeição pelas flechas alongadas. Não demorou muito para que uma silhueta surgisse do outro lado, carregando uma espada mais fina e elegante que as adagas de Cassandra.

Reconhecia seu rosto de algum lugar, era uma menina que pouco havia encontrado Furna e ainda estava se adaptando os modos de vida. Concordaram que deveriam treinar juntas, embora ela não fosse assim uma professora tão excepcional quanto poderia ser.

A garota utilizava uma espada, e não demorou muito para tentar a usar contra o pescoço de Cassie. Ela esquivou para o lado, e usou uma de suas adagas para golpear a cocha da semideusa. A loira pareceu surpresa com o movimento rápido, entretanto, era egocêntrica demais para admitir isso. Segunda coorte, definitivamente segunda coorte.

A prole de Vulcano agachou-se a fim de evitar que seus cabelos fossem decapitados pela a espada, e trouxe seus pés a frente, colocando a semideusa no chão. Paralisou-a no chão, sentando em cima de seu tronco. Sua adversário levantou o corpo, usando sua força para jogar Cassie para o lado.

Quando menos percebeu, ali estava ela. em cima de si, e um sorriso malicioso surgiu em seus lábios rosados. Sorriu de volta na mesma medida, e empurrou a semideusa para trás, aproveitando esse meio tempo para se pôr de pé novamente. Quando assim fez, correu em direção a novata e levou a outra adaga para frente.

Com rapidez, a menina esquivou-se para a esquerda, evitando um suposto corte em sua bochecha e resultando em seus cabelos caídos ao chão da arena — Quem você pensa que é para cortar meus cabelos?

Cassandra apenas riu. Não era sua culpa que a novata pouco sabia de sua nova casa, e ao tardar se encontrariam de qualquer forma. Voltou a focar-se na luta, usando suas adagas para golpear a garota. Entretanto, esta era muito rápida e sua espada vibrava a cada bloqueio que conseguia fazer, tendo alguns deslizes pequenos.

— Não pense muito, tente usar o instinto — Opinou, girando seu corpo em quarenta e cinco graus, e quase apunhalando a garota na região do coração — Muito lerda. Você podia ter me dado uma rasteira nesse meio tempo.

A menina avançou para Cass, levando sua espada em direção aos seus ombros. Deslizou alguns passos para trás, bloqueando os ataques com firmeza, e então utilizou de suas duas adagas para empurrar a lâmina da espada e jogar a garota para trás.

— Você é muito boa— A garota disse ofegante, avançando novamente em direção a meio-sangue — Eu a conheço?

A prole de Vulcano desviou do golpe da garota, esquivando para o lado esquerdo e utilizando seu joelho para atingir o abdômen de sua oponente. Entretanto, foi pega de surpresa quando a garota segurou seu joelho e a empurrou para o chão. Forçou um sorriso quando a dor penetrou suas costelas — Acho que não. Ao menos que tenha ouvido falar de uma fucking artesã.

Em um tempo pequeno, a semideusa se impulsionou ao chão e levantou-se novamente. Suas adagas foram levadas a frente, e atacou sem aviso prévio, acabando por empurrar a outra semideusa até a extremidade da arena. Cassandra lhe criou um corte na bochecha esquerda e com o cotovelo, pressionou um golpe contra o estômago de sua mais nova amiga.

O corpo da menina se inclinou para frente, e logo ela se encontrava ao chão, e seus olhos castanhos subiram até os seus — Tudo bem, eu me rendo.

Ajudou-a se levantar. Não gostava de treinos que terminavam em brigas, mesmo que sua oponente fosse um tão ríspida e cheia de si. Concordaram que deveriam se ver mais vezes, mas por hora, queria apenas voltar á sua coorte e dividir com Harry alguns sanduíches.

Deixou os campos assim, com o peito ofegante e os hematomas já aparecendo sobre a pele. Um riso histérico emergiu e ecoou por todo o túnel, ela nunca havia se sentido tão viva quanto aquele momento.

V&D:
CARISMÁTICO: Seu personagem consegue lidar facilmente com o público, sem se deixar abater pela vergonha ou nervosismo. Costuma a impressionar aqueles ao seu redor, tornando-se de confiança rapidamente, a pessoa perfeita para falar em público ou passar algum recado.
— FURTIVIDADE: É capaz de caminhar sem fazer nenhum barulho e sem chamar atenção. Tem um vasto conhecimento quando se trata de furtos, podendo ter executado alguns no passado ou ainda ter inclinação para fazê-lo a qualquer momento.
— CORAGEM: Seu personagem nunca irá hesitar em suas ações por causa do medo, apesar de ainda ser capaz de senti-lo, não terá um efeito tão profundo no seu psicológico, podendo ser facilmente controlado ou posto de lado.
— DESLEIXADO: Seja com sua aparência, pertences pessoais ou até com o próprio treinamento, seu personagem é incapaz de manter a ordem. Não é inclinado a obedecer ordens e é extremamente desorganizado. Pode ou não ter um bom humor, capaz de tentar alegrar as pessoas ao seu redor com suas brincadeiras.
— ANSIEDADE: Manter algo inacabado é praticamente impossível para o seu personagem, enquanto ele está na espera de alguma coisa ou pessoa, ele não consegue ficar quieto ou parado, podendo acarretar um transtorno de ansiedade.
— ALERGIA [Mosquito]: O seu personagem é extremamente alérgico é algo. Toda a vez que tiver contato direto ou até mesmo indireto com isso, sofrerá graves ataques de espirros e irritações na pele. Em casos mais extremos, falta de ar e desmaio.
Armas:
Duas adagas do próprio Campos de Marte
Cassie Hudsson
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Mensagem por Dyana H. Osborn em Sab Dez 30, 2017 12:39 pm
Treino


