Campos de Marte

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Mensagem por Legião Fulminata em Ter Abr 24, 2018 6:42 pm
Campos de Marte


Roma sempre foi conhecida por seus grandes guerreiros, treinados para enfrentar leões e serem imbatíveis no campo de batalha. Os costumes de lutas dos romanos perduram até os dias de hoje e seus guerreiros encontram-se cada vez mais empenhados em ter um exército invencível e, para isso, é necessário treino. O maior empenho dos filhos de Vulcano foram reconstruir os Campos de Marte como se conheciam, adequando-se as necessidades das novas gerações de semideuses, que viriam a conhecer um mundo completamente diferente do que uma vez tinha sido.
Em uma câmara circular, foram dispensados uma série de simuladores mágicos suficientes para diversos semideuses por vez, capazes de assumir a forma de qualquer monstro que desejar, assim como alvos mobilizados e móveis e arenas de batalha em dupla, seja para duelos ou para treinamentos corporais. O Acampamento Furna também disponibilizou uma série de armamentos, dispostos nas paredes, para caso que os semideuses pegassem as armas necessárias emprestadas.

I. Post's com menos de dez linhas serão desconsiderados.
II. Cuidado com a gramática, pois está valerá boa parte de seus pontos.
III. É permitido apenas dois post's em na arena por dia.
IV. É permitido a postagem de treinos individuais nesse tópico, treinos em duplas, trios e outros é necessário a criação de tópico por parte do player.
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Mensagem por Benjamin Beckham Jr. em Dom Abr 29, 2018 4:40 am
Work on!
O lobo começa a rodear o menino, garras de aço negro, pelo negro como a noite, olhos de rubis flamejantes...Joias vindas do inferno! O lobo gigantesco fareja, saboreando a refeição que está por vir. Ele não sente medo, somente a alta percepção das coisas, o ar em seus pulmões, o vento nos pinheiros que se movimentam contra a noite que cai; suas mãos estão firmes, sua postura perfeita! E então o menino dado como morto retorna a seu povo, para a sagrada Esparta, um rei, nosso rei, Leônidas! 



Experimente a oportunidade de assistir o tape do lendário quarterback Peyton Manning algum desses dias. Seu trabalho de pés era perfeito, a mecânica extremamente polida, tão impressionante quanto a firmeza das mãos largas, acompanhada do release rápido. É bem verdade que talvez nem todos os seus lançamentos eram feitos em “espiral perfeita”, mas ele compensava isso com precisão. Essa capacidade de ser cirúrgico era o que diferenciava-o dos demais, sendo responsável por elevá-lo ao título de GOAT (Greatest of All Time).



Agora, muitos anos depois, é possível observar porque o antigo jogador de futebol americano continua sendo o ídolo de Ben. Quer dizer, o estilo de ambos é muito parecido. O filho de Marte provavelmente não é o mais forte dos semideuses, muito menos o mais rápido, o que em teoria deixa-o numa posição de inferioridade em relação aos outros. Entretanto, consegue nivelar-se graças à sua habilidade de ser preciso. A firmeza dos dedos e a destreza com a qual lutava também ajudavam, mas tudo isso ficava em segundo plano. 


E isso mostrou-se muito mais evidente naquela manhã de Domingo.



O Sol resolvera brindar o Acampamento Furna com seus raios mais intensos naquele dia, tornando-o perfeito para um piquenique ou ainda um mergulho no lago. Para um autêntico filho da guerra porém, todos os climas eram ideias para melhorar suas técnicas no âmbito de batalha. Foi seguindo essa doutrina que Benjamim terminou no local dentro dos “Campos” que levavam o nome do seu pai. Sua intenção era ampliar os seus sentidos e sobretudo obter uma boa fonte de diversão — você pode acreditar ou não, mas ele divertia-se quando ou enquanto lutava —. Sorriu mordaz no momento de escolher o monstro. Poderia optar por algo mais fácil como um cão infernal filhote, mas desafiou-se ao eleger uma dracaenae. Afastou-se ansioso — era a primeira vez que ele fazia aquilo — e preparou a lâmina reluzente da espada recém alugada.


 A cópia perfeita do monstro não demorou mais de 5 segundos para se formar, demorando aproximadamente a mesma quantidade de tempo para atacar. “Uau, ela é rápida.”, pensou surpreso, já desviando através de um rolamento para o lado direito. A criatura horrenda sibilou e partiu numa nova investida, buscando atingir o moreno com suas garras pontiagudas. Beckham ignorou o ataque graças à uma finta ágil e contra-atacou com um corte coronal, que atingiu a mão esquerda alheia, cortando-a. 



— Pronto, agora não vai mais precisar ir na manicure...— viu-se confiante o suficiente para fazer tal comentário, sorrindo ao já sentir a substância Adrenalina correr por meio dos seus vasos sanguíneos, irrigando cada parte do corpo. A confiança pode ser uma virtude ou uma fraqueza. A falta dela causa deficiência, mas o excesso pode levar à falta de atenção, e foi exatamente isso que Ben aprendeu no minuto seguinte ao seu sarcasmo latente. Ainda distraído com a mão solta que agora jazia aos seus pés, não se deu conta quando o monstro atingiu-o na protuberância causada pelos músculos do braço direito. Recuou de imediato, um ardor crescente invadindo seu interior. 



Aquilo era muito pior do que tirar sangue, certamente.


Soltou um suspiro, meneando o crânio e retomando a concentração perdida. Era sua vez de atacar. Sabia que o efeito do veneno da dracaenae iria começar logo, portanto, precisava ser rápido. Fugaz, tratou de diminuir a distância entre os corpos após uma corrida intensa, e quando finalmente obteve alcance suficiente, fingiu um golpe na posição vertical, mas mudou o punho de direção no último segundo e realizou um corte diagonal. A lâmina penetrou profundo, suficiente para deixar a criatura irritada. Agora era ela quem parecia disposta à acabar com as coisas num curto período. Arrastou a cauda no chão e rastejou em linha oblíqua, justamente na direção do moreno, que permaneceu estático. No exato momento em qual o monstro ia atingi-lo, o filho de Marte foi capaz de segurar seu braço, afastando-o do seu corpo. — Game over, agora você não consegue desviar. — afirmou, guiando a espada até o peito da dracaenae, estocando-a com força até atravessar por completo a pele escamosa. 


Tudo terminou numa nuvem de pó dourado.
INFORMAÇÃO ADICIONAL: Nada a acrescentar.
BY MITZI
Benjamin Beckham Jr.
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Mensagem por Melinoe em Dom Abr 29, 2018 2:08 pm
Avaliação

Parabéns, você escreve bem. Só tem três coisinhas que gostaria de chamar a atenção:
- Você segurou o braço de um monstro e não tinha usado qualquer poder ativo ou passivo. Monstros costumam ser mais fortes que os humanos e semideuses;
- Senti um pouco de falta do subjetivo do personagem, deu para ver alguns sentimentos dele durante a luta, mas não nego que esperava algo a mais quando vi que Benjamin gostava de lutas;
- A luta em si foi um tanto quanto rápida para quem mesmo disse que um cão infernal filhote seria melhor em sua situação atual. E novamente volto ao ponto, deixara de usar poderes. No entanto tem boa consciência em pelo menos levar alguns ataques da Dracaenae;


Caso se sinta na vontade, pode pedir uma reavaliação para outro Deus, comecei recentemente e qualquer coisa, peço perdão.


Recompensas e Perdas:

+ 250 de EXP
- 30 de HP

Atualizado ☼

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Mensagem por Emanuelle T. Bellegar em Ter Maio 01, 2018 12:50 am

Já se faziam alguns bons dias desde sua chegada. Emanuelle perambulava sobre o Acampamento, os pés descalços, a medida em que degustava o momento em que a terra tocava seus dedos. Trazia nas mãos seu artefato interessante, e um sorriso estampado nos lábios. Recordava-se de uma canção antiga, com seus sonetos profanos e delicados versos, onde um velho do navio costumava a lhe cantar.

Quem poderias um dia imaginar, que sobre a terra dois pezinhos iriam pisar
A espada trouxe para cima, e como um guerreiro se pôs a voar


Nada mais que isto conseguia lembrar-se, portanto resolvera que não importava ao momento. A jovem prendeu para trás os cabelos ruivos, ao longo que os campos de Marte se aproximavam, trazendo a vibração das antigas almas que ultrapassaram suas paredes. Era esplendor a tamanha multidão de espíritos romanos que circundava a construção.

O peito caíra em um suspiro demorado, quando os pés tocaram o solo. Rostos familiares ultrapassaram sua visão, e Emanuelle se direcionou ao meio. Estava fazendo calor, pois a blusa grudava ao corpo em questão da umidade. Não gostava de dias úmidos, pois sempre faziam os treinos algo cansativo, e a traziam uma preguiça profunda.
Tudo bem, Manu, não há nada que a vença, pelo menos não por enquanto.

Ao vislumbrar os bonecos de madeira, distribuídos em uma região ampla, tivera a ideia de lutar com um por vez em seus modos automáticos. Quando eles começaram a movimentar-se trazendo vida a algo que antes parecia tão imóvel, Emanuelle deixou que um sorriso malicioso tomasse seus lábios.

Respirou fundo, e a espada veio a frente em uma posição de ataque. O primeiro boneco aproximou-se, com seu gingado bambo. Emanuelle correu em sua direção, o pé esquerdo avançou para o lado de fora e com a as duas mãos trouxe a espada ao lado direito, golpeando o oponente ao meio. Seu braço fora jogado ao chão, e uma dor percorreu seus ossos. Ok, bonecos de madeira também lutam muito bem, pensou.

O corpo quase se submeteu ao chão, porém Manu conseguira voltar para linha a tempo. O boneco passou para frente e a mesma aproveitou para atingir suas costas. Emanuelle girou a 45 graus, trazendo a espada para o meio do boneco, e chutando suas costas logo em seguida. Este foi em direção chão, porém em meros segundos já estava a se levantar.

