[Treino em Dupla] PIETRO S. VICÁRIO e FREYA STORMBORN

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Mensagem por Pietro S. Vicário em Dom Dez 24, 2017 11:46 pm
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hammer of war


Haviam se passado alguns dias desde que chegara ao acampamento. Me adaptava àquela nova realidade com certa dificuldade, ainda parecia estar vivendo em um sonho fantástico de onde despertaria a qualquer momento. As coisas tinham perdido totalmente o seu significado, pois sem Mark e Lucy eu não tinha para quem voltar, para onde ir. E aquela nova realidade fantástica só vinha trazer mais peso a situação e ao meu luto.

Os dias daquela primeira semana se resumiam em existir, estava bastante apático as explicações de como funcionavam as rotinas de treino, as coortes, os horários, as missões. Aos perigos de ser um semideus, a meu parentesco divino... enfim, tudo parecia uma coisa distante, da qual eu não fazia parte. Porém, aos poucos, aquela atmosfera de guerra antiga foi tomando forma dentro de meus sentimentos. Me pegava imaginando estraçalhando a cabeça do monstro que me perseguira, cortando sua cabeça com um só golpe, perfurando seu coração com uma espada. O sentimento de vingança foi o combustível necessário para que me livrasse da apatia que me envolvia.

Apenas elaborar essas batalhas na minha cabeça e sentir meu coração acelerar com a raiva que sentia não era o suficiente. Então me rendi a rotina do acampamento mesmo ainda sendo um indefinido e não fazendo parte totalmente do local. Apesar de considerar apenas um detalhe, quem sabe assim meu pai "biológico" me notasse. Mas meu real propósito era realmente a vingança, matar quem fizera mal a minha antiga família. Para isso precisava aprender a lutar como um romano.

Caminhei para os Campos de Marte ainda um pouco perdido, apesar do meu propósito estar muito bem definido, não fazia muita ideia do que estava fazendo, afinal não prestara atenção nas explicações dadas com o maior afinco. Analisei minuciosamente cada arma do arsenal, espadas, lanças, escudos, facas, me encantava com todas elas, nunca havia tido contato com tantas coisas cortantes e perfurantes ao mesmo tempo. Escolhi uma arma mais simples, um martelo, pois já manuseara um antes e parecia algo imponente. Na ocasião não estava tentando matar ninguém, mas se martelos quebravam paredes, podiam fazer um belo estrago naquela cabeça de cachorro.

Avancei em direção a arena de combates, tentando imitar os semideuses que ali já se encontravam. Aquelas projeções de monstros pareciam bastante reais, reais demais para um novato inexperiente. Observei algum semideus, esperando que alguma alma caridosa me oferecesse ajuda.



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Mensagem por Freya Stormborn em Seg Dez 25, 2017 12:20 am
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Eu poderia me passar por uma filha de Trivia normal se não fosse especialmente resistente ao fogo ou não soubesse forjar armas. Talvez fosse mais fácil atuar apenas como prole da magia se não tivesse uma visão e noção espacial absurdamente elevadas... Ou qualquer coisa que revelasse meu vínculo com Vulcano. Teria reclamado que nasci beijada pelo fogo por causa da divindade olimpiana também se meu pai não houvesse dito que Trivia tinha cabelos cor de cobre quando se deitaram. Lembrar da minha mãe me fez parar e pensar um pouco. Vulcano não tinha culpa de nada e eu estava agindo como uma adolescente rebelde - mas considerando que com quinze anos a maioria era, acho que o deus das forjas podia me perdoar.

Eu estava realmente tentando melhorar minhas habilidades com o Martelo e me sentia, no mínimo, frustrada com minha capacidade bem limitada com aquela arma. Sabia apenas o suficiente lara usar em uma forja, no entanto queria modificar aquilo. Claro que eu não precisava aprender, pois Victor podia fazer com as mãos coisas limpas o que precisaria de várias marteladas para realizar. Precisaria negociar com o neto de Hércules aulas particulares para aprender melhor combate físico.

- Seria ótimo se ele pudesse me ensinar um pouco de combate, já que foi da Vanguarda.

Reclamei baixo com ninguém em especial, falando em dinamarquês. Deu uma pausa no treino para retirar os fios de cabelo que caia nos olhos e ajeitar o rabo de cavalo. Foi quando notei um semideus próximo e suspirei. Não parecia ter muita experiência de combate e era homem, mas uma parte de mim forçou-me a ir até ele segurando a arma.

