Campos de Marte

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Mensagem por Legião Fulminata em Dom Set 17, 2017 12:53 am
Campos de Marte


Roma sempre foi conhecida por seus grandes guerreiros, treinados para enfrentar leões e serem imbatíveis no campo de batalha. Os costumes de lutas dos romanos perduram até os dias de hoje e seus guerreiros encontram-se cada vez mais empenhados em ter um exército invencível e, para isso, é necessário treino. O maior empenho dos filhos de Vulcano foram reconstruir os Campos de Marte como se conheciam, adequando-se as necessidades das novas gerações de semideuses, que viriam a conhecer um mundo completamente diferente do que uma vez tinha sido.
Em uma câmara circular, foram dispensados uma série de simuladores mágicos suficientes para diversos semideuses por vez, capazes de assumir a forma de qualquer monstro que desejar, assim como alvos mobilizados e móveis e arenas de batalha em dupla, seja para duelos ou para treinamentos corporais. O Acampamento Furna também disponibilizou uma série de armamentos, dispostos nas paredes, para caso que os semideuses pegassem as armas necessárias emprestadas.

I. Post's com menos de dez linhas serão desconsiderados.
II. Cuidado com a gramática, pois está valerá boa parte de seus pontos.
III. É permitido apenas dois post's em na arena por dia.
IV. É permitido a postagem de treinos individuais nesse tópico, treinos em duplas, trios e outros é necessário a criação de tópico por parte do player.
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Mensagem por Alexis Dahlia Black em Qui Set 21, 2017 3:06 am

Fazia semanas desde que Alexandra tinha atravessado as fronteiras do Acampamento Furna ao lado do irmão. Meses desde que ela tinha abandonado a ilha de Temiscira sem nem olhar para trás ou dar um segundo pensamento para sua mãe ou o que aquilo significava. Pela primeira vez em toda a sua vida, Alexandra não sentia o peso das imposições da mãe. A semideusa podia escolher quais atividades faria ao decorrer do dia, quando e se treinaria. E, somente depois de dias, Alexandra finalmente tinha decido retomar a sua rotina de treinamento.
Apesar de se perder pelos inúmeros túneis do labirinto, ela não tardou a encontrar os tão famosos Campos de Marte, encontrando vários dos mesmos rostos que encontrava em seu alojamento e alguns dos que vira por toda a extensão do Acampamento. Todos eles encontravam-se encontravam-se dispostos por todo o Campo, focados em seus próprios treinamentos ou ainda auxiliando outros, então esperando que ninguém notasse a sua presença ali, Alexandra dirigiu-se em direção a um dos simuladores, segurando um chicote emprestado frouxamente em suas mãos.
É sua primeira vez? — uma garota morena apareceu ao seu lado. Não era o primeiro treinamento de Alexandra, longe disso, porém era a sua primeira vez com tal arma — O chicote é uma das armas mais difíceis de manejar, é uma ligação maior que cabeça-mãos. Todo o seu corpo tem que colaborar com você para isso.
Com o lábio inferior preso entre os dentes, a semideus abaixou os olhos para encarar a arma que portava. Ela tinha cometido o erro de escolher o seu item pela aparência, sem saber nada sobre ele — principalmente como usá-lo — e agora não sabia como proceder. A garota, que tinha ficado em silêncio desde o seu rápido discurso, largou a sua arma e caminhou até o lado de Alexandra e indicou o simulador a sua frente. Ele se transformou em um simples boneco com um alvo no peito.
Treine com o boneco primeiro. Aprenda a usar o chicote como se ele fosse uma parte do seu corpo.
Alexandra não teve tempo de agradecer, quando tomou ciência do que tinha sido lhe dito, a garota já estava caminhando até o simulador mais próximo e, sem perder tempo, iniciou seu treinamento.
A prole de Plutão fez o mesmo, completamente insegura do que estava prestes a fazer, mas ainda assim decidida a seguir em frente com isso. Olhou ao redor para certificar-se de quem ninguém estaria olhando o seu grande fracasso ao soltar o chicote no chão e tentar atirá-lo em direção ao alvo.
Fracasso 1.
O chicote escapou de sua mão e caiu no chão.
Tente segurar a arma com mais firmeza, estenda o seu polegar ao longo do punho, este é o seu ponto de mira. Ele vai seguir conforme a maneira que você chicotear. — a garota estava de volta, olhando ameaçadoramente para os legionários em volta — Você tem que garantir que o fim do chicote está atrás de ti, levante o braço para isso. Faça um circulo no alto, mas com cuidado.
Ela respirou fundo antes de erguer o braço para o alto e começar a fazer círculos de leve e com calma acima de sua cabeça, somente parando os movimentos quando a sua "instrutora" solicitou.
Repita isso e estenda o seu braço na direção do alvo, sempre que passar o início da mudança do círculo. Quando o seu braço estiver totalmente estendido, tire o pulso com o polegar apontando para o alvo.
Alexandra seguiu as instruções da colega e, apesar de ter mirado no centro do alvo, conseguiu ao menos atingir a marca mais distante, orgulhando-se de si mesma pela resultado, isto é, se o fim do chicote não tivesse voltado e atingido sua mão em cheio.
Em meio a um choramingo de dor, Alexandra soltou a arma e recuou sua mão ao peito, pressionando a ferida que tinha se aberto agora.
Você deveria deixar um Curandeiro ver isso. Ignorando ferimentos recentes, você foi muito bem, um legionário já perdeu a mão tentando fazer isso. Chamo-me Beatrice, Centuriã da Primeira Coorte. E você é?
Ela engoliu em seco antes de responder.

Alexandra, mas todos aqui me chamam de Alexis.
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Mensagem por Alexis Dahlia Black em Qui Set 21, 2017 3:11 am

A jovem semideusa passou em sua Coorte antes de seguir para os Campos de Marte. Esquecera de pegar suas armas pela manhã, atrasando-se para seu próximo compromisso.
Alexandra, enfim, chegou à arena e pôs-se em seu lugar. Enquanto apanhava seu arco e suas flechas de ouro imperial, um instrutor aproximou-se dela. Alexandra apenas cumprimentou-o com a cabeça e escutou todas as suas dicas e sugestões. Não queria e muito menos precisava da ajuda do instrutor, queria tentar por conta própria, como sempre fez.
No final do discurso sobre uma aula de arco e flecha, a garota percebeu que não havia prestado atenção e nenhuma das informações que ele lhe dissera, mas seriamente duvidada que um garoto mais baixo que ela poderia lhe fornecer alguma informação que as instrutoras imortais de Temiscira não havia lhe dito antes. Após o instrutor distanciar-se, Alexandra ajustou o arco em suas mãos.
Olhou atentamente para o alvo estipulado para iniciantes e posicionou-se. Colocou o pé esquerdo para trás e ajustou os braços, firmando-os. Fechou um dos olhos e arrumou a mira da flecha. Puxou a corda do arco e firmou mais suas mãos. Meio segundo antes de soltar a flecha, escutou uma ninfa gritar, após ser atingida por uma das flechas de outro semideus que treinava. Foi o que bastou, para que a legionária perdesse sua concentração e levanta-se o arco minimamente, antes de soltar a flecha. A flecha rodopiou no ar, até passar pelo arco e cair no chão, um pouco a direita de seu objetivo.
O treino irritava a garota, que, por fim, decidiu que precisava concentrar-se mais, ignorando as pessoas em sua volta. Fechou os olhos, enquanto puxava mais uma flecha da aljava. Abriu os olhos azuis e olhos para seu alvo, que agora estava como seu inimigo. A menina sentia como se o mesmo estivesse gargalhando de si, uma besteira vindo dela.
Posicionou seu corpo e, logo em seguida, o arco e a flecha. Puxou a corda para soltar a flecha com firmeza nos braços e leveza nos movimentos. Seu tiro fora bom, mas não excelente. O alvo sofrera um dano, por ter parecido superior nas vistas da cria de Plutão. A flecha de ouro estava cravada em sua segunda listra redonda vermelha, de fora para dentro.
A menina esboçou um pequeno sorriso com tal acerto, mas logo sumiu com o mesmo. Tentou acertar o meio do alvo por algumas vezes, mas nada conseguia. Já lançara mais de dez flechas e os pontos atingidos pelas mesmas variavam desde o chão por volta do alvo, até a terceira listra branca de dentro para fora do alvo.
— Concentração, Alexandra! — Sussurrou para si mesma.
Após posicionar-se novamente, apanhou a flecha da aljava e colocou-a no arco. Levantou a arma e mirou no centro do alvo. Piscou somente para estreitar os olhos logo em seguida. Flexionou levemente os joelhos enquanto firmava mais seus braços. Puxou a corda do arco junto com a flecha, lenta e delicadamente. Pensou ter visualizado a flecha no centro do alvo, antes de soltar a mesma, mas fora somente uma imagem ilusória, que logo em seguida se concretizou. A flecha havia rodopiado no ar de forma constante, antes de cravar-se no centro do alvo com perfeição. A prole de Plutão ficou feliz com tal resultado.
Testou a pontaria mais algumas vezes, oito vezes para sermos mais exatas. Dentre estas tentativas, duas pararam dos lados do alvo, no chão, enquanto as outras seis acertaram seus objetivos. Somente três acertaram o centro novamente, pois as outras três acertaram outras partes do alvo.
Com tais resultados já obtidos, a morena sorriu dando seu treino por encerrado. Juntou e guardou seus pertences, para sair do local sem mais interrupções de instrutores.
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Mensagem por Alexis Dahlia Black em Qui Set 21, 2017 3:14 am

Seus passos eram lentos e calmos. O vento se abraçava levemente em seus cabelos castanhos, acariciando delicadamente seu rosto tomado pela tristeza. Seus olhos estudavam cada detalhe de uma maneira cuidadosa, tomando cuidado para que nada lhe fugisse de vista. A arena surgiu em sua frente finalmente, embora não ficasse muito longe dos Alojamentos. Alexandra suspirou um pouco confusa, mas logo deixou que fosse levada pelo o seu coração até o treinamento em longa distancia.
Tantos semideuses, ambos com seus rostos estampados de suor, demonstrando o quão glorioso era seu trabalho duro. O arco dourado em sua mão parecia tão vivo quanto ela. Posicionou-se em frente a um mero alvo. Havia alguns bonecos de palhas, mas Alexandra pensou que em seu treino deveria tentar algo mais fácil, algo que a deixasse satisfeita. A maioria dos semideuses preferia simplesmente mirar no alvo e torcer para que sua flecha fincasse no lugar desejado, mas Alexandra preferia o antigo modo.
Armou seu arco lentamento. Pegou uma de suas flechas e delicadamente a engatou na corda do mesmo, o puxando um pouco para ter certeza de que ela não escaparia antes da hora. Levou o arco na altura acima de sua cabeça, o puxando lentamente até a altura do peito. O tiro intuitivo, jamais usa-se a mira para completa-lo, mas usa-se a intuição e a disciplina para conseguir acertar o objetivo desejado.
Suspirou profundamente, fixando seus olhos no pequeno ponto preto ao meio do alvo. Seus dedos finalmente soltaram a corda, libertando a flecha de bronze em seguida. A mesma voou até o alvo, e embora Alexandra esperasse que a mesma acertasse no meio, a flecha apenas acertou outro lugar aleatório.
Algo que ela nunca fazia era desistir, continuou ali, tentando acerta o alvo sempre que possível. Embora nenhuma flecha tenha acertado no ponto desejado, não saiu se sentindo mal ou algo do tipo. O tempo parecia estar totalmente a seu favor, se não conseguir hoje, consegue amanhã, e assim por diante. Alexandra sabe, sempre soube, que as coisas são conquistadas com o tempo, assim como também são perdidas.
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Mensagem por Ex-Staff001 em Sab Set 23, 2017 2:18 am
PRIMEIRO TREINO

Gostei da forma em que desenvolveu o treino. Deu a entender, verdadeiramente, que era um. Digo, muitas vezes, vê-se personagens fazendo treinamentos com se contivessem total maestria com a arma que porta. Não senti esse egocentrismo no seu. Me agradou, sinceramente.