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Era um lugar a céu aberto, parecido com uma arena gigantesca. Eu estava de pé. No fundo, grandes olhos negros brilhavam. Gotas de suor escorriam pelo meu rosto e caiam no chão. Olhei fixamente em direção àqueles grandes olhos. Pensei em partir para o ataque, mas eu parecia não ter controle sobre meu corpo, aquela coisa agora se aproximava de mim parecia querer meu sangue, comecei a sentir medo. Eu iria morrer.

Abri os olhos. Eu agora estava caída no chão, ao lado da minha cama. Para minha sorte aquilo tudo fora um sonho. Pensei em voltar para a cama e tentar saber o fim daquele pesadelo, mas meus planos foram interrompidos quando ouvi estranhos barulhos vindos da porta. Levantei-me e sem procurar saber o que era, sentei-me na soleira da janela e fiquei ali olhando para as nuvens e apenas perdida em meus pensamentos.

O dia começou da mesma maneira que os demais dias. Eu levantei ás sete da manhã e fui direto ao banheiro, pois precisava de um banho, ao ligar o chuveiro à água quente começou descer pelo meu corpo, encharcando os meus cabelos negros. Após a saída do banho, eu fui me vestir. Peguei uma calça preta, coloquei um tênis também da mesma cor e uma camiseta branca. Sai do chalé e fui em direção a arena.

Olhei para o relógio era chegada a hora do treino. Tinha marcado com duas amigas para treinarmos um pouco. Eu como sempre havia chegado antes da hora combinada, não queria fazer feio para as meninas então fui treinar um pouco antes que elas duas aparecessem. Desde meu último treino com Anna que eu não empunhava uma espada e isso já fazia semanas, eu precisava daquele tempo sozinha para pensar e descontar minha raiva em qualquer inimigo que aparecesse. Provavelmente quando as amazonas chegassem iriam me ver treinando, eu olhei no relógio e vi que faltavam 20 minutos para que as mesmas aparecessem resolvi que dava tempo de matar alguns monstros.

Apareceu um letrigião com sua enorme maça no meio da arena. Meu primeiro golpe não foi tão bom assim, o lestrigião acabou me acertando no braço direito a dor que senti foi enorme pareciam que estavam arrancando meu braço fora. A criatura estava vindo para cima, tive que pular para o lado se não me acertaria novamente, aproveitei de um minuto de distração e pulei em cima dele por mas que ele se mexesse não conseguia me derrubar, o puxei para trás o derrubando ao chão peguei minha espada e enfiei em sua perna direita e o ouvi berrando de dor.

Me afastei um pouco dele e olhei para a arena já eram um pouco mais das 18 horas e as jovens ainda não haviam chegado, não consegui pensar em mais nada o lestrigião já havia se aproximado e me arremessado contra a parede.

- Aiiii, cade essas duas quando se precisa delas. Sabem que não sou tão boa com lutas. ... - urrei de dor.

Naquela hora percebi que precisava de ajuda onde estavam aquelas garotas quando mais eu precisava delas, nunca tinha enfrentado um lestrigião tão forte mas não ia me abater, me coloquei de pé e fiquei a encarar o lestrigião que corria ameaçadoramente para perto de mim.

Precisava pensar em um plano, não seria agindo de qualquer jeito que iria vence-lo, eu não tinha para onde correr e muito menos me esconder. Sem pensar muito peguei minha espada, me aproximei e tentei enfiar minha espada em seu coração mas não deu muito certo ele se mexia tanto que seus braços tremendo acabava o defendendo. Via-se sangue só que eu não sabia distinguir se era meu ou da criatura, era chegado a hora só um de nós iria sobreviver. E desta vez eu não iria ficar apenas me defendendo, como dizia um velho ancião “O melhor ataque é a defesa, ou a melhor defesa é o ataque”, algo assim.

Fitei seus olhos um pouco e então decidi voltar a atacar, corri em sua direção com a espada ao lado do meu corpo deixando-a na altura da minha cintura, cheguei a poucos centimetros dele e saltei empurrando minha perna na direção de seu rosto tentando um chute, meu tenis tocou o rosto do monstro na altura de seus olhos e ele perdeu a concentração deixando sua maça cair no chão. Meus pés tocaram o solo e eu fiz um movimento rápido com a espada na direção do monstro e com tudo enfiei ela entre as costelas dele, ouvi ele urrar de dor, seus olhos fecharam no mesmo instante, deixei-a presa no chão. Pisquei para ele e comecei a sair da arena ouvindo risos e aplausos das amazonas que tinham acabado de chegar ali.