- Nunca usou como arma, ao que parece. Separe um pouco as pernas, dará maie equilíbrio... Não sou especialista nisso, mas segurar assim da mais firmeza.

Segurei o martelo de combate como havia visto Victor e outros semideuses com habilidades mais combativas fazerem. Havia selecionado para mim uma arma cujo cabo leve e delgado compensasse o peso da cabeça e tornasse manuseio mais simples - o que basicamente tornava o martelo uma marreta, praticamente. Entre as mãos, havia um espaço para o caso de bloqueiar um golpe de espada.

Ao notar que cheguei de repente e já o corrigindo, as bochechas tomaram a cor dos cabelos e me apressei em dizer.

- Desculpe me intrometer... Não queria atrapalhar. Eu só quis ajudar... Entendo um pouco por causa do meu pai... - Careta. - Sou Freya Stormborn, filha de Trivia e legado de Vulcano, quarta coorte, especializada em suporte.
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Mensagem por Pietro S. Vicário em Seg Dez 25, 2017 12:39 am
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Não demorou muito até que algum dos semideuses se aproximasse afim de lhe ajudar, para minha surpresa era uma garota ruiva que por sorte também segurava um martelo, então poderia lhe dar uma ajuda mais específica. Ela não parecia ser uma guerreira, tinha um ar simpático demais para isso, mas já chegara dando dicas. Eu estava tão errado que ela já disparara várias correções e notara que não fazia a menor ideia do que estava fazendo.

Seguindo os conselhos dela, flexionei levemente os joelhos e segurei o martelo com a mão mais perto da metade do cabo, fazendo um movimento com o meu pulso e batendo com a base metálica na palma da minha outra mão.

- Não, nunca usei nada cortante ou perfurante como arma antes, na verdade. De fato sou novo aqui, cheguei há alguns dias atrás... Me chamo Pietro e ainda estou tentando me achar aqui, prazer.

Bato com o martelo na palma da minha mão novamente, meus protocolos sociais começavam a pifar. Nunca havia falado com alguém que segurava um martelo de guerra nas mãos e que apesar de parecer amigável podia esmagar minha cabeça. Mas ainda assim me esforcei para ser mais sociável e não deixar o assunto morrer ali.

- Obrigado pela ajuda, já parece mais natural mover o martelo assim, nessa posição. Você é uma guerreira aqui, certo? Poderia me ajudar a treinar? Preciso ficar bom nisso.

Sinto o peso do martelo e o abaixo, observando aquela atmosfera de guerra. Volto minha atenção para Freya e pergunto:

- Ainda estou nas noções básicas, mas já usei o martelo no sentido mais comum mesmo. Mas não sei nada mais que esmagar as coisas, como vocês lutam com isso?




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Mensagem por Freya Stormborn em Seg Dez 25, 2017 12:56 am
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Não estava exatamente a vontade naquela situação, mas sabia que tinha certa responsabilidade em ajudar quem precisassr de auxílio pelo simples fato de estar ali desde muito cedo e, portanto, compreendia melhor que recém chegado as coisas ali.

- Prazer em conhece-lo e espero que goste do Acampamento. Aprendi um básico de combate, mas não sou exatamente guerreira. Prefiro cuidar de feridos ou lançar magias, no entanto meu parceiro já foi da Vanguarda e é bom com armas pesadas. Vi ele usando algumas vezes.

Ao falar, me posicionei diante de um fantoche próximo. Eu não tinha muita força física e como já disse não era especialista naquela arma, mas sabia como ser rápida e onde poderia bater para tirar o melhor resultado possível.

- Armas como martelos e clavas são melhores para quebrar ossos e causar lesões a músculos. Com um pouco de força, você amassa armaduras também.

Descrevi um arco transversal com a arma para golpear o fantoche no ombro direito enquanto rodava e usava a força cinética somada ao meu peso para atingir e ampliar os danos causados aquela pobre coisa desprovida de vida ou vontade. Desprovida de capacidade de defesa.

- Se somar seu peso ao golpe fica melhor... É o que faço, já que não sou forte.
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Mensagem por Pietro S. Vicário em Seg Dez 25, 2017 1:59 am
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Aquela garota aparentemente indefesa sabia como esmagar ossos. Realmente aquele era um lugar de loucos, mas se havia de me entregar aquela loucura para vingar meus pais adotivos, pois então entraria. Pelo que havia entendido, monstros com cabeça de cachorro e coisas piores me perseguiriam sempre que saísse dali. Fosse história da carochinha ou não, o melhor era estrar preparado. Observei com atenção os movimentos dela e segurei o cabo do martelo com mais força.