Da mesma maneira em que o enredo e conteúdo me fizeram tomar gosto do que li, achei a escrita perfeita. A narração estava simples, sim, mas não estava fraca. Permitiu que nós, os leitores curiosos, desfrutassem a ansiosidade de Alexis, junto ao medo por uma nova experiência. Ressaltando, estava simples, mas não cru. Só vi um erro, mas não irei pená-lo, porque, creio eu, deve ter ocorrido por descuido ("a semideus abaixou os olhos [...]").

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SEGUNDO TREINO

Neste treinos vemos que, realmente, a perfeição vem da prática. Todavia, ainda não é uma espada afiada. Está no processo para se tornar tão mortal quanto a citada. A sorte lhe auxiliou, disso não sei. Mas, certamente, acertar o centro, naquele momento, foi reflexo da sua vontade de aprender e tornar-se a melhor no menor período de tempo. Continue com este desejo ambicioso, minha pequena.

Como dito nos comentários e avaliação do primeiro treino, está bem sucinto e claro, de um modo que deixou objetiva, a escrita, porém, rica através de detalhes, precisamente lançados, para me fazer imaginar na cena.

350XP, 150 Denários.




TERCEIRO TREINO

Então, neste senti a perda da essência criativa e emotiva dos dois passados. Estava seco, que nem senti que era uma pessoa; parecia um robô, somente programado para fazer aquilo, pegar uma flecha, mirar no alvo e tentar acertar o centro do alvo ao fazer cálculos matemáticos. Entretanto, ainda acho a narração e escrita impecáveis. Estaria perfeito se desse sequência à sensação de desânimo, por exemplo, atacá-la se errasse, pois sabemos que é frustante.

200XP, 75 Denários.

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Mensagem por Francesca Montecchio em Sab Set 23, 2017 12:54 pm

But I got a blank space, baby...

Um dia inspirador para uma pessoa inspirada, assim estava eu a caminho do treinamento, levando nas mãos com orgulho a minha arma favorita, o chicote que me ajudaria a alcançar a glória e quem sabe um dia, levar minha Coorte ao topo, ao respeito, não somente a sombra de outra. Éramos mais que aquilo.

Ao adentrar o espaço percebi o quão cedo era, ainda estava vazio, cerca de 3... Talvez 4 semideuses treinavam ali, cada um individualmente com suas fantasias, sejam os básicos bonecos de madeira, até aos monstros mágicos feitos pelo ambiente. Me posicionei ao fundo da área, afastada dos demais, era fã dos holofotes apenas nos momentos de glória, casualmente eu decidia sempre ficar na minha e procurar evoluir como bem entendesse.

Com a mão direita segurei a empunhadura e deixei o chicote desenrolar, refletindo seus espinhos dourados. Desejei que o oponente para o dia fosse um lobo, um grande e selvagem lobo, talvez a minha sede por uma batalha fosse tanto que a arena me dava algo inesperado, ao invés do pequeno monstrinho aparecer a minha frente, veio pelas costas, só pude notar sua presença quando ouvi o rosnado, tendo somente o tempo do meu corpo virar para ele.

Como um flash o lobo veio em seu ataque, o reflexo me fez soca-lo próximo ao focinho, fazendo com que houvesse o desequilíbrio por parte dele e somente suas unhas conseguindo deixar marcas em minha cintura amostra devido ao top que usava: Péssima escolha! - Pensei em referindo as roupas, talvez uma camisa mais pesada ou proteção teria me evitado aquilo.

O bicho recuou grunhindo, rondávamos um ao outro esperando por um ataque, seus dentes ainda tinham vestígios da refeição anterior, respeitava aquele animal, mas ele também me devia respeito. Estalei o chicote a sua frente e o mesmo quase o mordeu, ficando ainda mais raivoso ao correr a minha frente, e no embalo do estalar anterior do chicote eu movi o pulso da esquerda para a direita obrigando o couro a "dançar" pelo ar e acertar o que eu julgava ser o flanco do lobo, que recuou após cambalear para o lado, provavelmente pelo fincar dos espinhos: Ei bebê... Vamos terminar isso? - Disse numa voz mansa para o lobo, que já em pé novamente para a luta.

Era minha vez de dar o primeiro ataque, a intenção era envolver todo o chicote no corpo do animal, caminhei com mais rapidez para que o lobo ficasse de lateral para mim e com ambas as mãos segurei a empunhadura da arma, deixando-a a frente do meu corpo para lhe dar o impulso para cima, o couro subiu para a barriga do animal e o envolveu até suas costas com o embalo dado. No mesmo instante em que o vi grunhir puxei com força o animal para mim que na hora caiu no chão e veio arrastado, mais louco e selvagem que antes.

Suas costas baterem em meus pés, mas o chicote permaneceu ali grudado, ele se debatia e tentava me morder, era forte, mas cada puxada que eu dava no chicote, por mais delicada que fosse o mesmo sentia e me fazia gritar: Porra, fica quieto!!!

Ainda tinha ambas as mãos no punhal, agora eu o mantinha junto ao meu corpo para que o chicote permanecesse como uma corda reta e presa, decidi que era hora de me machucar e acabar com a pequena luta ali. Mesmo com as mordidas eu arrisquei os chutes, sempre que o lobo se debatia e virava o rosto para perto do chicote eu o chutava com força, recebendo em resposta seus afiados dentes que me pegavam de raspão e algumas vezes prendiam o meu pé, mas enquanto eu tivesse o chicote preso nele o mesmo abri a boca para chorar.

Os chutes não cessaram e tornaram-se mais frequentes quando eu pude ver o banho de sangue que ali tinha, misturados o meu e o do lobo que começava a escorrer a nossa volta. Era diversão, era excitante de se ver, o sorriso de criança se estampava em minha face a cada chute bem sucedido que fazia o respingar atingir meu rosto. Sem perceber eu já segurava o couro do chicote, seus espinhos haviam machucado, mas eu o puxava com ainda mais força vendo o falecer vagaroso do animal. E no seu ultimo suspiro eu me ajoelhei ao lado dele, passando o rosto bem perto de seu sangue, sentindo o mormaço quentinho que dali ele saia. Mas quando o vicio em provar tomou conta o mesmo desapareceu, deixando apenas a sujeira dos meus ferimentos: Hora dos remédios. - Me sentei no chão e respirei fundo, deixando a adrenalina fluir.

para entender melhor:
O post em si é uma mistura da dificuldade em manusear o chicote com espinhos e ao mesmo tempo uma reação referente a doença que a personagem sofre (hematomania).
...And I'll write your name!
Francesca Montecchio
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Mensagem por Aurora em Sab Set 23, 2017 10:10 pm
Francesca Montecchio


Boa tarde o/

Ok, vamos lá jovem padawan. Não vou mentir, foi um bom treino, embora eu tenha me perdido em algumas partes. Seu uso com o chicote ficou um pouco confuso, assim como a imagem que quis passar ao enfrentar o lobo. Lembrando que os lobos são criaturas selvagens, e que mesmo perante semideuses não se abateriam facilmente.

Fora isso, realmente foi um bom treino. Tente apenas não deixar as coisas confusas, ok?

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Mensagem por Alexis Dahlia Black em Seg Set 25, 2017 3:37 am


Os grandes túneis tinham parecido um grande desafio para Alexandra no primeiro momento em que ela chegara ao Acampamento Furna, ainda debilitada e mancando da luta que tivera semanas antes. No entanto, o que não sabia era que, como filha de Plutão, a legionária se dava melhor com o submundo do que com a superfície infestada de monstros. Agora, semanas após sua primeira visão do acampamento, Alexandra não imaginava a possibilidade se perder em um daqueles túneis, principalmente aqueles que eram próximos aos Campos de Marte.
O centurião da Primeira Coorte tinha passado o horário dos treinamentos ainda na noite anterior, durante o horário de jantar, no qual Alexandra e o irmão duelavam pela última batata frita de Tohma, mesmo que os pratos encantados permitissem que eles solicitassem quantas batatas fritas quisessem. De qualquer forma, a legionária tinha achado interessante participar da instrução com espada, mesmo que tivesse uma perícia invejável com tal arma, sendo essa a principal arma das Amazonas em Temiscira.
Alexandra pegou uma das espadas disponibilizadas pelo Acampamento e seguiu em direção aos bonecos de palha, assim como o instrutor havia lhe dito. Os bonecos eram literalmente como se imaginava, recheados de palha, com um alvo desenhado em seu peito, postado firmemente ao solo e a espada erguida em guarda, toscamente pendurado.
Como aprendera com as amazonas, afastou-se o suficiente para criar a distância das lâminas das espadas, como se devia funcionar em uma batalha real. A instrutora descreveu uma série de golpes para serem executados e o som de metal batendo em metal dominou as proximidades, ao tempo em que Alexandra sentia-se ridícula por repetir uma atividade como essa, mas não demorou a duelar com a espada parada do boneco de palha.
Um ataque por dentro, dois por fora. Dois por dentro, um para fora. Para esquerda; para a direita. Para a direita; para a esquerda, intercalando a velocidade das estocadas e aproximando-se do boneco, como se estivesse ganhando território. Uma simulação fraca de uma batalha verdadeira. Com o decorrer do tempo, Alexandra achou um pouco de diversão nesse treinamento, acabando por dar um meio giro de pulso afim de conseguir alcançar o outro lado da espada do boneco, treinando estocadas de alcance mais curto e percurso mais longo. Se estivesse com o machado, sua arma usual, não conseguiria sucesso ao realizar esse golpe, sendo a melhor arma para isso uma adaga ou punhal, conforme aprendera em Temiscira.
Alexandra girou o cabo da espada, de dentro para fora, em um único giro que levou a arma a se curvar para baixo e levantar-se, alcançando a parte plana da arma de sua fraca oposição em segundos.
Você realmente devia estar fazendo algo tão fácil assim? — gracejou o fantasma Bob.
Bob era um fantasma de um pirata que morreu no mar em XVII. Perneta, caolho e com um gancho no lugar da mão, tinha aparecido para a legionária no exato momento em que ela encontrara a amiga também perneta Cassandra e, desde então, não tinha desaparecido por um momento sequer. Além de tudo isso, só atendia ao chamado de Capitão Bob.
Alexandra já tinha se acostumado a ignorá-lo, aumentando a velocidade de suas investidas, lembrando de suas lutas contra as amazonas. Analisou cada aspecto do boneco com atenção, como se fosse o corpo de um inimigo real, planejando qual parte poderia arrancar primeiro. Pegou um punhado de seu cabelo e o levou aos lábios, mastigando as pontas de modo nervoso.
O cabelo não vai te ajudar a matar esse canalha, docinho. — Bob gritou aos seus ouvidos.
Alexandra suspirou e simulou um ataque lateral na espada dele, rebatando a lâmina com força e para o alto. Imaginou a sua guarda carente de espada como modo de defesa, rapidamente voltando o curso da lâmina em um corte transversal para a direita, talhando o abdômen do boneco, ganhando de presente uma boa quantidade de palha em seus pés.
De olhos fechados, imaginou um inimigo real brandindo um escudo, dessa forma, treinou um giro rápido, de duzentos e setenta graus, com o braço erguido alguns centímetros acima da linha de seu ombro, cortando superficialmente a garganta do boneco. Quando abriu os olhos novamente, a mulher de cabelos negros e olhos azuis tinha ido embora e o boneco encontrava-se em maus estados, exatamente como a mente de Alexandra vinha fazendo com a última imagem que tinha de Dahlia.
É, garota, você tem sérios problemas de raiva. — murmurou o fantasma em meio a um assovio.
E o maior erro de Alexandra foi olhar o fantasma. Agora Capitão Bob sabia que ela podia não somente vê-lo, como ouvi-lo e se comunicar com ele. Na semana seguinte, a legionária conhecia todas as músicas de piratas que poderiam existir.
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Mensagem por Uma Williams Lensherr em Seg Set 25, 2017 10:18 pm