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Mensagem por Dyana H. Osborn em Sab Dez 30, 2017 3:58 pm
Treino


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Dyana chegara no Acampamento uns dias antes. Tivera tempo de conversar com o fauno que a trouxera e fora apresentada aos pretores, que lhe explicaram muitas coisas. Ela conheceu o lugar de vista e jantou no pavilhão de jantar junto com outros campistas. Logo descobriu quem era seu pai, e foi hospedada no dormitório da quinta coorte, que estava sempre muito vivo, alegre e bagunçado, mas muito legal. Apesar da facilidade em fazer amizades, ela ainda estava um tanto tímida.

Após caminhar um pouco pelos arredores do acampamento, ela alcançou os campos de treinamento. Pensou por uns instantes e, bem, como não tinha nada que quisesse fazer naquele momento, decidiu treinar arco e flecha. Ela já havia aprendido a fazer aquilo nas aulas de esporte do colégio, mas fazia muito tempo que não treinava. E fazer aquilo e faria se sentir ela mesma outra vez.

Dya caminhou lentamente até a mesa de equipamentos. Estava se concentrando em respirar devagar e ficar tranquila. Pré-requisitos para atiradores com arco e flecha. Ela colocou a proteção dos dedos e a aljava nas costas, escolheu um arco de tamanho médio, mas relativamente grosso. Sempre achou que eles eram mais fáceis de manusear. Escolheu flechas comuns e, após se equipar, ela se dirigiu para a área do treino.

O campo era bem aberto e tinha uma fileira de alvos. Cada um a uma distância pré-determinada e de mesmo tamanho. A ex amazona andou até a marca no chão, que mostrava onde o atirador deveria se posicionar, e puxou a corda. Respira, calma, tranquila, sem pressa, pensava enquanto observava o alvo. Ela soltou a flecha e acertou o quarto círculo depois do centro.

- Péssimo... - Murmurou, pegando a próxima flecha.

Ainda no mesmo alvo, ela voltou a mirar o centro. Tentou não pensar em mais nada, apenas observar o alvo e respirar. Soltou a corda e acertou o primeiro círculo.

- Quase lá. - Disse, séria. Pegou outra flecha.

Dya encarou as duas flechas no alvo e voltou a se posicionar, mas dessa vez, afastou um pouco mais as pernas e ajustou sua posição para ficar mais ereta. Pensou na harpia que tentara matá-la uns dias antes e lembrou da mãe, sempre ausente. Quase não inexistente quanto ao pai... Só que agora meio que sabia os motivos da mãe. Quanto do pai...

Ela soltou a corda e a flecha acertou o alvo do meio, mas com muita força. Você não pode deixar as emoções dominarem você, arqueira-ruim, pensou. A filha de Somnus passou para o próximo alvo, que estava um pouco mais longe do que o primeiro. Posicionou-se e atirou, sem esperar muito. Ela acertou a linha do alvo do meio. Sorriu e deu de ombros, achando melhor ir para um alvo bem mais longe.

A guerreira caminhou até um dos último 4 alvos. Ali ela precisaria de mais firmeza para que a flecha chegasse no alvo. Precisaria mirar um pouco mais para cima, também, mas não muito. Era só pelo fato de a flecha perder um pouco da altitude durante o trajeto. Ela analisou e planejou como faria por alguns minutos e só então se posicionou.

Soltou a corda e acertou a segunda linha antes do centro do alvo. Suspirou, pensativa. Talvez tivesse mirado muito alto ou colocado muita força... A garota voltou a puxar a corda, dessa vez com mais precisão e agilidade. Ela conseguiu acertar o centro do alvo de forma correta. Apenas a seta da flecha adentrara o alvo e era justamente isso que ela queria.

Tendo alcançado o seu objetivo, Dya fez uma pequena mesura para os alvos, caminhou até eles e recolheu suas flechas. Terminando, assim, seu treino do dia.




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Mensagem por Christian Stavros Wang em Sab Dez 30, 2017 6:13 pm


O jovem colocou os fones de ouvido, afundando as mãos nos bolsos da jaqueta e caminhando até a arena com desnecessária calma. A hora ainda não era tão avançada, fato este que era confirmado pelo fato de alguns campistas ainda esfregarem os olhos de forma sonolenta enquanto se dirigiam até o refeitório, que Christian preferia evitar a menos que fosse obrigado. Olhou para onde deveria estar o céu, notando que como sempre, aquele espaço estava limpo, porém negro.


Os cabelos, como sempre, cascateavam languida e desleixadamente ao lado de seu rosto pálido e limpo, que trazia uma expressão calma e pouco amigável ao adentrar a arena, onde o líder/instrutor já se encontrava, bem como alguns poucos alunos. O centurião possuía uma aura pesada como era de se esperar de sua posição hierárquica, Christian ponderou, certamente que assim como dois imãs com pólos opostos se repelem, o fato de que a aura dele mesmo como prole de Marte, a presença do subordinado e do líder se conflitavam. O que podia ser sentido imediatamente pelos outros campistas, que aos poucos assumiam expressões de desconforto nos rostos antes já atemorizados.