- Certo...

Levo o martelo até a altura da minha cabeça e faço um ataque transversal, de cima para baixo, com toda a minha força. Acerto perto do ombro do boneco inanimado, com um alvo tão vulnerável era difícil errar, precisaria ser um pateta completo. Ainda assim demorei para me recuperar do golpe por causa da força empregada, me segurei para não perder o equilíbrio e me ergui novamente, mais próximo do alvo do que gostaria.

- Isso é ótimo para descontar a raiva, né? Gostei

Sorrio, voltando novamente minha atenção para a garota e coço minha nuca, perguntando:

- E aí, de zero a dez tirei quanto?

Estalo o meu pescoço, olhando para a menina de modo mais respeitoso após ela demonstrar que sabia mais de combates do que aparentava, mesmo dizendo não ser sua especialidade. Olho para o boneco de madeira e emendo outra pergunta:

- Quais outros tipos de golpe posso treinar com o martelo? Ou é só bater de qualquer direção? Porque pareceu eficiente isso aqui

Rio levemente, orgulhoso do martelo.




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Mensagem por Freya Stormborn em Seg Dez 25, 2017 3:17 pm
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Observei ele atacando o fantoche e bati palmas para ele, sorrindo após pousar a cabeça do martelo no chão e deixar apoiado na parte de dentro do meu cotovelo. Apesar de ser fácil acertar o alvo imóve, não ter se atingido no processo era admirável. Aquela era uma falha relativamente comum entre semideuses que nunca tinham manejado a arma e, quando me perguntou a nota, cruzei os braços abaixo dos seios.

- Eu lhe daria um oito por não ter se atingido no processo. É bem comum isso acontecer... E o movimento como um todo não foi ruim. Você logo irá notar que a cada treino se recupera mais rápido e se cansa mais lentamente, então não se preocupe com isso... E a proximidade... Só é um problema se não tiver outra arma consigo. Imagine atingir assim seu inimigo. O braço quebraria e provavelmente cairia de joelhos ou recuaria... Então a lâmina de uma espada ou machado vai e perfura estômago dele ou corta a cabeça.

Uma imagem violenta, mas que poderia inspirar ele dependendo de sua tendência a odiar e se vingar de monstros. Então as perguntas seguintes vieram e precisei ponderar um pouco. Não era como uma espada que existem milhares de formas de se golpear e, por valorizar a força física, se tornava pesada demais para a maioria das minhas macaquices. O olhar se perdeu pelos fantoches e pessoas na arena que treinavam e não sei quando tempo fiquei em silêncio antes de responder o rapaz com o calmo tom de sempre.

- A essência da arma é mais bater e quebrar o máximo de ossos antes de ser atingido, mas da pra fazer algumas outras coisas.

Enquanto falava, tornei a pegar a arma e segurar com as mãos separas. Ergui horizontalmente a arma e ergui como se bloqueasse algum ataque, girei o corpo para direita junto com a arma como se para tirar o golpe de mim e usando movimento bati nas costelas do lado esquerdo do fantoche.

- Se feito corretamente e mais rápido que agora, o inimigo vai abrir a guarda após você defender o golpe e então você acerta na região das costelas. Mesmo se não quebrar nada, o impacto deixa ele sem ar. Aplique uma série de golpes na sequência e seu inimigo dificilmente sai inteiro.
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Mensagem por Pietro S. Vicário em Seg Dez 25, 2017 4:08 pm
[quote="Pietro S. Vicário"]
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Prestei bastante atenção nas palavras dela, satisfeito com a minha nota inicial. Ainda precisava melhorar bastante, mas me imaginar esmagando o corpo de um daquele monstros e em seguida arrancado sua cabeça com outra arma lhe apetecia a sede de vingança, podia sentir pela adrenalina que subitamente aumentar, só com a imaginação. Ele segurou o martelo novamente com mais firmeza e se afastou um passo para que Freya demonstrasse mais alguns movimentos com o martelo.

A ideia de bloquear um golpe com o martelo lhe parecia genial. Eu simplesmente não havia pensado que monstros deveriam ser ótimos em combater adolescentes armados e que poderiam contra-atacar de maneira fatal facilmente. Geralmente só pensava em mata-los e não em duelar contra eles, anotei mentalmente que precisava se atentar mais a isso se quisesse uma chance de sobreviver naquele mundo.