A brisa fresca batia em meu rosto enquanto eu andava pelo acampamento tentando pensar no que fazer naquele momento sem saber ao certo se o meu corpo estaria disposto há alguma coisa, até então abrir um largo sorriso em meu rosto e começa a me mover para a minha coorte pegar minha espada e minha bolsinha com insulina até então me dirigir os campos de marte treinar um pouco.

Quando adentrei o campo tentei respirar fundo e começar a pensar no meu irmão mais velho e de como o mesmo era super protetor comigo, mas que muitas das vezes ele me deixa irritada devido a isso já que nossa mãe havia falecido assim que nasci e ele quem sempre cuidou de mim.

Assim que pude pensar em que tipo de monstro eu queria enfrentar tentei sorrir, mas o meu trinador logo chegara dizendo que a luta seria contra o mesmo eu me desapontei e rapidamente senti uma rasteira e rapidamente eu fui ao chão.

-Ah, qual é você poderia dizer que o treinamento já havia começado. - Tentava dizer toda dolorida rapidamente me levantando logo tetando acertá-lo no estomago, porém ele foi mais rápido e deu um giro me acertando nas costas.

-Primeira coisa do treinamento não se distraia. - Dizia o mesmo dando uma risada e então aproveitando a brecha ainda no chão lhe dava uma rasteira logo o derrubando, ele logo me olhava com um olhar surpreso e ao mesmo tempo com raiva. -Não seja orgulhoso de mais e não se distraía. - Dizia soltando uma risada o vendo ele se levantar.

Rapidamente ele tentava me acertar e eu com rapidez acabava me abaixando e o acertando no estômago onde era o meu objetivo principal, assim que o mesmo caiu sem fôlego começava a sorriso e ajudava o mesmo a se levantar e rapidamente ele usou sua perna direita para me impulsionar para trás e me fazer cair de costas no chão, nos dois logo começamos a rir até então nos levantar um com a ajuda do outro.

-Muito bem Céci é tudo por hoje. - Dizia o mesmo sem fôlego tentando tomar ar, antes que eu pudesse dizer alguma coisa eu sentia a minha visão começar a ficar um pouco turva tentava pegar a minha seringa com insulina, rapidamente o centurião logo me ajudara ao ver que eu não estava encontrando e assim que a seringa estava em suas mão ele logo aplicara em mim o que me fez sentar um pouco mais cansada que o normal. -Ainda bem que eu estava aqui. - Terminava de falar depois do transtorno e me ajuda a levantar, quando me senti de pé tentei sorrir e comecei a sair do local ao lado do centurião.
∆ LYL - FG


Última edição por Cécile L. Macvoy em Seg Set 25, 2017 11:11 pm, editado 2 vez(es)
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Mensagem por Bryan von Schönborn em Seg Set 25, 2017 10:50 pm


The Descendent of Belona
tags: Training X Notes: Kaue Viado X Música: Broken Bones
Já era tarde no acampamento, alguns semideuses já paravam seus treinamentos, iam se divertir, passear ou até mesmo namorar, mas Bryan continuava dormindo.

Acordara de repente, ainda sonolento, abria a janela e percebia que já estava quase na hora do sol se por, rapidamente molhou o rosto, escovou os dentes e trocou de roupa, o dia inteiro passou dormindo e para não perder seu estranho hábito decidiu treinar, em seu baú aonde guardava todas suas armas olhava com prazer seu novo "brinquedo", a lança que ganhara recentemente, ele estava orgulhoso de si mesmo.

Saiu de seu chalé, com somente sua lança na mão, andou até a arena animado, mesmo que o dia tivesse passado rápido de mais diante de seus olhos, mas para ele era como se fosse de manhã. Em questão de minutos chegou ao seu destino, observou diversos campistas treinando, animado via campistas mais experientes com lanças, talvez filhos de Marte, eles pareciam dançar com a mesma com movimentos leves girava em seus dedos e cortava o boneco com a lâmina.

Bryan sorriu, olhou para sua arma e segurou firmemente no cabo, pulou um pouco atrás e girou rapidamente, como se estivesse espetando alguém acertou o boneco,no entanto não era aquilo que queria... Ele queria  algo mais magnifico, como se fosse uma dança, então fechou os olhos, imaginou sendo um com a arma, ele imaginou sendo a arma. Com um belíssimo movimento a lança girava enquanto passava pelos dedos, segurou firme e a botou em suas costas quando abriu os olhos passou a arma o cano da arma pelo ombro e como a mesma era maior que uma espada sua ponta afiada cortou o boneco com um golpe na vertical cerca de 60 ° à esquerda.

Estava se auto admirando, mais do que o normal até que aproximou-se de um dos centuriões e pediu para treinar junto a ele, um combate de lanças. Prontamente o centurião aceitou, esse era Scott, um dos melhores lanceiros do acampamento, porém não seria como Bryan imaginava, ele pediu para que vestisse um equipamento que continha pontos metálicos.

—Esse equipamento faz com que toda vez que acertá-los será computado um ponto, existem 5 pontos espalhados por ele. Um em cada coxa, um em cada braço e um no peito.— Scott acertou com a ponta da lança cada um dos pontos e apontou pro placar que se encontrava ali ao lado — Total de 6 pontos, pois cada golpe no peito vale 2 pontos, entendeu?

O filho de Belona assentiu com a cabeça e ambos se prepararam para o combate. Bryan não era tão experiente quando Scott, mas acreditava que poderia aprender bastante com essa luta. A luta começou e quem tomou o primeiro movimento para si foi a prole de Marte, levando sua lança em direção do peito do filho de Belona, que por sua vez empunhou a lança de forma que o cabo evitasse o contato da lâmina com seu peito, mas Scott havia previsto o movimento do jovem campista e isso foi tudo que ele precisou fazer, forçando a lança contra o cabo da espada, Bryan acabou cedendo uma das mãos o que fez a lança cair e com um único movimento, girou a lança em 180° golpeando com a ponta do cabo no peito do campista, assim abrindo o placar com dois pontos.

—Mantenha sempre suas mãos firmes na lança, em hipótese alguma deixe seu adversário lhe desarmar. — a prole de Marte continuava instruindo Bryan, que tentava resistir aos golpes do centurião.

Bryan defendia os golpes de Scott com extrema dificuldade, mas o centurião era imensuravelmente mais experiente que ele, e isso influenciava muito o combate, fazendo com que a prole de Marte marcasse cada vez mais pontos, coxa esquerda,direita,braço esquerdo, peito novamente e assim se seguiu o combate.

—Bom, 17x0... Quer continuar? — perguntava Scott.

O campista só acenou com a cabeça concordando e ambos assumiram suas posições de combate. Bryan esvaziou totalmente a cabeça, não ouvia nada além da sua respiração e a de Scott, ele estava totalmente centrado no combate e enfim avançou na direção do centurião que defendia seus golpes com extrema facilidade, até que decidiu contra-atacar, tentando mais uma estocada, porém dessa vez tudo favoreceu a prole de Belona, que desviou o corpo do golpe e agarrou com todas as forças o cabo da lança e puxou para perto de si, encostando sua lança no peito da prole de Marte, que não teve como se mover.

— Dois pontos — falou Bryan até desabar no chão totalmente exausto. Ele tinha utilizado todas as suas forças em seu último movimento, pois estava desgastado de ter recebido diversos golpes de Scott. Esse esboçou um sorriso ao campista e o ajudou a levantar levando-o para um dos bancos perto da arena e deixando-o descansar um pouco.
— Volte amanhã, poderemos repetir essa luta de hoje — disse Scott enquanto se afastava, voltando a prestar atenção nos outros campistas.
Thanks Panda
Bryan von Schönborn
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Mensagem por Achilles von Schönborn em Seg Set 25, 2017 11:13 pm



Are you ready?

E lá estavam eles de novo.

Os filhos de Belona, Bryan e Achilles estavam novamente nos Campos de Marte, o local preferido para aqueles que carregam a guerra no sangue. A dupla batalhava entre si, seus movimentos eram fluidos como uma dança, cada passo, cada avanço em direção ao outro e cada golpe, tudo parecia uma dança.

Achilles carregava um arco longo junto com uma aljava nas costas cheia de flechas e Bryan carregava uma espada com uma lâmina de trinta centímetros. Embora treinando, a dupla gostava de utilizar armamento de combate padrão, tornava as coisas mais divertidas e Ainda era perigoso.
Uma pequena roda de legionários assistia a dupla, alguns cochichavam entre si e para aqueles que chegavam. — Eles já estão aí a três horas — A cara de espanto era inevitável, afinal, um confronto um contra um é muito exaustivo.