Discretamente, Christian colocou-se a um canto silenciosamente, observando a apresentação teórica do instrutor com atenção ao retirar os fones para ouvir sua explicação. Enquanto o outro falava, o rapaz observou o cenário: algumas bancadas se dispunham no espaço delimitado, sobre elas, cinco facas comuns; logo adiante bonecos de palha encaravam os campistas de volta.

Por um momento desejou ter sua melhor amiga junto a si para efetuarem juntos aquela tarefa – como sempre – contudo, ambos possuíam seus próprios cronogramas, o que lhes eram ainda custoso, não estavam acostumados a fazer o que quer que fosse separados antes de adentrarem o acampamento, porém, esta realidade quebrada causava sintomas de ansiedade e temor ao mais velho.


A tarefa apresentada era aparentemente simples, atirar facas. A pontaria do centurião era invejável, pensou, trazendo os braços cruzados diante do peito. Mas o semideus tinha a consciência que mais do que talento, o esforço diário é o que torna um semideus comum em um prodígio no campo de batalha. Sua demonstração durou pouco, e logo o mais velho os instruiu a tentar por si mesmos acertar os bonecos de palha dispostos a alguns metros das bancadas ali colocadas, com facas expostas de forma quase displicente. Novamente colocando os fones, Wang dirigiu-se a uma das bancadas na extremidade esquerda, uma das mais distantes dos outros campistas; observou-os por alguns segundos, tentar vorazmente alcançar êxito diante do líder de sua coorte, fosse por vontade de ter respeito ou por pressa de sair dali, não poderia dar chances para que a estafa causada por sua doença lhe prejudicasse. O jovem Wang tomou a primeira faca entre as mãos, tentando fazer o que lhe havia sido instruído, sentir o peso da faca, observar as condições do campo como vento, distância do alvo e afins.


Cinco tiros. Não lhe parecia muito, e talvez não fosse, embora o rapaz tivesse dito que poderiam tentar quantas vezes quisessem. Se a prática leva à perfeição, certamente que após ter a teoria e pouco da mesma aplicada, o instrutor esperava que eles treinassem os movimentos com afinco posteriormente. Mais uma vez a mente de Christian a estava levando para longe demais de onde se encontrava, ele notou, tornando a se concentrar e mirar o alvo, que encontrava-se a cerca de 20 metros de distancia, era esperado que os campistas tivessem força e mira suficientes para alcançar o alvo. A destra do jovem empunhava a faca com força, sentindo a frieza do metal e a aspereza do couro em sua palma pouco delicada.


Estreitando os olhos, Christian mirou o meio do peito do boneco de palha, não esperava acertar um dos alvos principais logo na primeira, queria antes ter noção de sua força e do alcance que poderia ter. Moveu o braço em arco para trás, segurando a empunhadura e então lançando a faca, vendo-a descrever uma rápida trajetória em direção ao boneco e finalmente fincando-se no ombro esquerdo do mesmo, por pouco não errando o alvo. Sem permitir-se frustrar, Stavros apenas franziu o cenho, assentindo para si mesmo ao apanhar outra faca.


Se estava certo, embora seu corpo não fosse muito forte, ela tinha jeito com lâminas. Mudou a faca de mão, tendo em mente testar sua ambidestria; ainda possuía uma mão dominante (a destra), contudo seria interessante explorar sua recém descoberta habilidade. Imitando os movimentos anteriores, lançou a segunda faca, mirando-a novamente no peito do homem de palha, que foi atingido no que seria o estômago, pouco abaixo do ponto em destaque. Chim mordeu o lábio inferior, saindo de trás da bancada e indo até o boneco rapidamente, verificando a profundidade que conseguira enterrar as facas e retirando-as de lá; a primeira se enterrara até o cabo, a segunda até a metade, porém o ombro era menos denso que o estômago, então isto deveria contar alguma coisa, pensou ao retornar para a bancada.


Sentia o olhar do líder sobre si como uma ave de rapina ao mirar o alvo de sua caça, mas não deixou-se intimidar por isto, apenas reuniu as cinco facas e concentrou-se ao mirar o alvo, inspirando profundamente e soltando o ar lentamente ao lançar a primeira lâmina, mirava em sua costela e qual não foi sua surpresa quando a faca se fixou pouco abaixo de onde planejava, na parte azul do alvo. Apanhando outra faca, mirou-a no mesmo local, movendo o braço para trás a fim de lançá-la como a outra, hesitando e baixando o braço para mudar a posição de sua empunhadura, ao invés de lançar a partir do cabo, segurou a ponta da faca, o metal frio contra a pele de seus dedos. Não faria mal testar uma forma diferente, pensou. Lançou, mas não observou toda a trajetória, lançando outra faca com a canhota em seguida, mirando-a na perna do boneco.