Observei com atenção os movimentos de bloqueio e o contra ataque que Freya havia feito contra o boneco. Relaxei os ombros, estalei o pescoço e comentei:

- Muito bem, deixa eu tentar. 1, 2, 3...

Me aproximei do boneco e ergui o martelo, segurando o cabo com as duas mãos separadas, como se aparasse um golpe com ele. Em seguida voltei a movimentar a arma com apenas uma das minhas mãos, girando o corpo com toda a minha força, pegando impulso para acertar o que seria a costela do boneco. Estava confiante naquela tentativa, talvez por isso tivesse cometido um pequeno descuido, já até avisado. Com o impacto o boneco simplesmente girou e antes que pudesse me recuperar um dos seus braços de ferro me atingiu de raspão no ombro.

Gritei de forma contida, tanto pela dor como por raiva do erro bobo e reunindo mais uma vez a minha força me empolguei para erguer o martelo antes que o boneco estivesse novamente inerte. Desferi um golpe de cima para baixo com força, acertando novamente o peito de madeira do meu alvo, rachando a mesma pela violência do golpe. Não esperei que ele girasse daquela vez e recuei um passo o mais rápido que consegui, sentindo meu braço protestar, ainda vibrando pelos impactos que aguentou.

- Merda, bem que você falou...

Disse, passando um dedo na ferida que sangrava um pouco. Era um corte superficial, nada de muito grave, mas ainda assim ardia. Olhei para Freya com uma careta sem graça e pude sentir um calor emanar em mim, algo errado estava acontecendo. Sob minha cabeça pairava um símbolo estranho, semelhante a um martelo.

Vantagem:
— PERÍCIA EM [MARTELO] [??? Pontos]: Seu personagem tem uma grande aptidão para o manuseio de uma arma, seja pelo seu background, seja por afinidade. Ele se adaptará a arma com maior facilidade e seu treinamento fluirá muito mais rápido, tornando-o um perito.






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Mensagem por Freya Stormborn em Seg Dez 25, 2017 8:01 pm
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Outra pessoa teria rido dele, mas eu não. Apesar de estarem reclusas em seu suporte, as hidden blades estavam em meus antebraços e ativei jm dos mecanismos para revelar a lâmina de fio duplo de ouro. Cortei uma tira da minha blusa e usei para conter o sangramento no braço do semideus após retrair de novo a lâmina - não queria enfiar sem querer a arma nele enquanto tentava cuidar do ferimento. Mesmo que não fosse grave o suficiente para matar o semideus, poderia ser incomodo ou até atrapalhar de chegasse nas mãos. Imagine se ficasse pegajoso nas mãos e ele com uma arma! Preocupada, franzi o cenho e coçando o queixo.

- Não posso fazer muito pelo corte sem material nece...

E o holograma apareceu em sua cabeça. Vulcano. Aquele rapaz que eu tentava ajudar era meu tio. Senti repulsa pela palavra, mas contive o melhor possível a expressão. Ia dar um tapinha no braço dele, mas o corte e ele ser alguém que mal conhecia causaram hesitação e depois desistência no gesto que iniciei. Era diferente de comemorar dando tapas, ainda que amigáveis, em alguém que tinha intimidade e que mal perceberia mesmo se eu usasse toda a força.

- Parabéns, titio. Parece que Vulcano decidiu assumir a paternidade. É raro os deuses assumirem seus filhos. Se sente bem para continuar? Quer comemorar que agora conhece sua linhagem? Juro que não contarei a ninguém.

A última frase assumiu um tom mais leve e brincalhão, tentando relaxar ele. Aquele era um momento especial para maioria de nós: o momento que o período probatório terminaria e que seriamos semideuses completos, o momento que seríamos membros mais atuantes da legião. Mas também havia o peso de assumir funções e obrigações, o momento em que olhariamos como iguais para os outros e que as cobranças seriam maiores.

- Isso vai te ajudar com a arma, tenho certeza. Vai notar que sabe como usar por causa das forjas... E é a arma preferida do seu pai. Eu me sinto super a vontade com armas elementais e laminas leves, por exemplo, por serem comuns aos devotos de minha mãe.

Após falar, apoiei a cabeça da arma no chão e coloquei o pé em cima, em uma pose descontraída. Eu continuaria meu treino mesmo se ele parasse, mas caso fosse ficar tentaria auxiliar ele um pouco mais com a arma.