O oponente avançou contra a jovem semideusa, o seu punho de madeira veio até seu rosto, afundando-se a sua bochecha, arremessando seu corpo para trás. Um tanto zonza, levantou-se e correu em direção ao boneco. Trouxe a espada para o alto, em uma forma vertical, e logo em um golpe ao mesmo sentido, desprendeu um dos braços do boneco, que nem um pouco contente — mesmo que bonecos não possuam sentimentos — arrastou o corpo em direção a moça, chutando sua canela e fazendo seu rosto bater ao solo.
Meu lindo e deformado rosto, deformando-se ainda mais, que gentileza.

A raiva ultrapassou os limites da semideusa, que sempre muito esquentada, em segundos já estava em pé novamente, agarrando a perna do boneco e o levando para o solo. Os olhos castanhos transmitiam a fúria de 100 almas, a medida em que preparava-se para fincar a sua espada sobre o peitoral do boneco. O mesmo trouxera as mãos para seu pescoço e jogou-o para o lado, subindo em cima da mesma. A visão enfraqueceu, e o ar pareceu soltar-se.

Vislumbrando um ser sem rosto, Emanuelle imaginava o quão vazio poderia vir a ser seus futuros oponentes, porém não serias vencida por algo tão insolente. O tronco viera para cima, e o usou para jogar o oponente ao lado. Manu não tomou seu precioso tempo, seus dedos agarraram a espada e com um golpe, a cabeça do boneco rolou para fora em direção aos alvos.

Surpresa com si própria, permaneceu ali por alguns segundos, enquanto o corpo parecia não vir a relaxar. Foi quando que descobriu  o motivo: O boneco permanecia ativo, e logo suas mãos empurraram o peito de Emanuelle para trás, que um tanto confusa retornou para o chão. Pensou que o mesmo levantaria-se em vingança e terminaria seu trabalho, mas se recordou que eram apenas bonecos.

Levantou-se em encontro ao boneco, agora novamente com sua cabeça pendurada sobre o pescoço. Usou o corpo para pular nas costas do oponente, que debatia-se a sua frente. Deuses, isso nunca desliga? Pensou para si própria. Colocou a espada na altura do pescoço do artefato, um sorriso abriu-se ao canto da boca, e logo estavam ambos ao chão.

Desta vez, este estava desligado. Emanuelle suspirou, um tanto cansada. O suor escorria entre sua camisa e logo parecia exausta de uma forma absurda. Era o dia, o lugar, o ano. Emanuelle não servia para ficar tanto tempo sobre uma terra firme, não saberia o quanto aguentaria permanecer ao acampamento.

armas utilizadas:
Uma espada conseguida dentro da Arena
「R」
Emanuelle T. Bellegar
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Mensagem por Melinoe em Ter Maio 01, 2018 5:15 am
Avaliação

Eu simplesmente adorei, mesmo sendo um treino, relativamente, simples e sem monstros. Dá para notar a essência da personagem e como ela se sente durante o treino. Não posso negar que como um fangirl de personagens femininas em geral, eu adoro esses ataques súbitos de raiva onde elas saem quebrando tudo. Parabéns. E também não notei erros gramaticas, parabéns 2x;
- Uma coisa que quero destacar é que também consegue dar ênfase ao movimento dos personagens envolvidos e do ambiente. Isto tira também a sensação que ambos estão em pés parados e só as espadas se movimentam.


Recompensas e Perdas:

+ 350 de EXP
- 15 de HP

Bônus:
Beauty - Um espelho de maquiagem onde a semideusa poderá ver seu rosto perfeitamente. Ele possui pequenas luzes leds ao seu redor para que ela possa se ver no escuro também.

Pode pedir atualização no Tópico de Atualizações

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Mensagem por Violett Carstairs em Sex Maio 04, 2018 6:49 am


— 45 years since the decline —


Violett Carstairs ainda era vista como uma novata aos olhos de todos, uma peça quebrada recuperada daquele mundo de sangue e dor e monstros. Ela não gostava daqueles olhares... Da curiosidade, da cautela, ou do que quer que fosse. Vee queria que todos fossem para os infernos com seus olhares. Eles achavam que ela era maluca.

Mas seu irmão estava do lado dela, e nada importava.

Vee mal havia conseguido dormir, uma vez que os pesadelos jamais a deixavam em paz, e deu graças aos deuses - se é que eles ainda a ouvem - pelo amanhecer ter chegado, pois assim ela pôde se levantar e se preparar para o treinamento prático para iniciantes de arco e flecha que havia sido marcado para aquela manhã. Ela precisava daquelas instruções, tudo que sabia era muito básico comparado aos outros legionários. E naquele lugar parecia que sempre tinha que arrancar o melhor de si em qualquer coisa.

“Onde você vai?”, perguntou Dorian, seu irmão, aparecendo do nada em sua frente. Vee o abraçou tão forte que suas mãos doíam sobre as costelas dele. Ela ficava irremediavelmente feliz quando ele estava, como se outra parte dela estivesse completa, como se não precisasse carregar o peso do mundo nos ombros. — Treinar, quer ir? [...]

Ao chegar nos campos de Marte, Vee percebeu que havia um número relativamente pequeno de legionários presentes, o que ela deduziu que, em realidade, havia um número relativamente pequeno de legionários amadores. Droga, ela odiava que o percurso para a maestria fosse tão, tão longo. Harmonia, a filha de Febo que havia marcado aquele treinamento, chegou pontualmente na hora que havia dado para o início da aula e parou em frente a todos. — Bom dia a todos. Vamos iniciar a aula de arco e flecha para iniciantes... – ela relembrou conceitos básicos da modalidade e então foi até o painel de comandos, ativando um sistema que fez com que os alvos, antes imóveis, começassem a se locomover em velocidade uniforme. — Só porque são iniciantes não quer dizer que as coisas serão fáceis. Lá fora os alvos não vão ficar parados esperando que vocês os acertem, e não tem sentindo aqui ser assim também.

Harmonia pediu para que se formasse trio, e enquanto todos se movimentavam em busca de uma equipe, Vee permaneceu quieta ao lado de Dorian. “Você não precisa fazer um trio”, falou seu irmão. Vee concordou com a cabeça, aceitando. Mas uma garota se aproximou dela e Violett reprimiu o impulso de se afastar. A menina era toda sorrisos, se apresentando como Alys, filha de Arcus e perguntando se queria fazer uma equipe. Os olhos castanhos-dourados de Vee foram nervosamente para Dorian, não querendo que ele achasse que ela estava o abandonando ou o trocando.

— Tudo bem, seria bom – ela disse. Seu irmão a olhou com algo que parecia raiva e saiu da área de treinos, deixando um vazio com sua saída. Vee queria correr atrás dele e se desculpar, mas engoliu aquela opressão no peito e seguiu Alys para onde estavam disponibilizados os arcos e as aljavas, a recém-conhecida tagarelando sem parar de uma menina que era para ser supostamente a terceira integrante do trio. — Ah, ah, ela chegou! – alegrou-se Alys. Vee nem se dispôs a fazer uma expressão minimamente interessada a chegada da outra garota.

Com todos os legionários já posicionados em uma fileira horizontal, Harmonia começou a dar instruções sobre a atividade. Vee avaliou o arco que tinha em mãos, o rodeando e ponderando seu peso e tamanho, sentindo o formato curvo da madeira e a corda bem atada nas duas extremidades finais do arco. Segurar a arma corretamente era algo relativamente fácil para ela, mas as flechas eram um mistério que lhe causava dor de cabeça. Os dedos da mão canhota estavam em torno da estrutura do arco, não com força, mas sim firmes. O cotovelo permanecia reto diante da linha de tiro. Ângulo, impulso e força, era o que Harmonia dissera. Vee relembrou essas palavras ao erguer a destra e puxar uma flecha da aljava que pendia a suas costas; cada trio tinha uma cor, e o dela era azul celeste.

Sentia suas companheiras de equipe se movimentando ao lado dela, cochichando e rindo. Aquilo a irritou, mas ela tentou permanecer centrada enquanto segurava a longa e fina haste feita de madeira, se preocupando com o engaste para a fixação na corda do arco, que achava que era a parte mais complicada para ela. Não conseguia colocar com firmeza de jeito algum. Mas ela tentou. Tinha que tentar. Colocou o nock da flecha na corda do arco e, seguindo as instruções que Harmonia ia ditando e todos acompanhando, segurou a ponta da flecha entre o dedo indicador e médio, permanecendo assim por um tempo para tentar achar alguma segurança em si mesma.

— Como já disse, tem dez minutos para acertarem todos os alvos – disse Harmonia, mexendo no painel de comando e fazendo os alvos começaram a se mexer numa velocidade muito lenta. A instrutora olhou no relógio. — Comecem! - Não é tão difícil, Vee, é como usar uma lança... só que usando um arco. Respirou fundo e deixou a respiração controlada. Segurando o arco fundo e mirando para o alvo, Vee soltou a corda e esperou o resultado. A flecha se desviou do caminho e foi diretamente para o chão. Pegou outra flecha, colocando-a na corda e fechando apenas um olho para tentar mirar com mais precisão no centro do alvo. A medida que o alvo se movia, Vee o seguia, até conseguir acompanhar seu ritmo e calcular mais ou menos onde teria que mirar a flecha, prevendo que o alvo estaria lá assim que ela soltasse a corda. Tudo tão bonito e fácil na teoria. Quando Vee soltou a corda, a flecha saiu cortando o ar diretamente para... acima do alvo, bem acima.

Outra flecha. Outra tentativa. Outro erro. E, é claro, outro palavrão.

Violett, aparentando uma paciência invejável, mas por dentro estando explodindo em mil pedaços raivosos, pegou outra flecha, encaixou o nock na corda e mirou. Ela soltou a corda... e a flecha criou um arco muito bonito e limpo e então caiu no chão.

Concentrou-se em outro alvo e passou a seguir seus movimentos, repetindo aquele processo todo. Soltou a corda e vendo a flecha disparar na direção do alvo e se cravar no círculo preto. A flecha com pena azul celeste finalmente se juntou a diversas outras coloridas. Violett visualizou outro alvo que sua equipe ainda não havia acertado, e tentou atirar a flecha nele. Errado por uma distância tão pequena que dessa vez o xingamento teve que ser mais alto. Tentou novamente, e novamente. O alvo se movia cada vez mais rápido, mas isso não era um problema. Pois lento, rápido ou parado ela não acertaria de qualquer jeito.