Bryan avançou na direção de Achilles com uma estocada, a prole de Belona rodou no próprio eixo e puxou uma flecha no meio do ato, colocando-a no encaixe e a lançando no irmão no meio de um salto para trás após o giro, mas a velocidade e reflexos de Bryan eram iguais ou até superiores a de Ach, o caçula em contra ataque moveu sua cabeça levemente para o canto direito, fazendo com que a flecha passasse de raspão, e então avançou novamente.
A sequência de golpes era rápida, mas Ach Ainda conseguia se esquivar, o último golpe foi onde Bryan ganhou vantagem, o primogênito precisou usar o arco para se defender de um corte vertical do objetivo laminado, que quebrou no meio. Ach saltou para trás e riu.

A dupla era muito boa em qualquer arma que utilizassem, qualquer uma, mas Bryan e Ach tinham uma diferença em dois tipos de armas, Bryan era melhor com espadas curtas e foices, já Ach com arcos e combate desarmado.
Bryan aproveitou que Ach estava desarmado e avançou, o caçula golpeava com ferocidade realizando ataques precisos, mas Ach se mantinha firme no combate desviando e ganhando espaço com pequenos saltos em posições aleatórias para arremessar as flechas Ainda armazenadas pela aljava. Bryan estava começando a pegar ritmo do irmão e em um dos saltos o caçula aplicou uma rasteira no primogênito no momento em que seu pé de apoio tocou no solo, Ach caiu e Bryan avançou contra o irmão no chão.
A plateia gritou é uma enorme nuvem de poeira subiu.

Quando a poeira começou a se dissipar a plateia viu ambos rindo um para o outro, a lâmina da espada de Bryan na direção da barriga de Ach, mas torta é uma flecha quebrada na direção do pescoço de Bryan com sua ponta no chão.
Ambos não foram atingidos pois ativaram sua habilidade de endurecer o corpo feito aço, e embora as armas sejam laminadas não eram afiadas o suficiente e não foi usado força suficiente para passar pela rigidez do corpo dos dois.

Bryan tomou sua postura e estendeu a mão para o irmão. — Estamos a trinta e três empates consecutivos... — Ach respondeu com um sorriso divertido e depois de mais de três horas de treino a dupla finalmente finalizou.
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Mensagem por Aurora em Seg Set 25, 2017 11:15 pm
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ALEXIS DAHLIA BLACK

Como antes, um treino primoroso. O jeito que você discorre seus treinos é fluente e não há espaços para quebras de texto. Meus parabéns!

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CÉCILE L. MACVOY


Gostaria de ressaltar uma coisa sobre seu treino, jovem padawan: "há", do verbo haver, você usa apenas quando o verbo haver tem o significado de existir (há uma criança, há um pastel) ou ao se referir ao passado (há dois anos, há duas horas). Ao se referir a si mesma, você deve usar o "a" normal.

"[...] meu corpo estaria disposto há alguma coisa [...]"
"[...] meu corpo estaria disposto a alguma coisa [...]"

Fora isso, foi um bom treino. Espero nos encontrarmos novamente.

350xp + 150 denários


BRYAN VON SCHÖNBORN


Padawan, uma observação: cuidado com a falta de períodos. Separe bem quando um finaliza e outro inicia, para que não haja confusões. Em alguns parágrafos você não separou os períodos, como no parágrafo abaixo:

"Acordara de repente, ainda sonolento, abria a janela e percebia que já estava quase na hora do sol se por, rapidamente molhou o rosto, escovou os dentes e trocou de roupa, o dia inteiro passou dormindo e para não perder seu estranho hábito decidiu treinar, em seu baú aonde guardava todas suas armas olhava com prazer seu novo "brinquedo", a lança que ganhara recentemente, ele estava orgulhoso de si mesmo."

"Acordara de repente e, ainda sonolento, abriu a janela, percebendo que já estava quase na hora do sol se pôr. Rapidamente molhou o rosto, escovou os dentes e trocou de roupa, uma vez que passou o dia inteiro dormindo e para não perder seu estranho hábito decidiu treinar. Em seu baú onde guardava todas suas armas, olhava com prazer seu novo "brinquedo", a lança que ganhara recentemente. Estava orgulhoso de si mesmo."

No seguinte trecho:

[...] em seu baú aonde guardava [...]

A palavra aonde é um advérbio, e não deve ser usada para quando você for dar a ideia de lugar no sentido de localização, mas sim de movimento. Por isso, usar o aonde nessa frase está errado. Atente-se a isso também.


Fora isso, foi um bom treino. Meus parabéns.

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ACHILLES VON SCHÖNBORN


Tome cuidado com o uso do "é" e do "e". Pode ter sido apenas um errinho de digitação, mas revise seu texto antes de postá-lo, ok?

[...] A plateia gritou é uma enorme nuvem de poeira subiu. [...]
[...] A plateia gritou e uma enorme nuvem de poeira subiu. [...]


No demais, meus parabéns!

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Última edição por Aurora em Ter Set 26, 2017 5:02 am, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Achilles von Schönborn em Ter Set 26, 2017 4:37 am



As sombras me iluminaram

Combate corpo-a-corpo sempre foi um dos preferidos de Ach, o garoto realmente gostava de dar umas pancadas em alguém, nada como a sensação de acertar um soco ou uma cotovelada em um queixo e ver a pessoa desabando atordoada.

Semideuses estavam treinando por todas as partes e mais ao fundo uma arena semelhante para combate corpo-a-corpo, era pra lá que o semideus Ach caminhava.

Em passos curtos a prole de Belona adentrou a arena e andou até um boneco bob que ficava posicionado ali no local. O semideus ergueu a guarda ficando em uma postura de perfil mista, mantendo o braço esquerdo a frente do rosto e o direito protegendo o queixo, sua postura semi-enrolada permitia que seus golpes fossem mais rápidos que o normal. Ach posicionou-se a frente do boneco bob e começou a goleá-lo, uma seqüência padrão do boxe de golpes. Jab, jab, direto, executando o movimento de pés e cintura a cada golpe, assim ganhando mais potencia no mesmo. O loiro ficou executando seqüências no bob por quinze minutos, o tempo de se aquecer. Ao terminar, ele locomoveu-se até um filho de Marte que batia em um boneco. — Preciso de um parceiro de sparring, está afim? — A prole de Marte parou seu treino e olhou com um ar superior para o garoto — Você? Em um sparring comigo? — O grandalhou abriu uma gargalhada e completou — Você magrelo assim, aposto que não duraria um segundo comigo. — Ach abriu um sorriso sarcástico — Uuuuh. — Provocou o garoto — Vamos ver então — O som de sua voz saiu confiante e irritou a prole de Marte, que deu um soco tão forte no boneco que o fez cair no chão. 130kilos se foram ao chão em um soco. O barulho se propagou pela arena e todos olharam por um momento. A fúria da prole de Marte era visível sem seu rosto, ele deu um passo à frente e aqueles que estavam atrás dele mal podiam ver Ach. — Eu vou te deixar em coma filho de Belona.

Ambos estavam frente a frente e o olhar sarcástico de Ach não saia de seu rosto, a prole de Marte estava aborrecida. O primeiro movimento foi do semideus filho de Marte, com um movimento rápido ele avançou para cima de Ach com a guarda alta e deu um poderoso jab que passou em vão depois da prole de Belona desviar-se com um balanço para a esquerda. O braço do garoto voltou até a sua guarda e ele deu mais um, dessa vez um cruzado, Ach teve a reação de defender, mas o peso da mão do garoto era tanto que a prole de Belona deve de dar uns passos para o lado após defender o soco. O sorriso ainda permanecia no rosto de Ach, o garoto recuperou-se do golpe e aplicou um jab em alta velocidade, movimentou o pé e o tronco perfeitamente e os braços “leves” do garoto tornaram-se “pesados”, a prole de Marte fechou a guarda e bloqueou o golpe, porém o punho direito de Ach passou por baixo da guarda do garoto com um Uppercut, acertando seu queixo. O garoto cambaleou para trás abrindo a guarda por um instante, mas logo fechou.

— Até que você é bom — O garoto avançou e aplicou uma seqüência bem famosa em Ach, jab, direto e cruzado. Seus punhos pesados quebraram a guarda do semideus no direto fazendo o cruzado entrar “seco” no rosto de Ach, jogando-o no chão. Ach levantou-se rapidamente ainda tonto e bufou, o garoto fechou a guarda novamente e controlou a respiração. — Tudo ou nada — Pensou. Aquela foi uma decisão arriscada, mas ele precisava ganhar do brutamonte. Ach avançou rapidamente para cima do garoto, sua guarda era diferente, o garoto assumiu a postura peek a boo, bastante utilizada pelo Mike Tyson, Ach foi de encontro coma prole de Marte e o garoto caiu em sua “estratégia”, o semideus executou um direto onde deixou sua guarda toda aberta, Ach esperou até o ultimo segundo e depois se desviou utilizando um balanço para a esquerda, saindo do soco do garoto e contra-atacando com um Swing. O golpe entrou bem em cheio no queixo da prole de Marte, o golpe teve tanto impacto que a prole de Marte caiu desacordada no tatame.

Ach suspirou aliviado pelo fato de ter conseguido executar tal golpe, sentou-se ao lado do garoto no chão e esperou o mesmo acordar, o que não demorou muito. Ele agradeceu o treino e ajudou o garoto, o levando até a enfermaria.  
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Mensagem por Achilles von Schönborn em Ter Set 26, 2017 12:23 pm



As sombras me iluminaram

Treinos, treinos, treinos e mais treinos. Achilles só pensava nisso depois do momento em que chegou ao acampamento Furna, ficar forte. O garoto estava seguindo uma rigorosa linha de treinamentos para melhorar seu condicionamento físico e até mesmo suas habilidades. Acordou cedo para outro treino matinal de combate corpo-a-corpo.

Novamente, passou pelo campo indo a pequena arena que ficava mais a frente, a arena de combate corpo-a-corpo. Dessa vez a arena estava mais vazia, apenas cinco semideuses estavam no local praticando e aperfeiçoando suas técnicas de combate corpo-a-corpo. Achilles locomoveu-se até um boneco bob posicionado no canto da arena. — Um bom treino pra mim, e um péssimo pra você. — O garoto sorriu de canto e levantou a guarda ficando em uma postura de perfil mista, mantendo o braço esquerdo a frente do rosto e o direito protegendo o queixo, sua postura semi-enrolada permitia que seus golpes fossem mais rápidos que o normal.

Jab, jab, direto, balança para a esquerda, gancho. Essa foi à repetição do semideus durante exatos cinco minutos e sem descanso. Se o boneco bob sentisse dor, coitado.  O garoto então estabeleceu para si outra combinação de golpes, posicionado frente a frente com o boneco ele começou com um jab leve, porém com velocidade alta, seguido de um Uppercut, clinch e então elbows. De novo, o garoto executou diversas repetições dos golpes para que pudesse aquecer, mas, antes que ele acabasse foi interrompido por outro semideus. — Achilles né? — Perguntou o semideus. — Me chamo Kaleb, soube que ganhou do meu meio-irmão Arthur ontem. Estou aqui para confrontá-lo— Achilles olhou de canto e então parou de bater no boneco bob. — Pelo menos você é mais educado do que o garoto de ontem. — Disse virando-se para o semideus e abrindo uma risada.