Vantagem:
— CONHECIMENTO EM MEDICINA [-4 pontos]: Curandeiro ou não, seu personagem é o ideal para tratar quaisquer ferimentos de grau leve ou médio, podendo ter estudado um pouco o assunto no passado. Você pode fazer conhecimento das técnicas mais ortodoxas para curar um ferimento ou fratura.
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Mensagem por Pietro S. Vicário em Seg Dez 25, 2017 9:51 pm
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As lâminas ocultas nos pulsos da garota não passaram desabercebidas por mim, mas ela havia sacado para me ajudar. Espero que ela amarre a tira de tecido na minha ferida, fazendo uma careta. Não estava acreditando que havia sido tão tolo de me machucar logo no primeiro treino. Movo meu ombro quando ela termina, testando as limitações dos meus movimentos.

– Acho que consigo s-.

Me assusto com a presença do holograma sobre a minha cabeça, mas me o que mais me espanta era o significado daquilo. As palavras da garota fazem minha mente dar um nó. Já havia, obviamente, ouvido falar dos parentescos divinos e sabia que era filho de algum deus, mas até ali aquilo permanecia sendo uma das coisas mais surreais da história, parando para pensar, sequer havia levado tão a sério.

- T-tio? Vou precisar acostumar com isso. Essa coisa de parentesco está bugando a minha mente de verdade.

Bato com a mão na lateral da minha cabeça, deixando para compreender o significado daquilo mais tarde. Arqueio uma sobrancelha, voltando minha atenção para Freya e pergunto curioso:

– Se sou seu tio, de quem você é filha?

Levanto o martelo e bato na palma da minha mão novamente, olho para a menina e digo:

- Então é a arma preferida do meu pai? Interessante

Ainda soava estranho ter um pai biológico, mas as palavras fogem da minha boca ainda assim. Olho para o alvo danificado e apesar do ombro machucado, ainda me sentia confiante para continuar:

- Acho que podemos continuar o treino, se quiser. Vou deixar para entender isso de linhagem depois, nem sei se é motivo de comemoração ainda... Bom, fica pra depois.

Apoio o martelo no ombro e pergunto:

– Qual a próxima lição?

Vantagem:
— PERÍCIA EM [MARTELO] [??? Pontos]: Seu personagem tem uma grande aptidão para o manuseio de uma arma, seja pelo seu background, seja por afinidade. Ele se adaptará a arma com maior facilidade e seu treinamento fluirá muito mais rápido, tornando-o um perito.







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Mensagem por Freya Stormborn em Seg Dez 25, 2017 11:02 pm
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Era realmente divertido assistir alguém confuso depois de ser reclamado, se a pessoa não estava acostumada com o mundo divino. Olhei o fantoche destruído e suspirei, indicando outro livre para que pudesse treinar mais com a arma. Estava na hora de começarmos a praticar coordenação entre olho, mãos e pés.

- Meu pai, Siegfried, é filho de Vulcano, portanto seu irmão... Então ele teve uma relação de uma única noite com a deusa da magia e encruzilhadas. Eu nasci dessa união curta dos dois.

Respondi com calma. Falar de como eu nasci não era um tabu realmente e me sentia quase a vontade em ter nascido em um relacionamento curto. Deuses causavam problemas quando ficavam demais em nosso mundo e dificilmente eu estaria tão bem quanto hoje se meus pais houvessem se envolvido mais.

- Irei sugerir um exercício agora a você... Pode ajudar em combate, quando sua vida está em risco e você precisa se defender de um ou mais inimigos.

Com o meu próprio fantoche, comecei a demonstração da rotina. Golpe no ombro girando a arma e atingindo de cima para baixo, esquiva para direita, bloqueio, golpe nas costelas da esquerda, saltar para trás e esquerda, avançar e bater com martelo de baixo para cima no maxilar enquanto recuava um passo e já armava a defesa com a arma. A cada ação, anunciava o que estava fazendo para que ele acompanhasse melhor.

Pela falta de força física que possuía, usava toda minha agilidade combinada com a força do movimento cinético das ações. Por causa da velocidade que era obrigada a empregar nos movimentos para eles serem efetivos, temia a possibilidade de Pietro talvez ter problemas para lembrar a ordem.