A primeira acertou o alvo, acertando onde falhara anteriormente, nas costelas; bem como a segunda, que acertara o alvo na perna esquerda. Tinha a ver com jeito, não apenas com força, se levasse em consideração o fato de que se lançasse a faca sem observar a distância e as interferências externas, poderia apenas fazer a arma ricochetear no homem, sem sequer arranhá-lo. Tinha ainda duas facas. Pegou uma em cada mão, inspirando fundo e exalando lentamente ao lançar a que jazia na canhota, acertando o peito do boneco em cheio no centro do alvo; não desejava desperdiçar sua última faca, tampouco ter platéia enquanto treinava (sim, gostara do exercício), decidiu-se por fechar ali sua participação na aula, treinaria sozinho posteriormente. Angulou o braço direito, a faca segura pela lâmina com as pontas dos dedos longos, próxima a sua orelha direita enquanto o menino estreitava os olhos, fixando o alvo. Em um movimento fluido, lançou a lâmina, o corpo acompanhando o movimento do braço ao arquear para frente com o impulso.


Recompondo-se, Christian tensionou o maxilar, vencendo os vinte metros até o homem de palha a fim de recolher as facas. Assentiu satisfeito ao perceber que a última lâmina cravara-se perfeitamente em sua cabeça. Olhou para trás, vendo o mestrante tomar notas silenciosamente; apenas não acertara o braço do boneco, porém, em determinado momento, acertou-lhe o estômago, ponderou ao retornar com as facas e colocá-las sobre a bancada novamente. Afundando as mãos nos bolsos, o jovem vanguardista decidiu-se por voltar quando não houvessem tantas pessoas e praticar adequadamente, retirando-se dali em seguida.


❄️
Christian Stavros Wang
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Mensagem por Ceres em Sab Dez 30, 2017 9:21 pm
Avaliação


Violett Carstairs: Oi, xuxuzinho, tudo bem?

Uma das coisas que mais gosto de ver nesse tópico é a evolução dos personagens e seus jogadores. Você aceitou meu conselho e conseguiu desenvolver de maneira magnífica cada treino postado, dando detalhes e estando ciente das dificuldades dos desafios enfrentados – especialmente no treino de escalada.

Meus parabéns pela persistência, espero que continue assim e torne suas postagens cada vez mais ricas e com a fluidez tão essencial que observei nesses dois posts.

Tenha um ótimo dia e aqui vão suas recompensas, passarinha:

350 xp, 150 denários por cada treino (dois treinos realizados) e um item como reconhecimento do esforço no desenvolvimento dos posts:

Conquer: Uma espada simples, de ferro polido, levemente recurvada e feita a partir de duas chapas do metal, dando leveza à arma e, de quebra, uma lâmina com gume duplo, facilitando a portagem e o uso da mesma em combate. A bainha possui um banho em prata e um relevo em forma de um grande par de asas que envolve todo o cabo.

Cassie Hudsson: Oi, xuxuzinho, tudo certo?

Seu treino foi muito bom, de verdade. Você soube conduzir a narrativa de maneira excelente, dando detalhes precisos da movimentação das personagens e do resultado de suas ações. No entanto, identifiquei pequenas questões em alguns trechos do seu texto.

O primeiro deles:

Cassie Hudsson escreveu:era uma menina que pouco havia encontrado Furna e ainda estava se adaptando os modos de vida.

Pelo que entendi do contexto, creio que o ideal seria comentar que a menina “a pouco havia encontrado o Furna” e ainda estava se adaptando “aos modos de vida”, certo? Fique atenta a esses pequenos deslizes. No mesmo parágrafo, atente-se para o uso correto da palavra “coxa”.

Uma última questão que observei:

Cassie Hudsson escreveu:a fim de evitar que seus cabelos fossem decapitados

Cabelos decapitados? Não seria melhor usar essa referência para uma pessoa, no lugar de uma parte do corpo?

Fora esses destaques, você foi realmente muito bem no treino, meus parabéns!

Tenha um ótimo dia e aqui vão suas recompensas, passarinha:

345 XP, 150 denários

Dyana H. Osborn: Oi, xuxuzinho, tudo certo?

Vejo que, a cada postagem, você está evoluindo e explorando cada vez mais os desafios da arena. No primeiro post, referente à luta com o monstro, percebi que a narração ficou um pouco travada. Talvez pela falta de atenção na pontuação e usa da vírgula em algumas frases, ou mesmo pelo fato da própria personagem se sentir desconfortável no combate.

Aliás, esse foi um ponto muito bem explorado, a parabenizo por isso. Porém devo aqui destacar algumas questões que observei no decorrer do seu texto:

Dyana H. Osborn escreveu:Eu levantei ás sete da manhã

Sei que vai parecer chato, muito “ditador de regras”, mas é essencial para que se alcance o bom aproveitamento de um post que a acentuação esteja de acordo. Por isso, lembre-se da crase (`) nessas horas, ok?

Dyana H. Osborn escreveu:Olhei para o relógio era chegada a hora do treino.