Novamente a prole de Belona se encontrava ali, frente a frente com um semideus do tamanho de um trator agrícola que queria deixar a cara dele inchada. A aura que exalava da prole de Marte era alta, Achilles podia sentir que este realmente era forte, talvez um dos melhores. Sem esconder o jogo, ele subiu sua guarda do seu jeito único, a mão esquerda matinha à frente, cotovelo dobrado, punhos meio fechados e postura semi-enrolada. O primeiro movimento foi da prole do deus da guerra, Kaleb investiu-se contra Achilles a postura Peek a Boo do garoto desde o começo da luta demonstrava que era um in-fighter. Um lutador que se manter colado ao seu adversário, dando socos poderosos a curtas distâncias, totalmente o oposto de Achilles, um out-fighter. Kaleb encurtou a distancia com um dash rápido para frente e entrou em sua zona de conforto tão rápido que o semideus não teve tempo de reação, um soco de baixo para cima, buscando o queixo de Achilles estava vindo, um upper, por reflexo o garoto moveu a cabeça para trás e o Uppercut passou vazado, Achilles pode até sentir o vento do punho de Kaleb. O semideus deu dois passos rápidos para trás junto com dois jabs de esquerda para ganhar alcance e golpear Kaleb, porém, os golpes pararam na guarda Peek a boo do garoto.

Achilles se recuperou e logo avançou rapidamente, ainda mantendo a distancia e a guarda, deu um jab que foi em direção ao nariz do semideus e em seguida um direto no mesmo local, finalizando com um cruzado de esquerda. O garoto foi rápido em suas ações, defendeu com facilidade os dois primeiros golpes e o cruzado que parecia que ia entrar direto ele conseguiu um balanço de reflexo, desviando-se do mesmo. Com isso ele avançou, ganhando novamente a distancia para golpear-me, dois jabs e em seguida um upper. Achilles retornou sua mão esquerda para fechar a guarda e defendeu-se dos jabs, os punhos pesados da prole de Marte fizeram com que a guarda de Achilles se desfizesse e o Uppercut entrou. Uma pancada direta no queixo levou o filho de Belona a lona.

Achilles levantou-se rapidamente para que não houvesse uma montada — Você gosta de um Upper em! — Brincou Achilles mexendo em seu maxilar. Sem deixar o garoto responder ele avançou fintou uma elbow no queixo do garoto e o chutou na altura da costela. Kaleb curvou-se de dor por um momento, aquele chute havia pegado bem em cheio.

O semideus não demorou a se recuperar e avançar novamente, desta vez, jab, jab, direto e elbow. Achilles teve a sensação que seus braços estavam sendo esmagados por um trator agrícola. O jabs pararam na guarda, mas o direto a quebrou, antes que o elbow acertasse o garoto ele abaixou-se desviando por pouco. — Ufa! Quase morri, cuidado cara! — Brincou Achilles. Depois disso, a guarda de Achilles mudou, os músculos relaxaram e ele começou a movimentar-se mais pela arena, andando de um lado para o outro, sua estratégia era simples, ele entrava no alcance, batia e corria. No principio não deu muito certo, mas depois de alguns socos eles começaram a entrar e começavam a machucar a prole de Marte.

Kaleb estava começando a ficar injuriado, com um descuido e um belo movimento de Kaleb, Achilles foi atingido por um direto. O soco pareceu pesar uma montanha, Achilles despencou no chão. A fúria tomou conta de seu corpo.— Imperdoável imperdoável. — Disse Achilles levantando-se com os punhos fechados. — Derrubar-me duas vezes em um combate filho de Marte, tens muita coragem.

A prole de Belona levantou sua guarda e avançou rapidamente para cima de Kaleb, de out-fighter para in-fighter em questão de uma queda, o garoto deu um jab seguido de uma elbow que fizeram a prole de Marte recuar e nisso começou, uma sequencia de balanços da esquerda para a direita, o movimento foi executado tão rápido e diversas vezes que se formava um vulto e o símbolo do infinito. Quando menos Kaleb esperava um soco o atingiu, depois outro e outro, socos estavam atingindo o garoto e ele nem via. Por fim, um ultima pancada atingiu seu lado esquerdo do rosto o jogando no chão, atordoado. Achilles parou de se movimentar. — Dempsey roll, Mike Tyson — Dizia o garoto abrindo um sorriso maldoso indo em direção a porta. — Isso é por me dar dois knock downs — Dizia o garoto, saindo do local.

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Mensagem por Nyx em Ter Set 26, 2017 4:01 pm
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PRIMEIRO TREINO
A Nyx foi burra e fez merda.

350 de experiência + 150 denários.

SEGUNDO TREINO
A Nyx foi burra e fez merda.

350 de experiência + 150 denários

Pelos dois treinos, 1 ponto de vantagem.

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Última edição por Nyx em Qua Set 27, 2017 2:29 am, editado 2 vez(es)


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Mensagem por Bryan von Schönborn em Ter Set 26, 2017 11:38 pm


The Descendent of Belona
tags: Training X Notes: Kaue Viado X Música: Broken Bones
Não fazia muito tempo que eu havia chegado ao acampamento. O até então conselheiro de meu alojamento explicava-me como funcionava todo o local, afinal, eu era um novato e não conhecia muitas pessoas.
— Venha, aqui ficam os campos de treino — o conselheiro do chalé apontava para as diferentes arenas ali. — Cada uma possui um tipo de combate específico, essa por exemplo é a de espadas.

Dei uma volta pelo local e pude notar diversos campistas treinando com espadas de madeira, algumas de verdade — isso realmente me surpreendia, afinal muitos ali pareciam ter apenas de 10 a 15 anos — porém continuei e fui apresentado a um dos centuriões no local: Hanson Belikov

Ele era um jovem alto e de cabelos loiros, aparentemente tinha os olhos azuis e pelo o que tinha visto, não era alguém que você devesse tirar do sério... Instantaneamente, estiquei minha mão para cumprimentá-lo e o mesmo respondeu com um aperto de mão firme.

— Seja bem-vindo ao Acampamento Furna. Eu sou Hanson, sou um dos responsáveis pela arena de combate com espadas. Caso tenha alguma duvida, trate de falar comigo e lembre-se, eu nunca pego leve com ninguém... Nunca. — falou o centurião sem fazer nenhum tipo de expressão fácil, o que afirmava que ele não estava brincando.

O-Obrigado, eu sou Bryan, cheguei a alguns dias mas só agora estou me adaptando devidamente, e falando nisso, eu gostaria de treinar um pouco a arte da espada, ela sempre me fascinou porém nunca tive a oportunidade fazer isso quando... Bom, quando tinha uma vida normal.


Hanson pôde sentir o peso das minhas palavras, mas mesmo assim ele não demonstrava nenhum tipo de sentimento em seu rosto, apenas me chamou em um canto e me apresentou um campista chamado Jack. Ele tinha basicamente o mesmo porte físico e altura que eu, o que me deixou um pouco confortável, pois não precisaria lutar contra alguém maior que eu.

— Esse é Jack, ele também chegou no acampamento a pouco tempo e eu estava indo ensinar a ele algumas coisas, mas acho que seria melhor vocês lutarem e eu corrigir o que fizessem... O que acham ?

Ambos assentimos com a cabeça, então Hanson pegou duas espada e jogou para cada um de nós. Jack conseguiu pegar a arma ainda no ar quando ela se aproximou do semideus. Ao contrário de mim que acabei me atrapalhando todo e deixei ela cair no chão. Um pouco envergonhado, abaixei-me e rapidamente a peguei.


— Então, eu irei dizer quando o combate irá começar e quando ele irá terminar. Podem lutar a vontade, são espadas de madeiras, mas ainda assim machucam e bastante, porém temos bons enfermeiros por aqui. Apenas deem o melhor de si e COMECEM!  

Jack parecia um maior conhecimento no uso da arma, ao contrário de mim. Assim que Hanson ordenou, ele partiu em minha direção tentando dar uma estocada, porém pude colocar a espada na frente, mas ele acabou me desarmando forçando-me a deixar a espada cair. Eu realmente não estava indo bem nesse combate, golpe a golpe eu realizava a proeza de evitar tomar um golpe certeiro até que consegui me aproximar da espada que eu havia deixado cair e recuperar minha posição na luta. Trocamos alguns golpes iguais, pareciam até ensaiados, mas acho que é o que acontece quando dois duelistas inexperientes lutam entre si.  

Jack ia se tornando cada vez mais previsível na luta, seus movimentos pareciam tão simples, que eu podia lê-los claramente, como se eu pudesse enxergar uma sombra realizando os movimentos antes mesmo do rapaz mentalizá-los para que em seguida pudesse realiza-lo. Talvez fosse uma das coisas que herdei da minha mãe... E foi graças a esse pensamento longe do combate que acabei sendo atingido no peito pela espada de Jack e fui ao chão. Porém, a luta ainda não havia terminado.  Eu me levantei rapidamente, mas meu adversário não queria deixar a oportunidade passar e sabendo disso avançou pra cima de mim, porém tudo voltara ao normal, eu conseguia ler seus movimentos, passo a passo. O seu próximo movimento seria : Saltar em minha direção com a espada mirando em meu peito.

E assim foi feito, sabendo de tudo que ia ocorrer eu consegui me abaixar e acertar com o cabo da espada o estômago de Jack que perdeu todo o ar por alguns segundos, tempo o suficiente para eu golpear sua nuca e leva-lo ao chão e assim Hanson interviu.

— Finalizado. Apesar de ter dado alguns vacilos, você parece ser bem habilidoso, qual é seu parentesco divino mesmo? — perguntava Hanson com uma de suas sobrancelhas arqueadas.

— Sou filho de Belona — respondi em alto e bom som — E obrigado pelas palavras.

— Bom, parece que herdou coisas boas de sua mãe, meu jovem... — Hanson examinou-me de cima a baixo e balançou a cabeça positivamente, como se eu me encaixasse perfeitamente como filho de Belona — Agora você pode continuar treinando ou ir descansar, você fez um bom trabalho para sua primeira vez aqui.

Optei por me retirar, havia sentido emoção demais naquele combate. —Minhas mãos ainda tremiam, como eu conseguira fazer aquilo? Realmente era influência de minha mãe?— Essas perguntas ecoavam pela minha cabeça até que vi o rosto do Conselheiro do Alojamento e notei que ele me chamava, assim tratei-me de retirar da arena.
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Mensagem por Bryan von Schönborn em Qua Set 27, 2017 1:32 am


The Descendent of Belona
tags: Training X Notes: Kaue Viado X Música: Broken Bones
Não era fácil viver naquele meio, mas eu estava dando meu jeito... por enquanto. O alojamento em que estava era bem movimentado até, com uma pancada de gente. Nunca parei para conversar com todos, só respondia se algum deles me cumprimentava. Me incomodava, claro, não era pra sermos próximos ou algo assim? Na verdade, não ligava tanto assim. Se quisessem se aproximar, ótimo, se não, sem problemas. Teria que lutar de qualquer jeito pela sobrevivência, e era só isso que eu pensava.