- Vou fazer de novo. - Repeti a sequência de movimentos anunciando os golpes mais duas vezes antes de pausar e relaxar como soldados de um exército. - Se sente confiante em fazer? A ideia é que você comece a se mover enquanto golpeia e use o melhor possível a força do seu próprio movimento. Não basta apenas bloquear golpes, precisa saber evitar eles. Como pode reparar, é muito fácil acertar fantoches imóveis. Imagine um dracaenae na sua frente com uma espada. Se ficar parado, ela te prende com a cauda e te esmaga ou te corta ao meio se ficar parado. O movimento irá ajudar a ser um alvo mais difícil.

Fiz uma pausa para ele assimilar as palavras, enquanto eu tomava um pouco de ar para retomar a fala.

- Mas quero deixar registrado: não se mova em excesso ou você irá cair na arma de seu oponente com ele imóvel. Estude seu alvo, leia as intenções dele nos olhos, se antecipe... Escute seus instintos. Se eles gritam "se abaixe", você se abaixa. Se eles gritam "corra", você corre. Eles são o nosso maior aliado.

Sim, nossos instintos salvavam nossas vidas se os escutasse. Quantos semideuses não escaparam por um triz de serem trucidados porque souberam escutar o vínculo que tinham com os deuses e suas lutas?

Vantagem:
AGILIDADE: Seus movimentos são ágeis, você é capaz de se mover com velocidade facilmente. É capaz de se esquivar de golpes com facilidade e realizá-los ainda mais rápido do que o normal.
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Mensagem por Pietro S. Vicário em Ter Dez 26, 2017 12:17 am
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Não sabia bem o motivo de ter perguntado o parentesco da menina tão de supetão, não entendera completamente o que ela havia me informado, mas guardei a informação. Talvez tivesse sentido a necessidade de saber já que a minha foi revelada de maneira tão explícita. Pelo menos me senti mais confortável em saber que não era apenas eu quem tinha uma história bizarra de parentesco ali, talvez eu só tivesse que aceitar e pronto, sem dramas. Dei de ombros, afastando de vez esses pensamentos e me voltando totalmente para o combate.

Parecia que o treino iria começar de verdade, Freya tomara uma atitude ainda mais experiente depois da minha reclamação. Seus movimentos eram rápidos, tentava acompanhar com a máxima atenção, tentando memorizar a sequência de golpes que ela desferia de uma vez contra o boneco. Duvidava que fosse tão fácil quanto ela fazia parecer fazer.

Anotei também as dicas de combate, principalmente a de confiar em meus instintos. Lembrava bem do meu impulso de correr quando a criatura monstruosa apareceu perto da oficina do tio Mark, era a razão para eu ainda estar vivo, afinal. Parte de mim estava ansiosa para duelar contra algum monstro, totalmente motivada pela minha sede de vingança e talvez pela minha tolice. A outra parte sabia do perigo.
Quando Freya terminou sua sequência de ataques, me coloquei de frente ao boneco ao lado e suspirei fundo, segurando a arma com vontade. Encarei o boneco de madeira por alguns segundos, relembrando a sequências de golpe que assistira a pouco e então tomei fôlego para começar. Elevei o martelo até a altura da minha cabeça e desferi um golpe de cima para baixo no boneco, acertando seu “ombro”. Rapidamente girei a arma, segurando-a com as duas mãos separadas, usando o cabo para aparar o braço metálico que girara rápido em minha direção. Senti meu ombro arder levemente com o impacto da defesa, mas sem titubear continuei a sequência, fazendo um golpe lateral direcionado precisamente as costelas do alvo e me afastei com um salto para trás. Girei para esquerda, ficando novamente de frente para o boneco e com um movimento de baixo para cima acertei seu “maxilar”, sentindo um pouco de dificuldade para isso. Martelar de cima para baixo era um movimento mais comum, fácil e intuitivo de se fazer, agora um ataque de baixo para cima podia pegar um inimigo desprevenido. Anotei isso mentalmente enquanto pulava para trás mais uma vez e ficar em guarda, levemente arfante.

- Isso é difícil de se fazer, nossa. – Suspiro fundo e levanto o martelo novamente, dizendo – Ainda preciso melhorar muito.

Repito toda a sequência de golpes com a mesma vontade duas vezes, dando maior ênfase e atenção no golpe de baixo para cima e na defesa com o cabo do martelo, um porque era difícil de fazer e o outro porque não queria mais um corte. Fico atento para não me machucar novamente e ao final da segunda sequência já sinto meu corpo começar a protestar, principalmente a área machucada. Descanso o martelo no chão e olho para Freya, arqueando a sobrancelha:

- Hum, isso cansa mas é até divertido. Obrigado mais uma vez. Alguma outra lição imprescindível para a minha sobrevivência?