— Você está mirando muito reto, e assim perde um pouco sua capacidade de distância, tente erguer um pouco o arco – falou Harmonia ao passar por ela. Não hesitou em aceitar o conselho dela, erguendo o arco um pouco. Pegou a flecha, a colocando na corda e a segurou, retesando calmamente o cotovelo enquanto puxava a flecha para trás. Prendeu a respiração e focou no alvo. Então soltou. A flecha riscou um arco no ar, subindo, subindo e subindo. Até parar extremamente longe do arco, muito atrás.

De repente, um calor subiu em seu corpo, a impaciência e a raiva a dominou e ela teve que usar todo seu auto controle para não jogar aquele arco no chão e sair andando. Se ao menos seu irmão estivesse ali... se ao menos ele estivesse com ela, tudo seria tão, mas tão fácil.

Não levantaria tanto o arco dessa vez. Vee tentou corrigir seu erro, abaixando um pouco e repetindo o procedimento. Ela pegou outra flecha, e quando a soltou da corda do arco, esta foi direto para a parte vermelha. Quando já ia abastecer a corda com mais uma flecha, Harmonia chamou a atenção de todos, dizendo que o tempo havia acabado. Harmonia contou os pontos de cada equipe, anunciando a vencedora (que, obviamente, não era a de Vee). A prole de Vitória descobriu que suas companheiras de equipe se saíram muito bem, o que só a deixo mais frustrada. — Não se preocupe, Vee, você ainda será boa - disse Alys. Se ela tentou ajudar, teve o efeito completamente oposto, pois Violett só sentiu vontade de arremessar o arco na cabeça dela. Harmonia congratulou aos que conseguiram alguma coisa e pediu para aqueles que tivessem dificuldade para perguntar, e treinar mais. Vee jurou que Harmonia havia olhado para ela.

Violett não poderia a culpar.



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Mensagem por Melinoe em Sab Maio 05, 2018 3:11 am
Avaliação

Gostei bastante que veio mostrando a evolução gradual da personagem ao mesmo tempo que veio expondo o interior da sua personagem. E ainda que não tenha sido um treino complexo, digo em quesito de luta contra monstros e movimentação. Quanto a sua escrita, parabéns também. Escreve muito bem e não é cansativa e consegue captar o leitor.


Recompensas:

+ 350 de EXP

Bônus:
Zap! - Um chocker de couro preto com um pingente de um arco com uma flecha pronta para ser disparada.

Pode pedir atualização no Tópico de Atualizações

Atualizado ☽

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Mensagem por Violett Carstairs em Dom Maio 06, 2018 5:59 am


— 45 years since the decline —


— Será que você pode escalar um pouco mais rápido? – comentou Lettie, torcendo o nariz e deixando a voz arrastada de jeito entediado. Violett ergueu a cabeça, as mãos segurando firme em um galho para não cair da árvore, e viu a filha de Bellona a alguns galhos acima dela. Havia subido rápido naquela árvore e agora debochava da lentidão de Vee. A prole de Victória revirou os olhos, mas ignorou o comentário e tratou de apressar-se a subir naquela maldita árvore.

Finalmente alcançou o galho de Lettie, mas a ultrapassou, subindo em um galho acima do dela, a três metros e meio do chão. Uma queda suficientemente alta para quebrar o braço, ou até morrer se Thanatos decidisse que era hora de te levar pra um passeio. Sua amiga tagarelava sem parar sobre o arco e flecha, dando dicas de como manusear com maestria o arco e ter uma mira perfeita. Enquanto isso, Vee visualizava o centro do Campo de Martes mais distantes, cheio de gente. Seus olhos então recaíram ao pequeno bosque que havia a margens dele, onde as duas semideusas estavam no momento. Vee encarou um arbusto grande e diferente, bem suspeito, então olhou para sua amiga, ainda falando sem parar. Violett ajeitou o arco na frente do corpo, pegando uma flecha de madeira no conjunto de aljava e posicionando o nock na corda.

— Ok! Bom saber que sua mãe abençoou você com o dom da telepatia, assim não preciso verbalizar o que é pra fazer – disse Lettie com a voz carregada de uma ironia que deu a Vee vontade de faze-la despencar daquela maldita árvore. Ela olhou para baixo, vendo Lettie pendurar o arco nos ombros e brincar com a flecha de madeira com as mãos, o rosto expressando deboche. — É obvio que tem algo nos arbustos e eu tenho que o acertar. Um botão que vai fazer árvores carnívoras me atacarem, talvez. Você não é muito discreta armando alvos

Vee se virou novamente para o arbusto, não sabendo o que ele escondia, mas puxou lentamente o nock da flecha com a corda até a sua mão direita estar próxima o suficiente de seu queixo. — Às vezes eu tenho vontade de socar esse seu rosto bonitinho. Já que é tão esperta, primeiro acerte aquele fruto ali em cima, se for capaz acertar três, vamos para os arbustos – seu dedo indicador foi ao alto, apontando para um fruto avermelhado do tamanho de uma mão fechada que estava a alguns metros em cima da minha cabeça. Não era comestível, Vee havia aprendido da pior maneira que tudo dentro dos limites dos Campos de Marte era exclusivamente para treinamento.

A semideusa fechou um olho, se concentrando em mirar no lugar certo. Controlou a respiração e fechou os olhos apenas para sentir a direção do vento. Não estava tão forte, mas a brisa que esvoaçava seus cabelos presos em um rabo de cavalo já seria o suficiente para desviar a flecha de um acerto perfeito. Calmamente ela puxou a flecha com os dedos e depois soltou, vendo o rastro de madeira passar muito longe do fruto. Respirou fundo e pegou uma nova flecha, fazendo mais uma tentativa, e mais uma, e mais uma. Todas passando a uma considerável distância do alvo. Sem nenhuma paciência e num surto de raiva, havia feito uma flecha se direcionar na árvore vizinha de propósito. A flecha se cravou no tronco marrom e úmido da árvore, quase no meio, mas se ali fosse um alvo certamente Violett não acertaria. Ela grunhiu, quase se desequilibrando do galho. Ok, um acesso de raiva não valia a possibilidade de quebrar um braço.

Resmungou alguns palavrões. Derrota não era ela, não mesmo. Simplesmente não aceitaria perder para uma maldita e inútil fruta! Se acalmou e esperou seu sangue se esfriar para pegar uma nova flecha. Um sentimento forte de decisão se apossou dela, e naquele momento sabia que conseguiria. Já estava no ápice do fracasso naquele dia. Encaixou corretamente a flecha no arco, e se concentrou em um fruto consideravelmente perto. Vee olhou para baixo para conferir se Lettie não estava dormindo, muito pelo contrário, ela parecia se divertir muito com as tentativas fracassadas e frustradas de Violett. A semideusa concentrou em seu objetivo, puxando a corda e com a flecha mirada ela soltou a corda e a flecha, que atingiu o fruto. Não foi um tiro limpo, muito menos perfeito, mas ainda assim foi o suficiente para arrancar a fruta avermelhada do galho e cair na terra.

— Agora só falta duas. Acho que ficaremos a tarde toda aqui – comentou Lettie, se colocando de pé com o arco em mãos. Ela parecia uma dançarina sobre as águas ao pegar uma flecha e a encaixar no arco; seus movimentos eram perfeitos ao puxar a corda e mirar em uma fruta. E quanto soltou a flecha, ela não ficou encarando o percurso feito pela flecha, apenas voltou a se sentar, desviando o olhar, e sorriu quando o ouviu o barulho da fruta caindo. — Aprenda como se faz logo e largue de ser inútil e de desperdiçar meu tempo - ela resmungou de maneira preguiçosa, quase ameaçando tirar um cochilo. Esnobe e amostrada. Havia atingido um fruto muito alto, que parecia impossível o alcance. Violett teve que respirar fundo enquanto sentia o sangue esquentar novamente. Ela fechou os olhos enquanto rangia os dentes forte o suficiente para sentir o maxilar doer. Pegou uma flecha na aljava, uma das últimas. Encaixou o nock na corda e puxou ela com uma calma letal e fria. Se ela errasse, se jogaria daquela árvore. Melhor que toda aquela humilhação. Fechou um olho para ter uma mira mais precisa e soltou a flecha, vendo-a fazer seu percurso e atingir o alvo. A flecha se cravou da fruta e ela se desprendeu do galho, caindo direto no chão.

— Interessante – exclamou Lettie, com uma expressão suave no rosto. — Você é vingativa, encontra uma motivação do Tártaro quando alguém mexe de alguma forma com você e tenta dar o tronco na mesma moeda. Isso é bom em certos casos, mas precisa encontrar uma maneira de ser boa não só nesses momentos.

— Você está brincando comigo, porra? – Violett perguntou, irritada. Lettie havia perdido a noção achando que estressar Vee iria ajuda-la. Não ajudaria em nada nenhuma das duas. A semideusa colocou o arco nos ombros e desceu do galho, ficando no mesmo que Lettie. Ela olhou a amiga nos olhos, balançando a cabeça em negativa, os lábios uma linha franzida. — Jura que aquilo tudo que você disse era só parte da 'motivação'? - perguntou, com deboche. Então, ela desceu outro galho então saltou, flexionando os joelhos para amortecer o impacto. Mesmo assim ela sentiu um choque que sacudiu seu corpo inteiro, mas tentou não demonstrar aquilo. Logo Lettie estava ao seu lado, intacta e suave como o vento. Vee começou a recolher as flechas que havia disparado.

— Bem, vamos para a parte do arbusto então – falou Lettie, rodando uma flecha entre os dedos de maneira casual, apoiada em uma árvore. Vee olhou para ela, gelo em seus olhos. Dias e dias de treinamento exaustivos e infrutíferos recaindo sobre ela; aquele novo mundo doido de deuses sendo colocados sobre os ombros dela de uma hora para outra; seu irmão que não aparecia fazia semanas, desde que fizera aquele maldito trio no treinamento. Estava em seu limite. — Foda-se esse arbusto. Cansei de fracassar por hoje – ela disse, a voz soando mais cansada do que grosseira. Lettie concordou com a cabeça, então ambas saíram de lá.