Como eu mencionei antes, atente-se aqui para o uso da vírgula, assim o texto não fica quebrado ou descontínuo, ok? Nesse trecho, acredito que “para o relógio, era chegada a hora”, ficaria melhor.

Dyana H. Osborn escreveu:Apareceu um letrigião com sua enorme maça no meio da arena

Essa foi uma questão que me intrigou e me fez pesquisar, já que nem todo mundo sabe de tudo. O correto é “lestrigão”, fique de olho nessas nomenclaturas de monstros, ok? Elas podem ser bem confusas mesmo, confesso. Preste atenção também na acentuação do diálogo seguinte, já que “cadê” possui acento.

Dyana H. Osborn escreveu:ele se mexia tanto que seus braços tremendo acabava o defendendo

Aqui, creio que o ideal seria “se mexia tanto que seus braços, tremendo, acabavam o defendendo”.

O segundo treino foi curto, porém bem preciso e rico nos detalhes necessários para uma prática de artilharia, por isso, não tenho muito a comentar sobre ele, apenas minhas congratulações pela evolução na desenvoltura das postagens.

Tenha um ótimo dia e aqui vão suas recompensas, passarinha:

330 XP, 130 denários no primeiro treino
350 XP, 150 denários no segundo treino

Christian Stavros Wang: Oi, xuxuzinho, tudo bem?

Uau, que treino foi esse? Você descreveu a prática de arremesso – nota-se que não são tiros, mas arremessos, questão que vi que você acabou confundindo em algumas partes da postagem – com uma riqueza impressionante de detalhes no que tange o pensamento da prole de Marte, suas ações e o principal, o aprendizado do mesmo ao longo do exercício.

De fato, pode-se afirmar que ele é realmente um semideus com o sangue de Marte nas veias, pois concluiu a tarefa da melhor maneira possível. Muitas congratulações e festejos com trigo por isso!

Tenha um ótimo dia e aqui vão suas recompensas, passarinho:

350 XP, 150 denários


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Mensagem por Lauren von Price em Seg Jan 01, 2018 6:58 pm

Primeiro treino de espadas, isso sim era uma grande coisa. Logo após ao almoço, não demorei para correr em direção à arena em prol de não chegar atrasada já no primeiro dia. Ao adentrar no local, observei que diversos campistas estavam reunidos em grupos e, varrendo o ambiente com os olhos, procurei o que estava reunido junto a mesa contendo uma coleção de espadas. Pegando uma, sacudi de leve de forma a testar seu peso antes de me alinhar com o restante do grupo, observando o rapaz que nos introduziria a arte da esgrima. Os olhos se estreitaram, enquanto analisava minuciosamente cada detalhe na forma como ele falava ou se movia diante dos alunos, procurando algum sinal de loucura ou de que ele fosse um assassino em potencial. Julguem-me, mas já estava saturada com as ideias malucas de Frederick para ter uma dose 2.0 dele na minha vida de semideusa.


. . .

Pedindo para que ficássemos alinhados com um espaço razoável entre cada um, obedecemos imediatamente e me coloquei ao final da fila, segurando a arma em paralelo ao corpo, enquanto esperava pelas próximas instruções. — Agora quero que vocês deixem um pé na frente do outro e flexionem um pouco as pernas afastadas, deixando a espada sempre com a mesma mão da perna da frente. Entenderam? - Questionou ele, vendo que todos assentiam em concordância. Até que não era muito difícil. Em seguida, complementou a explicação. — Vocês também devem deixar o pé de base, a de trás, em noventa graus com o da frente, isso vai facilitar a locomoção de vocês durante o combate, sem que percam o equilíbrio.

Dito isso, todos ajeitamos o detalhe na posição em que nos encontrávamos e o exercício continuou. Como uma pessoa destra, mantinha a perna direita na frente, escutando cada detalhe do que o instrutor de esgrima falava. Se colocando de lado para a turma, o professor ajeitou sua posição de maneira idêntica à nossa para uma demonstração, enquanto explicava o que aconteceria a seguir. — Na esgrima, temos a locomoção para frente, que seria como se seus pés de trás lhe empurrassem para avançar na direção do oponente, mas sem sair da posição… - Dito isso, ele fez a demonstração de um andar engraçado com passos curtos, enquanto sua lâmina ficava apontada adiante dele, na horizontal antes de continuar a explicação. — Sempre a perna mais perto do destino que deve ser movida primeiro. A mesma coisa funciona para ir para trás. - Informou, recuando a passos curtos e rápidos.

— Agora é a vez de vocês… - Falou o semideus, se afastando conforme virava de frente para a turma. — Quando eu disser ‘adiante’, quero que avancem dois passos, quando disser ‘recuem’, quero que deem dois passos para trás. Entendido? No três. - Findou ele, assim que constatou não haver perguntas sobre o exercício. — Um… Dois… Três! Adiante! - Aumentou o tom após a contagem e a fileira de semideuses se moveu, ainda atrapalhados e aos tropeços para manter a posição, contudo, os dois passos foram dados ao final. — Recuem! - Os resultados não mudaram muito, com exceção de uma menina franzina que acabou caindo sentada ao perder o equilíbrio e foi pedido que ela refizesse o recuo com mais calma. — Velocidade não é importante, o necessário é que aprendam e o resto vem com a prática. - Explicava ele ao observar o sucesso da menina na segunda tentativa.