Era difícil admitir para mim mesmo, mas aquele treinamento havia conseguido fisgar um pouco melhor a minha vontade de viver aquele mundo mitológico, não que eu tivesse escolha.


Vantagem:
— PERÍCIA EM [MARTELO] [??? Pontos]: Seu personagem tem uma grande aptidão para o manuseio de uma arma, seja pelo seu background, seja por afinidade. Ele se adaptará a arma com maior facilidade e seu treinamento fluirá muito mais rápido, tornando-o um perito.

AGILIDADE: Seus movimentos são ágeis, você é capaz de se mover com velocidade facilmente. É capaz de se esquivar de golpes com facilidade e realizá-los ainda mais rápido do que o normal.








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Mensagem por Freya Stormborn em Ter Dez 26, 2017 1:16 am
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Eu não disse nada, mas o rapaz possuía talento com a arma. Faltava apenas prática para que ele ficasse ainda melhor. Não que eu fosse uma especialista em encontrar talentos nem nada assim, mas sabia reconhecer quando alguém era bom em alguma coiss - mesmo um homem que mal conhecia. A humildade deveria existir mesmo entre semideuses, humanos e monstros. Assumir quando alguém era bom em algo e/ou melhor que você era necessário se você desejasse evoluir como pessoa e guerreiro. Talvez fosse bom elogiar um pouco ele e mostrar que todos aqui estavam sujeitos a erros e falhas.

- Você fez bem, apesar da dificuldade. Eu também tenho problemas com isso... Fico observando o sol da minha vida treinando e depois tento imitar ele... Quando tentei essa sequência as primeiras vezes quase quebrei meu próprio maxilar... E teve as vezes que tropecei no ar e cai de cara no chão. Pergunte ao Victor von Doom, se encontrar ele por ai, e com certeza ele poderá te dizer quantas vezes já me machuquei em treinos e por besteira. Você foi ótimo, sério.

Ele questionou se tinha alguma dica para ele e dei um sorriso mais largo. Apesar de não morrer de amores por homens - e eu tinha meus motivos para isso -, não me negaria a ajudar um irmão de armas. Especialmente quando isso poderia significar que a vida dele lá fora poderia estar em riscos se decidisse omitir.

- Tenho algumas... Mesmo que você decida se especializar em martelos, por exemplo, saiba um mínimo de todas as armas. Aqui dentro temos situações perfeitas e ideais: escolhemos a arma que desejamos e sempre temos uma quando queremos. Nossos inimigos nem sempre atacam de volta aqui e muitas vezes não temos que nos preocupar com armas. Lá fora, os monstros usam espadas, lanças, redes, tridentes, garras e dentes se formos dizer o mínimo. Aprenda a usar para saber se defender nas horas que só o instinto não der conta. Lutar sem armas também pode ser útil, para o caso de sua arma voar para longe ou simplesmente for pego de surpresa.

Uma pausa para respirar, trocar o apoio de um pé para o outro e continuei em um tom mais brando que o anterior. Estava me sentindo quase importante e sabia ali, quase invocando o aspecto tríplice da deusa da magia na hora de falar - mais especificamente o aspecto da anciã.

- Depois, seja gentil com as pessoas. Todas são boas em algo e ninguém gosta de perder. Faça um elogio sincero quando for necessário e ao criticar tente não ser rude. Ser firme é uma coisa, mas desdém ou grosseiria atraem inimigos e, sinceramente, já bastam os monstros. Se superar alguém em algo, a pessoa não gostará, no entanto reagirá da melhor forma possível. Encontre algo que gostou e elogie... Ganhará um aliado se for sincero, ou pelo menos alguém menos disposto a te matar. Por último, entretanto não menos importante, não se deixe levar pela aparência, de monstros ou pessoas. A névoa atrapalha discernir eles e, mesmo quando se vê a verdadeira forma, achar que um oponente é inofensivo pode ser um erro fatal.

Nessa hora, olhei ao redor procurando exemplos e vi uma figura conhecida. Com seus dois metros e um centímetro de puro músculos e cabelos mais ou menos na altura dos ombros, Victor entrava nos Campos de Marte e sorriu para mim. Minha face rapidamente ficou da cor dos meus cabelos e acenei de volta, antes de tocar os lábios com a ponta dos dedos e estender estes para o semideus, assoprando em um gesto claro de mandar um beijo.