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Mensagem por Diana em Ter Maio 08, 2018 12:50 am
Avaliação

Violet, seu texto foi bem escrito e não monótomo. Alguns erros de repetição e virgula foram encontrados ao decorrer, entretanto, nada que pudesse dificultar a leitura.
Recompensas e Perdas:

+ 300 de EXP
- 10 de HP


[center]

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Mensagem por Alexis Dahlia Black em Sab Maio 12, 2018 11:42 pm

Alexandra carregava embainhada em sua cintura, uma espada de duas mãos, forjada em ouro imperial. Também levava consigo seu arco, o qual costumava pertencer ao Acampamento Furna, cujo empréstimo era tão frequente que a filha de Plutão já o tinha como seu. Sua aljava de flechas estava pendurada em suas costas e a loira caminhava confiante em direção aos Campos de Marte, onde finalmente poderia iniciar seus treinos de combate. Confiança e persistência era tudo que ela precisava.

A garota sabia como manusear uma espada com perícia, graças ao seu prévio treinamento em Temiscira, e podia-se dizer que era uma exímia esgrimista, assim como sua mãe. Julgando-se pronta para uma batalha breve, Alexandra adentrou nos Campos de Marte e encaminhou-se diretamente para o painel que fora criado pelos construtores do acampamento, filhos de Vulcano, o qual permitia que os legionários treinassem contra monstros eletricamente simulados, como se fossem monstros reais.

A loira optara por uma dupla de empousais e achava que poderia se divertir com aquilo. Já posicionada no centro da área de combate, amarrou os longos fios em um rabo de cavalo, desembainhou sua espada e preparou-se para sua batalha.
Como em um passe de mágica, duas empousais apareceram posicionadas estrategicamente, em diferentes lados do corpo de Alexandra. A menina deixou-se sorrir com ironia arrastou os pés no chão, como um touro quando vê a bandeira vermelha do toureiro, seu inimigo.

Nenhuma das duas monstras ousou se mexer, a menina franziu o cenho e lembrou-se bem que deixara o nível “médio” no painel do simulador. Com os olhos semicerrados, a legionária encarou uma das empousais, e em seguida correu os olhos sobre a outra… Estar no centro das duas poderia ser uma desvantagem. Alexandra trocou a espada da mão direita para a esquerda, deu um salto para o lado, aproximando-se o suficiente para investir com um corte horizontal na empousai que se encontrava a esquerda de seu corpo. Antes de ser atingida, a aberração utilizou sua perna de metal para proteger-se do golpe da menina, e investiu com um chute na costela da morena.

Alexandra caiu no chão, sentindo a explosão de dor na lateral de seu corpo, mas forçando-se a levantar e resistir. Estava sem um escudo para proteger-se dos golpes, mas ela também poderia atacar de longe. Ainda no chão, a legionária esticou seu braço para pegar a espada, e foi se levantando aos poucos, deixando ser consumida por adrenalina, que faria com que não sentisse tanta dor.

A empousai que estava a direita havia se aproximado da garota, pronta para atacá-la com suas garras, mas Alexandra foi mais rápida do que ela. A garota protegeu-se com a lâmina de sua espada, utilizando um impulso para empurrar a empousai para trás, fazendo-a cair no chão.

A campista da Primeira Coorte girou seu corpo e encontrou a outra monstruosidade lhe encarando “com sangue nos olhos”, semideuses e legados causam esse efeito nos monstros... Com a proximidade da empousai, a loira apoderou-se novamente de sua lâmina e dessa vez, investiu com uma estocada contra a baranga que a empurrara. Sem conseguir se defender nesse momento, a monstra apenas esticou seus braços e atingiu Alexandra com suas garras, arranhando seu braço esquerdo, antes de receber a lâmina de ouro imperial em sua barriga.

A primeira aberração havia sido eliminada com sucesso, e deixando apenas uma pequena lesão na garota. Com tudo acontecendo muito rápido, o legado deixou sua espada no chão, já tomando o arco em suas mãos. Rapidamente, a loira puxou uma de suas flechas de bronze e encaixou no cordel do arco. Não havia prestado muita atenção enquanto se preparava para usar sua flecha, e não percebeu que a empousai estava muito perto, e só notou isso quando sua segunda adversária a atingiu com um soco no rosto.

A menina ficara com a visão turva por alguns segundos, mas assim que recuperou-se, cheia de raiva, largou o arco no chão e apenas com a flecha partiu para cima da aberração que havia lhe socado. Agindo furtivamente e por impulso, Alexandra cravou a flecha na perna de burro da empousai. A inimiga urrou de dor e seus cabelos de fogo crepitaram. Afetada pelo calor, a garota afastou-se da monstra, recuperou seu arco e rapidamente encaixou uma segunda flecha no cordel, mirando bem no centro do tórax de sua rival.

Noite, noite.  — Disse a menina antes de lançar sua flecha, junto com um suspiro de alivio. Sua mira fora certeira e livrara-se de sua segunda oponente.

Com a respiração ofegante, a garota ficou encarando o vazio deixado pelas empousais.



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Mensagem por Alexis Dahlia Black em Sab Maio 12, 2018 11:56 pm

As grandes safiras de Alexandra esbugalhavam-se enquanto retiraram o grande arco dos precários embrulhos que Dahlia havia colocado ao redor da arma, somente para atrair a atenção de sua primogênita. Ela tinha consciência o bastante que, com apenas cinco anos de idade, Alexandra não se interessaria por uma arma, apenas se considerasse aquilo como um novo brinquedo.

Os primeiros ‘brinquedos’ da pequena Alexis tinham sido dessa mesma maneira. Primeiramente eram compostos somente de madeira, o que mostrava um tato surpreendente vindo da própria amazona. Esse era o primeiro brinquedo de ouro imperial que Dahlia dava a menina. Na sua concepção, já passava da hora do treinamento da filha se aprofundar, ela tinha grandes planos para Alexandra e precisava que ela estivesse pronta o mais rápido possível.

Com o arco fora dos embrulhos, Alexandra tinha sido levada a arena de Temiscira quase que imediatamente, uma vez que elas não tinham mais tempo a ser perdido. A menina tinha se mostrado muito habilidosa em seus treinamentos iniciais com o arco de madeira e flechas de bambu, apesar da falta de força da criança. E, sob os olhos atentos de Dahlia, a pequena Alexandra posicionou-se de frente ao alvo pequeno, aqueles usados para os treinamentos inicias, com as meninas de onze anos de idade, não cinco.

Todas as onze flechas estavam espalhadas em um arco a frente dos pés de Alexandra. Não apenas para facilitar o manuseio, como também servia como uma linha que ela sabia que não podia cruzar. A criança de Plutão segurou o arco e posicionou uma flecha na corda.

Lembre-se da posição do braço. — disse Dahlia, a repreensão em seu tom era claro como o sol sobre os cabelos de Alexandra.

A menina teve que se esforçar para lembrar do que a mãe se referia. Sua mente infantil a traia de vez em quando, apesar da disciplinava e maturidade que sempre tinha demonstrado. Finalmente, Alexandra lembrou-se, rapidamente arrumando a altura do braço dominante, para que o mesmo ficasse na altura de seu ombro.

Ela olhou em direção a amazona, puxando a corda com o máximo de força que seus pequenos braços permitiam, nem sequer na metade do caminho até o seu queixo. A pequena criança ainda estava mirando quando a corda escapou de sua mão, quase rodando no ar antes de ir de encontro ao chão. Dahlia, ao seu lado, fez um ruído de desagrado clássico.

Os olhos de Alexandra voltaram-se para seus pés, um pequeno bico surgindo em seus lábios. Como toda a criança, ela odiava desapontar sua mamãe, principalmente quando ganhava um novo brinquedo como aquele. Abaixou-se, então, para pegar outra flecha, deixando ainda dez para serem usadas na próxima tentativa. Posicionou outra flecha na corda e puxou novamente, tentando usar mais força que na tentativa anterior, algumas gotículas de suor aparecendo em sua testa, puxou a corda do arco com uma força minimamente maior que na tentativa anterior, sendo assim, ao soltar a corda, a flecha não girou para o alto, seguindo por mais alguns metros em linha reta antes de encontrar-se com o solo, ainda muito longe, tanto na altura quanto na distância, do alvo.

Alexandra lançou um olhar esperançoso em direção a sua mãe.

Mamãe, eu posso ir brincar com Harry? — perguntou.

— Não, você ainda tem dez flechas para atirar contra o alvo. Depois outro treino com espada.

A terceira flecha foi posicionada novamente na corda, a criança tendo alguma dificuldade devido aos seus olhos marejados. Apontou novamente para o alvo, acertando, dessa vez, no alicerce que o sustentava. Dahlia nem ergueu os olhos do livro que tinha em mãos para contemplar o quase sucesso de sua primogênita. Alexandra, no entanto, preparou outra flecha, conseguindo finca-la um pouco abaixo da anterior. E assim, se seguiu. A pequena menina usando toda a sua força, concentração e equilíbrio para chamar atenção de sua mãe, enquanto a amazona continuava focada em sua leitura, tão focada que nem percebeu que, em sua penúltima tentativa, Alexandra havia conseguido acertar uma das seções do alvo.