“Adiante”, “Recuem”, as instruções continuavam a ser dadas pelo semideus diversas vezes e seguidas por todos nós que, aos poucos, começávamos a pegar a agilidade do andar naquela posição tão incomum e incômoda no início. Até mesmo algumas brincadeiras para que nosso cérebro se mantivesse alerta eram feitas onde, em invés de alternar de uma ordem para a outra, repetia o mesmo comando causando algumas risadas entre os campistas iniciantes que se atrapalhavam sobre o fazer. Esse exercício se estendeu por cerca de meia hora, até que o professor de esgrima tivesse completa certeza de que todos haviam assimilado bem o andar sem sair da base de equilíbrio e, então, passamos para o seguinte.

Ao pedir para que nos afastássemos mais um pouco, a aula teve continuidade. — Muito bem, agora vamos aprender o básico sobre como segurar a espada durante uma luta de forma que não acabem machucando a si mesmos. Você, venha aqui, por favor. - Pediu o rapaz para que uma menina de cabelos armados, ruivos e encaracolados fosse até ele e, receosa, ela obedeceu ficando frente a frente com o instrutor. — Empunhe sua espada. - Ele falou e ela segurou a arma de forma que a lâmina ficasse na horizontal, então, com um golpe fraco, ele bateu a lâmina contra a dela e derrubou a espada. — Pega e segura ela de novo como achar que é correto. - Ordenou ele antes de se voltar para o restante da turma. — Como vocês puderam perceber, na horizontal fica muito fácil para que seus oponentes desarmem vocês e não queremos isso em uma batalha já no primeiro instante. - Voltando a atenção para a ruiva que, agora, segurava a arma inclinada para frente, quase me pé, e, com um toque de sua lâmina, fez com que a espada dela ricocheteasse na testa da menina.

Indicando para a menina voltar ao seu lugar, ele retomou sua atenção para o restante da classe que observava todos os movimentos atentamente. — Já, se a espada ficar na altura de seu rosto, o que aconteceu aqui tem grandes chances de dar ao seu adversário uma vantagem e também não queremos isso. A maneira correta de empunhar sua espada durante os intervalos dos golpes e no começo de uma luta é deixando a lâmina inclinada na linha do ombro oposto à mão que empunha a arma. Assim. - Falou ele antes de uma breve demonstração da posição, enquanto, cada um de nós já ensaiava sua própria versão da mesma. — Isso vai garantir que, se a lâmina vier na sua direção, ela não vá causar nenhum ferimento que atrapalhe o restante da batalha e, ao mesmo tempo, por não estar nem deitada na horizontal e nem completamente na vertical, vai dificultar o desarme dela. Agora quero ver vocês antes de liberar para que sigam com suas atividades. - Assim que ele terminou de falar, cada um tentou ajeitar a lâmina de sua espada da maneira mais próxima àquela mostrada pelo monitor, com pequenos ajustes que ele fazia conforme percorria a fila de campistas iniciantes na esgrima. — Muito bem, isso é o suficiente para a primeira aula, mas quero que pratiquem o que aprenderam para a próxima, está bem?! - Falou, recebendo um “Sim, senhor” em coro dos alunos e, então, fomos liberados, saindo do local.

MOONLIGHT
there might be a million roses in the world, but you're only, because you're my rose
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Mensagem por Trivia em Sex Jan 12, 2018 11:47 pm
Avaliação


Lauren von Price: Querida, olá. Quero dizer que estou contente com a oportunidade de lhe avaliar novamente e peço desculpas pela demora, final de ano e começo de janeiro é meio corrido. Agora, a avaliação.

Eu sinceramente fiquei (bem) decepcionada com o seu treino. Tudo bem, foi primeiro treino com uma espada, no entanto foi algo fraco para o nível da própria personagem - o que é um retrocesso em comparação aos outros treinos - e, bem, você é filha de Marte. Poderia ter feito algo mais condizente com o talento inato e inegável com armas que vocês tem.

Entendi que você estava imitando os movimentos, mas isso ficou muito vago e os erros observados foram apenas de outros. Como a personagem fez eles exatamente? O que ela achou? Foi fácil? Ela se conformou com isso? Tivemos aqui um retorno a carência do parecer da personagem e ela foi reduzida a menos do que uma figurante, quando devia ser uma bela estrela brilhante - e potencial para isso você tem.

Não se ofenda, por favor, com o resultado da avaliação, mas não posso recompensar você como antes devido aos fatos citados a cima. Veja isso como um estímulo a voltar a qualidade anteriormente observada em seus treinos. Acredito, de coração, que Lauren pode ser uma personagem cujo nome entrará para a história do fórum, mas precisará de um pouco mais de empenho.

70 de experiência, 70 denários.