- Olhe para ele e esqueça o que me viu fazer. Ele seria sua primeira preocupação, provavelmente, porque ele é enorme e você acharia que não sei me defender. Provavelmente se derrotasse ele primeiro, eu teria problemas, mas não sou tão inofensiva quanto pareço.
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Mensagem por Pietro S. Vicário em Ter Dez 26, 2017 10:51 am
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Sinto um sutil sorriso se formar em meus lábios quando a semideusa admite que eu havia ido bem com o martelo daquela vez, de fato havia feito o meu melhor, talvez já estivesse pondo em prática a dica anterior de confiar em meus instintos e deixá-los guiar meus movimentos, pois, apesar de ter gravado a ordem dos movimentos, se parasse para pensar mal acreditaria que eu havia dado uma sequência de golpes com um martelo de guerra. Nem parecia eu.

Talvez de fato um outro eu estivesse em construção naquele acampamento, um Pietro que ligasse com a guerra e monstros da mesma forma que lidava com a escola e com a oficina algum tempo atrás. Uma mudança total de perspectiva de vida. 

Como não era a primeira menção dela ao seu namorado, anotei mentalmente o seu nome, Victor von Doom. Quem sabe futuramente não treinasse com o mesmo, não conhecia ninguém ali, tinha que começar a me familiarizar com os nomes.

- Obrigado

Digo baixo, um pouco sem jeito, xingando mentalmente minha falta de habilidade social. Olho para o martelo, ela havia falado de me especializar na arma, parecia uma boa ideia. Sentia uma ligação com ele, talvez sentisse com outras armas também, não havia experimentado nenhuma outra. Faria treinos diferenciados, saber o básico de cada arma realmente parecia o ideal, seguiria o conselho de Freya.

Presto muita atenção nas palavras sábias que se seguem, dicas valiosas para alguém que estava começando aquela vida. Principalmente porque no início do treinamento havia me surpreendido com a aparência dela, não era um erro que cometeria novamente, com ninguém. Aquele mundo ainda era estranho para mim, seria muita presunção minha ousar julgar. Ali o treinamento extrapolara apenas a parte física, havia sido também uma ótima introdução teórica para alguém completamente perdido.

- Obrigado mais uma vez pelas dicas, Freya. Realmente, não estou em posição de fazer suposições, muita coisa ainda me surpreende e surpreenderá. Vou seguir seus conselhos, todos eles, fico muito grato por ter me ajudado a me encontrar

Faço uma pequena mensura, demonstrando meu agradecimento e sorrio, olhando para o gigante que ela apontara.

– Acho que cheguei no meu limite, ainda não estou em forma - Dou uma pequena risada, sentindo o cansaço do meu corpo – E acho que ele te espera. Nos vemos por aí, Freya.

Aceno com a minha cabeça e apoio o cabo do martelo em meus ombros, partindo para um caminho diferente do dela. Guardo a arma no mesmo lugar que a peguei e decidi que iria explorar aquele acampamento.


Vantagem:
— PERÍCIA EM [MARTELO] [??? Pontos]: Seu personagem tem uma grande aptidão para o manuseio de uma arma, seja pelo seu background, seja por afinidade. Ele se adaptará a arma com maior facilidade e seu treinamento fluirá muito mais rápido, tornando-o um perito.

AGILIDADE: Seus movimentos são ágeis, você é capaz de se mover com velocidade facilmente. É capaz de se esquivar de golpes com facilidade e realiza-los ainda mais rápido do que o normal.








Pietro S. Vicário
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Mensagem por Pietro S. Vicário em Ter Dez 26, 2017 10:52 am
* Treinamento encerrado, esperando avaliação *
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Mensagem por Leto em Qua Dez 27, 2017 12:25 am
Avaliação


Freya e Pietro:  Primeiramente,  eu gostaria de dizer que gostei da forma como o treino foi desenvolvido como uma aprendizagem, onde nenhum de vocês realmente era experiente com o uso das armas, acho isso extremamente coerente com o nível de vocês e a situação. Mas devido ao fato de ser um treino mais voltado para fala do que, em verdade um treino, irei diminuir a quantidade de xp ganha consideravelmente.

100xp (Cada) 150 dénarios. (cada)



Aguardando atualização


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  Death is cold, unjust, indifferent. And one day, it reaches everyone.”
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