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Mensagem por Asmodeus Bae em Dom Maio 13, 2018 3:03 am


don't u understand me? i'm a
support, bitch



Há uma grande diferença em ser um curandeiro e suporte, e ser um curandeiro suporte e guerreiro em treinamento. De fato há regras para suportes e curandeiros no meio da batalha, ou pelo menos as que considero importantes, já que se você está ali é para dar apoio aos semideuses que estão sendo machucados ou estão quase inaptos para a luta. Elas são:

1- Jamais seja a linha de frente. Caso você morra, não haverá quem socorrer os outros integrantes do seu grupo;
2- Não deixe ser atingido pelos golpes inimigos, deverá ter ótimos reflexos, descubra o padrão de ataque e rápida capacidade de raciocínio;
3- Como vai estar na linha de trás, analise o oponente, descubra as fraquezas e dissemine para os outros integrantes;
3- Nunca quebre as outras regras;

Mas agora, eu poderia quebrar estas regras. Para conseguir aprender a prever movimentos dos inimigos, precisava lutar contra eles e por isto estava suando que nem Kiohne no submundo e desviava dos golpes raivosos ou então os bloqueava com o auxílio das adagas. Sabia que dracaenae eram rápidas e um tanto quanto astutas, mas não tinha levado em consideração que poderiam ser fortes também. - Maldição… - Suspirei forte ainda segurando as adagas de ferro estígio com força. - Rápida, forte e inteligente…. - Comentei comigo mesmo enquanto a analisava de longe, mas logo estaria bem perto. Ela vinha com sua enorme sede de sangue e impaciência por ter um filho de Prosérpina brincando com ela. Ela precisava esfriar a cabeça. - Seria seu ego inflado? - Arqueei uma das outras sobrancelhas e sorri de canto. Dei dois passos para trás e bloqueei os ataques das garras dela novamente com as minhas armas. - Hey! Você não se cansa de ser morta por semideuses? - Ela sibilou enfurecida e ri baixo, seus ataques ficaram ainda mais rápidos, porém mais fracos e repetitivos. Era tudo o que eu precisava, além da necessidade urgente de estalar meus dedos.

Embora já estivesse começando a ficar cansado, defender era mais fácil, ainda mais quando o inimigo o ataca com pura raiva, sem parar para pensar em mais nada a não ser te aniquilar, e por mais que ela fosse inteligente, seu ego era grande demais. - Draczinha, me diz aí, quantas vezes já morreu? - Ri novamente e ao vê-la ter mais um acesso de raiva e neste momento ela deu várias brechas. Rapidamente pulei e desferi um chute na altura do tórax e ela tombou para trás após perder o equilíbrio. - Cinquenta e nove? -  Ri novamente e tombei com o corpo para frente, cravando as adagas em cada lado da cabeça dela. - Errado. É sessenta. - Levantei com um pouco de dificuldade, cobrindo a ferida da garra com um pedaço da camisa que tinha acabado de arrancar. Logo trataria disto na enfermaria. A maldita tinha sido rápida demais para conseguir furar, levemente, o meu braço direito. - E depois vai ser sessenta e uma vezes. Nem que eu tenha que ir no mundo externo para te buscar. -

Vantagens e Desvantagens:
VANTAGENS:
— CONHECIMENTO EM MEDICINA: Curandeiro ou não, seu personagem é o ideal para tratar quaisquer ferimentos de grau leve ou médio, podendo ter estudado um pouco o assunto no passado. Você pode fazer conhecimento das técnicas mais ortodoxas para curar um ferimento ou fratura.

— AGILIDADE: Seus movimentos são ágeis, você é capaz de se mover com velocidade facilmente. É capaz de se esquivar de golpes com facilidade e realizá-los ainda mais rápido do que o normal.

— CORAGEM: Seu personagem nunca irá hesitar em suas ações por causa do medo, apesar de ainda ser capaz de senti-lo, não terá um efeito tão profundo no seu psicológico, podendo ser facilmente controlado ou posto de lado.

DESVANTAGENS:
— MANIA [Estalar os dedos]: Seu personagem tem pequenos hábitos que podem não ser bem visto por onde mora ou ainda que atrapalham a si próprio ou seus companheiros.

Poderes:
Ativos:
Sopro de Pólen: O filho de Prosérpina sopra um fôlego de pólen que causa irritação nos alvos, em especial os que tem alergia. [Gasto: 15 pontos.] [Tempo de Espera: 2 turnos.]
Odor Marcante [Inicial]: Filhos da Primavera possuem o controle de seu odor, podendo miscigenar seus hormônios para causar efeitos diversos com ele. No nível inicial eles causam apenas uma leve hesitação nos oponentes, de tão agradável que é. O raio de ação é de 2m. [Custo: 30 Pontos]
Passivos:
Perícia Ambígua [Inicial]: Prosérpina não é apenas uma deusa da natureza, mas também a Rainha do Submundo. Por isso, seus filhos ganham Perícia [Inicial] com qualquer arma que possua Madeira e/ou Ferro Estígio.

Armas:
— Black Rose São duas adagas com três lâminas, a do meio maior do que as das laterais. As duas armas estão sempre conectadas por uma corrente feita do mesmo material - ferro estígio - e possui o comprimento de Um metro e Trinta centímetros.

it's a loop
Hate ● With Black Rose ● Go to hell

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Mensagem por Melinoe em Dom Maio 13, 2018 2:37 pm
Avaliação


Alexis - Primeiro Treino

Gostei bastante do seu treino e não notei qualquer erro para fazer com que pontos fossem descontados. Já disse e vou dizer de novo, eu adoro quando os players conseguem envolver o subjetivo do personagem e não só ficar focado na luta. Dá uma outra perspectiva e envolve o avaliador. E: Ah! Finalmente os refrescos.


- 50 HP

+700 EXP

+1 V&D

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Mensagem por Melinoe em Dom Maio 13, 2018 4:02 pm
Avaliação


Alexis - Segundo Treino

De acordo com o primeiro treino, gostei tanto quanto. E foi diferente, pois abordou mais ainda sobre a história da personagem e isto nos deixa curiosos para saber mais sobre Alexis. Notei apenas um pequeno erro, porém nada gritante. Parabéns.


+690 EXP

Atualizado

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Mensagem por Violett Carstairs em Dom Maio 13, 2018 4:49 pm


One Point Perspective
By the time when reality hits The chimes of freedom fall to bits


By the time when reality hits The chimes of freedom fall to bits The shining city on the fritz They come out of the cracks Thirsty for blood Just as the apocalypse finally gets prioritised

— 45 YEARS SINCE THE DECLINE —


Violett já estava pronta para mais um dia cheio de treinamento e suor, vestia seu uniforme de treino, que se constituía de calça legging preta. blusa preta e a armadura que cobria os pontos mais importantes do corpo. Os cabelos estavam soltos, visto que era complicado prendê-los, uma vez que estavam cortados um pouco acima dos ombros. Se arrependia amargamente de ter os cortados, mas em sua época de luto ela não suportava se olhar no espelho e encontrar o que via, aquela figura familiar que não deveria estar viva enquanto o irmão não...

Vee chegou na área onde geralmente eram treinados espadas e escudos, parando no arsenal grande e organizado para pegar uma espada de dois gumes. Violett ponderou a respeito do peso dela, balançando a espada com a mão destra. Era pesada, causaria desequilíbrio que a prejudicaria no futuro, então Violett pegou outra até encontrar uma com tamanho e peso confortáveis para ela manejar.

“Eu sabia que não duraria muito sem mim”. Violett se virou rápido – ansiosa, nervosa, aliviada – e viu seu irmão atrás dela. “Quando vai aprender, Violett Cordelia? Quando vai aprender a não me trocar?”, as palavras de Dorian vinham carregadas de tristeza. Vee começou a se desculpar pelos eventos anteriores, as palavras começando a se embolar. Tinha que admitir que as coisas ficaram horríveis quando seu irmão a deixou. — Você não pode mais fazer isso. Simplesmente sumir – zangou-se a garota.

E eles não pararam, a discussão demorou por bastante tempo até eles fazerem as pazes. De qualquer forma, Vee não queria brigar com ele. “Eu irei te ajudar com a espada”, anunciou Dorian, pegando uma espada no arsenal. Assim que encontrou a melhor espada, Vee parou de frente para ele na área central. Todas as aulas de espada que teve até então era ou teóricas ou ridiculamente básicas. Queria aprender mais, avançar mais. “Os movimentos vêm do nosso instinto de sobrevivência, assim como animais. Somente fique calma e siga seus instintos, sei que fará a coisa certa” disse Dorian. “Vamos começar com ataque. Vou apenas me defender e te orientar. Por hora” anunciou. Vee segurou a espada com a mão direita, ainda achando desagradável aquilo, como se sentisse a necessidade de segurar a empunhadura com ambas as mãos; esperava que fosse apenas uma questão de adaptação. A prole de Victória avançou um passo para diminuir a distância entre seu irmão, agora adversário.

De espada em riste, posicionada da maneira que Vee julgava adequada, ela avançou outro passo e investiu descendo a lâmina contra o braço do semideus. Após ter o realizado, Violett percebeu que talvez o movimento fosse ridiculamente obvio. Fez uma anotação mental a respeito daquilo. Seu irmão gêmeo a repeliu facilmente, impondo sua espada contra a investida. Por possuir menos força, Vee cambaleou para trás, os pés dando um passo para trás. Após retomar o equilíbrio, a semideusa apertou os dedos em torno da empunhadura de couro da espada e investiu novamente, tão rápido quanto podia, de forma mais ligeira que conseguia, indo diretamente em direção ao ombro do gêmeo. Tentando torna-se menos previsível, Vee fez o movimento com a lâmina diagonal, mas nos últimos segundos mudou a posição para a vertical. Não adiantou muito, uma vez que o golpe foi rechaçado como o anterior.

Violett partiu para cima, tentando atacar o flanco direito do irmão, sendo repelida ali por um golpe contra seus dedos que estavam em torno da empunhadura da espada. Decidiu mudar de flanco, tentando atacar o outro lado que aparentava não estar tão bem protegido quanto o outro. Novamente o golpe foi bloqueado. Girou o punhal da espada, de dentro para fora, num giro que levou o aço longo se curvar para baixo e levantar-se para o outro lado, alcançando a parte plana da arma alheia em menos. Usou a mesma técnica para voltar com a lâmina, de fora para dentro, completando duas estocadas num período curto de tempo, porém Vee sentia que havia muito a melhor naquilo. Espada colidiu contra espadas, provocando um barulho metálico e grosseiro que reverberou pelos seus ossos. Ao invés de recuar totalmente como vinha fazendo de início, Vee agachou-se e tentou acertar os joelhos de Dorian com a espada, mas ele deu um pulo tão impressionantemente alto que a lâmina cortou somente o ar. Tornou a ficar de pé, aproveitando para desferir um golpe de cima para baixo. Ao subir, quase acertou o queixo de Dorian com a lâmina, mas ele recuou um passo e encaixou a própria espada contra a empunhadura da arma da irmã. A pressão posta ali foi o suficiente para que a mão de Violett não tivesse força o suficiente para permanecer segurando a espada, e a mesma caiu no chão.