Era fim de tarde, o dia finalmente estava acabando. O tempo estava bem quente, quem sabe a temperatura abaixaria quando a lua surgisse no céu. Mas para mim, infelizmente, as atividades não tinham acabado. O instrutor responsável pelo meu grupo, Scott, decidiu que teríamos um pequeno treino de espadas. A princípio treinaríamos com os bonecos de palha e depois um breve treino em duplas. Me dirigi até um dos baús abertos com espadas e peguei uma espada curta. Encostei o dedo na lâmina e arrastei levemente para sentir o fio, não era bem afiado. Não sabia se comemorava ou me frustrava. Não que eu quisesse machucar alguém, mas quando teria uma ação de verdade? O Acampamento tinha um ótimo tratamento médico, alguns cortes não seriam grandes problemas. Senti o peso da arma enquanto me dirigia para um dos bonecos dando alguns golpes no ar, tomando cuidado para não atingir alguém.

Assim que cheguei, assumi a postura sugerida por Scott. Flexionei levemente os joelhos e firmei os pés, minha mão direita estava a minha frente, segurando com firmeza a espada. Ele demonstrou os golpes que deveríamos desferir no boneco. Da diagonal direita para a esquerda, diagonal esquerda para direita e de novo, agora de baixo para cima. Assim que ele deu o sinal, todos começaram inclusive eu. No começo parecia meio desengonçado, o golpe não saía com tanta força e destreza. Frustração era o meu sentimento naquele momento. — Pare — Scott disse com calma, enquanto se aproximava de mim. — Sua postura não está ... perfeita — Então ele chutou meus pés, os colocando no lugar, e ajeitou minha cintura para um melhor apoio. — Melhor. Agora vá, dê o golpe. — Desferi alguns golpes e realmente agora estava melhor, podia colocar mais força com o corpo servindo como base. Ele acenou a cabeça positivamente com um sorriso e fez um aceno para que eu continuasse. Fiz e refiz a mesma coisa dezenas de vezes até que parecesse muito mais fluído. Eu até podia não concordar com aquele método de aprendizagem, mas tinha que assumir que fazia efeito.

Passaram alguns minutos e então ele chamou atenção do grupo, era hora do treino em dupla. Coloquei minha mão livre em cima do meu ombro direito enquanto o girava, aquela sessão de repetições do mesmo movimento provocou uma dor suportável, mas que me incomodava. — Guardem suas espadas e peguem as verdadeiras naqueles baús. Andem! — Parei por uns segundos. Talvez agora era a hora da briga? Me apressei para pegar uma das espadas e senti seu fio. Não era uma das mais afiada, mas definitivamente podia machucar alguém. Apesar da minha face inexpressiva, por dentro eu estava bem animado. Vamos ver se consigo mandar um deles pra enfermaria, pensei. Logo as duplas foram se formando e sobrou um menino além de mim. Obviamente, era minha dupla. Me coloquei dentro de um espaço demarcado e ele fez o mesmo, estávamos frente a frente. Ele parecia assustado, só não sabia se era comigo - que era alguns centímetros maior que ele - ou com o treinamento. Sorri internamente, mas toda essa animação logo foi cortada pela fala de Scott — Vocês não podem se machucar, escutaram? Quem derramar o sangue do seu parceiro... — ele fez uma breve pausa, enquanto caminhava em nosso meio — Irá ficar aqui e me ajudar a arrumar a bagunça que todos fizeram. Um vai atacar, o outro vai defender. Deem o seu melhor. Entendido ? — Todos ficaram em silêncio. Eu pensava em como não machucar meu parceiro, que parecia tremer de medo. — Ótimo, comecem.

— Eu começo com a defesa, ok? Pode atacar. — Disse para o menino, enquanto me preparava para defender seus golpes. Ele começou e eu defendi seus ataques com certa facilidade, eram bem lentos e fracos. O barulho que fazia me incomodava um pouco, mas não deixei isso me atrapalhar. Bocejei alto, talvez ele percebesse a minha frustração com aquele treino. Quem sabe tive sucesso, agora os golpes do menino estavam mais ágeis e fortes. Deu um breve sorriso, agora sim estava ficando divertido e eu gostava. Mas ainda assim, consegui defendê-los e, depois de um tempo, eles ficaram previsíveis. O instrutor sinalizou e era a hora de trocar, agora eu atacaria e o outro menino defenderia. Ele deu um minuto para que nos preparássemos, eu já estava suando. Minha roupa estava começando a umedecer com meu suor. Então Scott sinalizou de novo para começarmos. Meu adversário parecia ainda bem assustado apesar do avanço que teve.
Comecei com movimentos lentos e fracos, não queria ficar guardando espadas o resto da noite enquanto poderia estar deitado por causa de uma defesa falha de um menino assustado. Acelerei meu ritmo assim que percebi que ele tinha pegado o jeito. Segui um padrão: direita, direita, esquerda, esquerda e então recomeçava. Mas, desejando desafiar o menino na minha frente, comecei a trocar esse padrão. Quando era direita, golpeei pela esquerda ou rapidamente trocava de direita para esquerda. Era até divertido ver ele se atrapalhando, mas não o atingi nenhuma das vezes. Depois de um tempo, o barulho que as espadas faziam já não me incomodavam mais. Trocamos várias vezes até que já podíamos variar nos golpes sem preocupação. Passaram-se muitos minutos, talvez 30, não tinha contado. Era hora de parar, finalmente. Olhei em volta e alguns dos campistas estavam feridos, a maioria dos ferimentos estavam nos braços e mãos. Uma pena, esses vão ter que ficar aqui. Dei um sorriso irônico enquanto largava a espada no chão propositalmente. Pude relaxar meu braço direito que doía enquanto limpava o suor que escorria da minha testa com as costas da mão esquerda.

Respirava ofegante enquanto o instrutor dizia algumas palavras que não ouvi, acho que ele estava nos inspirando ou dando uma bronca nas duplas que falharam na simples tarefa de não se machucar, não me interessava. Fomos dispensados, enquanto os que iam pagar a consequência ficaram no lugar. Alguns pararam no caminho de seus chalés, conversando e rindo, mas não eu. Não tinha lugar para mim ali. Segui diretamente para meus aposentos e, certificando-me que não tinha ninguém, retirei minha camiseta suada. O lugar estava fresco, me agradava estar ali. Não me atrevi a sentar na minha cama, por mais que quisesse, assim eu cederia a vontade de dormir que era maior do que tomar um banho. Dei um breve sorriso, estava começando a acostumar com aquela vida apesar da gritante vontade de ter minha vida normal e entediante de volta. Peguei uma muda de roupa e fui até o chuveiro. A temperatura fria da água não me incomodava, era até relaxante depois de um dia todo embaixo de sol. Assim que terminei o banho e vesti minha roupas pude me deitar. Ouvi vozes do lado de fora, um grupo de meninas comentando algo e rindo. Será que terei amizades aqui?, pensei. Ignorei aquele pensamento e me levantei assim que lembrei que ainda precisava jantar. Meu corpo doía e minha vontade era de ficar e dormir, mas tinha consciência dos prejuízos de pular uma refeição. Ajeitei minhas roupas amassadas e fui até o Refeitório comer o que estavam servindo.
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Mensagem por Nyx em Qua Set 27, 2017 2:02 am
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PRIMEIRO TREINO
Gostei da facilidade com que seu treino transcorreu, da narrativa e reações reais que você criou e desenvolveu, contextualizando até a sua mãe no texto e a influência dela.

350 de experiência + 150 denários.

SEGUNDO TREINO
Um ótimo treino. Parabéns.

350 de experiência + 150 denários

Pelos dois treinos, 1 ponto de vantagem.

ATUALIZADO POR NYX



Última edição por Nyx em Qua Set 27, 2017 2:28 am, editado 1 vez(es)


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Mensagem por Alexis Dahlia Black em Qua Set 27, 2017 2:15 am

Alexandra carregava embainhada em sua cintura, uma espada de duas mãos, forjada em ouro imperial. Também levava consigo seu arco, o qual costumava pertencer ao Acampamento Furna, cujo empréstimo era tão frequente que a filha de Plutão já o tinha como seu. Sua aljava de flechas estava pendurada em suas costas e a loira caminhava confiante em direção aos Campos de Marte, onde finalmente poderia iniciar seus treinos de combate. Confiança e persistência era tudo que ela precisava.
A garota sabia como manusear uma espada com perícia, graças ao seu prévio treinamento em Temiscira, e podia-se dizer que era uma exímia esgrimista, assim como sua mãe. Julgando-se pronta para uma batalha breve, Alexandra adentrou nos Campos de Marte e encaminhou-se diretamente para o painel que fora criado pelos construtores do acampamento, filhos de Vulcano, o qual permitia que os legionários treinassem contra monstros eletricamente simulados, como se fossem monstros reais.
A loira optara por uma dupla de empousais e achava que poderia se divertir com aquilo. Já posicionada no centro da área de combate, amarrou os longos fios em um rabo de cavalo, desembainhou sua espada e preparou-se para sua batalha.
Como em um passe de mágica, duas empousais apareceram posicionadas estrategicamente, em diferentes lados do corpo de Alexandra. A menina deixou-se sorrir com ironia arrastou os pés no chão, como um touro quando vê a bandeira vermelha do toureiro, seu inimigo.
Nenhuma das duas monstras ousou se mexer, a menina franziu o cenho e lembrou-se bem que deixara o nível “médio” no painel do simulador. Com os olhos semicerrados, a legionária encarou uma das empousais, e em seguida correu os olhos sobre a outra… Estar no centro das duas poderia ser uma desvantagem. Alexandra trocou a espada da mão direita para a esquerda, deu um salto para o lado, aproximando-se o suficiente para investir com um corte horizontal na empousai que se encontrava a esquerda de seu corpo. Antes de ser atingida, a aberração utilizou sua perna de metal para proteger-se do golpe da menina, e investiu com um chute na costela da morena.
Alexandra caiu no chão, sentindo a explosão de dor na lateral de seu corpo, mas forçando-se a levantar e resistir. Estava sem um escudo para proteger-se dos golpes, mas ela também poderia atacar de longe. Ainda no chão, a legionária esticou seu braço para pegar a espada, e foi se levantando aos poucos, deixando ser consumida por adrenalina, que faria com que não sentisse tanta dor.
A empousai que estava a direita havia se aproximado da garota, pronta para atacá-la com suas garras, mas Alexandra foi mais rápida do que ela. A garota protegeu-se com a lâmina de sua espada, utilizando um impulso para empurrar a empousai para trás, fazendo-a cair no chão.
A campista da Primeira Coorte girou seu corpo e encontrou a outra monstruosidade lhe encarando “com sangue nos olhos”, semideuses e legados causam esse efeito nos monstros... Com a proximidade da empousai, a loira apoderou-se novamente de sua lâmina e dessa vez, investiu com uma estocada contra a baranga que a empurrara. Sem conseguir se defender nesse momento, a monstra apenas esticou seus braços e atingiu Alexandra com suas garras, arranhando seu braço esquerdo, antes de receber a lâmina de ouro imperial em sua barriga.
A primeira aberração havia sido eliminada com sucesso, e deixando apenas uma pequena lesão na garota. Com tudo acontecendo muito rápido, o legado deixou sua espada no chão, já tomando o arco em suas mãos. Rapidamente, a loira puxou uma de suas flechas de bronze e encaixou no cordel do arco. Não havia prestado muita atenção enquanto se preparava para usar sua flecha, e não percebeu que a empousai estava muito perto, e só notou isso quando sua segunda adversária a atingiu com um soco no rosto.
A menina ficara com a visão turva por alguns segundos, mas assim que recuperou-se, cheia de raiva, largou o arco no chão e apenas com a flecha partiu para cima da aberração que havia lhe socado. Agindo furtivamente e por impulso, Alexandra cravou a flecha na perna de burro da empousai. A inimiga urrou de dor e seus cabelos de fogo crepitaram. Afetada pelo calor, a garota afastou-se da monstra, recuperou seu arco e rapidamente encaixou uma segunda flecha no cordel, mirando bem no centro do tórax de sua rival.
Noite, noite. — Disse a menina antes de lançar sua flecha, junto com um suspiro de alivio. Sua mira fora certeira e livrara-se de sua segunda oponente.
Com a respiração ofegante, a garota ficou encarando o vazio deixado pelas empousais.