Aguardando atualização
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Mensagem por Zarion em Qua Jan 17, 2018 7:33 pm


First Fight


Já estava exausto de olhar para o teto do alojamento que fora especialmente criado para mim, graças às proles de Vulcano. Eu precisava treinar. Afinal, não desistira de uma vida relativamente tranquila nos mares do Norte lutando contra as criaturas aliadas aos deuses malignos e garantindo a paz entre meus semelhantes para me enfiar em um esconderijo de humanos com sangue divino que só sabiam tagarelar e se gabar do quão bons eram com suas estratégias de combate.

— Hora de exercitar esses velhos músculos — saí da banheira/cama e peguei o tridente, que estava sempre perto de mim, enquanto esperava o feitiço de pernas humanas fazer efeito.

Para minha sorte, a tarde avançava enquanto eu caminhava pelo labirinto do acampamento, na direção dos tão aclamados Campos de Marte, o que basicamente significava que o local não teria tanta gente. Menos pessoas para ficarem me encarando.

— Ei, novato, cuidado com a cabeça! — alguém gritou no momento que pisei nos campos. O inconfundível zumbido de uma flecha passou por minha orelha esquerda. Em um reflexo – bem mais eficaz do que pensei – agarrei o projétil e procurei a fonte do tiro.

— Como você...? — Uma menina ruiva chegou perto de mim de olhos arregalados. Em uma das mãos, ela carregava um arco. A corda ainda tremia devido ao disparo.

— Pegou a flecha? — Completei sorrindo e girei o tridente no ar, fincando o cabo no chão. — Coisas que só o exército de Atlântida pode ensinar.

— Ah, então é o tritão que todo mundo comenta? — Um rapaz excessivamente musculoso e sorridente chegou perto de nós, com ataduras vermelhas nas mãos. — Veio aqui para treinar ou exibir todo o seu “treinamento de Atlântida”?

— Humanos são todos iguais — revirei os olhos. — Se eu desejasse te derrotar, você estaria no chão implorando misericórdia.

Alguns semideuses que treinavam no local começaram a nos encarar depois de minha provocação. O rapaz estreitou os olhos e fez um sinal para a menina do arco, que acenou relutante com a cabeça e desenhou uma linha alguns metros atrás de mim, enquanto outra linha era desenhada na mesma distância atrás do rapaz.

A primeira investida, por mais óbvia que fosse, foi difícil de bloquear. Ele brandia uma espada fornecida por um dos legionários que estava nos campos de treino e, se não fosse o cabo de meu tridente e uma boa dose de força, ele teria realmente me cortado ao meio.

Girei a arma e o empurrei para o chão, lembrando dos combates que eu e o restante do exército de Netuno treinávamos nos bancos de areia desertos. O objetivo era semelhante. Fazer com que a sombra oponente ultrapassasse a linha marcada atrás do mesmo. Nesse caso, como estávamos em terra firme, eu deveria derrubar o brutamontes e deixa-lo adiante da linha traçada.

A segunda investida foi bloqueada com mais facilidade, pois girei meu corpo e fiquei de gostas para o semideus, girando o tridente atrás de mim e o fazendo recuar. Dei uma estocada com o cabo de minha arma nas costelas do instrutor, mas o mesmo fora mais esperto e agarrou o cabo metálico, me fazendo cair com força na areia suja do local.

Rolei para o lado, evitando ser espetado pela espada e desferi um chute em seu queixo, aproveitando que o mesmo abaixara para pegar sua arma. Desferi um golpe com a lateral de uma das lâminas do tridente no pescoço do garoto musculoso, deixando a região roxa pelo impacto e o desnorteando, por ser uma região próxima da jugular.

Bati com a parte de baixo das lâminas na cabeça do jovem e o fiz cambalear, apenas para ser empurrado para trás com mais um de suas investidas. Eu já estava cansado daquilo. Ele era uma garoupa, que adorava trombar com outros peixes, ou um ser humano? Ou melhor, já que estávamos em terra firme: aqueles movimentos pareciam os de um touro.

E, como tal, desviei de seu abraço e o estoquei na base da coluna, o fazendo ficar ereto e se virar na minha direção, com os olhos vermelhos de ódio.

— Vai desistir agora, garanhão? — Sibilei, ciente dos riscos daquela postura que eu adotava.

Com efeito, o semideus levantou sua espada e a posicionou na frente do corpo, correndo na minha direção. Talvez pelo cansaço, as dores abdominais causadas pelos encontrões ou mesmo por pura elaboração de estratégia, dei um passo para o lado, fazendo o grandalhão diminuir a marcha.

Me abaixei para dar uma rasteira e o empurrar na direção da linha que pertencia ao seu lado. Sem qualquer tipo de reação a não ser a surpresa, o jovem caiu estrondosamente no chão, levantando poeira para todos os lados.

— Gostei de você — ele gemeu enquanto se virava. Ofereci o cabo de minha arma e o mesmo se levantou, fraco o bastante para não tentar alguma gracinha contra mim. — O que acha de treinar um pouco com oponentes mais... ferozes?

Não era uma má ideia. Afinal, eu estava ali para dar tudo de mim, além de aprimorar minhas técnicas.

Zarion
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