A semideusa correu para pegar a espada, já pronta para uma defesa ou um ataque, mas seu irmão havia abaixado a arma. “Tudo bem, você é apenas uma iniciante”. Se qualquer outro tivesse falado aquilo, Violett teria levado a frase como algo ofensivo, mas era seu irmão e estava tudo bem. Vee respirou fundo, sentindo o suor escorrer pela testa. Se agachou, colocando as duas mãos no joelho e percebendo a dor nas costelas e no pulso. Soltou um suspiro baixinho enquanto rodava o pulso devagar, massageando-o com a outra bom. Foi pegar uma garrafa com água e um saco de gelo, pois não iria se permitir uma pausa longa antes de outra rodada de treinos.
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Mensagem por Violett Carstairs em Dom Maio 13, 2018 5:46 pm


One Point Perspective
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— 45 YEARS SINCE THE DECLINE —


“Pronta para perder novamente, Vee?”, dessa forma que seu irmão gêmeo havia a acordado, com aquele sorriso que ela adorava e a implicância infinita. No dia anterior havia perdido de forma vergonhosa para ele, mas hoje estava decidida a ganhar, ou ao menos perder dignidade se não fosse pedir muito. Ao chegarem aos Campos de Marte, na área de treinamento específico para espadas, Violett pegou uma espada menor e mais leve, visto que, após pensar sobre o que havia dado errado no treino anterior, viu que lhe faltava velocidade. Foi para a área de luta, onde seu irmão já estava. — Hoje não vai ser tão fácil pra você quanto foi ontem, D.

Vee mantinha os pés separados, olhos atentos e mãos prontas para qualquer movimento. Respirou fundo, tentando se imaginar uma arma de morte e batalha. Talvez assim fosse mais fácil? Talvez assim se sentisse menos insegura? “E lá vamos nós”. Seu irmão não aguardou muito tempo, dessa vez sendo o primeiro a dar o primeiro movimento na luta. Ele era incrivelmente rápido, em um minuto estava em sua esquerda, a espada levantada na vertical, e em seguida estava ao seu flanco aposto e fingiu que acertava o local com a espada. Vee girou os calcanhares, com a espada erguida para defesa, mas não havia sido rápida o suficiente para repelir o golpe. Começou mal, muito mal. — Eu ainda preciso acordar, sabe – ela falou, como desculpa. Seu irmão sorriu, e ela deu um risinho. “Não abaixe a guarda”, apontou Dorian. Violett poderia não conhecer ainda muito de batalhas, mas conhecia seu irmão e aquele tom dele... ela se virou com espada erguida, jogando-a contra a lâmina adversária antes que essa golpeasse seu pescoço. Começou uma batalha de forças, o metal sendo forçando contra metal em uma luta que Violett sabia que era questão de tempo para ser derrotada. Precisava então fazer algo. Violett, de forma rápida e ligeira, recuou com a lâmina e girou o corpo a 160° para sair do caminho da lâmina do irmão que descia com velocidade. Vee fez um arco com a espada para que esta alcançasse a lâmina do irmão por cima, aplicando força contra ela quase perto da empunhadura. Apesar de ter aproveitado do desequilíbrio de Dorian, não havia conseguido desarmá-lo.

Após retomar o equilíbrio, Dorian começou a investir de todos os lados, tão ágil e veloz quanto o vento. Vee mal conseguia acompanhar seus movimentos em tempo de evitar as pancadas. E ela tinha certeza de que ele estava pegando leve. Vee apertou os lábios irritada consigo mesma quanto sua imperícia. Deu um giro de 360°, naquela altura só objetivando acertar qualquer ponto. Ela escutou um arfar baixinho e uma risada. Parecia que Dorian não havia sido tão rápido daquela vez. Seus pés não haviam conseguido se equilibrar perfeitamente após o giro, de forma que teve que dá um passo cambaleante para trás para retomar o controle; a espada de Dorian, no entanto, já estava agindo novamente. Vee conseguiu repelir o golpe alheio antes que fosse atingida. Ao acertá-lo, deu um sorriso de expectativa e avançou, tentando bater a espada contra seu ombro e errando por pouco, pois ele havia desviado. Ao fazer isso, havia se deslocado o suficiente para que Dorian ficasse alguns centímetros atrás dela. Naquele momento, ela já sabia que havia falhado na sua defesa, e que não seria rápida o suficiente.

Dorian acertou um belo chute na parte de trás de seu joelho esquerdo, fazendo-a vacilar e cair ajoelhada no chão. Seu corpo foi para frente e ela teve que erguer as palmas da mão para não cair de cara no chão. Antes que pudesse fazer qualquer coisa, ela sentiu o metal frio se pressionando contra seu pescoço. Pensou em se render, mas Dorian estava bem ao seu lado, ao seu alcance. Usou a espada que estava em sua mão para acertar a canela do irmão. Ele uivou com o impacto e a pressão metálica em seu pescoço sumiu, deixando um rastro quente e molhado. Ficou de pé imediatamente e aderiu uma postura defensiva. Dorian investiu, aplicando golpe após golpe e Vee fazia o possível para repelir todos, mal tinha posição e tempo para um ataque. Ela esquivou para direita e rolou no chão para evitar um golpe ofensivo, porém antes que pudesse voltar a fica de pé, Dorian foi rápido ao desferir um golpe. Ela viu a espada fazendo um arco no ar e deitada no chão só teve reflexo o suficiente para impor sua espada defensivamente a sua frente na posição horizontal e fechar os olhos. Aço contra aço, o som estridente fez seus dentes rangerem.

A pressão da espada alheia contra a sua desapareceu e ela abriu os olhos, vendo o irmão estendendo as mãos. “Não está tão ruim assim, Vee”, foi o que ele disse. Ela aceitou a ajuda dele para se levantar e ficou aliviada por saber que o treino havia acabado. Havia sido incrível e mais intenso do que qualquer coisa que experimentara até agora. “Para uma pirralha de 13 anos, sabe”. Vee esticou a língua para ele. — Como se você não tivesse 13 anos também, idiota.

Eles guardaram as espadas no arsenal, Violett só pensando que precisaria de um bocado de gelo para as dores musculares que viriam.
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Mensagem por Emanuelle T. Bellegar em Dom Maio 13, 2018 9:48 pm

As ondas bateram de encontro a lateral do navio, remexendo-o por inteiro. A tripulação se encolheu, segurando em suas mãos espadas, outros machados. Emanuelle trouxe para frente uma adaga peculiar, com o cabo trançado em um vermelho couro.

— Não — Jasper sussurrou, empurrando ela para trás — Você ainda não tem idade, Emanuelle.

— Eu já tenho cinco anos, papai — A menina fechou a cara, cruzando os braços — Isso é uma mão cheia. Eu já sou bem grandinha.

Jasper abriu um sorriso gentil, e trouxe a menina para perto de si — Eu sei, e é por isso que é minha pirata predileta. Mas você tem que deixar o papai dar conta desta vez.
***


Abriu os olhos, encarando o teto negro da primeira coorte. Era a segunda vez que sonhava com Jasper, relembrando memorias antigas de sua infância, quando eram mais próximos. Tentou afastar estes pensamentos, se colocando de em pé em alguns segundos. Precisava treinar, ocupar sua mente com algo que não estivesse interligado com seus dias ao mar.

Amarrou os longos cabelos louros para trás, caminhando em direção aos campos de Marte, na companhia de sua mais nova foice. Emanuelle não entendia muito de foices, mas havia algo no brilho dourado de sua lâmina que a chamava atenção — talvez pelo o fato de apreciar tudo que reluz.

Naquela manhã, os campos estavam posicionados de uma maneira interessante. Emanuelle escolheu seus bonecos de palha, como na maioria das vezes. Posicionara as mãos no cabo da arma, de forma que pudesse a girar nas oito direções. Fechou os olhos, tentando manter cada parte de seu corpo em sintonia...acalmar seu próprio mar.

Avançara com a perna direita a frente, levando a lamina na mesma direção, em um corte na diagonal. Sentiu um vibrar nos ossos. Provavelmente não havia virado o tronco na maneira correta, resultando na fratura. Aos lábios surgira um sorriso malicioso, quando voltara a repetir o mesmo movimento, desta vez girando o tronco para o lado.

Continuou o movimento em um giro a 45 graus, trazendo a lamina em um modo circular, arrancando a cabeça do boneco. Manu riu ao ver a pequena bolota de palha girar pelo o chão, pairando em seus pés. Voltou para a posição inicial.

Avançou com a perna esquerda, em seguida com a direita, impulsionando o chão com firmeza e levando o corpo ao ar. Emanuelle trouxe a lamina verticalmente, e terminou o movimento em um golpe que repartira o boneco em duas partes. Provavelmente, em um combate real, as chances para esta estrategia eram minimas, mas não custava estar sempre prevenida.

Buscou mais um dos bonecos empilhados ao canto — Certo, Manu. Mostra pra esse palhento quem é quem manda.

Surpreendeu-se quando ouviu o próprio grito, quando o corpo tornou a se movimentar. Tomou a dianteira do boneco, levando a lamina da foica ao seu lado lateral esquerdo, e girando o corpo novamente, tomando a frontal. Emanuelle usou a parte interna da foice para prender a cabeça do objeto, e o empurrou ao chão, decepando-o.