Alexandra Alexis Dahlia Black

I'll open the door to heaven or hell

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Mensagem por Mercúrio em Qua Set 27, 2017 2:32 am
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TREINO
Mano, namoral que treino zika! Um dos melhores treinos que eu já li! Continua assim que a favela comemora menor!

350 de experiência + 150 denários.

Pelos treino magestral, 1 ponto de vantagem.

ATUALIZADO POR EU MESMO

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Mensagem por Bryan von Schönborn em Qui Set 28, 2017 12:21 am


The Descendent of Belona
tags: Training X Notes: Kaue Viado X Música: Broken Bones

Bryan mais uma vez perdera o sono, e como em todas as vezes desde que chegou ao acampamento, ele colocou a mão no bolso do jeans e apalpou até encontrar um relógio de bolso que ele havia ganho de seu pai quando fizera 12 anos.

— Aquele velho idiota, me deu essa porcaria e acha que vou perdoar ele assim tão fácil... — Bryan olhou seriamente pra moeda e uma tristeza imensa passou pelo seu olhar — Bom, tanto faz... Já deve estar na hora de treinar.

Bryan logo se levantou e pegou a camisa mais próxima dele e a vestiu, colocou seus panos sobre o travesseiro e logo saiu do alojamento. Estava um dia muito calmo, a brisa soprava levemente seu cabelo curto, realmente um clima agradável para um lugar tão perigoso, mas nada que pudesse mudar de fato seu dia. Logo ele continuou andando para a área de treino e com a mão direita passando pela região da lombar onde ele guardava sua arma, ele a sacou e jogou ao alto, mas ele não esperava que sua arma fosse pega por outra pessoa. E não era outro se não Scott, um companheiro de Coorte.

— Você não está aqui pra treinar comigo estando avoado desse jeito, não é mesmo?— falava o centurião para a prole de Belona, mantendo a seriedade no olhar.

— Nunca mais faça isso, sério... — dizia Bryan olhando para a espada quase que a pedindo de volta — Ah, apenas me dê algum tempo para me aquecer.

Scott jogava a espada de volta para o jovem, que se dirigia pra longe dele, deixando Bryan realizar seu aquecimento. Ele como de costume, não treinava com os bonecos de madeira, apenas repetia o movimento de brandir a espada em diferentes direções, até sentir-se tão confortável que parecia nem se incomodar com o peso da espada.

Cerca de alguns minutos depois, o filho de Belona se aproximava de Scott e lhe informa que estava pronto para treinar.O mesmo assentia com a cabeça e ia para uma distância de mais ou menos três metros. Ambos sacaram suas espadas ao mesmo tempo e deram cerca de 4 passos para frente até que suas espadas se tocaram, o que significava que o combate tinha iniciado.

— Espero que tenha aprendido algo com o treino de ontem — Falava Scott com um tom de ironia — Vamos garoto, me mostre tudo que você sabe.

Com a ira que herdou de sua mãe tomando conta de si, Bryan avançou impetuosamente em direção a Scott e tentou desferir um golpe em diagonal por baixo, mas como seu instrutor é mais experiente, ele apoiou sua lâmina com parte sem fio em sua palma esquerda e forçou a espada de Bryan para baixo, e logo em seguida tentou desferir um golpe com a ponta da espada no peito da jovem prole de Belona, mas o mesmo com tamanha agilidade consegue esquivar, fazendo um rolamento para o lado e logo se recompondo para evitar quaisquer investidas do centurião.

— Parece que seu reflexo está bem melhor — dizia o rapaz com desdém — Mas será o suficiente?

Assim que terminou de falar tais palavras, Scott avançou com tamanha velocidade que Bryan por um momento foi pego de surpresa, mas rapidamente se recompôs e armou sua defesa segurando a espada de tal forma que ao receber o golpe, a repeliu por completo, porém o jovem acabou sendo arrastado para trás alguns centímetros pelo impacto do golpe.

— Hoje você está falando bastante, não é Scott? — falou Bryan encarando-o.

Bryan como sempre quando se empolgava, começou a estalar os dedos da mão que não portava a espada, e quando seu último dedo foi estalado, o mesmo bateu em máxima velocidade para a direção de Scott, tentando surpreende-lo com um golpe alto próximo ao pescoço, porém quando viu a movimentação do centurião, seu corpo reagiu por instinto e rapidamente mudou a direção da espada para baixo, porém Scott conseguiu desviar de parte do golpe, recebendo apenas um arranhão no braço esquerdo. O rapaz com uma expressão de surpresa, deixou escapar um pequeno sorriso no canto da boca, mas fora tão pequeno o vacilo, que a expressão de seriedade já havia retomado sua face e esse então partiu em direção ao ataque.

Scott começou a desferir uma sequência de golpes em direção ao Bryan, que por sua vez não resistiria a muitos mais golpes, e assim foi feito... O filho de Belona acabou deixando sua guarda abrir em um dos golpes e o centurião não deixaria essa oportunidade escapar, acertando um grande golpe com o ombro no peito de Bryan, fazendo-o dar alguns passos para trás, assim perdendo a base, dando tempo o suficiente para Scott desferir um golpe extremamente ágil que raspou o peito da prole de Belona, o que lhe causou um corte que se estendia do umbigo ao peito e criado uma abertura totalmente nova na camisa.

— Espero que tenha gostado do novo estilo da camisa — Falou o centurião em tom descontraído e estendendo a mão ao jovem — Você vem demonstrado habilidade com a espada, mas por hoje já é o suficiente.

Bryan aceitou o gesto do rapaz e segurou em sua mão levantando-se e batendo a mão pelo corpo para afastar a poeira, quando ele repentinamente olha pro relógio em seu bolso e viu que se passaram duas horas desde que chegou ao campo de treino.

—Merda, meu irmão já deve estar me esperando — pensou Bryan, assim partindo de volta ao chalé.
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Mensagem por Bryan von Schönborn em Qui Set 28, 2017 12:44 am


The Descendent of Belona
tags: Training X Notes: Kaue Viado X Música: Broken Bones

Pela parte da tarde, Bryan já havia concluído seus afazeres e estava se preparando para ir treinar com Scott, que seria seu instrutor de lança nesse dia. Ele sempre gostara de lutar com lanças, pois foi uma das armas que teve mais afinidade desde que chegou ao Acampamento Furna . Algum tempo depois, o filho de Belona finalmente chegou ao local de treino, porém Scott já estava lutando com outro semideus, então ele decidiu se sentar em uma das cadeiras esperando que o combate terminasse.

— Ah, finalmente um treino de lança depois de tanto tempo  — ensou Bryan olhando confiante para a lança.

Com um bom manejo, a prole de Belona tornou a girar a lança em torno de seu corpo, demonstrando o porque dessa ser uma de suas armas favoritas, então cravou-a no chão e deu um salto sobre a lança, com um único movimento arrancou-a do chão e aplicou um golpe contra o chão, fazendo uma considerável nuvem de poeira. Scott que já tinha terminado seu treino ficou intrigado com o jovem e se aproximou.

Ambos concordaram em começar o treinamento, então logo entraram em suas posições: Scott com sua lança apontada sempre pra frente, enquanto Bryan começou a girar a lança sobre sua cabeça, mantendo sua base com o pé esquerdo para trás. O centurião parecia bastante animado com o combate e não demorou muito para avançar em direção ao seu adversário, que ainda brandia a lança sobre sua cabeça. Scott então tentou desferir um golpe com salto, afim de manter a distância de seu oponente. Bryan que por sua vez irrompeu o movimento rotatório da lança e cravou-a no chão, parando a estocada que Scott havia tentado. O filho de Belona viu essa oportunidade como "a chance de ouro", então projetou seu corpo sobre a lança, assim usando como alavanca e tentou desferir um chute no peito de Scott, que rapidamente largou a lança, vendo que não teria como utilizá-la para defender e agarrou o pé de Bryan, lançando-o brutalmente até o outro lado da área de treino, chegando a esbarrar em outros campistas.

— Bom movimento, mas você tem que deixar seu corpo mais leve, deixe-o conduzir você durante o combate, seus movimentos ainda estão muito rígidos — Disse o centurião adorando a situação — Vamos levante, ainda temos muito para treinar.

A prole de Belona se levantou rapidamente após ouvir as palavras, apoiando sua lança no ombro e sacudindo a roupa afim de afastar a poeira. Logo ele correu com a lança e ao estar a 3 passos de distância de Scott, aplicou um golpe afim de quebrar a guarda do centurião, que por sua vez não se deixou levar pelo golpe e rapidamente afastou Bryan, mas ainda assim, a prole de Belona não havia desistido, o mesmo rapidamente retomou a distancia que estava e aplicou — Trois Doigts — , uma sequência rápida de três golpes que visam o peito , a cintura e a cabeça do adversário. O centurião conseguiu bloquear os dois primeiros golpes com facilidade, mas no último golpe, Bryan havia alterado o tempo do golpe, tornando-o mais rápido, surpreendendo de leve o jovem centurião que por pouco conseguiu desviar, mas ainda assim acabou com um corte no ombro.

— Hohoho, e não é que temos alguém que domina bons movimentos com a lança? — disse Scott,  quase que aplaudindo Bryan com o olhar — Será que você consegue fazer esse movimento?