Nas próximas duas horas, Emanuelle permaneceu nestes movimentos, enquanto aos poucos as palavras de Jasper já não existissem em sua mente. Embora fosse difícil de admitir, Emma sentia — profundamente — falta daquele que por toda a sua vida chamou de pai. Netuno poderia ter sido a causa de sua existência, mas Jasper havia sido quem colocara motivo para isso.

armas utilizadas:
Uma foice conseguida dentro da Arena
「R」
Emanuelle T. Bellegar
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Prole de Netuno

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Mensagem por Diana em Dom Maio 13, 2018 9:52 pm
Avaliação


Asmodeus

Sua escrita é gostosa e calma, gosto do modo com que narra o cotidiano de seu personagem, entrementes, esperava um pouco mais de ação. O monstro de sua escolha é de uma categoria alta, portanto, derrota-lo não é exatamente um trabalho fácil e rápido, exige um maior esforço de sua escrita. Ao todo, nenhum erro foi encontrado/p>
- 10 HP

+670 exp

Atualizado

Violett - Primeiro treino

Cuidado com palavras repetidas e treinos monótomos, ou seja, que não prendem o leitor até seu fim. Entretanto, ainda sim usou de criatividade e coerência.
- 50 HP

+650 exp

/p>Atualizado

Violett - Segundo treino
Mantenho as observações anteriores.
- 5 HP

+650 EXP

+1 V&D

Atualizado

Diana
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Divindade Olimpiana

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Mensagem por Danni Evans em Seg Maio 14, 2018 6:52 am

o começo
THERE IS NO PEACE WITHOUT VICTORY, VICTORY WITHOUT GROWTH, OR GROWTH WITHOUT PAIN

Quando eu me lembro do meu primeiro dia nos Campos De Marte percebo que foi inocência achar que me daria bem. Aquele lugar não se parecia em nada com a arena de Bartsville. Para começar, o chão não era de terra. Para continuar, não havia o mormaço do sol sobre minha cabeça ou a brisa de uma manhã gelada, apenas o ar abafado e com leve cheiro de mofo que parecia impregnar aquela parte dos túneis. Culpa do suor coletivo, talvez? Quando entrei na câmara circular foi impossível não torcer o nariz. Outra diferença era que o lugar era preenchido pelos mais diversos equipamentos: dos tradicionais bonecos de treino a coisas que nunca tinha visto na vida, como o que eu descobriria serem simuladores de batalha. Mas isso já é outra história. Naquele dia tudo o que tive de enfrentar foi um cara tentando me por no meu lugar, o que não foi exatamente uma novidade. Bastou eu encarar boquiaberta o grande arsenal por alguns segundos, meus dedos se fechando sob a guarda de uma espada e puxando-a para fora de seu estande, que um careca musculoso cruzou seus braços e disse:

— Você sabe usar essa coisa?

Lancei um olhar atravessado para o indivíduo, minhas sobrancelhas se unindo em um sinal de “se manca”, e girei meu pulso para testar o peso e balanceamento da arma. O movimento saiu rápido demais, descoordenado demais.

— Cuidado para não se cortar — advertiu. Apertei com mais força o cabo.

Virei meu corpo para encará-lo e lhe ofereci o objeto. O rapaz de sotaque castelhano ficou olhando para a lâmina com a testa enrugada, sem saber o que eu queria com aquilo. Fiz o favor de esclarecer:

— Quer me mostrar como se faz?

Ele balançou os ombros e pegou a espada, sua postura relaxada e confiante. Já eu peguei um machado de cabo de madeira e lâmina dourada no arsenal.

— O que você está fazendo?

Mais uma vez girei o pulso, sentindo o peso da arma e procurando seu ponto de equilíbrio enquanto dava três passos para trás e criava alguma distância entre eu e o moreno. Entrei em posição de combate: joelhos flexionados, uma perna para frente e o braço que não empunhava a arma bem protegido atrás do corpo. Meus olhos fixaram-se nos dele.

— Cuidado para não se cortar — repeti o aviso. Minha voz não continha o menor traço de humor.

Aquela era a hora em que eles desistiam. Ou isso, ou davam um sorriso de lado, corriam para cima de mim e tinham seus traseiros chutados. Mas não foi nada disso que o rapaz fez – ele só balançou a cabeça e falou:

— Na arena. — Apontou para um conjunto de áreas cercadas onde várias outras duplas lutavam.

Nós andamos até a mais próxima que ainda estava vazia e nos colocamos em posição. Ele usava uma guarda que eu não conhecia, segurando a espada acima da cabeça ao invés de na frente do corpo. Se não fosse pela solidez de sua base eu pensaria que estava só tentando parecer legal. Como não era esse o caso esperei para ver qual seria seu segundo passo.

Por um momento tenso apenas nos encaramos, cada um desafiando o outro a fazer o primeiro movimento, e então ele se aproximou com um corte diagonal em direção a meu ombro. Foi algo simples e direto, assim como minha defesa: projetei o machado em uma “estocada” contra a lâmina da espada para aparar o golpe. A arma do moreno quase escapou de seus dedos diante à força recebida, fazendo com que ele recuasse para se reestabilizar. Não era algo que eu permitiria acontecer. Avancei no mesmo ritmo e fiz um arco com meu braço, mirando a parte chata do metal dourado no peito do rapaz. Ele deu mais um passo para trás e escapou do alcance de minha arma.

— Pare de recuar.

— Como quiser.

A espada voltou em cena. Tendo retornado-a para a mesma guarda do começo, ele desferiu um golpe idêntico ao outro. Eu devia ter pensado que era um truque, mas fui arrogante. Tentei repetir minha defesa. Com um floreio a lâmina contornou o machado por baixo. Ela girou e mudou de direção: agora sua parte chata se encontrava pressionando a parte inferior da cunha de minha arma, forçando-a para fora. Sua força juntou-se com a minha e fez com que o machado saísse voando de meus dedos.

Fiquei meio segundo processando o fato: aquele cara conseguira me desarmar. Era quase surreal. E pela expressão que ele fazia acreditava piamente que esse era o fim da história. Grande erro. Assim que me recuperei do susto dei um passo para o lado e outro para frente, minha mão agarrando seu pulso e torcendo-o. Ele arregalou os olhos, soltando um gemido de dor e largando a arma. Decidiu tentar me dar um empurrão, o que foi basicamente tentar mover um muro com as mãos.

— Eu ainda estou de pé. Não acabamos aqui.

— Ainda quer lutar? Tudo bem.

O que se seguiu foi rápido e humilhante, não há outras palavras para descrever. Fechei a mão em punho e tentei dar um soco no rapaz, ao que ele se abaixou, agarrou meu braço e usou o próprio impulso de meu corpo contra mim. Eu devia ter aprendido da primeira vez. Fui jogada por cima de seu ombro e bati as costas contra o chão.

— Você quer mais? — ele contornou meu corpo caído e perguntou em um tom tão displicente que chegava a irritar.

Minha resposta veio em forma de ação. Estendi minhas mãos como se quisesse agarrar seus pés, fazendo com que ele se afastasse de mim, e então dei uma cambalhota e me pus de pé.

— Acho que isso é um sim — suspirou.

— Definitivamente.

Avancei como um touro cego em sua direção. Dessa vez, no entanto, eu sabia como ele iria se defender, e quando o rapaz usou minha força contra mim agarrei-lhe o braço e fiz com que caíssemos juntos. Por quase dois segundos ficamos unidos em um abraço de aço no chão da arena enquanto ele se debatia para escapar. Eu o tinha preso, mas também não tinha como terminar com aquilo. O moreno por fim levantou sua nuca e bateu-a com força contra minhas têmporas, o que fez com que eu afrouxasse o aperto por tempo o suficiente para ele escapar. Rolou para o lado e agarrou a espada caída no chão enquanto eu via o mundo girar ao meu redor.

— Agora acabou. — Ele estava de pé, a ponta da arma apontada para o meu rosto.

Levantei-me sem quebrar o contato visual, a lâmina seguindo sempre próxima a minha face. Nós continuamos nos encarando por algum tempo antes de eu enfim dizer:

— Acabou. Você luta bem.

— Culpa da genética. — Descansou a espada estendeu-me a mão. — Davi, filho de Marte.

— Danita, mas me chame de Danni. — Terminei o cumprimento com um aperto firme.

— Filha de...?

Precisei parar por um instante para não responder “Dafne”. Ainda me era estranha essa ideia de que eu tinha um pai.

— Hércules.

— Explica a força. Foi um bom treino, Danni.

Com isso o moreno deu-me as costas e começou a rumar para fora da arena. Segurei seu pulso e esperei que ele se virasse.

— Davi. — Abaixei a cabeça em uma demonstração de humildade que há muito não fazia — Por favor, você pode me treinar?

Ele me olhou de cima a baixo como se analisasse uma arma nova adicionada ao arsenal. Seus olhos pararam por um segundo a mais no meu braço e os lábios se inclinaram em um sorriso discreto.

— É sempre bom ajudar colegas de Coorte.

E foi assim que pela primeira vez na vida fui colocada no meu lugar por um homem. O lugar de aprendiz naquele mundo que eu estava começando a conhecer, e que se provaria ainda mais perigoso e intenso do que a nem-tão-pacata Bartsville. Havia, afinal, um motivo para aqueles semideuses precisarem ser mais fortes.

Danni Evans
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Mensagem por Violett Carstairs em Seg Maio 14, 2018 1:47 pm


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— 47 YEARS SINCE THE DECLINE —

Estava cansada daquela sua situação. Apesar de amar seu irmão de todo seu coração, ela estava começando a acordar e perceber que nada daquilo era saudável e que era hora de encontrar respostas. Claro, Dorian havia ficado extremamente furioso quando ela lhe falara aquilo. Mas, com toda a coragem que conseguia, ela seguiu em frente com sua ideia. Convidou uma filha de Melinoe de sua coorte para treinarem espadas, e felizmente ela havia aceitado. Assim era mais fácil uma aproximação e fazer as perguntas necessárias.

A semideusa estava parada a frente de Vee, já pronta. Violett posicionou o escudo de frente ao corpo, na mão esquerda enquanto a espada era segurada firme com a destra. Separou os pés numa largura aproximada ao de seus ombros para a permitir melhor estabilidade.

Quase não fez questão de ter a cortesia de dar o primeiro golpe. Quase. Contudo a face de Ravenna era tão desafiadora e paciente e fria que Vee investiu, dando o primeiro passo com o pé direito e tentar, com o braço do mesmo lado, aplicar o primeiro ataque.