Após terminar suas palavras Scott encurtou rapidamente a distância que havia se criado após o golpe de Bryan,fazendo com que o mesmo mal respondendo ao primeiro golpe — "Entrée" — uma rápida estocada com a parte de madeira da lança, que tem como intenção deixar seu oponente com dificuldades de acompanhar o resto dos golpes e com um exímio giro da lança o segundo golpe encaixava perfeitamente — "En haut" — acertando diretamente o queixo de Bryan, que era lançado para longe, porém Scott acompanhava o corpo de Bryan e com um súbito movimento, cravou a parte sem lâmina no tórax do filho de Belona  levando-o ao chão — "Évier" — finalizando a sequência de golpes, que fizera Bryan permanecer caído durante alguns minutos, pois nunca fora tão humilhado em uma luta com lanças.

— H-huh, você está realmente em outro nível — disse Bryan ainda ofegante, mas permanecendo deitado no chão — Bem que Achilles me avisou que você poderia se empolgar no meio do combate, mas nunca imaginei que seria dessa forma

— Bom, ele nunca me disse que tinha um irmão que dominava bem algumas técnicas de lança — disse Scott com um sorriso no rosto e ainda admirado por ter um campista jovem com tamanha habilidade para desenvolver.
O centurião estendeu a mão à prole de Belona, e o mesmo a aceitou, logo se levantando ainda ofegante, porém com o sentimento de que tinha muito a melhorar se quisesse chegar ao nível dos centuriões.
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Mensagem por Nyx em Qui Set 28, 2017 12:46 am
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PRIMEIRO TREINO
Tente se atentar mais ao uso da vírgula e a repetição de palavras. De resto, continue assim.

330 de experiência + 130 denários.

SEGUNDO TREINO
Eu simplesmente adorei como você consegue incluir o Scott em todos os seus treinamentos. Muito criativo!

350 de experiência + 150 denários

Pelos dois treinos, 1 ponto de vantagem.

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the night is dark and full of terrors
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Mensagem por Achilles von Schönborn em Qui Set 28, 2017 5:01 am



As sombras me iluminaram

Aqui no acampamento Furna, os combates corpo-a-corpo eram fáceis, até eu conhecer a arena onde outro filho da Guerra, nesse caso filha instruía os campistas. Agnes dava o que falar, um só murro dela e já podia fazer até mesmo os lutadores mais famosos caírem.  
Eu já estava na arena, desferindo socos, cotoveladas, chutes e joelhadas no saco de areia quando Agnes adentrou a arena. Sua presença era esmagadora, não demorei muito para percebe-la no local, o som do seu soco era magnífico. Me afastei do meu saco de areia e fui em direção a Agnes. Ela era um dos poucos instrutores que me intimidavam, mesmo assim eu precisava buscar melhorar ainda mais minhas habilidades corpo-a-corpo. — Um contra um, eu contra você, AGORA! — Desafiei. Agnes parou o soco antes que seu punho acertasse o pesado saco de areia. — Você deve ser bem corajoso ou muito BURRO. — Sua ultima palavra teve um tom de voz agressivo. — Eu aceito. — a filha de Marte se distanciou do saco de areia e se posicionou aproximadamente a três metros de mim. Eu nunca havia enfrentado a filha da Guerra, mas só pela sua base e guarda percebi que os boatos eram verdadeiros, ela era boa naquilo. Estalei meus dedos e levantei minha guarda, logo forçando a base.

Avancei em direção a garota, utilizando da minha explosão para cobrir a distancia rapidamente e a golpeei com um jab em velocidade utilizando a mão direita, felizmente eu era canhoto. Mesmo na velocidade alta do jab, a instrutora movimentou sua cabeça para o lado, desviando do golpe, continuei meu ataque com um cruzado, que buscava acertar o maxilar da filha da Guerra. Agnes levantou seu punho defendendo do meu golpe com facilidade e logo contra-atacou com uma joelhada que teve a tentativa de acertar minha barriga, defendi o golpe com facilidade apenas abaixando minha mão direita que estava já de volta na guarda. — Preste mais atenção! — De inicio não entendi muito bem, mas alguns segundos depois eu compreendi o recado, um cruzado de esquerda havia passado pela minha guarda quando abaixei a mão para defender a joelhada, o golpe no maxilar me levou a lona.  

Me levantei rapidamente subindo novamente minha guarda. Desta vez Agnes quem avançou, sua velocidade era muito grande, não pude acompanhar seus golpes, jabs rápidos e pesados que pararam na minha guarda fechada defendendo o queixo e em seguida subi novamente para proteger um próximo cruzado de direita. Contra-ataquei com um direto de esquerda, que foi novamente defendido com facilidade, continuei a investida dando dois jabs rápidos na guarda da instrutora para tentar tirar sua atenção por fim, finalizei com um golpe na altura do estômago, esse entrou, mas a filha de Marte não recuou, muito pelo contrario. Ela avançou.  

Eu não esperava esse tipo de reação da filha da Guerra, fui pego desprevenido, Agnes parecia estar gostando de bater em um saco de areia que se movimentava e dava golpes, ela usou de sua velocidade para executar uma explosão de diretos e jabs rápidos e pesados o suficiente para quebrar minha guarda e finalizou com um uppercut, me levando a nocaute.  

Acordei alguns minutos depois com a instrutora dando leves tapas no meu rosto. — Você está bem? — Respondi com um sinal de sim. — Só preciso descansar um pouco. — Me levantei e me retirei da arena.  


Spoiler:
Criei Agnes para ser minha instrutora de combate corpo a corpo. Ele é uma filha de Marte especializada em combate à maos nuas
∆ LYL - FG
[/quote]
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Mensagem por Achilles von Schönborn em Qui Set 28, 2017 11:30 am



As sombras me iluminaram

Uma bolha de chiclete se formava na minha boca enquanto eu adentrava a arena de combate corpo a corpo, minha mania de sempre estar mascando um chiclete as vezes era irritante até para mim, mas por outro lado o meu sabor favorito era o de menta, ele é irresistível.  Combates corpo-a-corpo era uma das minhas especialidades, dificilmente eu perdia uma luta, podia dar conta de até uns três inimigos sozinho. Talvez eu gostasse mesmo de uma boa briga, mas tinha que ser boa. Lutar contra oponentes mais fracos não é legal. Por esse e outros motivos eu gosto desse lugar e sempre desafio Agnes. A filha da Guerra, assim como eu é apaixonada em socar algumas coisas.

Me aproximei de um dos sacos de areia e comecei a aquecer com uma sequência básica. Jab, jab, direto e cruzado. Repeti os movimentos pelo menos umas cinco vezes. Sempre atento a movimentação dos meus pés, afinal isso ajuda no golpe. Após a repetição de pelo menos cinco vezes comecei a correr em volta da arena. Eu precisava aquecer de alguma maneira.

Eu queria treinar sparring com Agnes, mas a mesma estava ocupada explicando o básico do combate para um filho de Febo que havia chego no acampamento Furna recentemente. Preferi não interferir, afinal, ele pode se tornar um oponente que possa satisfazer minha vontade um dia. Logo voltei para o saco de areia. Desta vez a prática era de uma sequência mais complicada, desta vez ela era composta por: Jab, direto, elbow, e finalização com um chute na altura da cabeça. Desta vez, procurei executar os movimentos por dois minutos, sempre atento a parte técnica da coisa e no meu movimento dos pés. Após acabar, eu ia dar início a outra corrida, mas Agnes ordenou que eu não começasse a correr. A instrutora caminhava em minha direção com dois aparadores de golpes. — APARADORES? Você disse que treinaríamos sparring, Agnes. — Minha voz era alta, ela havia dito... Bem que seja. Criei outra bolha de chiclete que estourou logo depois. — Você precisa melhorar ainda mais sua técnica, Achilles. Não reclame. — Agnes era a melhor naquilo e eu a respeitava por isso, aceitei o treino e me preparei mentalmente, por que já sabia seria exaustivo.

Levantei minha guarda, formando a guarda padrão do boxe, porém minha mão direita ficava a frente. Minha mão predominante é a esquerda, ou seja, sou canhoto. — Vamos lá, Não sei se você percebeu, mas tem uma linha bem em baixo de você, quero que salte de DOIS pés sobre ela cinco vezes, feito isso realizará a seguinte sequência: Jab, jab, direto, JOELHADA na altura do estômago e finalize com um chute alto. ENTENDIDO? — As instruções foram claras, apenas um burro não entenderia o que ela acabou de falar. Com a guarda pronta e meus pés juntos, dei início ao treinamento.

Saltei as cinco vezes com os pés juntos e logo depois executei a sequência que a instrutora pediu, a cada movimento eu prestava atenção nos mínimos detalhes, se ela citou que preciso melhorar meu técnico, então algo não está PERFEITO. A cada jab o movimento com meu pé da frente era perfeito, ele se deslocava levemente para o lado, acompanhando meu ombro, braço e punho. O mesmo serve para meus diretos, porém, Agnes estava certa, meus chutes estão falhos, após dar o primeiro chute percebi a falha, meu pé de apoio não estava tão fixo, minha base estava fraca, enferrujada. Soltei um sorriso contente quando percebi o erro. — Encontrou não é? Quero que repita esses chutes altos quantas vezes forem precisas, CHEGUE A PERFEIÇÃO — Esse era um treino diferente, raramente Agnes, a garota explosiva treinava a parte técnica comigo, íamos sempre direto para a pancadaria.

Agnes era de fato um gênio em combates a mão desarmada, ela nunca havia recebido um chute meu e quando o viu na primeira vez já encontrou um erro. Como foi ordenado comecei a repetição de chutes altos, a cada chute, a cada contato o som do aparador ecoava pela arena. Um estalo tão grande que alguns campistas pararam parar olhar o que estava acontecendo. A cada chute, Agnes corrigia um ponto rapidamente. Devido a isso pude melhorar de forma muito rápida, a instrutora por mais que jovem, era dotada de uma experiência enorme o que em ajudou em cada chute. Após trinta minutos de chutes seguidos, um chute foi perfeito, a movimentação do pé para o lado, o giro do tronco e o contato com o peito do pé no aparador. Isso gerou um som ainda mais, que fez com que a arena intera parasse. — NÃO PARE! Ainda tem muitos chutes a fazer, VAMOS! VAMOS! VAMOS! — Esse treinamento estava me matando, chutar era de fato cansativo, mas Agnes estava tão empenhada em me ajudar a melhorar que a cada segundo eu estava ficando melhor. Por fim, depois de longos quarenta e cinco minutos de chutes, eu havia o dominado. O chute alto.

Parei de executá-los, Agnes retirou os aparadores. — Obrigado por hoje, Agnes. Foi um ótimo treino. — Minha voz estava ofegante, eu estava morrendo de cansaço. Agnes assentiu com a cabeça — Dispensado legionário!

∆ LYL - FG
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