Vee jogou o peso de sua lâmina contra a garganta dela, crendo que ela iria apenas o repelir com a espada, mas Ravenna apenas inclinou-se agilmente para trás para desviar da espada. Violett estava em uma posição muito ruim, sem meios de retornar com a lâmina em posição inicial, então teve que girar o corpo para que pudesse tomar o ponto de partida de volta. Contudo o movimento de seu tronco foi interrompido por um escudo se chocando contra a lateral de seu corpo, fazendo-a cambalear perigosamente para o lado, tomando quase por completo a estabilidade de seus joelhos.

Com os pés firmes no chão para evitar a queda, Vee se endireitou, balançando a cabeça por um segundo e voltando a se colocar de frente com Ravenna, que mal havia saído de seu lugar. Precisava urgentemente se concentrar, mas era difícil quando as perguntas que precisava fazer para a garota a sua frente estavam amargamente contidas na ponta de sua língua.

Semicerrou os olhos e avançou em um ataque ofensivo. Vee ergueu o gume de sua lâmina contra o braço da outra, e esta fez menção de repelir o ataque com sua própria espada. Violett estendeu o braço num movimento largo, justamente para a adversária achar que não havia um desvio, e antes que os metais se colidissem, Vee girou rapidamente o pulso e virou a lâmina verticalmente para a atingir nas pernas com a parte plana da espada. Poderia ter sido um ataque ótimo se Ravenna não tivesse saltado rapidamente.

As meninas retomaram seus lugares. Vee viu a ponta da espada da oponente descrever um golpe em direção a suas pernas, felizmente a semideusa teve tempo de saltar. O bom foi que havia evitado um talho em sua coxa, o ruim é que havia perdido território. Vee parou de subestimar o uso do escudo, o utilizando para impedir que a outra espada abrisse uma lacuna em seu tronco. Ravenna conseguiu a empurrar bruscamente alguns metros.

Logo estavam novamente trocando estocadas com as espadas, aumentando cada vez mais a velocidade e brutalidade com o qual os metais se colidiam. Então Vee viu uma brecha. Quando sua espada, ainda firmada pela mão direita, iria estocar de fora para dentro em relação ao tronco da oponente, Vee ousou se aproximar sorrateiramente de Ravenna, firmando sua espada contra a dela por tempo suficiente par que Vee pudesse passar a sua lâmina por cima da dela e forçar a sua espada para baixo com toda a brutalidade e ferocidade que lhe era permitida.

Girou o próprio corpo no sentido horário em relação ao ponto em que estava, para ficar ombro a ombro com Ravenna e empurrar sua lâmina mais para baixo. Porém não foi suficiente para que Vee pudesse ter obtido sucesso, pois Ravenna captou a ideia dois segundos depois e parou de forçar sua espada, tirando de onde estava com uma curta virada de pulso, facilmente se colocando novamente em frente a Violett.

Vee aumentou a velocidade das estocadas outra vez e ia se aproximando de Ravenna, com a extensão dos metais ficando maior na área em que elas se colidiam. Vee girou o punhal da espada, de dentro para fora, num giro que levou o aço longo se circundar por debaixo do que pertencia a oponente, e levantou para o outro lado, alcançando a parte plana da arma de Ravenna em menos de um segundo.

Ao som dos metais se colidindo, Vee virou a ponta de sua espada por cima da de Ravenna, forçando a base de sua espada para o sentido contrário, ou seja, jogando-o do interior para o exterior; de forma que nem seu pulso suportaria retorcer-se para conseguir manter a arma na mão, jogando-a para fora e longe do alcance das mãos da adversária. O som de metal se colidindo contra o chão reverberou a arena, e desta vez o artigo de guerra que caíra não era o de Violett.

Aquela era a hora. — Preciso te perguntar uma coisa, Ravenna – começou Vee, abaixando a espada e colocando o escudo no chão para poder limpar o suor da testa. Ravenna pegou a espada caída e a colocou no arsenal, esperando pela pergunta de Vee. — Como eu expulso um fantasma? – foi direta ao ponto. A outra garota se virou para ela, erguendo uma sobrancelha com espanto e inquietude. — Meu irmão morreu, antes de eu vim pra cá... e, eu estava em um lugar muito escuro até ele aparecer novamente. Só que agora... ele não é mais meu irmão, eu preciso me livrar dele – não queria entrar em detalhes, pois pedir aquilo era muito doloroso. Está pedindo aquilo era uma traição. — Primeiro, Violett, eu tenho total certeza de que seu irmão não é um fantasma. Eu saberia, mas nunca o vi ou senti. Não há nenhum fantasma filho de sua mãe aqui – aquela revelação foi um choque. Por todos aqueles anos havia acreditado que ele era um fantasma a impulsionando em direção da vingança de sua morte. — Então... o que ele é? – alguma coisa dizia que Violett tinha medo da resposta. Ravenna deu de ombros, dizendo que não sabia. Vee agradeceu pelo treino e pelas respostas, então, atordoada, saiu dali.
Violett Carstairs
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Mensagem por Melinoe em Seg Maio 14, 2018 2:59 pm
Avaliação


Denni Evans

Parabéns, você escreve bem. Gostei também de como tratou da personagem. Juro que pensei que iria ganhar, usando da sua força para o treino, mas gostei de ter perdido. Sei que é intrínseco aos filhos de Hércules o dote da força, mas peço que na próxima acrescente os poderes ao fim do post.


Recompensas e Perdas:

+ 700 de EXP
+1 V&D
- 40 de HP


Emanuelle

Muito que bem, venho gostando bastante dos seus treinos apesar deste ser o segundo a estar lendo, põe sua personagem e seu subjetivo em foco sem de perder no objetivo do treino. Notei apenas dois errinhos, mas nada demais.


Recompensas e Perdas

+670 EXP


Violett

Como as outras duas garotas, parabéns pelo seu treino. É muito bom ver players relacionando suas tramas com uma atividade como um treino que poderia narrar apenas indo na arena e treinando. O que fez enriquece o texto e consequentemente atenta o avaliador para captar maiores detalhes. Só peço que tome mais um pouco de cuidado para erros comuns e disposição do texto e falas.

Recompensas e Perdas:

+670 EXP
-10 HP

Atualizado

Melinoe
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Probatio

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Mensagem por Violett Carstairs em Ter Maio 15, 2018 10:41 pm


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— 47 YEARS SINCE THE DECLINE —

Violett estava quase perdendo a cabeça, afundando a si mesma em um lugar escuro e caótico. Treinar era o que a salvava. O suor, o sangue e as armas eram o que a mantinham viva. Para piorar, Dorian não aparecia mais, havia sumido desde que ela havia falado com Ravenna, filha de Melinoe.

Naquele dia, ela estava disposta a deixar o arco e a espada de lado, tentar algo mais complexo de se manusear. Por isso, saiu do quartel da primeira coorte direto para os Campos de Marte, para a área de armas diversas, onde se tinha todo um mecanismo apropriado para o treino destas. O arsenal continha todo o tipo de coisa, desde chicotes até chakram, e haviam bonecos de materiais e formas diferentes (alguns mecanizados, embora no momento estivessem em manutenção).

Vee caminhou até o arsenal, vendo o supervisor parar de polir uma adaga para recebe-la. — Então, prole da vitória, o que vai ser hoje? - perguntou Finn, que gerenciava aquela área e era responsável pelos cuidados dos armamentos. Também era o cara que adorava fazer comentários maldosos a respeito da sanidade questionável de Violett. Mas ele era um covarde, nunca a enfrentaria diretamente. — Tridente - respondeu a ele, simplesmente. O garoto prontamente pegou um tridente de ouro imperial e a entregou, não sem antes a lançar um olhar estranho.

A semideusa se dirigiu para uma área, configurando os comandos no painel de controle criado pelos filhos de Vulcano. “Sequência 288 escolhida”, disse uma voz robótica quando ela apertou um botão confirmando sua escolha. Ela havia selecionado três bonecos de madeira motorizados, controlados pelo sistema de computador. O único ponto ruim era que eles não sangravam, e Vee queria muito arrancar sangue de alguém. Lettie havia praticamente a proibido de treinar com outro legionário enquanto estivesse com aquele humor sanguinário. “Sequência 288 ativada". Os bonecos começaram a fazer movimentos aleatórios e robotizados, se mexendo por meio de rodinhas que estavam nos trilhos da plataforma de treinamento.

Vee segurava o tridente com firmeza, aquela arma estranha e diferente que parecia um garfo gigante. Entrou em ação. Os três bonecos a cercaram, deixando-a dentro de um triangulo. O primeiro movimento dela foi atacar contra o lateral de um dos bonecos, mas ele ergueu o braço, fazendo com que a ponta do tridente se desviasse de seu destino e apenas a haste bateu contra o braço do boneco, inofensiva.

Vee ouviu um assovio atrás de si, o barulho de algo cortando o vento, então se abaixou rapidamente. Um braço de madeira passou por cima de sua cabeça, tão perto que ela pode senti-lo. Aproveitando a posição agachada, espetou um boneco na cintura com as pontas do tridente. O aço ultrapassou facilmente o boneco, e ele se desfez. Vee puxou o tridente de volta. Tinha que se lembrar que os bonecos não tinham movimentação nas pernas, então seria melhor que ela passasse a atacar da cintura para cima.

Ela se distanciou alguns passos dele, evitando que eles pudessem a cercar novamente. Os bonecos continuavam a mexer os braços e a deslizarem de um lado para o outro.

Vee ergueu novamente o tridente, em posição de ataque. Passou por entre um dos bonecos e cravou o tridente em sua cabeça, assim que fez isso ela puxou o braço e girou o punho, fazendo o tridente descrever um arco para o lado aposto, a fim de usar o tridente contra outro boneco. Sentiu algo se chocar em seu abdômen, quase retirando todo o ar de seu pulmão. Ela tossiu ruidosamente, mas negou-se a perder sua posição. Girou novamente o tridente em suas mãos para que alcançasse o último boneco, ficando o tridente sobre seu feito e fazendo um rasgo vertical que provavelmente teria posto as tripas para fora se fosse uma pessoa ou um monstro.

O boneco se desintegrou. Todos derrotados. Violett se encostou na parede com as mãos nos joelhos, para se recuperar da dor que sentia no abdômen. Que boneco filho da puta. Ela precisava ao menos respirar por alguns segundos antes de seguir para o segundo round.
Violett Carstairs
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